Capítulo 2

Os tremores secundários foram muito intensos. Eu não conseguia pensar direito.

Quando voltei para mim mesma, Elandil ainda estava dentro de mim. Ainda está se movendo. Sua respiração ficou irregular, seu ritmo errático.

“Droga... Eu vou...” Ele bateu fundo e congelou, todo o seu corpo ficando rígido. Então eu senti o calor explodindo dentro de mim.

Ele caiu em cima de mim, nós dois sem fôlego.

Demorou um pouco até que ele finalmente saísse e rolasse de costas ao meu lado.

Eu fiquei lá como um atropelamento, com as pernas ainda tremendo. A bagunça entre minhas coxas era obscena — nossos fluidos combinados escorriam pela parte interna da minha coxa.

“Você não usou camisinha.” Finalmente encontrei minha voz, virando-me para olhar para ele.

Elandil estava deitado de lado, com a cabeça apoiada no cotovelo, aqueles olhos esmeraldas brilhando estranhamente na escuridão. “Você não me impediu.”

“Eu estava muito ocupado tirando meus miolos.” Eu me sentei, sentindo mais líquido escorrer. “É melhor você estar limpo.”

“Eu sou.” Seus dedos traçaram minha coluna do pescoço até o cóccix. “Você também.”

“Como diabos você...” As palavras morreram na minha garganta.

Porque eu vi.

A maneira como ele estava deitado fez com que seu cabelo prateado caísse para um lado, expondo o contorno de sua orelha.

Não é um ouvido humano.

Pontiagudo. Alongado. A ponta se curva ligeiramente para trás.

“O que você está olhando?” A voz de Elandil era divertida.

Meu coração batia forte. “Seus ouvidos...”

“Ah.” Ele se sentou, escovando casualmente o cabelo para trás. “Esqueci de escondê-los.”

Orelhas de elfo.

Malditas orelhas de elfo.

“Então, esse aplicativo...” Eu engoli em seco. “Não é apenas um aplicativo de conexão?”

“MythosMatch?” Elandil sorriu. “Ele combina não-humanos com humanos que têm... potencial.” Ele se aproximou, com a ponta do dedo pressionando meu esterno. “E você, Rachel, tem um potencial excepcional.”

“Potencial para quê?”

“Por lidar conosco.” Sua palma cobria minha parte inferior do abdômen, pressionando exatamente onde ele havia terminado. “A maioria das mulheres humanas não consegue lidar com uma marca élfica. Seus corpos o rejeitam — febre, convulsões, às vezes choque.”

Senti o calor se espalhando daquele local, como algo cavando mais fundo.

“Mas você é diferente.” Elandil abaixou a cabeça, com uma respiração quente contra minha orelha. “Seu corpo não está apenas aceitando isso. Está absorvendo isso.”

“O que isso significa?” Eu tentei afastá-lo, mas meu corpo estava pateticamente fraco.

“Isso significa”, ele beijou meu pescoço, “de agora em diante, você será mais sensível, com mais fome, mais fácil para eles encontrarem”.

“Eles?”

“Outras raças.” Elandil se endireitou, vestindo sua camisa branca. “Você acha que os elfos são os únicos lá fora?”

Minha mente cambaleou. “Então você me transformou em algum tipo de... farol?”

“Essencialmente”. Ele abotoou a camisa com uma elegância irritante. “Mas não se preocupe. Há benefícios.”

“Benefícios?” Eu quase ri. “Você acabou de dizer que eu atrairia outros não-humanos como um maldito ímã!”

“Exatamente.” Elandil se virou para mim, com os olhos brilhando com uma excitação perigosa. “Imagine isso, Rachel. Resistência de dragão, intensidade de lobisomem, habilidade demoníaca...” Ele fez uma pausa, com os lábios curvados em um sorriso conhecedor. “Você não se queixou de como os homens humanos são chatos?”

Abri minha boca para amaldiçoá-lo, mas as palavras ficaram.

Porque eu senti isso.

Calor se espalhando do meu âmago, não dor, mas desejo. Mais forte e mais desesperado do que antes.

