Capítulo 7 Capítulo 5 Clara Rodrigues
Os dias vão passando e eu fiquei incomodada alguns dias atrás desde dia que eu estava levando a pequena para orfanato e uma senhora bem daquelas granfinas que não pode pisar no mesmo chão que os outros, ela ficou encarando a Tintin, e eu me pus na frente dela, a forma que ela olhava era carregada de ódio e isso eu nunca iria permitir. Ela não gostou da minha atitude e ainda disse que eu era mal-educada.
Agora vê só! A pessoa está na paz de Deus, e vem um ser desse e ainda quer estragar o meu dia. Entrei e deixei a pequena junto às irmãs e segui para o trabalho.
Após esse dia recebi uma visita bem inusitada, a mesma senhora que tinha olhado feio para Tintin, ao abrir a porta, estranho.
— Sim o que deseja?— pergunto para tentar entender o porquê dessa aparição.
— Suponho que você seja a tutora da Valentina Sampaio.
— Sim, sou eu mesma! E quem é a senhora? E por que desse interesse na Valentina?— pergunto tentando entender o que ela quer.
— Simples, eu quero que você suma com ela, vai embora para bem longe.
— Como? A senhora ficou louca por um acaso? Por que merda eu tenho que levar a Valentina embora? Quem é a senhora?_ perguntei cheia de raiva pela sua ousadia de querer ver a Tintin longe
— Quem eu sou não interessa, e se for por falta de dinheiro eu estou disposta a pagar para você sumir com essa pirralha.
— Olhe como você fala da Valentina, e faça me um favor, suma da minha frente, não conheço a senhora e não pretendo conhecer e fique bem longe dela, ou a senhora não vai gostar do que vai enfrentar.— falo já fuzilando pela ousadia dela falar isso tudo com a Valentina.
— Grave bem garota, eu vou fazer de um tudo para você sumir desse país, com essa menina ou não me chamo Andréa Gusmão! Pense bem, não irei oferecer outra vez, é pegar ou largar! Esse cheque estar com valor bem alto, mesmo que ela não valha isso tudo!— abusada, joga o cheque, o que me faz sentir um odeio, mortal.
Merda quem é essa mulher?
E por que do interesse dela com a Tintin?
Será que ela é mãe do pai da Valentina?
Isso acaba tirando o meu sono, e vou até a caixa que eu guardo as anotações da Vivian e o diário eu preciso tirar essa história a limpo.
Infelizmente passei a madrugada em claro, mas ela só anotou que a senhora elegante, diz que a gravidez é uma perda de tempo, pois o filho dela não queria nem um filho, e caso ela insistisse iria acabar com vida dela, meu deus, como pode uma senhora ser tão ruim assim? Fiquei tão paranoica que pedi para irmã Cida cuidar da Valentina em casa e que não a deixasse falar com ninguém...
Hoje tinha sido um daqueles dias, quanto mais você faz, parece que multiplica trabalho! Nada contra mais, eu estava um caco! Ainda não sei sobre a minha contratação definitiva, então enquanto eu não sei continuo fazendo o meu trabalho. Faltava só cinco minutos para terminar o meu horário e já estava finalizando um dos quartos. Solto um suspiro por ver tudo arrumado, pego as coisas e coloco dentro do carrinho e me preparo para sair, abro a porta e saio com o carrinho, porém, tem um homem de terno parado, eu não acredito que não deu tempo, e o hóspede já chegou!
— Senhorita Clara Rodrigues?— o homem me pergunta, e eu fico receosa em responder apenas aceno que sim. — Preciso que me acompanhe, sou Nilan, meu chefe pediu para vir buscar a senhorita. — ele diz eu paraliso como assim o chefe? Merda será que fiz algo errado? Ou algum hóspede reclamou?
— Eu preciso guardar esse carrinho, ou minha coordenadora não vai gostar de ver algo fora do lugar.
— Pode deixar aqui mesmo alguém vem retirar.
— Me desculpe senhor, mas esse é o meu trabalho, e não pretendo dar nenhum motivo para ter alguma insatisfação vindo dela. — falo e ele faz uma careta apenas acena que sim, e sigo em direção da sala de organização. Coloco meu carrinho, e aproveito e vou até a cabine para trocar de roupa. Já acabou minha hora, bato o ponto e saio em direção o corredor que o senhor Nilan está. Ele indica o caminho e o sigo.
Me preparando para levar uma bela bronca. Entramos no elevador e fomos em direção à área administrativa.
Fico suando frio a cada andar que sobe.
Não demora e eu estou na antessala da presidência, merda, eu devo ter feito algo muito grave para precisar ter que vim falar com o dono do hotel, já ouvi rumores de que ele nem mesmo fala com os empregados, só confirma que seja algo muito grave, senhor me proteja!
Senhor Nilan me pede para entrar. Solto a respiração devagar, e entro. O senhor estar de costa para mim, o que me dar mais alguns segundos para tentar me manter calma.
— Pode se sentar, senhorita Rodrigues.— ela diz com a voz grave, o que me dar mais medo. Ele se vira, e fica me analisando. Me atrevo a perguntar o que eu estava fazendo ali.
