Capítulo 1
Luna estava na loja do pai, absorta nas notícias que ecoavam das telas do estabelecimento. Seu pai se aproximou e pediu para aumentar o volume. Enquanto ela obedecia, a notícia continuava a relatar a história de Vincenzo:
“Este é Vincenzo aos olhos da mídia, mas seu histórico é muito mais extenso. Vincenzo faz parte de uma grande organização criminosa, popularmente conhecida como a Máfia Italiana. Ele é um dos membros mais importantes da organização, sendo parte de uma das cinco famílias que dominam a Máfia nos EUA. As famílias desse grupo são consideradas a realeza da Máfia, incluindo as famílias Gambino, Lucchese, Genovese, Bonanno e Colombo. Ninguém seria louco o suficiente para enfrentar alguém desse grupo exclusivo.
“Capo Vincenzo Gambino de Nova York, com apenas o Don acima dele, que por acaso é seu pai, Don Carlo Gambino. Vincenzo é um homem frio e sem coração. Ele foi treinado desde a infância para ser o sucessor de seu pai. Aos 13 anos, cometeu seu primeiro homicídio sob a supervisão do pai.”
Curiosa, Luna se virou para o pai e perguntou: “Quem é esse Vincenzo de quem as notícias tanto falam?” Seu pai suspirou, olhando para a tela com uma expressão sombria, e respondeu: “Ele é o filho do diabo, Luna.”
Luna olhou para o pai com uma expressão confusa. “Filho do diabo?” ela pensou, sem entender completamente o que aquelas palavras poderiam significar.
Logo depois, seu pai a interrompeu, perguntando: “Onde está seu irmão?” Luna franziu a testa e respondeu, preocupada: “Davis ainda não voltou para casa, ele passou a noite fora.”
Seu pai, agora preocupado, ordenou: “Ligue para ele agora, diga para voltar para casa imediatamente.”
Luna pegou o telefone e começou a discar o número do irmão, sentindo uma nervosidade latente. Luna tentou de todas as formas ligar para Davis, mas sem sucesso. Seu coração começou a bater mais rápido, e uma sensação de inquietação tomou conta. Ela olhou para o pai, seus olhos cheios de preocupação.
Luna disse: “Pai, Davis não está atendendo.”
Seu pai, agora visivelmente angustiado, pegou o telefone e começou a discar o número de Davis repetidamente, cada chamada não atendida aumentando a tensão no ar. Em um momento de frustração, ele murmurou para si mesmo: “Droga, para que serve ter um telefone? Esse menino não atende, onde ele pode estar?”
Luna olhou para o pai, notando a tensão em seus olhos, e perguntou urgentemente: “Pai, o que está acontecendo? Você ficou nervoso depois daquela reportagem. Está acontecendo alguma coisa?”
Seu pai a encarou por um momento, então colocou gentilmente uma mão em seu rosto, acariciando-a ternamente. Ele suspirou profundamente antes de falar: “Filha, é melhor você não saber sobre essa situação. Não quero te colocar em perigo.”
“Agora você me deixou preocupada,” disse Luna, mostrando preocupação.
“Não se preocupe, confie no seu pai. Vamos, vamos fechar a loja. Até seu irmão aparecer, não vamos sair de casa, entendeu?” disse Lorenzo.
“Tá bom, pai,” ela disse, obedecendo ao pai sem entender.
Luna fechou a loja, guardando os últimos produtos nas prateleiras. Ao seu lado, seu pai, Sr. Martinez, parecia preocupado e continuava tentando ligar para o filho, mas a ligação não tinha sucesso.
Enquanto isso, a noite caía sobre a pequena cidade, envolvendo a rua principal em sombras crepusculares. Foi então que um arrepio percorreu a espinha de Luna ao ouvir passos rápidos se aproximando. Ela e seu pai trocaram olhares nervosos, sem saber o que esperar.
De repente, a porta foi chutada com força, fazendo um barulho ensurdecedor ecoar pelas paredes. Luna e seu pai se olharam em pânico, seus olhos arregalados de surpresa e medo.
Na entrada, homens mascarados apareceram, seus rostos escondidos pela escuridão e pelas máscaras. Eles eram sombras ameaçadoras, movendo-se com uma determinação sinistra.