“Já está começando.” Elandil sorriu. “A marcação amplifica seu desejo sexual de três a cinco vezes. Nos próximos dias, você vai ficar com muita... fome.”

Ele se moveu em direção à porta. “Divirta-se, Rachel.”

“Espere!” Eu tentei ficar de pé, mas minhas pernas se curvaram.

Ele já tinha ido embora.

Eu estava sozinho.

Eu caí de costas na cama, pegajosa e suja, ainda vazando. O vazio não estava desaparecendo — estava piorando, como um poço sem fundo dentro de mim devorando tudo.

“Droga...” Eu apertei minhas coxas juntas, dedos deslizando até aquele calor úmido.

No momento em que me toquei, a eletricidade subiu pela minha coluna. Eu mordi meu lábio, os dedos se movendo mais rápido, mas isso só piorou o vazio. Nada poderia replicar essa plenitude.

“Droga... foda...” Eu engasgei, minha outra mão amassando meu peito, mamilo endurecendo sob meu toque.

Mas não foi suficiente. Nem perto do suficiente.

Eu precisava de mais. Precisava ser aberto, possuído, totalmente preenchido.

Meus dedos se moviam freneticamente, mas o vazio só crescia. Mordi meu lábio com mais força, minha outra mão apertando meu peito, unhas cavando em carne macia.

“Droga...”

O prazer surgiu dentro de mim, mas nunca atingiu o auge.

Minhas pálpebras ficaram pesadas.

A necessidade havia esgotado cada grama de força. Minha mão diminuiu a velocidade e depois caiu frouxamente para o meu lado.

Exaustão e desejo se misturaram, me arrastando para a meia-consciência.

No sonho, alguém me pressionou novamente.

Um corpo em chamas cobriu o meu, mãos fortes explorando minha pele.

“Mmm...” Eu gemi nebulosamente, com o corpo instintivamente se arqueando com aqueles toques.

Lábios quentes desciam pelo meu pescoço, pela clavícula, pelo peito e depois se fechavam ao redor do mamilo.

“Ah...” Eu me arqueei, com os dedos passando pelos cabelos macios.

A sucção foi perfeita, girando a língua, fazendo com que aquele pico sensível endurecesse incrivelmente mais naquele calor úmido.

Enquanto isso, outra mão amassou meu outro seio, com o polegar provocando o mamilo.

Espere. Outra mão?

Eu tentei abrir meus olhos, mas eles estavam muito pesados.

Seja o que for. Só um sonho...

Então eu senti alguém abrindo minhas coxas, um hálito quente tomando conta do meu centro.

“Droga... tão molhada...” Uma voz masculina profunda, cheia de satisfação.

Então, uma língua escaldante e escorregadia se arrastou pelo meu lugar mais sensível.

“Ah—” Eu respondi violentamente.

A língua não parou. Lambeu cada dobra, chupou meu clitóris inchado e depois entrou sem aviso prévio.

“Droga!” Eu gritei, com as mãos agarrando algo instintivamente.

Cabelo.

Cabelos macios e grossos.

Mas...

Por que havia dois lugares ao mesmo tempo...

A boca do meu mamilo sugou com força e meus pensamentos se dissolveram em prazer novamente.

A língua abaixo se aprofundou, girando e explorando, atingindo todos os pontos que me faziam tremer. A boca acima mudou para o meu outro mamilo, a língua circulando, a sucção fazendo meu couro cabeludo formigar.

“Não... espere...” Eu pantei. Isso parecia muito real.

“Não se mova.” O que estava no meu peito levantou a cabeça.

Eu forcei meus olhos a abrirem.

Olhos dourados.

Bestial, brilhando como lava derretida.

E aquele rosto — ângulos agudos, beleza selvagem, cabelo preto curto, padrões de escamas pretas cintilando sob a pele.

Eu congelei.

Isso não foi um sonho.

Meu olhar desceu lentamente. Eu vi o outro.

Ajoelhado entre minhas pernas, cabeça inclinada para cima, lábios e queixo brilhando com um líquido transparente — meu fluido.

Exatamente o mesmo rosto.

Exatamente os mesmos olhos dourados.

Exatamente os mesmos padrões de escala preta.

“Você é...” Minha voz tremeu, mas então...

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