Capítulo 4 Entre Olhares e Surpresas
Lupita: Sim, Sr. A que horas será a reunião?
Estevão: Quando todos chegarem. Vou para minha sala, então me avise quando todos chegarem.
Lupita: Sim, Sr. San Roman.
Estevão vai para sua sala. Leonel, que estava prestando atenção em tudo, sai e vai até a sala de Maria após cumprimentar Lupita. Chega à sala dela, bate na porta e entra.
Leonel: Bom dia, Maria. Vim te dar as boas-vindas e saber se está precisando de alguma coisa.
Maria: Bom dia, Leonel, e obrigada pela preocupação. Na verdade, estou esperando o Estevão me falar o que irei fazer.
Leonel: Na verdade, haverá uma reunião quando todos estiverem presentes. Creio que o Estevão irá te apresentar como nova sócia e te dirá pelo que ficará responsável.
Maria: Obrigada, Leonel, por me avisar. Espero poder contar com a sua ajuda, afinal, não conheço ninguém ainda... — fala rindo.
Leonel: De nada, Maria. Sempre poderá contar com a minha ajuda... — fala sorrindo, encantado com a beleza dela.
Maria fica um pouco sem jeito.
Leonel: Agora preciso ir. Tenho algumas coisas para fazer antes da reunião. Se precisar de qualquer coisa, pode me chamar ou ir até a minha sala.
Maria: Obrigada. Não se preocupe, está tudo bem.
Leonel: Nos vemos depois... — segura a mão de Maria, onde deposita um beijo, deixando-a sem jeito.
Eles se despedem. Leonel vai para sua sala, deixando Maria. Ela senta em sua cadeira.
Maria: As coisas serão bem mais complicadas do que eu imaginava.
Algum tempo depois, Lupita vai até a sala de Maria.
Lupita: Com licença, Srta. O Sr. San Roman pediu para chamá-la para a reunião.
Maria: Ah, sim. Obrigada, Lupita. Será agora?
Lupita: Sim, Srta. Já estão todos na sala, só falta a Srta.
Maria: Obrigada!
Lupita: Por aqui, por favor!... — fala, levando Maria até a sala de reuniões.
Ao chegar, Maria agradece, bate na porta e entra.
Maria: Com licença... — fala, entrando.
Algumas pessoas ali presentes ficam surpresas ao ver Maria entrar naquela sala. Ela fica parada, olhando para todos.
Maria entrou. Na sala estavam Leonel, Heitor, Estevão, Bruno e Demétrio. Todos olham para ela ao mesmo tempo. Leonel se levanta e se aproxima dela.
Leonel: Maria, sente-se aqui. — fala, puxando a cadeira para ela.
Maria: Obrigada, Leonel. — fala, sentando-se.
Estevão: Gostaria de apresentar a todos nossa nova sócia, Maria Hernández.
Maria fica olhando para Estevão, enquanto os demais olhavam para ela, surpresos com o que viam, não acreditando no que acontecia.
Heitor: Seja bem-vinda, Sra. Maria. Me chamo Heitor Salvatierra, sou filho do Estevão. — fala, apresentando-se a ela.
Maria: Obrigada, Heitor. — lhe dá um sorriso.
Estevão: Deixe-me apresentá-los. Estes são Bruno e Demétrio, os outros sócios da empresa; o Leonel, que você já conhece; e o Heitor, como você já sabe, é meu filho mais velho.
Maria: É um enorme prazer conhecê-los. — fala olhando para Bruno e Demétrio.
Bruno: O prazer é todo meu, Sra. Maria. Seja bem-vinda! — fala com ironia.
Maria: Obrigada, Bruno. — fala sarcasticamente.
Demétrio: Seja bem-vinda, Sra. Espero que sua estadia aqui seja a mais agradável possível. — fala ironicamente.
Maria: Muito obrigada, Demétrio. Eu também espero que seja... — retribui sua ironia.
Estevão, que já ficava nervoso com a situação que se formava, decide interromper.
Estevão: Bom, como todos foram devidamente apresentados, podemos começar a reunião.
Todos concordam, e ele começa a reunião.
Algumas horas depois, a reunião termina e saem da sala Heitor e Leonel, ficando os demais em seus lugares.
Bruno: Você só pode estar brincando conosco, Estevão. O que essa mulher faz aqui?... Deveria estar presa. — fala com raiva.
Estevão: Bruno, se acalme. A Maria tem tanto direito quanto nós de estar aqui, pois tem ações que dei a ela quando éramos casados.
Maria olhava para os dois.
Demétrio: O Bruno está certo, Estevão. Aqui não é o lugar dela. O lugar dela é na cadeia, pagando por seu crime. — fala olhando para Maria.
Ao escutar o que Demétrio falou, Maria fica com muita raiva. Ela levanta da cadeira, se aproxima dele, o encara sem medo e fala antes que Estevão pudesse dizer algo.
Maria: Você está muito enganado, querido Demétrio. Eu paguei, sim, paguei por um crime que não cometi, e sim outra pessoa. Um de vocês, e eu irei descobrir quem foi. Não vou desistir até encontrar o verdadeiro culpado. E, como o Estevão falou, tenho parte nessa empresa por direito e não irei a nenhum outro local. Aqui é o meu lugar, perto dos meus filhos.
Demétrio: Quer enganar quem com esse discurso, Maria? Esse assunto já está encerrado, afinal você foi pega em flagrante.
Maria: Você não sabe o que diz, então sugiro que fique calado.
Bruno: E suponho, minha "querida", que você saiba. Afinal de contas, esteve presa por 20 anos pagando por seu crime.
Maria: Você é outro, Bruno. Mas eu digo algo a vocês: descobrirei quem é o assassino da Patrícia, nem que seja a única coisa que eu faça nesta vida, mas terei justiça. — ela olha para todos e fala com ênfase.
Demétrio começa a rir.
Estevão assistia à discussão deles em seu lugar, sem falar nada.
Demétrio: Maria, todos sabemos quem foi, então sugiro que não perca seu tempo com isso. Agora, se me derem licença, preciso voltar ao trabalho. Tenho muito o que fazer. — fala se levantando.
Bruno: Eu te acompanho, não tenho mais o que fazer aqui. Com licença. — fala se levantando.
Bruno e Demétrio saem da sala.
Estevão levanta de sua cadeira. Maria o olha e também se levanta, caminhando até a porta para sair, mas é impedida por ele, que segura seu braço. Maria para, mas não se vira, continua de costas para ele. Apesar de querer correr dali, o toque dele a deixava confusa.
Estevão: Maria, espere... Precisamos terminar nossa conversa.
Maria: Sobre o que mais quer conversar, Estevão?... Solta o meu braço, eu tenho que ir.
Estevão: Não, Maria! Não solto. Você tem que me explicar por que voltou. O que quer aqui?
Maria: Não se faça de desentendido, Estevão. — Maria fica brava, solta-se bruscamente dele e se vira para olhá-lo.
Continua...