O Sr. Martinez imediatamente protegeu Luna com seu corpo, tentando manter a calma. “O que vocês querem de nós? Quem são vocês?” ele perguntou, com a voz ligeiramente trêmula.
Os homens mascarados permaneceram em silêncio, mas um deles deu um passo à frente, revelando um revólver em sua mão. A ameaça era evidente, e a sala estava cheia de uma tensão palpável.
Luna sentiu seu coração disparar, mas sua determinação não vacilou. Ela olhou nos olhos do pai, buscando força, e juntos aguardaram o próximo movimento dos intrusos.
Os homens mascarados mantinham seus olhares fixos, criando um silêncio opressivo na sala. O Sr. Martinez manteve sua postura firme, protegendo Luna com determinação, enquanto ela se agarrava à esperança de que seu irmão aparecesse a qualquer momento.
Finalmente, um dos homens mascarados quebrou o silêncio tenso. Sua voz era rouca e ameaçadora. “Onde ele está? Onde está Davis Martinez?”
O coração de Luna disparou ao ouvir o nome do irmão. Ela se sentiu aterrorizada e confusa. “Quem são vocês? O que querem com meu irmão?”
O homem mascarado permaneceu impassível, mantendo o revólver visível. “Isso não importa. Onde ele está?”
O Sr. Martinez olhou para Luna, buscando coragem para responder. “Nós... nós não sabemos. Não temos notícias dele há um tempo.”
O homem mascarado parecia insatisfeito com a resposta, seus olhos se estreitando sob a máscara. “Isso deve ser uma piada; vocês estão tentando nos enganar.”
Luna sentiu um calafrio de terror percorrer sua espinha. Ela sabia que estavam em perigo, mas também sabia que não podia revelar nenhuma informação sobre Davis; ele era a única esperança deles.
O homem mascarado que falava parecia impaciente, sua voz rouca ecoando na sala. “Davis vai ter que aparecer. Até lá, sua filha vem conosco.” Ele disse isso, agarrando Luna.
O coração de Luna batia forte em seu peito enquanto ela lutava, tentando desesperadamente escapar do aperto do homem mascarado. Ela gritou, “Socorro! Socorro! Por favor, me soltem!”
Seu pai, Sr. Martinez, lutou com todas as suas forças para alcançar Luna, mas os outros homens mascarados o seguraram firmemente, impedindo-o de chegar até ela.
O homem mascarado que a segurava apertou ainda mais o aperto, ignorando seus gritos desesperados. A tensão na sala atingiu seu ápice, criando uma atmosfera de terror e angústia.
Nesse momento crítico, uma voz forte ecoou pela sala. “Soltem ela agora!”
Todos se viraram para ver que era Davis, o irmão de Luna, parado na entrada da casa. Seus olhos queimavam com determinação, e ele segurava uma arma apontada diretamente para os homens.
O homem mascarado que segurava Luna hesitou por um momento, avaliando a situação. Então, ciente da ameaça iminente, ele a soltou abruptamente.
Luna cambaleou para trás, ofegante e assustada, mas agora estava livre.
Davis avançou firmemente em direção aos homens mascarados, sua expressão severa. “Vocês não sabem com o que estão se metendo. Onde está meu pai?”
O homem mascarado, que havia falado antes, olhou para Davis com uma mistura de raiva e desafio. “Você vai pagar caro por isso.”
Enquanto Davis confrontava os homens mascarados, Luna correu para seu pai, preocupada com o ferimento que ele havia sofrido. Davis viu que Luna estava segura e deu um passo à frente, segurando a arma firmemente em suas mãos. Ele mirou precisamente no joelho de um dos homens mascarados e, sem hesitar, puxou o gatilho. O som do tiro ecoou pela sala, seguido pelo grito de dor do homem ao cair no chão, segurando o joelho ferido. Davis olhou para o homem com olhos frios e impiedosos. “Agora você diz ao seu chefe que esta é minha mensagem para ele. Deixe minha família em paz, ou a próxima bala vai direto para a cabeça dele.”
A atmosfera ficou carregada com a gravidade da situação. Os homens mascarados restantes recuaram, visivelmente abalados pela demonstração de força de Davis. Enquanto o homem ferido gemia de dor, os outros homens mascarados rapidamente o ajudaram a sair da casa, desaparecendo na noite.
