Capítulo 2 Oportunidade

Laura Ellis Campbell

Cheguei em casa depois do jantar mais louco que já tive na vida então jogo minha bolsa no móvel que fica do lado da porta e lembro que meu celular esta na bolsa volto e pego ele então desbloqueio a tela pra ligar para Haley ,já que aqui são nove da noite la ainda é três da tarde então pego e aperto no contato fazendo uma chamada de vídeo.

Chamando Haley irmãzinha

Após três toques ela atende descabelada e eu olho para ela segurando riso.

— Oi lala tudo bem?

— Oi Hales estou bem e você ? por você esta com o cabelo assim ?

Ela olha pra tela do celular e rir.

— Cheguei da empresa agora e Andrew tinha sujado a cozinha inteira com farinha ,enquanto a coitada da Gema limpa a bagunça subi pra por ele na banheira, ele esta impossível.

Dou risada achando engraçada a arte que minha bolinha aprontou.

Haley anda com o celular na mão e senta no banheiro dela e me mostra para Andy que sorri e me chama.

— Tia Lala

Fala batendo as mãos na agua na banheira molhando a Haley toda.

— Meu amor estou morrendo de saudades logo titi ta ai com você .

Ele começa a brincar sem me da atenção e Haley arruma o cabelo e fala comigo

— Eae como esta tudo ai? você esta bem ?

— Estou, liguei pra mata a saudade e te conta do jantar mais estranho que tive na vida

Ela me olha estranho e levanta a sobrancelha .

— Pois eu sai com aquele carinha amigo da Keyla ,o jantar estava um porre fui no banheiro ligar pra ela ,pra que me salvasse do amigo que só sabia falar da mãe- falo revirando os olhos e Haley ri alto ,conto tudo oque o cara fazia então chego na parte do Cooper

— E encontrei o Cooper na porta do banheiro , cúriando minha ligação arrogante como sempre –conto absolutamente tudo pra ela que me olha segurando o riso e quando termino ela ri, vejo ela olhando pra cima então escuto a voz do meu cunhado .

— Oi minha vida-fala e da um beijo na minha irmã acho lindo o amor deles e ele me trata como irmã – cadê o bebezão do papai?fala com Andy

— Vida chegou cedo, olha quem esta na ligação

—Oi cunha como você esta?

— Bem e você?ele só sorri e balança a cabeça sentando do lado da banheira pra brincar com Andy então Haley fala

—Amor ela estava me falando que encontrou seu irmão lá na Itália você sabe porque ele esta por lá ?

— Pode contar tudo Haley sei que você quer fofocar tudo pra ele

— Obrigada.Ela diz e conta tudo pra ele e ele ri e eu estou deitada no sofá esperando então ela termina e ele fala.

— Cooper sempre sendo o Cooper né, bom pelo que sei ele foi pra Europa pra resolver umas coisas de uma empresa que nós queremos comprar eu ele Rob,Tay e Brandon,mais não sabia na onde era então pelo visto é na Itália que bom ,já temos contatos ai mesmo .

— Hum que ótimo fico feliz por você, mais podiam ter mandado um dos outros três né seria mais agradável .

— Estou por fora dos projetos por enquanto então se acostume a esbarrar nele, até porque o apartamento que ele tem ai e no mesmo bairro que o seu.

— Que ótimo, e você vem para italia quando ?

— Se tudo der certo mês que vem

— Amei vou aguardar anciosa ,vou desligar aqui já esta quase dando dez da noite vou tomar banho e dormi, Tchau meus amore amo vocês três .

Eles se despedem e eu vou pro meu quarto amanhã eu mato a Keyla aquela cobra.

(QUATRO SEMANAS DEPOIS)

Cento e trinta e oito, cento e trinta e nove, cento e quarenta. A última telha do teto a que ficava no canto do quarto, no lado mais próximo da janela , tinha quebrado. Isso é novidade. Eu precisava chamar alguém para arrumar antes que atingisse minha contagem diária e começasse a me causar estresse em vez de aliviá-lo.

