Capítulo 2 Viviane narrando
Viviane narrando...
Passei o resto do dia no salão: fiz cabelo, unhas, depilação, tudo o que eu tinha direito. Voltei pra casa, tomei um banho, vesti o meu vestido, terminei a maquiagem e botei o salto. Pouco depois, o Gustavo veio me buscar.
Gustavo: Você está maravilhosa.
Viviane: Obrigada, meu amor. — Selei nossos lábios.
Entramos no carro e fomos para a casa da mãe dele, onde seria a festa. Assim que chegamos, cumprimentamos tanta gente que perdi a conta, e por último fui até os meus pais.
Viviane: Que bom que você veio, mãe.
Vera: É, filha, eu e seu pai não poderíamos perder o seu noivado com um homem tão bom.
Arthur: Pelo menos um bom marido você arrumou, né?
Viviane: Eu fiz bem mais do que só arrumar um marido. Mas você acha que mulher só serve pra isso, não é mesmo?
Vera: Nada de brigas hoje, gente. Hoje é dia de comemorar.
Viviane: Pode deixar, mãe. Hoje nada estraga o meu dia.
Dei um beijo nela e fui me juntar às minhas amigas.
Mariane: Você está linda, amiga!
Gabriela: Maravilhosa! E essa festa está muito chique.
Viviane: Foi a mãe do Gustavo que organizou tudo.
Vitória: Tudo muito lindo. Parabéns, viu? — Sorriu pra mim.
Fiquei ali com elas boa parte da festa. Depois, o Gustavo fez o pedido oficial e colocou o anel no meu dedo. Voltamos pra casa e caímos na cama, exaustos. Dormimos abraçados, de conchinha.
...
Acordei cedo e preparei um café da manhã completo pra ele, com tudo o que ele gosta.
Gustavo: Nossa, acordou inspirada hoje, né? — Me beijou.
Viviane: Muito. Hoje vou fazer um jantar especial pra você.
Gustavo: Vou precisar mesmo. Tenho uma audiência bem cansativa hoje.
Viviane: Então toma esse café bem reforçado.
Depois do café, ele foi tomar banho e logo saiu pro trabalho. Eu olhei o armário, fiz uma lista do que faltava, tomei meu banho e vesti a roupa da academia. Pode parecer frescura, mas eu sempre tomo banho antes de ir treinar.
Eu estava tentando ignorar o fato de estar suspensa. Meu irmão é um cara fraco, que não consegue ser confrontado pela irmã mais nova. Fazia de tudo pra me distrair, pra não passar na delegacia e acabar dando mais um tapa na cara dele.
Fui pra academia, fiz toda a minha série e depois fui direto pro mercado. Estava guardando as compras no carro quando começou um tiroteio. Eu me abaixei rápido — estava sem a minha arma — e tentava entender o que estava acontecendo, quando um homem caiu do meu lado, baleado.
Viviane: O senhor está bem?
Sem pensar duas vezes, me aproximei e pressionei o ferimento pra estancar o sangue. Na mesma hora, senti o cano de uma arma na minha cabeça e o barulho dela sendo destravada. Fechei os olhos, sabendo que tinha sido idiota: mesmo fora de serviço, eu nunca devia sair desarmada, kkkk...
