Capítulo 3 3

Jota narrando

Não sei por que mais quando eu vi a aurora chorar porque não tinha parente, me deu um bagulho esquisito no peito, uma vontade de abraçar ela e proteger de tudo, mais ainda é muito cedo tenho que saber se procede mesmo coisa que ela fala, mais sinto que posso confiar nela.

Depois disso o Demo começou a conversar comigo de novo sobre o baile e o morro, aí foi quando olhei pra Helen e ela estava me olhando tão bonito, porém quando ela percebeu que eu também olhava desviou e olhou para o seu prato, fiquei com aquilo na mente, e quando acabei levante lavei meu prato e desejei boa noite a todos e fiz toque com o demo e fui para casa.

Quando cheguei minha mãe já estava deitada, passei direto para o quarto, tirei minha roupa e fui tomar um banho, quando estava debaixo do chuveiro imagem da Helen me olhando veio de novo e eu fiquei querendo saber o que ela tanto pensa, porque me olhava daquele jeito tão lindo, aquela boca carnuda dela, o corpo lindo, quando deu por mim já estava me aliviando debaixo do chuveiro pensando nela mais uma vez, droga eu preciso arrumar uma mina se eu vou enlouquecer só me aliviando na mão pensando na Helen, saí do banho só de cueca, apaguei a luz, e me deitei e sono logo chegou.

Helena narrando

Eu estava em casa terminando a janta, quando a Helen chegou da faculdade e fui até a sala quando cheguei ela está com uma outra menina na sala, dei boa noite a elas e a Helen me apresentou ela, nós nos sentamos no sofá e não sei por tive a impressão de que já tinha visto ela e perguntei.

_ Eu acho que não, eu morava no orfanato Mãe Rainha desde bebê, a senhora já foi lá alguma vez? _ vejo que seus olhos brilham quando fala do orfanato.

_Não, então pode ser só porque você é parecida com alguém que já vi mesmo desculpa _ ela me dá um sorriso.

_ você chegou lá grande e nunca nenhuma família se interessou para te adotar _ Helen me pergunta.

_ Helen não seja curiosa minha filha _ repreendo ela.

_ Não tem problema, quando eu cheguei no orfanato a madre Maria disse que eu tinha de 2 pra 3 meses de vida, e que me deixaram na porta dentro de uma caixa de papelão, só com um macacão rosa e com essa medalhinha que tem uma letra J, ela não sabe se seria do meu nome ou teria haver com minha mãe biológica, a madre disse que não entende porque eu nunca fui adotada, pois sempre fui uma criança muito bonita, calma, quando fui crescendo aí foi que ficou mais difícil, as famílias sempre preferiam as crias mais novas, ou com o padrão que a sociedade impõe, como branca de olhos claros, ou cabelo liso, ah mais ela já está grande, é morena e tem os cabelos laranja, ela disse que era sempre essas desculpas que eles usavam para não me adotar. A madre sempre me tratou muito bem, à medida que ia crescendo eu ia ajudando no orfanato, fazia o café da manhã das crianças, contava história pra elas dormirem, dava banho, arrumava a biblioteca e também brincava com elas no jardim e assim sempre me distraia, quando completei 18 anos por lei teria que sair de lá, mas a madre conseguiu que eu ficasse como voluntária para ajudar e em troca eu tinha onde dormir e comer, esse ano quando fiz 20 anos a madre recebeu uma carta informando que eu teria que sair do orfanato, e que não teria como continuar lá mais pelo governo, e foi nesse dia que conhece a Helen no ponto de ônibus _ já tinha lagrimas nos olhos.

_ Eu sinto muito Aurora mais agora você está entre pessoas boas, e pode contar com a gente para o que você precisar. Agora vamos lá para a cozinha jantar, e aproveito e falo com o Samuel para arrumar uma casa aqui no morro para você ficar morando e arranja um emprego _ ela só confirma com a cabeça e vamos para a cozinha e antes de chegar ela fala.

_ O emprego eu já tenho, a Helen me chamou para trabalhar na loja dela, assim com o salário vou conseguir pagar o aluguel e as despesas da casa _ dou um sorriso para minha filha e depois para Aurora.

Fico feliz por ver que criei meus filhos certo, que ajudam ao próximo com mesmo amor que eu e o pai tinha em ajudar ao próximo mesmo sem conhecer.

Helen narrando

Depois que Aurora falou como chegou no orfanato fomos para a cozinha jantar e lá estava o meu irmão e o Jota, eles assim que nos viram parou de conversar e ficou olhando para nós, a mamãe foi logo pedindo para o Samuel arranjar uma casa para Aurora, ele disse que ia providenciar eu me servi e sentei próximo ao Jota, eles voltaram a conversar e eu de vez em quando ficava olhando para o Jota e teve uma hora que ele percebeu e nossos olhos se encontraram e eu desviei o olhar com vergonha, ele terminou de comer lavou seu prato deu boa noite fez toque com meu irmão e foi embora.

Continuei comendo e conversando com a Aurora e com a minha mãe, quando terminei lavei o que sujamos e Aurora enxugou, depois subi com ela para o quarto de hóspede dei boa noite a ela e fui para o meu quarto tomar um banho e no banho fiquei pensando no Jota, entrei no closet vesti um pijama, fechei as cortinas, liguei o ar, apaguei a luz e me deitei e logo o sono chegou.

No outro dia acordei cedo hoje pois hoje tenho aula de manhã fui no banheiro fiz minhas higienes, me arrumei e desce pra tomar café da manhã, quando cheguei na cozinha encontrei a Aurora arrumando o café na mesa, já tinha café feito, fruta, um suco de laranja, pão, queijo, presunto e ela estava terminando de colocar alguma coisa em um prato quando se virou para colocar na mesa se assustou, eu comecei a rir, pois ela quase deixa o prato que tinha um bolo lindo cair.

_ Não teve graça não Helen, eu quase tive um infarto com você aí na porta me olhando, desculpa ter mexido nas coisas é porque lá no orfanato eu tinha costume de levantar bem cedo e preparar as refeições das crianças _ fico escutando tudo e de olho bolo que ela colocou na mesa.

_ Não tem problema não Aurora, desculpa o susto é porque você estava tão concentrada que não percebeu eu chegando, venha sentar-se vamos comer, vou te levar para a loja e depois vou para a faculdade hoje tenho um trabalho para fazer de manhã, mas volto logo e fico com você lá na loja _ me sento e já pegou uma fatia do bolo.

_ Esse bolo está maravilhoso, como conseguiu fazê-lo tão rápido, ainda são seis e quarenta da manhã.

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