Capítulo 8 Capítulo 5.1 Clara Rodrigues
— Senhor por que eu estou aqui?— pergunto baixo, porém firme.
— Preciso de uma noiva, e pagarei bem para que você aceite!— ele diz, mas não compreendi. Como assim ele precisa de uma noiva e ainda vai pagar? Que mundo ele vive? E pior, o que eu tenho a ver com isso?
— Senhor, me desculpe, mas não compreendi.
— Qual é? Não seja tão ingênua!
— Assim, o senhor está me ofendendo! E caso o senhor não seja claro, eu vou embora. — falo e ele abre um sorriso sem dentes. E isso me deixa com mais raiva.
— Serei mais objetivo. Eu vou pagar para você fingir ser a minha noiva por seis meses, pagarei um valor para que você não saia no prejuízo!— eu estou incrédula, ele quer que eu finja ser noiva dele? Nem louca, só nos sonhos dele!
— Me desculpe senhor, não sou esse tipo de mulher. Acredito que o senhor se confundiu. — me levanto sem pensar duas vezes para ir embora e quando chego à porta ele diz algo que me faz travar.
— Você estar no processo para ter a guarda da Valentina Sampaio definitiva, eu posso ajudá-la para conseguir isso rápido. Acredito que eu escolho a mulher certa para essa proposta. — ele diz. Viro-me com sangue nos olhos, já basta aquela senhora que quer eu suma com a Tintin agora esse babaca fala sobre o processo.
— Qual é a sua? Não ouse falar no nome da Valentina, e qual é o seu interesse para que eu aceite essa proposta absurda? O senhor não tem mais o que fazer não? Por acaso pensa que eu sou algum tipo de brinquedo para fazer o que bem entende? Eu não quero saber dessa proposta e fique longe da Valentina! — dito cada palavra cheia de raiva, e saio de sua sala batendo a porta com muita força e me esforço para não chorar.
Merda será que todos resolverem atingir a minha pequena?
Meu Deus, o que eu faço?
Chego no térreo e sigo em direção da praia, eu preciso pensar o que preciso fazer, eu tenho que sair e me mudar. De alguma forma isso me incomoda. Vou caminhando e pensando na pequena. Chego na frente do orfanato entro e falo com a irmã Cida, sobre a mulher que teve em minha casa e sobre a proposta do meu Chefe, ela acha estranho, e pede para pensar com calma, que pode ser apenas uma coincidência e que logo isso vai passar, que não precisa eu ir para longe. Mas o meu coração diz outra coisa. Chamo a Tintin e seguimos para casa, eu estou com aquela sensação de que eu estou sendo seguida, olho de relance mais não vejo nada.
Contínuo com a caminhada até a minha casa e fico surpresa ao ver a mesma mulher na frente da minha casa, e rosto dela não estar nada bom. Abro a porta e peço para Valentina ir tomando banho que logo me junto a ela. Ela estranha mais faz o que eu peço.
— O que a senhora quer aqui?— pergunto sem paciência. Isso não é uma merda coincidência.
— Eu vim saber sobre a proposta de ir embora com a menina para longe?
— Qual é o seu interesse na Valentina? Porque tem algum! A senhora não iria perder seu precioso tempo me propondo dinheiro por nada!— falo cheia de raiva.
— Porque eu quero que você suma com ela! Não ficou claro?
— O que estar acontecendo aqui?— agora quem pergunta é o meu chefe que me fez uma proposta louca!
— Filho, o que você faz aqui?— ela pergunta com a cara de nojo. Filho? Como assim? Será? Não! Merda! Onde fui me meter.
— Eu vim ver a minha namorada!— ele diz, deixando a mãe dele em choque, e eu fico do mesmo jeito. Que merda, esse homem deve ser louco!
— Filho, não brinque com isso! Essa mulher não tem nada para lhe oferecer, ela não é do mesmo nível que nós!— a mãe dele diz cheia de raiva e eu já estou aponto de mandar todos para bem longe da minha casa!
— Já conversamos sobre isso, dona Andréia. A senhora não tem nada a ver com a minha vida, e nem com a minha namorada! Querida, essa é a sua sogra!— ele diz me abraçando, me fazendo estremecer de raiva por me colocar nessa loucura.
— Isso só por cima do meu cadáver. Você nunca ficará com uma mulher como essa!— ela diz e isso eu surto!