Ainda estava deitada no chão do quarto depois de desligar o telefone com Bryant, um cara que conheci na semana passada, no supermercado, dessa vez, não foi em um habitual encontro no bar, coisa que nunca parecia ser tão boa mesmo. Ele ligou para me dizer que estava preso no trabalho e chegaria uma hora atrasado para nosso segundo encontro. Por mim, tudo bem, pois eu estava cansada e sem vontade de me levantar. Respirando fundo, fechei os olhos e me concentrei no som de minha própria respiração. Inspirando, expirando, inspirando, expirando. Quando finalmente me acalmei, me levantei do tapete, retoquei a maquiagem e me servi uma taça de vinho antes de pegar o notebook. Dei uma olhada nas vagas de emprego no setor de moda em umas empresas da Itália, meu estagio vai acabar e preciso entrar em uma empresa boa até me mudar para nova York de novo, cinco minutos antes de ficar entediada. Então, entrei no Facebook. Como sempre. Porque procurar trabalho é uma merda. Percorrendo as postagens de meus amigos, vi as mesmas coisas de sempre: fotos de comida, filhos, da vida que queriam que acreditássemos que tinham. Suspirei uma foto de um cara com quem estudei no ensino médio ao lado do berço do filho recém-nascido apareceu na timeline, e meus olhos foram direto para o homem com quem não estudei no ensino médio Cooper, No último mês, pensei nele com mais frequência do que queria admitir, Coisinhas estranhas fizeram com que Cooper voltasse a meus pensamentos como comer doces sim, comprei. Uma foto de Josh Duhamel na revista People que vi na sala de espera do dentista – Cooper poderia facilmente se passar por seu irmão, e talvez eu tenha arrancado aquela página. O vibrador na mesa de cabeceira – não cheguei a fazer nada, mas pensei a respeito. Quer dizer, eu tinha arrancado a página da revista e tudo mais. Desta vez, quando o homem apareceu em meus pensamentos, antes que eu me desse conta, digitei Cooper Thompson na barra de pesquisa do Facebook. Meu suspiro foi audível quando o rosto dele apareceu. A palpitação que senti no peito era patética. Deus, Cliquei para ampliar a foto. Ele estava vestido casualmente, usando uma camiseta branca, jeans com um rasgo no joelho e tênis preto. Ele estava bonito. Depois de passar um minuto inteiro olhando seu rosto sexy, dei zoom e notei o emblema na camiseta: academia Iron muscoli Havia uma dessas no quarteirão do meu prédio.Pensei se ele morava nas proximidades provavelmente era lá que treinava. Infelizmente, não descobri, Seu perfil não era público. Na verdade, a única foto que eu podia ver era aquela. Se quisesse ver mais alguma coisa, eu precisaria enviar uma solicitação de amizade e esperar que ele me aceitasse, Embora estivesse tentada a fazer isso, resolvi deixar para lá por fui eu que deixei de seguir ele quando vim para italia para não ficar pensando nele e veja onde estou agora,karma o nome e se adicionar ele novamente Provavelmente, ele pensaria que eu estava louca por ele de novo.

Adicionar um cara que achava que eu era esnobe,que me irritava demais , que inventou tudo aquilo ,enquanto estávamos com outras pessoas um mês atrás.

Mas isso não me impediu de tirar um print da foto para vê-la de novo mais tarde, tenho fotos dele com nossa família e amigos mais ele estava muito gato nessa. Depois de alguns minutos sonhando acordada com o homem, me repreendi mentalmente. Você precisa encontrar um emprego. Precisa encontrar um emprego. Só tem mais uma semana de estagio pela frente. Saia agora do Facebook. Funcionou. Durante os cinquenta minutos seguintes, procurei por anúncios de alguma coisa qualquer coisa que soasse remotamente relacionada a moda ou minimamente interessante. Sabia que não deveria contar apenas com as duas entrevistas que havia agendado até então, mas não havia muita coisa disponível. No momento em que a campainha tocou, me senti esvaziar como um balão na busca de um emprego que substituísse o estagio que fiz durante os últimos quase dois anos .

