Capítulo 3: The Pack Punching Bag, pt 2

Seren

Comecei a limpar os quartos de hóspedes, mas não conseguia parar de pensar na minha reação ao fato de ela ter citado o Alfa Duncan especificamente e no mal-estar que senti com os planos dela de prendê-lo numa armadilha. “O que você acha que é isso, Kara? Nunca me senti assim antes, e já ouvi e vi tantas coisas que deveriam me deixar muito mais chateada do que outro plano dela.”

“Não sei ao certo, Seren, mas acho que a gente precisa fazer o que for possível pra ficar em alerta máximo nesses próximos dias. Tenho a sensação de que algo grande vai acontecer, e não só o nosso aniversário e a nossa mudança chegando. Só fica de olho”, Kara respondeu, e eu assenti mentalmente e segui com o meu dia.

Quando terminei os quartos de hóspedes, fui para a suíte da Amelia. Se eu deixasse para limpar a casa da alcateia mais tarde, quando o movimento fosse menor, diminuiria a chance de eu virar alvo. Deixei tudo em ordem — os lençóis, as toalhas do banheiro da suíte, qualquer coisa que eu imaginasse que ela pudesse implicar. Passei as roupas que ela havia escolhido, limpei os sapatos. Quando acabei, tranquei o quarto e saí.

Ergui o olhar e a suposta melhor amiga da Amelia estava no fim do corredor, me encarando com ódio. “Então é aqui que você estava, vira-lata. Fico imaginando o que aconteceria se alguma coisa do quarto da Amelia sumisse depois que você limpasse. Eu estava de olho naquele bracelete novo que a Amelia comprou. Aposto que eu poderia pegar, botar a culpa em você, esconder por um tempo e depois ficar com ele pra mim”, Jennifer debochou. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, porém, outra pessoa se meteu.

“Isso até poderia funcionar, Jennifer, se você não tivesse sido burra o bastante pra falar isso assim, em voz alta, onde qualquer um pode ouvir… ou gravar… você”, Kayla afirmou. Eu nunca na vida fiquei tão aliviada de vê-la. Kayla podia ser só uma ômega, mas era filha da ômega-chefe, então não era tão pisada quanto as outras ômegas. Ninguém queria irritar a ômega-chefe, porque de repente você começava a ter problemas como comida fria, lençóis sujos e uma infinidade de outras coisas desagradáveis e irritantes, até ela passar a raiva. Olhei para Kayla e tentei mostrar o quanto eu era grata pela intervenção. Ela me lançou um olhar e piscou, o cabelo vermelho-vivo balançando um pouco enquanto se virava de novo para Jennifer.

“Eu não ia fazer isso, obviamente”, Jennifer disse, revirando os olhos, embora eles brilhassem com algo parecido com frustração. “Era uma hipótese.”

“Obviamente. E se essa ‘hipótese’ acontecer em breve, não se preocupa. Eu tenho a gravação bem aqui pra garantir que o Alfa saiba quem realmente cometeu o roubo”, Kayla disse, fazendo aspas com os dedos e sacudindo o celular no ar.

“Aff. Tá. Tanto faz”, Jennifer resmungou e então se virou e saiu toda ofendida, o rabo de cavalo castanho balançando.

“Obrigada, Kayla. Eu não sei o que eu teria feito se você não tivesse aparecido. Isso com certeza teria me rendido uns ferimentos bem sérios”, eu disse a ela.

“Imagina. Eu ouvi ela falando com o esquadrão das vacas lá embaixo, então eu já sabia que ela tava aprontando. Só fico feliz de ter pegado no flagra. E agora, quanto mais você ainda tem pra fazer e como eu posso ajudar?”, ela perguntou.

“Eu tô quase acabando aqui em cima. Depois é a casa da alcateia em si, o que eu vou adiar um pouco pra deixar o movimento diminuir. Eu ia tentar me esgueirar até a cozinha pra comer alguma coisa — me encontra lá embaixo?”

“Claro. Vou pegar uns pratos com a minha mãe e sair pra fora. Lá deve ser relativamente tranquilo pra você.” Ela se virou e desceu as escadas de volta.

Eu caminhei até o grande depósito de suprimentos no andar do Alfa e comecei a guardar as coisas quando senti cheiro de menta e pinho. “Ah, não”, murmurei. Eu conhecia aquele cheiro. Eu tinha mandado Kayla embora cedo demais. O filho do alfa estava aqui.

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