Capítulo 10 Capítulo 6.1 Otávio Gusmão

— Valentina o que falamos de não falar com pessoas estranhas?— Clara fala e logo a menina se afasta dos meus braços, e ela está certa, não se pode confiar em ninguém hoje em dia.

— Mas eu o conheço!— ela diz e eu fico curioso, pois eu só a vi uma vez.

— Você me conhece? — a pergunto e ela abre um sorriso para responder.

— Dos meus sonhos ué!— fico impressionado o quanto ela é inteligente por ser tão pequena.

— Valentina, esse é o meu chefe o senhor Otávio. — Clara fala agora ao lado da menina.

— É um prazer em te conhecer Valentina!— falo e ela faz uma careta.

— Você pode me chamar de Tintin, quando diz meu nome parece que vou levar uma bronca!— a menina diz nos fazendo rir.

— Valentina!— a Clara diz, mais está segurando o sorriso.

— No disse! — a pequena diz, e ela está certa.

— Você tem razão, então eu posso chamar de Tintin!

— Sim! — ela diz animada.

— É melhor o senhor entrar!— ela me dá a passagem e olho ao meu redor a casa é bem pequena, mais é limpa, a Valentina pega minha mão e me leva até o sofá me fazendo sentar ao se lado. — E pode ficar a vontade, vou preparar o lanche da Tintin.

Eu apenas aceno e logo a pequena coloca um desenho de princesa me fazendo assistir com ela. Não demora a Clara trás uma bandeja com sanduíches e alguns biscoitos e suco.

A Valentina pega um sanduíche e me dar, e um copo de suco, fico meio sem jeito de aceitar.

— Valentina primeiro oferecemos e caso a pessoa aceite, aí servimos.— a Clara ensina a pequena Tintin.

— Você quer homem triste? É gostoso pode comer, a minha tia cozinha muito bom!— ela diz me fazendo aceitar.

— Obrigado, então vamos comer todos?— pergunto, pois a Clara estar em pé, só me encarando.

— Sim, vem tia! — a Valentina diz bem animada. Ela se senta ao lado da Valentina e começa se servir também.

Logo finalizamos o lanche e ajudo a Clara levar as coisas para a pequena cozinha, enquanto ela foi por a Valentina na cama que acabou adormecendo após o lanche assistindo o filme.

Fico tentando entender por que ela fica relutando para não aceitar a minha proposta poderia mudar um pouco a vida dela. Falo em pensamento.

— O fato de eu não ter muito, não significa nada. — ela diz me despertando do meu pensamento e fico tentando compreender.

— Não compreendi? — eu não falei em voz alta como ela sabe, só estou pensando.

— Pelo simples fato de você está olhando ao seu redor. Agora me diz por que eu?— ela pergunta agora parando em minha frente.

— Pelo seu nome, por quem você é. Sei tudo sobre você. E acredito que podemos nos ajudar nessa proposta.

— Meu nome é bem comum! Como você sabe sobre mim?

— Eu sei tudo sobre você, sei que você cresceu no orfanato que a Valentina fica enquanto você trabalha, que aos 15 anos ganhou uma bolsa de estudo, de que você é muito inteligente, e que está com a guarda provisória, esperando finalizar a definitiva da Valentina a pedido da mãe dela, que morreu alguns meses.— essa última parte dizer em voz alta me traz um desconforto, a Vivian está morta. Termino de falar e ela está com lágrimas nos olhos.

— Senhor Otávio, eu não sou desse tipo, eu só quero viver bem com a Valentina, isso é pedir demais?— ela é durona.

— Garanto que você vai viver bem melhor ao meu lado, do que está vivendo aqui e agora!— eu falo e não sei por que ela acaba de me dar um tapa! Me fazendo ficar com raiva de sua atitude.

— Eu quero que você esqueça que existo, e saia da minha casa agora!— ela diz brava e abre a porta apontando para que eu saia de sua casa.

— Ainda não terminarmos!— falo saindo de sua casa. Agora ela vai ter que aceitar de um jeito ou outro.

Mando uma mensagem para Felipe pedindo para ele investigar a fundo sobre os pais da Valentina.

Se a Vivian não se envolveu com ninguém, tem a possibilidade da Valentina ser a minha filha! Pensar nela assim, me dar até receio. Mais agora não tem ninguém que me pare. Vou até o fim para saber. E se ela for a minha filha irei tirar da Clara, agora ela vai sentir na pele o que é bater de frente comigo...

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