O beijo de Bryant quando abri a porta foi um bom jeito de mudar meu humor. Era nosso segundo encontro. E, com certeza, tinha potencial.

—Que ótimo jeito de dizer oi .suspirei.

—Pensei nisso o dia todo. Sorri para ele.

— Entra. Estou quase pronta. Só preciso pegar a bolsa e pegar meu celular, que está carregando. Ele apontou para a porta da frente depois de fechá-la.

— Invadiram sua casa ou algo assim? Por que tantas trancas?

A porta da frente tinha uma tranca normal e mais três fechos. Normalmente, eu era sincera e explicava que me sentia mais segura com todas aquelas fechaduras, mas Bryant não era como a maioria dos caras. Ele estava tentando me conhecer de verdade e, se forçasse um pouco mais, como eu achava que ele faria, eu seria obrigada a me abrir sobre algumas coisas para as quais eu ainda não estava preparada. Então, menti.

— O síndico do prédio é especialista em segurança. Ele assentiu.

— Ah, isso é bom.

Quando eu estava no quarto, terminando de me arrumar, gritei para ele:

— Se quiser, tem vinho na geladeira.

— Estou bem, obrigado.

Quando saí, ele estava sentado no sofá. Meu notebook ainda estava aberto na página das vagas de emprego.

— E aí, que filme vamos ver? — falei enquanto colocava os brincos.

—Achei que poderíamos decidir quando chegarmos lá. Tem um do Vin Diesel que quero ver. Mas, como já cheguei uma hora atrasado, não vou discutir se você não for fã. Sorri.

— Que bom, porque não sou. Estava pensando em algo como o novo filme do Nicholas Sparks.

— Castigo pesado pelo atraso. Foi só uma hora, não três dias — provocou.

—Fica de lição.

Bryant se levantou enquanto fui fechar o notebook.

— A propósito, quem é o cara no fundo de tela? Franzi a testa.

— Que cara? Ele deu de ombros.

—Alto. Com um cabelo desarrumado que ficaria ridículo em mim. Espero que não seja um ex-namorado por quem você está secretamente interessada. Parece que ele saiu de uma sacola da Abercrombie.

Sem ter ideia do que ele estava falando, abri o notebook de novo para dar uma olhada. Merda. Cooper me cumprimentou. Quando salvei a foto da página do Facebook, devo ter configurado sem querer como fundo de tela. Fiquei nervosa ao ver aquele rosto deslumbrante de novo. No entanto, Bryant estava esperando uma resposta.

—Hummm... é o cunhado da minha irmã.

Foi a primeira coisa que surgiu em minha cabeça. Depois que falei, percebi que era um pouco estranho ter a foto do cunhado da irmã como fundo de tela. Então, tentei consertar com mais mentiras, algo bem diferente do que eu costumava fazer.

—Keyla estava babando nelas e colocou uma aí. Não entendo nada de tecnologia, não consegui tirar. Bryant riu e pareceu aceitar a resposta.

Então guardei o notebook e terminei de me aprontar para irmos ao cinema.

Na quinta-feira, eu teria a primeira entrevista na parte manhã e a segunda estava marcada para a tarde. No metrô lotado, o ar-condicionado não funcionava. Então, é claro, isso significava que o único trem em funcionamento não era expresso. Gotas de suor escorriam por minhas costas enquanto eu estava parada entre outros passageiros. O homem grande à direita usava uma camiseta com as mangas cortadas e segurava na barra à frente. Meu rosto estava perfeitamente alinhado com sua axila peluda, e seu desodorante estava vencido. Do outro lado, as coisas também não estavam muito boas. Mesmo que a mulher não estivesse fedida, ela espirrava e tossia sem cobrir a boca. Eu precisava sair daquele vagão. Felizmente, cheguei à entrevista com alguns minutos de antecedência e consegui passar no banheiro para me arrumar. O suor e a umidade mancharam minha maquiagem, e meu cabelo estava bagunçado e cheio de frizz. Junho na cidade de milão. Parecia que o calor ficava ilhado entre todos os edifícios altos. Remexendo a bolsa, peguei alguns grampos, uma escova e consegui prender minhas mechas castanhas em um coque

elegante. Teria que dar um jeito na maquiagem com lenço umedecido, pois não tinha nem pensado em levar lápis de olho. Tirei o paletó e percebi que havia transpirado na camisa de seda. Merda. Teria que ficar com o casaco durante toda a entrevista. Uma mulher entrou enquanto eu estava com o braço dentro da camisa com uma toalha de papel úmida, limpando o suor. Pelo espelho, ela viu o que eu estava fazendo.

