Capítulo 5 Capítulo 5
Ele respondeu irritado:
— Estava resolvendo problemas com a polícia, não a boazinha que você está acostumada, a suja, corrupta.
— Deixa eu te falar uma coisa que provavelmente não vou repetir. Me importo porque eu te amo, acho que não deveria fazer parte de nada disso.
— Mas não fui eu que te coloquei. Posso passar horas aqui contando das minhas coisas e ainda assim vai continuar me olhando desse jeito, como quem não acredita em uma palavra que digo.
— Tô cansado das suas mentiras, Rebeca. Faz o que achar melhor, eu tô cansado de você me desprezar, sabe?
— Acho que se alguém foi usado aqui, fui eu! Recebi hoje cedo fotos, até prints das suas conversas com a policial.
— Estava saindo com ela há semanas e eu, trouxa, levando você muito a sério, parei de ficar com outras pessoas. Só queria me acertar com você!
— Contou pra ela sobre o que seus amigos fazem? Entregou o Noah? Ele costuma matar quem o prejudica.
Ela começou a chorar, respondeu se sentindo culpada:
— Eu não sabia! Fiquei com ela à toa, eu me envolvi com vocês dois, e você ficou longe, mas eu te escolhi, terminei com ela antes de saber de toda a verdade.
— Eu juro que não sabia de nada. Você precisa acreditar em mim!
Ele respondeu irônico, levantando:
— E você em mim, apesar de que provavelmente não vai fazer diferença alguma. Pelas conversas, você não terminou, só deixou ela te esperando quando eu voltei.
— Fez nós dois de otários.
Começou a elevar a voz, indo em direção a porta.
— Sabe, eu tô atolado de problemas e não teve um único dia que não pensei em você. Meu tio pode morrer, posso ir preso ou ser morto, eu tô muito fud.ido, mas fiquei igual idio.ta correndo atrás das coisas pra você. Tentando te passar segurança e mostrar o quanto me importo.
— Reservei mesa para o jantar, comprei presentes, aliança e peguei a melhor suíte, mandei decorar e escolhi tudo, enquanto você estava saindo com outra pessoa. Fud.endo pra caralh.o, com a p.orra de uma policial.
— Como posso acreditar que você não sabia? Ontem viu seu amigo e mentiu na minha cara. Ele também é da polícia, não é? Vai dizer que novamente não sabia? Tá saindo com ele de novo?
— Porque você abre as pernas pra todos, menos pra mim. Eu relevei muita coisa pra estar com você. Sei que ficou com o Ramon, quando nos conhecemos.
— E esses dias de novo. E com certeza enquanto estava na casa da mãe dele, estavam juntos. Todas as vezes que você sumia, sempre estava com alguém diferente. Não é?
— Vi você com o Noah, na sua cidade. Eu podia ter te matado po.rra! Você é muito dissimulada!
— Queria entender porque, o que eu não fiz, que todos os outros fizeram. Te dei muito, acreditei em você, na sua vulnerabilidade, tentei de acolher, apoiar.
— Você me usou esse tempo todo Rebeca. — Ele gritou chorando de raiva, socando a porta até a mão começar a sangrar.
Ela se aproximou tentando impedir ele de se ferir, chorando pediu para se acalmar.
Ele estava abrindo a porta. Ela foi entrando na frente, o impedindo de sair:
— Desculpa, eu tive medo de decepcionar você. O meu mundo também está caindo e eu fiquei sozinha. A Eloá me ouviu, me fez companhia. Você não estava aqui. Deixa eu explicar.
— Eu estava com medo. Porque aconteceram coisas.
Ele a empurrou sutilmente tirando do caminho, falou muito decepcionado chorando, cheio de raiva:
— Coisas? Eu fui muito humilhado, me mostraram fotos, conversas suas, sei que a pouco tempo, você voltou pra sua cidade e foi dar pro seu amiguinho.
