Capítulo 4 Capitulo 3
A transformação é basicamente o que difere os ninjas dos humanos. Mas ela só pode acontecer depois que o ninja descobrir sua habilidade. Geralmente isso acontece aos 16 anos. A habilidade fala com você. Eu já passei da idade e outra pessoa já teria desistido, mas eu sei que sou um ninja. Eu posso ver dentro de mim. Meu pai disse uma vez que geralmente quando a transformação demora para acontecer, é porque o ninja possui uma habilidade fraca.
Eu devo ser algum ninja psíquico com habilidades nada interessantes. Só isso pode ser explicado por essa demora.
Eu sempre quis ter a habilidade da névoa, como meu pai. É ótimo para um combate corpo a corpo.
Ser um ninja não é nada fácil. Geralmente somos treinados desde os 5 anos ou até menos. Não temos uma academia ou escola para ninjas, somos treinados por nossos pais ou avós. Existem pessoas que nasceram ninjas, mas os pais são humanos normais, então nunca foram descobertos que eram ninjas. Às vezes a linhagem ninja pula uma ou duas gerações.
Enfim, quando um ninja completa 18 anos, ele já pode fazer missões secretas. Cada país tem uma organização que nos direciona as missões. Dependendo do nível do ninja, ele pode fazer missões para governadores, ou presidente, combater espiões, impedir que ninjas façam mal entre outros. Nunca houve termos ninjas do mal recorrentes, apenas um ou outro, mas agora com esse ciclo da Diana, nossos melhores ninjas estão sendo mortos.
Ao todo são 6 países criados por ninjas e nomeados em homenagem aos ninjas elementares. Bem antes dos ninjas serem quase extintos e nos escondermos dos humanos.
País do fogo. Fica mais ao norte. É de lá que vêm os ninjas mais talentosos do mundo. Esse país é o maior construtor de armas do mundo.
País do Vento. Fica mais ao sul. Lá é bem frio, é o país com maior concentração de humanos. É um país meio pobre. As plantações não resistem ao frio na maior parte do ano então tem que importar de outros países, apesar disso, é o país mais avançado em termos de tecnologia e exporta para todo o mundo.
País da água. É o país pacífico. Lá, ao contrário de outros países, não sofre com problemas de economia, mas não são muitos os ninjas conhecidos de lá. As maiores hidrelétricas estão localizadas. Ó país da luz!
País da terra. O país da agricultura. Dizem que se você plantar qualquer coisa lá, cresce. Eles exportam comida para todos os outros países.
País do relâmpago. É o maior país em extensão territorial. Lá é lindo. Chamamos de país do turismo.
E tem o País Central. Como o nome diz, é o centro de tudo. Cada país tem um presidente, mas o País Central tem o Soberano. Ele está acima de todos os presidentes. Seu nome é Owen Washington. Ele é o ninja de personalidade liderança, porém apenas os ninjas sabem que ele é um de nós. Ele é um homem bom que sabe o que faz. Temos um sistema que funciona graças a ele.
Eu sempre morei no País Central.
Sempre gostei daqui. O Soberano colocou os melhores ninjas atrás de Diana. Meu sonho é ser um desses ninjas.
Bom, eu tenho que treinar e ficar cada vez mais forte.
Desço até a sala de treinamento e treino com bonecos por tanto tempo que nem percebo quando anoitece. Minhas mãos já estão dormentes. Lembro que no começo eu tinha calos por todo canto e às vezes até sangrava, mas hoje em dia minhas mãos são ásperas e aguentam dar vários murros.
Após o jantar, pensei em contar aos meus pais sobre Abby. Mas não. Não conto. Vou direto pra cama e durmo a noite toda. Não quero que meus pais saibam que fui praticamente derrotado por uma garota da minha idade.
Acordo com batidas na porta. Levante rapidamente e abra a porta. É minha mãe.
—Temos visita pra você. —Minha mãe diz me olhando como se soubesse que estou escondendo algo.
Ainda processando, digo que já vou e vou escovar meus dentes. Deve ser Jenny. Ela deve estar furiosa por eu ter faltado ao nosso almoço.
Desço me preparando para bronca. A primeira pessoa que vejo é minha mãe. Ela tem um olhar gélido. Parece que vai se transformar a qualquer momento.
Na sua frente, um homem de cabelos platinados que nunca vi na vida. Sem perceber em posição de ataque.
não permitir Abby.
—Abby?—Indago.
Ela sorri.
— Tara. Essa é sua mãe? Prazer em conhecer-la, senhora Baker.—Ela diz estendendo a mão para minha mãe.
Minha mãe a examina, ignora a mão de Abby e se vira para mim.
—Tara, querida, conhece essas pessoas?—Seu tom é gélido assim como seu olhar. Ela também deve ter percebido que eles são ninjas.
—Abby e eu lutamos ontem.—Digo.
Abby vê que minha mãe não vai a cumprimentar e abaixa o braço. O homem que tem cabelos iguais aos de Abby se vira para ela.
—Abby, você disse que só tinha dado uma olhada nela, não falou nada sobre lutar com ela.—Ele diz e Abby se encolheu.
—Desculpa, pai.—Abby diz.
—Por que está aqui?—Pergunto.—E por que está com ela?
Meu pai entra na sala.
—Tudo bem aqui?—Ele pergunta e minha mãe faz um sinal negativo com a cabeça. O homem olha de um para o outro.
—Não acha que está na hora de contarmos a ela?—Ele perguntou a mãe.
—Nós não sabemos se ela é uma—Minha mãe começa, mas o interrompo.
—Uma o quê?—Pergunto.—E quem são vocês?
—Não estamos aqui pra brigar, Tara. Meu nome é Michael, essa é minha esposa, Sheryl, e essa é minha filha, Abigail. —Ele diz.
Então minha mãe finalmente o cumprimenta. Ele sorriu e sentou-se no sofá. Abby se senta ao lado dele.
—Nós viemos aqui pra conversar.—Michael diz.
Então Abby vira pra mim.
—Eu quero te ensinar a lutar.—Ela diz. —Nós descobrimos que você é um ninja. Ou um ninja incompleto. Você é filha do lendário ninja da névoa, Jace Baker, e da famosa ninja da luz, Íris Baker. Você é o mais novo ninja da luz e nós precisamos da sua ajuda.—Ela diz e sorri pra mim.
Olho pra meus pais. Eles estão tensos.
—É verdade?—Pergunto.—Eles são mesmo meus pais?
—Sim.—Responde Abby.
Minha mãe está chorando. Nunca a vi chorar.
—Mãe?—Digo e me perto dela. —O que está acontecendo?
—Você é uma ninja, Tara.—Ela diz.
Meu pai sorri pra mim.
—Eu sou ninja?—Pergunto.
—Sim.—Ele responde.
Meu pai se levanta e pega a espada que tinha jogado para mim ontem.
—Venha com a gente.—Abby diz.
—Eu tenho que treinar, Abby.—Digo.
Ela sorri.
—Você vai treinar comigo.—Ela diz e se levanta.
—Tudo bem.—Falo e sorrio.