— Me desculpe. Estava muito quente no metrô, e tenho uma entrevista — expliquei. — Não quero aparecer suada e fedida. Ela sorriu.

— Já passei por isso. Precisa pegar um táxi quando o clima está úmido assim e você tem uma entrevista de emprego realmente importante.

Sim. Com certeza vou fazer isso à tarde. É do outro lado da cidade e é o trabalho que de fato quero, então vou fazer o melhor possível, até parar na farmácia e comprar desodorante. Depois de me apressar e me limpar, fiquei sentada na recepção por mais de uma hora antes de ser chamada para a entrevista. Isso me deu tempo para me acalmar e também,tenho meu carro mais pensei porque não ir de metrô assim não perco tempo encontrando lugar pra estacionar,arrependimento enorme o meu.

Verificar os catálogos mais novos de produtos. Definitivamente, eles precisavam de uma nova campanha de moda. Anotei algumas coisas que eu mudaria, caso a oportunidade se apresentasse.

— Senhorita Campbell? . Uma mulher sorridente me chamou da porta que levava ao escritório interno Vesti o paletó e a segui.

—Sinto muito por fazê-la esperar, Tivemos uma pequena emergência com um dos maiores fornecedores. — Ela se afastou assim que chegamos a um escritório grande, de canto. — Sente-se. A senhora. Donnatelli virá em seguida.

— Ah, tudo bem. Obrigada. Eu tinha achado que ela era a entrevistadora. Poucos minutos depois, a vice-presidente da Floras Models entrou. Era a mulher do banheiro, aquela que me viu lavar as axilas. Ótimo. Fiquei feliz por ter feito aquilo sem desabotoar a camisa. Tentei me lembrar da conversa que tivemos. Não achei que tinha sido sobre algo além do clima da cidade.

—Vejo que está mais calma. Seu tom era bastante formal e nem um pouco amigável como havia sido no banheiro.

—Sim, sinto muito por isso. O calor realmente me pegou hoje. Ela arrumou alguns papéis em uma pilha na mesa e disparou a primeira pergunta sem qualquer conversinha

— Então, senhorita Campbell, por que está em busca de um emprego? Aqui diz que você atualmente está estagiando.

— Sim, estagio na Revista top models há dois anos. Comecei na empresa quando terminei a faculdade. Durante esse tempo, Vou ser sincera não quero me efetivar la sinto que já tive todo o aprendizado que poderia ter la, sou muito feliz lá. Mas sinto como se já tivesse chegado ao topo, é hora de procurar outras oportunidades, e pra ser sincera não sei se seria efetivada la .

—Como assim?

—Bem, Revista top models ainda é uma empresa familiar e, embora eu admire e respeite Scott Eikman, fundador e presidente, a maioria dos cargos de nível executivo é assumida por membros de sua família. Um desses cargos foi preenchido por Bella Eikman. Nós duas concorríamos à vaga de e ela será efetivada como já me avisaram resolvi buscar novas oportunidades. — Dizer isso em voz alta deixava um gosto amargo em minha boca.

—Então pessoas menos merecedoras são promovidas por parentesco? E é por isso que você quer sair?

—Acho que grande parte do motivo é esse, sim. Mas também é hora de eu seguir em frente. — Não é possível que os membros da família Eikman conheçam melhor o negócio, uma vez que cresceram nesse mundo? Talvez eles sejam realmente mais qualificados do que outros funcionários... Qual é o problema com esta mulher? Nada dessa coisa de nepotismo é novidade. Droga, metade dos executivos do Walmart ainda tem parentesco com Sam Walton.

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