Capítulo 1 Capítulo 01
Meus pais são bem religiosos, daqueles cegos onde tudo que nos acontece, ou é propósito ou é castigo de Deus, e ainda tem meu irmão, tão cego quanto, mas com uma pitada de sadismo, de prazer em me ver sofrer pelo simples fato que não querer ser alienada igual a eles. Eu sofri muito desde criança, até o ensino médio, onde muitas coisas aconteceram, e me trouxeram até essa situação, novamente, sentada no chão, escondida, chorando pelo rumo (ou falta dele) que minha vida está tomando...
Alguns anos atrás, no ensino médio:
— Bom dia, tem computador vago?-- pergunto
— Tem sim gatinha — responde o rapaz da lan-house.
— Coloca tempo livre pra mim, só vou usar o banheiro rapidinho e já volto — falo e vou em direção ao banheiro
— ESTÁ OCUPADO! — Respondo no susto quando vejo a porta abrir
— Eu sei, mocinha, e vai ficar ocupado mais um tempo — vejo o rapaz entrar e fechar a porta, e o desespero já toma conta de mim. Tento sair, grito, chuto o miserável que está tentando arrancar minha blusa, até que por sorte, chegam clientes na lan-house, e o infeliz sai como se nada estivesse acontecendo. E eu? Saio correndo, e na hora em que Miguel abre a porta, eu só me jogo em seus braços e choro até dormir.
Miguel.
Quando Laura bateu lá em casa, com a blusa rasgada e vermelha de tanto chorar, meu sangue ferveu de uma maneira que eu não consigo explicar, respirei fundo, tentei acalmar ela, sem fazer perguntas, deitei ela no meu colo e fiquei fazendo cafuné até dormir. Sei que os pais dela vão ficar possuídos de ódio quando souberem que ela está dormindo aqui, mas não vai ter jeito, vou ter q avisar, pior vai ser aguentar o olhar superior do escroto do irmão dela, naquele ali eu já queria ter descido a mão, mas ela nunca deixou... respiro fundo e disco o número da naja, que atende no segundo toque:
— Alô – Meu estômago revira só de ouvir a voz da megera;
— Oi dona Ana, Laura chegou aqui em casa chorando bastante, ainda não sei o que houve, mas ela chorou tanto que dormiu, é só pra avisar que ela está comigo e que quando acalmar, e acordar eu a levo pra casa.
— Vai adiantar eu falar pra acordar e trazer? Quando ela chegar em casa, vai ter mais motivo ainda pra chorar, problema se conta pra pai e mãe, não pra moleque qualquer perdido na vida.
— Não, dona Ana, eu não vou acordar ela pra levar, quando ela quiser ir, o perdido aqui leva. - reviro os olhos, respondo ironico de propósito e desligo.
Depois de uma breve discussão, entro no quarto, e Laura esta acordada olhando pra o teto:
— Me conta o que houve – falo passando as mãos no cabelo dela
— Você já me olhou como mulher? — pergunta com o olhar triste
— Cara, me conta logo o que houve — respondo pra desviar o foco, é lógico que eu a vejo com outros olhos, é inevitável sentir desejo depois de um tempo, mas óbvio que não vou falar isso pra ela, né?
— só vou contar depois que você responder a minha pergunta, por favor, Miguel, me fala.
Seus olhos estão marejados, e eu hesito um pouco, mas me dou por vencido e finalmente respondo
— Eu sou homem, Laura, você é linda, e é a única menina que nunca me deu mole, isso mexe com a cabeça da gente, mas eu nunca tentei, porque eu gosto da amizade da gente, e não quero que isso mude.
— E se em nome dessa amizade, eu pedisse pra você ficar comigo? – Senta no meu colo.
— Laura, me fala o que houve, você não faria isso se estivesse normal.
— Eu confio em você, Miguel, confio tanto, que quero que você seja o meu primeiro, por pouco ele seria um cara nojento, dentro de um banheiro, eu tô cansada de viver com medo, sabe? Parece que todo homem me olha, como se eu estivesse nua, então antes que alguém desconhecido consiga algo, eu quero experimentar como é transar por vontade própria, e quero que seja você.
— Você sabe que eu vou matar ele assim que você me falar quem é, não sabe? — encaro-a com ódio no olhar.
— Vai fazer o que eu quero? - sussurra.
—Tem certeza? - assente, olhando nos meus olhos.
Começo beijando sua boca e é estranho beijar assim, mas a boca da filha da puta encaixa certinho na minha. Deito ela na minha cama, sem parar o beijo, e fico por cima, paro o beijo e olho pra ela, tão linda com o rosto vermelho, e só pra ter certeza, pergunto novamente:
— É isso mesmo que você quer, Laura? – ela não responde, e só me puxa pra outro beijo…
Beijo sua orelha, depois o pescoço e vou fazendo uma trilha até o decote da sua blusa, ouço ela respirar pesado e sorrio. Desabotoo a blusa com cuidado, e que visão, meu Deus! tiro a blusa, junto com o sutiã, e começo a lamber seu seio direito, enquanto massageio o esquerdo com as mãos, vejo o quanto ela está sentindo prazer, e vou descendo, dando mordidas e beijos nos seios, na barriga, até chegar na sua buceta. Tiro seu short, beijo suas coxas, enquanto massageio seu clitóris por cima da calcinha, Laura se retorce de prazer gemendo contida, e sorrio satisfeito. Tiro sua calcinha, e coloco um dedo dentro dela, depois outro, e faço movimentos de vai e vem devagar, depois aumento a velocidade, enquanto chupo toda a buceta dela com vontade.
Ouvir os gemidos dessa garota me dá um tesão absurdo,e eu me pergunto porque não fiz isso antes. Ela quase grita quando goza na minha boca, eu volto a beijá-la, e pergunto de novo, rezando pra ela não mudar de ideia agora:
— Tem certeza? — Encaro suas bochechas coradas
— Absoluta, só coloca a camisinha, porque se eu engravido, dona Ana nos mata. – Ela fala sorrindo
Sem pensar 2 vezes, coloco a camisinha, e vou entrando nela devagar, ela começa a rebolar tentando se acostumar com o volume dentro dela, e assim que se sente confortável, pede pra eu acelerar.
— Sabe que você vai estragar meus esquemas deixando esse tanto de arranhão nas minhas costas, né? – falo e ela arranha ainda mais forte
— para de falar, e mete logo, Miguel, parece que o virgem aqui é você! – fala entre gemidos e eu rio
— Depois não faz bico falando que te machuquei, você que tá provocando — falo estocando ela com força, e a diaba geme mais alto ainda.
Ela me empurra pra o lado, e sobe em cima de mim:
— Nunca fiz isso – ri – você vai ter que me ensinar a sentar como você gosta – fala e dá um sorriso safado.
Seguro a sua cintura e vou movimentando, controlando a velocidade; sinto que ela está quase gozando e acelero as estocadas, até que gozamos juntos e ela cai exausta em cima de mim.
