Capítulo 11 Não venha criar problemas

George encarou a solicitação de amizade recusada, as sobrancelhas bem franzidas.

Casey o havia rejeitado?

Antes que pudesse pensar direito, David lhe enviou um documento por fax.

Eram papéis de divórcio!

E Charlotte ainda queria levar um terço dos bens dele!

George rasgou o acordo sem hesitar.

Como ele imaginava — ela estava claramente fazendo charme, sem nunca ter a intenção de se divorciar de verdade.

Ao pensar que Charlotte ainda estava procurando provas de que Jennifer tinha sequestrado Sarah, George voltou a se irritar.

Ela sabia muito bem que ele andava estressado ultimamente por causa do estado de Jennifer. Por que não podia ser mais compreensiva?

George beliscou a ponte do nariz antes de ligar para David.

— Transfira um milhão de dólares para a conta da Charlotte e mande algumas joias. Faça ela se acalmar.

Depois de desligar, George voltou a encarar a foto de perfil de Casey nas redes sociais.

Aquele tom azul-claro familiar sempre lhe dava uma estranha sensação de déjà-vu, como se já tivesse visto aquilo em algum lugar.

No dia seguinte, Charlotte e Sarah deixaram a ilha cedo.

Não muito tempo depois de voltar ao apartamento, ela recebeu uma ligação informando que um paciente com sérios problemas psicológicos estava esperando por ela no hospital.

Depois de conseguir acalmar o paciente difícil e mandá-lo embora, Charlotte soltou um longo suspiro.

Sua assistente, Iris Chambers, lhe entregou um copo de água, olhando para ela com empolgação.

— Você é incrível! Você realmente conseguiu acalmar um paciente suicida. Eu estava morrendo de medo de ele realmente pular.

Charlotte ainda passava álcool em gel nas mãos. Ao ouvir Iris, deu um sorriso despreocupado.

— Ele é só um garoto com alguns problemas de saúde mental. Não tem nada para ter medo.

— Só um garoto — ela repetiu.

Iris ergueu o polegar, admirada.

Casey realmente fazia jus à fama com todos aqueles prêmios. Impressionante.

Um paciente tão difícil virou uma criança dócil e inofensiva nas mãos dela.

Charlotte deveria estar de férias. Só tinha vindo naquele dia porque a situação do paciente era especial. Como não havia mais nada a fazer, ela tirou o jaleco branco imediatamente e se preparou para ir embora.

Assim que chegou à porta, uma comoção repentina estourou do lado de fora.

Em seguida, a porta foi aberta com força.

A mãe de George, Opal Rivers, apareceu no vão.

— Você? — ela olhou para Charlotte, surpresa. — O que está fazendo aqui?

Ao ver Opal, Charlotte ficou igualmente pasma.

Instintivamente, virou-se para Iris: outro paciente?

Iris parecia tão confusa quanto.

Ela também não fazia ideia de como alguém tinha conseguido entrar à força.

Vendo que Charlotte a ignorava, Opal nem se deu ao trabalho de gastar palavras.

Opal empurrou Charlotte para o lado e agarrou as mãos de Iris, o rosto tomado de entusiasmo.

— Você é a Casey, não é? Por favor, você precisa salvar a minha nora. Ela tem depressão grave e vive ameaçando se matar. Estamos muito preocupados.

Iris tentou puxar as mãos de volta por instinto.

— A senhora está confundindo. Eu não sou...

Nesse instante, George entrou de repente no consultório, interrompendo Iris no meio da frase.

— Charlotte? — George olhou para ela; a surpresa passou rápido pelos olhos dele e, então, perguntou: — O que você está fazendo aqui?

No momento em que as palavras saíram, a expressão dele se endureceu, impaciente.

— Você está me seguindo.

Charlotte soltou uma risada fria.

— Por favor, use o cérebro. Seguir você? O que eu ganharia com isso?

Depois de falar, ela olhou para Jennifer, que George protegia.

Então Jennifer era a nora com depressão de quem Opal tinha falado?

A zombaria no olhar de Charlotte se aprofundou.

— Sr. Summers, por favor, assine os papéis do divórcio logo. Caso contrário, se espalhar que a Srta. Walsh é a outra, isso não vai pegar bem.

Ao ouvir aquilo, Jennifer se encolheu nos braços de George, visivelmente assustada.

Ela encarou Charlotte com os olhos marejados.

— Charlotte, você entendeu errado a minha relação com o George. Eu não sou a outra.

— Você não precisa se explicar para mim. Eu desejo o melhor para vocês dois — Charlotte cortou Jennifer, seca.

Então Charlotte lançou um olhar indiferente para George e passou por eles em direção à saída.

— Pare!

Assim que chegou ao lado de George, a mão dele se lançou por instinto e agarrou o braço dela.

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