— Então vou me ausentar de novo. Vai lá com a sua put4 ou com algum amigo que só te come e não assume!
— Eu nem sabia que você gostava de ficar com mulher. Vai ver me entregou também, né? Pra polícia, pra se livrar.
— Mas fica tranquila, que, diferente dos seus amigos, eu não vou te prejudicar. Você já tá fazendo isso muito bem sozinha. Sai da frente!
Ela estava ainda próxima falou sentida, chorando muito, sem o deixar passar:
— Sabe por que eu venho mentindo tanto? Porque gosto muito de você e sempre tive medo de não ser boa o suficiente, de estragar as coisas entre nós sendo eu mesma.
— Achei que, se tivesse alguma chance de ter algo bom e real, que seria ao seu lado. É isso então, vai me deixar agora? Pablo? Por favor!
— Eu não vou conseguir, sem você.
Ele gritou alterado.
— Você nuncaaa sentiu nada por mim. Para de fingir e tentar me manipular!
— Você usa as pessoas como degraus. A Kim, o Noah, o Ramon, eu.
Ele estava descendo as escadas, bateu a mão no bolso e sentiu falta de chave, voltou para trás.
— Só vou pegar minha chave.
Ela foi voltando para o quarto junto se sentindo perdida, falou alterada parada novamente na frente da porta, o impedindo de sair.
— Se você me deixar, eu não vou conseguir. Eu...me perdoa por ter feito tantas coisas erradas, se eu te visse como os outros, teria cometido os mesmos erros.
— Que com os outros.
Ele estava em pé na frente dela, muito emotivo nervoso, ela se aproximou e o abraçou forte, pedindo perdão, dizendo que estava disposta a largar tudo por ele.
Ele correspondeu, falou com a voz embargada.
— Você não sabe o quanto gosto de você, e nem o quanto estou decepcionado. Eu te daria o mundo, faria qualquer coisa pra te fazer feliz.
— Você não sente nada por mim. Tudo não passou de um jogo.
Ela falou beijando o rosto dele várias vezes, enxugando as lágrimas:
— Me perdoa por ter feito tudo errado. Eu te amo, não me importo com os outros.
— Se você me der uma chance eu vou te mostrar. Fica comigo, não me deixa por favor, eu tô implorando.
Ela empurrou a porta para fechar, ele não disse nada, a beijou com muita vontade, ela foi indo para a cama o conduzindo.
Como em um filme, se agarraram de forma intensa, desorientada, com desespero, ela foi tirando a camiseta dele, dizendo que o amava, ainda se desculpando, ele não disse uma única palavra.
Foi abrindo e abaixando a calça, ela o colocou deitado e tirou a própria roupa, ficando completamente nua, foi subindo em cima dele, o beijou ardentemente, em instantes ele se uniu a ela, a olhando fixamente nos olhos, ela o beijou lentamente, sentindo um incomodo grande pela falta de preliminares e lubrificação, o acariciando no rosto, começou a se mover sutilmente, puxando as mãos dele para tocar seu corpo.
Ele começou a acariciar, apertando o quadril, sei0s, achou que poderia ser diferente, que talvez aquilo o acalmasse de alguma forma, cessando sua angústia e raiva, mas o que sentiu foi uma repulsa muito grande, por ela e por si mesmo, mesmo sendo bom fisicamente, não estava nada bom emocionalmente.
Ele só conseguia pensar nas fotos, nas conversas que viu, em todas as vezes que ela mentiu enquanto estava com outras pessoas.
Ela estava gem.endo, falando que o amava, mas por estarem conectados de maneira sobrenatural, começou a sentir tudo de ruim que ele sentia, intensamente. Tentou pensar no quanto ele era especial, e em como gostava dele, mas não deu certo.
Estava se movendo cada vez mais rápido, instintivamente, fingindo que estava gostando, fechou os olhos engolindo o choro, se odiand0 também.
