Capítulo 4 4
Laura Lopes
Quando me aproximo mais do som, estou no segundo andar, em um corredor enorme, me aproximo mais e a porta de um quarto está aberta e vejo uma criança pequena de cabelos brancos ao lado de uma senhora, parece ser a avó dela, devido a idade.
A senhora se ajoelha e estende seus braços para o garotinho.
— Vem aqui, não precisa chorar. — mas o garotinho nega e se senta no chão, continuando a chorar.
A senhora parece não saber o que fazer. Eu me aproximo devagar, me apresentando a ela.
— Olá, bom dia. Desculpe chegar assim, mas ouvi o choro do garotinho, eu sou a Laura Lopes, umas da babás que veio para a entrevista. — falo mostrando um sorriso gentil a senhora, que se levanta a escutar minha voz e se apresenta.
— Eu sou Luiza Rodrigues, mãe do CEO Miguel Rodrigues, muito prazer Laura Lopes. — ela olha para o garoto que ainda chora e coça os seus olhos e diz com o semblante triste.
— Eu já tentei de tudo, mas ele não para, eu não sei o que ele quer. — olho para o garotinho e me aproximo dele.
— Se importa se eu...? — ela balança a cabeça e diz.
— Por favor, me ajude a descobrir o que houve com ele.
Eu assinto com a cabeça, e me abaixo e digo com a voz suave para criança.
— Oi garotinho, não precisa chorar, olha para a titia. — tento chamar a atenção dele tocando levemente em seu rostinho e ele se vira para mim, com os olhos molhados e o rosto triste. Ele me olha por um momento se acalmando e estende os seus braços pequenos.
Sorrio para ele, o pegando em meu colo, e ele devagar coloca sua cabeça em meu ombro.
Faço carinho em seus cabelos e digo.
— Calma, não precisa chorar, você quer dormir um pouquinho ou quer comer algo bem gostoso? Hum? — continuo a fazer carinho e escuto a sua voz baixinha e fina.
— Eu... quelu mimi titia... — ele funga o nariz e suas mãos macias e pequenas me abraçaram. Eu continuo a fazer carinho nele, transmitindo confiança no pequeno.
— Pode dormir no meu colo, tá bom? Quando quiser dormir é só falar tá bom? Quando você acordar podemos comer algo bem gostoso e brincar muito.
Sinto ele mexer a cabeça concordando e devagar a respiração dele fica mais lenta, e parece que devagar ele está se rendendo ao sono.
Começo a sorrir ao sentir o cheiro gostoso da criança, tem cheiro de amaciante infantil.
Crianças tem um cheiro tão gostoso.
Continuo a fazer o carinho, me sentindo feliz por ele ter se acalmado.
Olho para a avó da criança que me olha surpresa, e ao mesmo tempo feliz.
Ela parece ter gostado do garoto ter se acalmado e dormindo em meu colo. Devolvo o sorriso a ela, continuando com o carinho.
Passo o dia na casa do CEO junto as outras babás, sendo observava pela mãe do CEO e pelas câmeras de segurança.
Ela havia me dito que o seu filho é muito rico por trabalhar e dirigir o maior banco do estado, e por isso toma muito cuidado com quem deixa entrar em sua casa. E ela tem toda razão, todo cuidado é pouco.
Eu e o garotinho que se chama Hugo, brincamos bastante e consegui fazer ele sorrir, me senti feliz por ele não ter chorado mais, sempre me sinto mal quando alguma criança chora.
Quando era a vez de outras babás fazerem o teste com ele, para saber como seria a ração dele com as babás, Hugo não conversa muito com elas, não sorria e fica mais sério, não dando muito atenção, e percebo que a mãe do CEO fica pensativa sobre isso.
No fim do dia, quando todas nós terminamos, o nosso teste, o CEO chega, quando os meus olhos vão em direção a ele, eu sinto o meu coração palpitar, ele é um homem muito lindo e também sério, diferente do que eu imaginei, pois em minha cabeça eu imaginei um homem sem paciência e estressado.
Mas não, mesmo ele estando cansado, ele nos cumprimenta com um sorriso lindo, ele tem cabelos loiros escuros, físico forte, olhos cinzas, boca carnuda e sobrancelhas grossas.
Ele é um homem bastante atraente.
“ Preciso parar de olhar para ele assim.” desvio o olhar por um tempo, até a mãe dele dizer o meu nome, fazendo eu olhar em direção a eles.
— Essa é a Laura Lopes, uma das babás. Esse é o meu filho, Miguel Rodrigues. — Ao sorrir para ela, viro meu rosto para olhar para ele, que se aproxima de mim, fazendo meu coração acelerar mais uma vez.
Um sorriso curto aparece em seus lábios, e sua voz grossa eu ouço.
— É um prazer, Senhora Lopes. — ele diz formalmente e estende a sua mão. Devolvo um sorriso curto a ele e seguro em sua mão, sentindo um frio na minha barriga.
