Capítulo 3

Vincenzo Gambino estava sentado em seu imponente escritório, lendo atentamente as notícias sobre ele no jornal, que diziam:

“Ele é um homem notável, fluente em cinco idiomas, com conhecimento avançado em combate e artes marciais, resultado de seu treinamento militar. Sua precisão nos movimentos é tal que ele nunca erra um alvo, e a habilidade de infligir dor parece lhe trazer um prazer sinistro. Seus métodos são conhecidos por serem terríveis, e ele é temido por todos.”

A voz do repórter ecoava da televisão, destacando os feitos impressionantes de Vincenzo Gambino. Enquanto a reportagem continuava a descrever suas habilidades poliglotas e proezas nas artes marciais, uma batida forte na porta interrompeu a transmissão. “Com licença, Sr. Gambino,” disse um soldado da Marinha, abaixando o volume da TV. Vincenzo se virou, perguntando sobre a interrupção.

“Desculpe interromper, senhor, mas tenho notícias sobre Davis,” disse o soldado urgentemente.

“Diga, quais são as notícias?” Vincenzo perguntou.

“Enviamos alguns homens à loja do pai dele, mas ele não estava lá. Os guardas fizeram de tudo para que o pai ou a irmã dele nos dissessem onde ele estava. O desgraçado apareceu, atirou em um dos nossos homens e mandou uma mensagem para o senhor.”

“Que mensagem?” Vincenzo perguntou furioso.

“Ele disse que se o senhor mexer com a família dele de novo, a próxima bala não será para os seus homens, mas para a sua cabeça,” disse o soldado.

“Bem, bem, é por isso que dizem que se você alimenta um cachorro, um dia ele pode morder sua mão. Esse Davis está se revelando um desses cachorros,” disse Vincenzo com raiva.

“Senhor, já o localizamos. Ele está indo para a Rússia,” informou o soldado.

“O desgraçado, além de ladrão, ainda ousa tentar se aliar aos nossos inimigos russos?” Um suspiro escapou de seus lábios, e um sorriso mórbido se formou.

“Já enviei homens para capturá-lo. Com suas ordens, eles atirarão, senhor,” disse o soldado.

“A única coisa ruim de matar alguém é que a pessoa para de sofrer. Você disse que ele tem uma irmã; quantos anos ela tem?” Vincenzo perguntou.

“Não sei, senhor, mas parece ter cerca de 19 ou 20 anos,” respondeu o soldado.

“Quero que você a leve para um dos armazéns e leve Davis para lá. Não deixe ele escapar, ou você pagará no lugar dele. Entendeu?” ordenou Vincenzo.

“Sim, senhor. Ele não escapará desta vez.”

“Assim que eles estiverem no armazém, me informe. E mais uma coisa, não deixe ela ver o irmão ainda; tenho alguns assuntos a resolver com ele.”

“Entendido, senhor. Com licença.”

O soldado saiu do escritório enquanto Vincenzo voltava a assistir às notícias. Vincenzo aguardava ansiosamente a ligação informando que Davis havia sido capturado.

Os homens de Vincenzo entraram na casa onde os amigos de Davis moravam com uma determinação sombria. Com movimentos precisos e coordenados, avançaram pelos corredores, procurando pela irmã de Davis. Enquanto isso, ela sentia o terror apertar seu coração; seus gritos ecoavam pelos cômodos, mas o medo parecia prender qualquer ajuda que pudesse vir. O desespero pairava no ar enquanto a jovem era levada, impotente diante da força dos invasores. O pai de Laura e Luna foi pego de surpresa quando os homens de Vincenzo invadiram a casa. Com expressões de choque e medo, foram rapidamente subjugados, incapazes de oferecer resistência contra a força avassaladora dos intrusos. Apesar dos olhares desesperados, não havia nada que pudessem fazer para ajudar Luna, que estava sendo levada à força pelos capangas de Vincenzo. O silêncio angustiante que se seguiu foi interrompido apenas pelo eco dos passos dos sequestradores, deixando todos impotentes e abalados pela terrível situação. Os capangas de Vincenzo saíram da casa com a mesma eficiência com que entraram, levando Luna com eles. À medida que o som dos passos se desvanecia, a atmosfera na casa se encheu de uma tensão opressiva.

Lorenzo Martinez, visivelmente abalado, não conseguiu segurar as lágrimas que escorriam pelo rosto. Ele sabia da importância de informar Davis sobre o que acabara de acontecer. Com a voz embargada, ele se virou para Franco e Laura, tentando encontrar as palavras certas em meio à angústia.

“Preciso informar Davis. Ele precisa saber o que aconteceu com Luna,” disse Lorenzo, com a voz trêmula. Seus olhos refletiam a urgência e o medo pelo destino da jovem. Ele estava determinado a encontrar Davis e fazer o que fosse necessário para trazer Luna de volta em segurança. Franco imediatamente tentou ligar, mas ao perceber que Davis não atendia suas chamadas, sentiu um nó apertar em sua garganta. Ele olhou para Lorenzo com determinação nos olhos e disse, “Não vou esperar mais. Farei o que for preciso para encontrar Luna.”

Com determinação resoluta, Franco se levantou e se dirigiu à porta. Ele sabia que cada segundo contava. “Vou alertar alguns amigos e reunir a equipe,” afirmou, deixando claro seu compromisso em trazer Luna de volta em segurança.

Lorenzo assentiu, reconhecendo a urgência da situação. Juntos, sabiam que precisavam agir rapidamente para trazer Luna de volta para casa.

“Quero ir junto; minha filha deve estar desesperada,” disse Lorenzo.

“Sr. Lorenzo, Laura vai fazer companhia para o senhor. Os homens de Vincenzo são extremamente perigosos. Não podemos arriscar que eles punam Luna se algo der errado. Sei que ela é sua filha, e o senhor está ansioso; é normal, mas prometo fazer tudo o que for possível para trazê-la de volta em segurança,” Franco explicou a situação.

“Confie nele, Sr. Lorenzo. Franco tem muitas habilidades; ele vai trazê-la de volta. Vamos, vou fazer um chá para acalmá-lo um pouco, está bem?” sugeriu Laura.

“Tudo bem, vou confiar em você, assim como meu filho confiou. Obrigado pela ajuda.”

“Não precisa agradecer, senhor. Davis é como um irmão para nós e um grande amigo. Vou indo agora; não podemos perder tempo. Se algo acontecer, me ligue. Laura, meu amor, cuide dele, por favor,” disse Franco.

“Vá com cuidado, amor. Vou cuidar de tudo aqui; ficaremos bem. Tenha cuidado, por favor.”

Franco foi até a casa de alguns amigos para reunir homens que ajudassem a resgatar Luna antes que algo acontecesse.

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