Capítulo 9 Capítulo 9
CAPÍTULO 9
Wesley Taylor
Decidi pedir o meu almoço aqui na empresa mesmo, preciso adiantar o meu trabalho, e arrumar algumas merdas Que a Gilmara faz. Eu até posso demiti-la, mas foi um favor que fiz a um amigo, colocando a irmã dele para trabalhar aqui, então vou evitar enquanto der, mas paciência tem limite, e confesso que já estou muito cansado dela.
Vi que o Douglas estava me ligando, mas resolvi ignorar, ele está difícil hoje, e com certeza quer falar sobre a Louise, e eu não quero ouvir nada, então vou deixar ele em off hoje, sem contar o tanto de coisas que eu posso adiantar aqui, enquanto evito a chatice dele no meu ouvido.
Mas não adiantou nada, pois vinte minutos depois, ele já estava como um furacão dentro da minha sala, falando coisa, com coisa.
— Cara, respira! Fala uma coisa de cada vez, não entendi nada! — falei para ele.
— Tá, vamos por partes! Levei a Louise para almoçar...
— Mas, você não perdeu tempo, né? Tá certo que falei para ir fundo, mas pelo jeito se deram bem, para ela aceitar ir almoçar com você, assim fácil, pelo jeito eu não conheço ela mesmo! — Falo chateado com a situação.
— Que isso? Para de manha! Eu sou apenas amigo dela, e ela é uma mulher respeitável...
— Não caia na lábia dela, meu amigo! Aquela lá, de boba não tem nada — alerto ele.
— Tá, já chega! O que eu tenho para falar, é outra coisa.
— Hum... — Soltei os braços, e me ajeitei na cadeira, pois acredito que esse tipo de informação, é melhor receber assim, então me esparramei naquela confortável cadeira giratória, Douglas fez o mesmo.
— Estávamos almoçando, e o celular dela tocou, e eu vi conforme as suas feições, que só poderia ser alguém que ela gosta, e então quando ela voltou, aproveitei e perguntei se era um namorado... — disse, e começou a girar na cadeira. Ele sempre faz isso para me irritar.
— Fala logo, filho da mãe! — Digo, já sem paciência. — Era namorado, ou não?
— Não parecia que estava tão curioso a segundos atrás... — Aí! Pra que me bater? Não fiz nada? — Reclamou quando me levantei, e ataquei as minhas canetas nele, após o empurrar, pra ver se ele fala logo de uma vez.
— Ela tem namorado, sim, e ele é lá da Argentina.
— Hum... deve ser o mesmo que ela me enganou naquela época! Provavelmente deu certo, então! Só o trouxa aqui que se fodeu! — Digo puto da vida.
— E não é só isto... ela ainda falou que ligaria para o Ricardo, para lembrá-lo a respeito da vaga que ele prometeu aqui na empresa para o namorado. Pelo jeito, vai trazer o cara pra cá, e esfregar na sua cara, ainda!
— Mas, que merda! Agora vou ter que engolir o sujeitinho aqui perto de mim! — Digo muito chateado.
— É só você dizer que não tem vaga, e pronto — sugere o Douglas.
— Tarde demais! O Ricardo já me ligou, e pediu uma vaga hoje, e pelo perfil do cara, eu fiquei até feliz, e arrumei uma ótima vaga nos recursos humanos. Mas eu nunca imaginei que seria para o tal Júlio, eu nem sabia que ele tinha formação.
— É, cara! Pelo jeito, é melhor você esquecer mesmo. Vai ser melhor para você, porque ela seguiu com a vida dela. Do jeito que falava com o cara, o relacionamento parecia sério — Diz, e eu concordo.
— Vou viver a minha vida, e esquecer esse assunto! Agora me deixa trabalhar que está tudo atrasado aqui! — Digo já organizando os papéis do escritório, com raiva.
— Vou trabalhar também. Nos vemos no 'Sex Club'? — Pergunta ele.
— Vou pensar, ainda! Depende do tanto de serviço, e também estou pensando em chamar a Lúcia para dar uns pegas! — Respondo.
— Tá bom! Vou estar lá, se quiser aparecer! Até mais! — Diz ele.
Me despeço dele, e começo a trabalhar, terei uma reunião agora à tarde, e muitas coisas para resolver, então tenho pouco tempo.
