4

Cidade de Silla

Houve uma série de assassinatos nas cidades próximas à cidade de Silla, entre rumores de um assassino em série com requintes de crueldade, que ocorriam entre 2 e 4 da manhã, nunca pegaram o assassino.

Acontecia que todas as vítimas eram mulheres solteiras, filhas e/ou herdeiras de diplomatas e escritores, sempre em suas casas, mas nunca encontraram marcas ou pistas, com marcas de facadas que começavam nas costas, até que as cortavam ao meio.

As famílias eram encontradas mortas entre horários específicos, onde tinham conexões com a alta sociedade, esses assassinatos começavam com desmembramentos, até estupros, não sobrava nada inteiro, eram ricos, bem-sucedidos, mas tinham contato com a alta sociedade.

As vítimas eram os ricos, famosos, diplomatas, essas eram as pessoas bem-sucedidas, que nunca escapavam, sempre iam a festas e eventos, onde não levavam nada, nenhum bem, eram apenas assassinatos, mas não havia impressões digitais e nenhuma pista do porquê.

Seguranças eram mortos, câmeras eram destruídas, sempre pareciam saber os pontos, como se fossem alguém da alta sociedade.

Sella Bone wits era uma mulher espanhola com cabelos lisos e longos, sempre presos em um coque, com roupas tradicionais espanholas, era alta e muito volumosa, tinha um corpo bem construído, vinha de uma família rica e tradicional, seus olhos eram esverdeados, e ela teve um tempo como dona de casa, até conseguir publicar seus livros.

Essa mulher tinha uma conexão simples e direta entre as pessoas que morreram nesses ataques, as poltronas estavam manchadas de sangue.

Ela era uma grande escritora, mas tinha dificuldade em aprovar e publicar seus romances, também era a esposa rica e bem-sucedida de um político que era diplomata nas Nações Unidas, onde ele também estava.

Ele era um homem rico, que às vezes tinha pouco tempo em casa, então não tinha muito tempo para passar no mesmo ambiente, sempre viajava, deixando-a sozinha, por um tempo, ela começou a receber manuscritos de um estranho, cartas de amor, assim como contos aleatórios de histórias de assassinato.

O que parecia indicar apenas qualquer romance, ela usava esse tempo para se basear nesses contos para contar suas próprias histórias, onde modificava e começava a escrever sobre as histórias das cartas de amor, que eram assassinatos.

Eram casos de crimes, onde ela começou a publicar esses mesmos contos tenebrosos de violência, nunca contou que esses casos eram reais.

Aqui e ali, por um tempo, casos aconteceram em outros países muito semelhantes ao que ela escrevia, mas ela nunca relatou às autoridades que recebia tal produto, eram tão explícitos, às vezes tão cruéis, parecia que via sombras e contornos de alguém que a observava do lado de fora das paredes de sua residência.

Ela começou a trocar cartas com o estranho, mas nunca foi atrás para descobrir quem as enviava por essa caixa de correio desconhecida, aquelas noites sem dormir, a ausência do marido a deixava insone, isso ajudou seu bloqueio criativo, que não voltou.

Ela vinha de uma longa linha de políticos e escritores, antes de se casar com seu marido, ela tinha um namorado, mas seus pais não aceitavam, foi um longo namoro, até que terminaram, onde ela nunca mais o viu, mas trocavam cartas, telefonemas ocasionais, ela se casou por obrigação e um casamento arranjado, para aumentar a riqueza da família.

Então, devido ao grande cansaço, ela acabava sempre muito cansada, mesmo recebendo muito dinheiro, além de ter um certo bloqueio criativo, então, passava noites sem dormir, mas aos poucos, conseguiu publicar seus livros que eram de suspense e policiais.

Mesmo levando seus manuscritos a uma editora, nenhuma editora aprovava seus livros.

Durante um certo dia, ela estava voltando para casa, passou por uma loja que viu um sofá, mesmo achando estranho, não comprou, algum tempo depois, estava lendo as cartas, quando recebeu um pacote, não prestou muita atenção em quem enviou, pensando que era de seu marido, mesmo que não tivesse nenhum cartão.

