Capítulo 2 Prólogo 1.1 Liam

Ali estava informando que nosso pai vendeu a nossa casa, e tínhamos pouco tempo para saímos da casa. Até tentamos saber o que poderia fazer para esse despejo não ir adiante.

Meus pais não eram casados, mas tinha o convívio. Mesmo sem dinheiro fui em busca de um advogado, precisava ver a possibilidade de invalidar o documento. Passei a tarde toda para poder ser atendido por um advogado.

No começo ele estranhou.

Explique tudo e entreguei o documento.

Ele me fez algumas perguntas, e respondia as que eu sabia.

Ele disse que poderia pedir anulação do documento e precisava entrar logo, porém eu precisava pagar um valor. Esse valor era muito alto. Contei a situação da minha mãe, e expliquei que estava a procura de um emprego.

Eu estava decidido e ficaria a frente da família e por mais que ainda tenho 16 anos eu teria que amadurecer, e quem sabe depois virar adulto. Ele me fez uma proposta, como estava no último ano do ensino médio, ele me propôs um estágio em seu escritório para pagar pelo valor da entrada da ação. De cara aceitei. Durante o período da manhã vou para escola, e após o almoço viria para escritório.

Estava empolgado. No outro dia teria que voltar com a minha mãe para ela assinar e entregar alguns documentos que seriam necessários.

Ele não iria se livrar fácil assim. Por mais que eu não quisesse nada dele, ainda teriam os meus irmãos. Natan com 13 anos, Celina com 10 anos, David com 5 anos e a Iara, nossa caçulinha com 11 meses. Eles precisavam pelo menos de um teto. Eu ficaria no escritório e dali em diante seguia em buscar de uma profissão.

Durante a semana da solicitação, o Dr. Henrique já tinha feito a solicitação da invalidação da venda da casa, o que deixou minha mãe mais tranquila. Eu gostava de como o Dr. Henrique falava, até mesmo tinha paciência de me explicar algumas coisas. Foi aí que ele me perguntou o que eu queria fazer no futuro não tão distante. Não sabia ao certo, mais ser um advogado seria o começo, eu ficava fascinado pela forma que ele me explicava e até mesmo pegava os livros para ler, quem sabe ser um juiz para poder ajudar muitas famílias, essa seria uma profissão que ajudaria demais. Ele gostou do meu entusiasmo. E disse que iria me ajudar. Então até terminar o ensino médio, continuaria no estágio, e ele iria começar a me pegar pelo trabalho, e assim que finalizar o ensino médio eu iria me ajuda a entrar para faculdade, seria muito trabalho e estudo, mais tudo valeria apena. Teria uma estrutura para dar para minha família! E isso eu não podia desistir, eu seria a base dos meus irmãos, os ajudaria em tudo e até mesmo a minha mãe. Por mais que a caminhada seja turbulenta, eu iria dar o meu melhor e não iria fraquejar.

Então minha rotina ficaria de manhã na escola, com Natan, Celina, e minha mãe ficaria com David e Iara. Ela precisava do nosso apoio, eu já tinha conversado com meus irmãos, e por mais novos que eles são eles entendem do que a nossa mãe precisa. Durante a tarde eu vou para o estágio, e eles ajudam a nossa mãe com o David e Iara. E a noite eu os ajudo, para nossa mãe descansar um pouco, então eu coloco os meus irmãos para dormir. Eu não me canso, pois sei que eles fariam o mesmo por mim. Esse é o nosso foco. Ninguém vai destruir a nossa família. Muito menos ele. O senhor Paulo que infelizmente é nosso pai ou devo dizer genitor…

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