Os fornecedores estão me dando trabalho, com as entregas, vou repassar todas as informações para o departamento responsável, e nem vou ficar me estressando com isso. Preciso resolver as minhas pendências aqui também.
Duas horas se passaram, não consegui resolver quase nada, tenho que entrar em contato com alguns clientes..., mas a Gilmara me liga:
— Senhor, já está na hora da reunião, vai precisar que eu o acompanhe? — Perguntou. Eu iria responder que sim, quando ela completou a frase:
— A tal Gomez disse que ela iria, e que a minha presença seria desnecessária, mas estou a disposição...
— Sim! Quero você lá! — Respondo, pois se a Louise pensa que vai se aproveitar a dar em cima de mim, novamente, está muito enganada. Eu vou aproveitar o descaramento da Gilmara para ela ver que aqui, quem é procurado, sou eu.
“Quero só ver a encrenca armada, ainda bem que é uma reunião interna, pois as duas juntas, é perigoso dar briga”.
Me dirigi para a sala de reuniões, e a Louise já estava lá, agora sem o casaco, e com as curvas mais expostas, estava uma tentação. E, o pior foi ver, uma roda de marmanjos em volta dela, todos de gracinhas, ou quase vesgos, de tanto a comerem com os olhos. Por que isso me dá tanta raiva? Preciso ignorar essas coisas... acorda Wesley!
Ela se abaixou na mesa, aparecendo um pouco mais da sua coxa, e os idiotas, quase foram junto, para olharem para ela, aquela saia é muito curta, eu realmente vou ter que reavaliar os padrões de vestimentas femininas na empresa, senão, vai complicar.
Gilmara chegou tentando chamar a atenção, e falando várias coisas, mas de longe se via, que ninguém estava interessado nela, e a atenção foi toda para a Louise, que estava bem tranquila, fazendo pouco caso das investidas.
“Quem vê, pensa que é santa! Mas, eu conheço o tipo dela...“
A reunião começou, e eu comecei a pedir os levantamentos de cada gerente ali presente, e a Gilmara já estava me estressando, de tanto que se intrometia na conversa sem necessidade nenhuma.
Então a Louise começa a reclamar:
— Senhores, pelas minhas contas, muita coisa aqui, não está batendo. Preciso fazer um levantamento mais detalhado para saber, corretamente, do que se trata.
— Não entendi senhorita Gomez, o que não está batendo nas contas do financeiro? — Eu digo para ela, que insiste em que tem algo errado lá.
— Eu já revisei tudo senhor Taylor, e não é possível, pois está falando números e documentos, e eu inclusive já solicitei uma auditoria e um balanço interno, mas não chegaram em minhas mãos ainda! — Diz a Louise, e os babões de plantão, ficam lá hipnotizados olhando ela falar, que nem piscam.
Garanto que se eu perguntar o que ela falou agora, ninguém sabe, porque ficaram lá, observando aquela boca carnuda, com um leve realce rosado que deixaria qualquer homem louco... “que raiva dessa feiticeira!“
— Gilmara, eu quero até amanhã todos os documentos que a senhorita Gomez pediu em sua mesa, ok? Isso é muito sério, e preciso que seja resolvido quanto antes! — exijo.
— Sim, senhor Taylor! — Responde ela.
— Eu não conhecia a gerente do financeiro, só ouvi falar, e o representante daqui era muito fechado, e um pouco tapado, também! Mas, preciso dizer que a senhorita Gomez, é uma mulher maravilhosa. E pelo que vi, vai enfim conseguir arrumar essa bagunça interna que estamos passando. — Diz o aproveitador do Maick que só falta se jogar no colo dela.
— Obrigada senhor Maick! Com certeza farei o meu melhor! — Diz a Louise.
— Eu também achei, essa moça vai longe. — Diz o senhor Petrovick, um senhor de idade.
Está ficando difícil, pelo jeito a Louise tem bastante puxa saco, e está me matando essa cena que parece de filme, onde todos querem tirar uma casquinha dela, isso ainda vai me fazer pirar. Pois, estou me esforçando e tentando ignorar tudo isso, mas está ficando difícil, essa mulher é uma tortura... é tão feiticeira, que a filha da mãe, nem está fazendo nada, e consegue manter todos de olho nela.
“Eu não pensei, que um dia passaria por isso!“
