Capítulo 2
Davis, preocupado, perguntou: "Pai, Luna, vocês estão bem?"
Lorenzo Martinez respondeu calmamente: "Estamos bem, filho. Não se preocupe."
Luna, ainda abalada, disse: "Eu... eu estou bem também. O que acabou de acontecer? E quem eram aqueles homens? Por que estão atrás de você?"
Davis olhou para Luna com uma expressão séria e respondeu:
"Luna, aqueles homens... eles trabalham para o Capo Vincenzo, o filho do chefe da maior máfia italiana."
Luna absorveu a informação, seus olhos se arregalando de choque. A gravidade da situação parecia pesar sobre todos.
"E o que ele quer com você?" Luna perguntou, ainda em choque.
"Querida, devemos falar sobre isso mais tarde. Você precisa se acalmar, e eu preciso conversar com seu irmão," disse seu pai.
"De jeito nenhum, eles acabaram de invadir aqui e nos fizeram reféns. Davis atirou em um daqueles homens. Eles vão voltar, então não esconda nada de mim," ela disse, chorando.
Davis colocou uma mão gentil no ombro de Luna e olhou para ela com compaixão.
"Luna, por favor, se acalme. Vou explicar tudo. Eu nunca quis que você visse nada disso, e sinto muito por ter te assustado."
Ele respirou fundo e continuou, revelando a verdade que havia sido escondida:
"Eu cometi alguns erros terríveis e me envolvi com essas pessoas da máfia para pagar uma dívida enorme. Quando finalmente paguei, eles se recusaram a me deixar em paz. Agora, Vincenzo está atrás de mim."
Luna olhou para Davis com uma mistura de choque e preocupação nos olhos. Ela reuniu coragem para fazer as perguntas que estavam em sua mente:
"Que tipo de dívida era essa, Davis? Você sabia disso, pai? Como pôde deixá-lo se envolver nisso? Por que não o impediu, pai?"
Lorenzo Martinez abaixou a cabeça, a vergonha pesando em suas palavras. Ele falou com um tom carregado de remorso:
"A dívida, Luna... era minha. Quando Davis descobriu, ele quis ajudar, mesmo eu insistindo que não precisava. Era para pagar as contas médicas da sua mãe."
Luna olhou para o pai, perplexa e um pouco chateada. Ela não conseguia entender por que ele não usou o dinheiro da loja, que parecia estar indo bem.
"Mas pai, a loja sempre teve bons clientes e dava um bom lucro. Por que você não usou esse dinheiro para as despesas médicas?"
Lorenzo Martinez suspirou profundamente antes de responder, a vergonha ainda evidente em seu rosto.
"Luna, naquela época, a loja não estava dando lucro, e eu não conseguia pagar o pai de Vincenzo. Ele faz todos os comerciantes da cidade pagarem uma taxa semanal, e se não pagarem, ele ordena que os clientes não entrem no estabelecimento. Depois que comecei a pagar, os clientes voltaram, mas naquela época, não tínhamos a quem recorrer. A família dele era a única solução que tinha o valor que precisávamos. Era uma situação desesperadora."
"Que tipo de pessoa faz isso? Quem se aproveita da desgraça dos outros?" ela chorou enquanto falava.
"Desculpe por te decepcionar, minha filha. Fiz o que pude pela sua mãe," seu pai respondeu, abalado.
Davis olhou para o pai, vendo o peso da culpa em seus olhos, e decidiu confortá-lo.
"Pai, não se culpe. Você não podia saber o quão perigosos esses caras eram. Você fez o seu melhor pela mamãe, e isso é o que importa."
As palavras de Davis trouxeram algum alívio para Lorenzo Martinez, que olhou para o filho com gratidão por entender a difícil decisão que teve que tomar.
Luna sentiu uma mistura de emoções ao ouvir a explicação do pai. Ela se aproximou dele e o abraçou carinhosamente, transmitindo apoio e compreensão.
"Papai, eu sei que você fez tudo o que podia pela mamãe. Não te culpo por nada disso. Só tenho medo de que essas pessoas nunca te deixem em paz."
Davis olhou determinado para sua família, prometendo protegê-los.
"Eu vou cuidar disso, prometo. Vou garantir que todos fiquem seguros."
"Obrigado, meus filhos. Não poderia ter pedido uma bênção maior do que ter vocês na minha vida," disse Lorenzo.
Davis olhou seriamente para o pai e para Luna e disse: "Pai, Luna, é hora de tomar uma decisão difícil. Vou para a Rússia buscar ajuda de alguns amigos. Não posso enfrentar Vincenzo sozinho. Precisamos unir forças para proteger vocês; não posso deixar esse cara nos atormentar mais."
O pai de Davis franziu a testa, preocupado. Ele hesitou por um momento antes de responder com uma voz firme, carregada de apreensão: "Davis, a Rússia é muito longe. Vamos resolver isso. Você não precisa ir tão longe. Temos que proteger nossa família e nossa loja. Com você longe, não será fácil."
Davis olhou para o pai, seus olhos cheios de urgência. "Pai, você não entende? Hoje eles invadiram a loja procurando por mim. Amanhã, eles não vão só invadir; vão matar. Precisamos de ajuda agora, não podemos esperar."
Luna olhou para Davis com olhos cheios de compreensão e preocupação. Com um suspiro resignado, ela disse: "Davis, eu sei que nada do que eu diga vai mudar sua decisão. Não posso te impedir de ir. Só prometa que vai se manter seguro, por favor."
Davis abraçou seu pai e sua irmã com determinação, transmitindo confiança. Ele disse firmemente: "Vou ficar bem, prometo. Voltarei o mais rápido possível com a ajuda que precisamos."
Ele então sugeriu: "Vamos para a casa de alguns amigos onde vocês estarão seguros até eu voltar. Não se preocupem, vou cuidar de tudo." A família assentiu, confiando na decisão de Davis.
Davis guiou seu pai e sua irmã até o carro, o ambiente tenso e determinado. Chegando à casa dos amigos, um casal de ex-veteranos de guerra, Davis olhou para seu pai e Luna com uma mistura de preocupação e esperança.
Ele os abraçou fortemente, transmitindo o quanto os amava, e os manteve em seu coração. "Pai, Luna, vocês estarão seguros aqui. Não se preocupem, voltarei o mais rápido possível. Cuidem-se e fiquem bem. Eu amo vocês," disse, com a voz embargada de emoção.
Laura levou Luna e seu pai para dentro da casa, enquanto seu marido se aproximou de Davis. Com um olhar sério, o amigo de Davis o assegurou: "Não se preocupe, vamos proteger Luna e seu pai aqui. Cuide-se e faça o que precisa ser feito."
Davis agradeceu sinceramente, sentindo um peso ser tirado de seus ombros. Ele assentiu e prometeu: "Assim que eu chegar na Rússia, aviso vocês." Seu amigo assentiu e disse: "Conte comigo." Com um último aceno, Davis seguiu em direção ao Tennessee antes de ir para a Rússia, determinado a buscar a ajuda de que precisava.