Durante os meses em que recebia as cartas, ela se sentava no sofá, onde lia e se promovia em relação àquelas cartas que recebia.

Ela recebeu a visita de alguns policiais, a respeito das semelhanças entre casos aleatórios de assassinato e seus livros, que foram publicados.

  • Eu não sei o que dizer. – Ela disse.

  • Vendo isso como base, senhora, isso é muito estranho. - Disse um deles.

  • Eu não tenho nada a dizer. - Ela repetiu.

Os policiais não tinham provas, então a deixaram lá, mas sempre vigiavam a mulher, estavam prestes a segui-la, o que era estranho, eram as cartas semanais que ela recebia.

Era uma poltrona espaçosa e grande, até grande demais para apenas uma pessoa.

Durante suas noites solitárias, ela até dormia nesse sofá espaçoso, um dia, seu marido voltou para casa, onde teve uma festa na qual muitos interessados em negócios participaram, ela foi para a cama mais cedo, mas de manhã.

Foi quando ela viu que seu marido, junto com vários convidados, tinham sido esfaqueados nas costas, seu próprio marido tinha uma marca de facada nas costas, isso a assustou, fazendo-a correr para a rua, pedindo ajuda.

Quando a polícia chegou, foi verificar toda a casa, até que foram ver o único lugar que não tinha nada em comum, uma marca de perfuração naquele sofá, lá quando passaram uma faca, mesmo implorando por ajuda, porque era o único a sobreviver sem marcas.

Quando chegaram àquela mansão, procuraram em todos os lugares, as câmeras estavam destruídas, mas as manchas de sangue começavam nas costas dele, mas o que descobriram foi que o marido da mulher em questão era o único esfaqueado nas costas, que caiu em direção ao pé da poltrona.

Então, fizeram o que não tinham feito antes, os peritos e policiais cortaram o estofado da poltrona.

A mulher viu uma série de partes de corpos dentro do sofá, com uma série de mantimentos para manter uma pessoa bem alimentada, mesmo vendo que não havia uma única pessoa viva.

Foi assim que descobriram que havia um contorno e inúmeros alimentos que pareciam o contorno de um ser humano nessa poltrona, uma abertura lateral, então a polícia a interrogou, mas uma vez.

As suspeitas terminaram, quando ela confessou sobre as cartas, o endereço que nunca foi procurar, era na realidade um antigo namorado, com quem foi proibida de se casar, eles nunca cortaram uma ligação, mas ele começou a matar as famílias dos envolvidos que não permitiram o casamento deles.

Quando foram ver, fizeram uma batida na casa de um senador, mas quando encontraram o lugar, o senador não estava lá, mas seu filho muito menos, o que encontraram foi outro massacre, pessoas sem pele, corpos mutilados.

Esse jovem, que matou sua própria mãe e família, mesmo sendo médicos, quando viram inúmeras poltronas espalhadas, quando as abriram, encontraram corpos, peles mutiladas.

Em que a própria mãe do garoto foi encontrada, presa e morta junto com várias pessoas preservadas, presas dentro de sofás.

Seu pai enlouquecido, que havia viajado e chegado de manhã cedo, encontrando aquela cena enquanto tentava barrar a entrada da polícia, não suportou a ideia de que seu filho era um assassino, então desmaiou, sendo enviado ao hospital.

Seu filho nunca foi encontrado, a mulher nunca mais foi a mesma, foi absolvida, pois não era nem testemunha, muito menos uma das envolvidas, passou meses em uma clínica para se recuperar do que aconteceu, sua vida nunca voltou ao normal.

Devido a isso, passou por vários tratamentos, mesmo assim, recebia cartas de assassinato semanais, que mesmo assim, nunca contou à polícia, dia após dia, via que ele matava pessoas aleatórias ao redor do mundo, mas nunca voltou, ela vivia sozinha no meio de uma grande mansão, escrevendo seus romances de assassinato.

Quanto ao pai do garoto, ele enlouqueceu a ponto de nunca mais sair da clínica psiquiátrica, ele nunca se recuperou.

Capítulo Anterior
Próximo Capítulo