Capítulo 4 Chefe
Malu
— Muito bem Rebeca... — Disse o chefe sentado na sua poltrona fumando seu charuto e me analisando sem piscar os olhos, mas continua falando:
— Jairo é o encarregado de supervisionar o trabalho de vocês "ragazze", caso tenham algum problema com algum cliente procure ele e relatem tudo, pois ele vai resolver... Agora, Rebeca vai mostrar onde vocês vão ficar... — disse o chefe friamente, porém sua beleza era de enlouquecer qualquer mulher.
— E a mosca morta ali? O que faço com ela? — Disse ela apontando pra mim.
— Essa leva pro meu quarto... — Disse ele me fazendo gelar
— Quê? Como assim? Cê tá brincando né Vincenzo? — Gritou a tal Rebeca incrédula e me fez lembrar de onde eu o conhecia.
— Ouça bem nunca mais diga o meu nome no salão e muito menos dê ataques de ciúmes como se você tivesse direitos para isso. Entendeu? — ele segura firme no braço de Rebeca e rosna palavras num tom baixo, mas no fundo todas sabíamos do que se tratava.
Rebeca continua paralisada sem dizer sequer uma palavra e ele continua a falar, mas dessa vez mais alto.
— O que você ouviu Rebeca. Leva a moça pro meu quarto. AGORA! — ele grita e ela fica vermelha de raiva
— Porra chefe, pensei que o senhor daria ela pra mim... — Disse Jairo.
— Disse bem... pensou. Mas, pensou errado como sempre. Agora a leve pro meu quarto Rebeca, é uma ordem. — ele fala e sinto meu coração gelar
— Sim chefinho... O senhor quem manda! — disse ela morrendo de raiva me puxando pelo braço — Vem logo garota!
Subimos a escada, ela apertava o meu braço e me puxava para cima pelo corredor imenso que havia, chegando na última porta ela abriu e entrou me puxando, soltou meu braço com força e ficou me analisando de cima a baixo.
— Não sei o que o chefe viu em você sua mosca morta sem graça... — Dizia ela segurando meu queixo eu viro o rosto e ela continua — Só te aviso uma coisa, ele é meu! Se você der uma de espertinha e oferecida eu acabo com você vadia.
— Eu não queria estar aqui se quer saber... — Respondi com raiva tirando forças nem sei de onde
— Nossa! Criou coragem pra falar, foi vadia? — ele fala sarcástica
— Vai a merda ordinária! — grito e ela dá um tapa no meu rosto segurando meu braço com força falando
— Isso foi só um aviso vadia. Eu quero que se recuse à ele o máximo que você puder. Se ele tentar se aproximar dê um jeito dele desistir de você. Se ele me trocar por você eu te mato piranha... — Ela disse soltando meu braço me jogando no chão, saindo do quarto e me deixando sozinha.
Eu respirei fundo e chorei mais ainda pensando:
— O que esse cara quer comigo?
Preciso sair daqui, fugir, dar um jeito de sumir no mundo. Eu estou com muito medo, não sei o que ele vai fazer comigo agora...
Eu olhava em volta do quarto e ele era bem grande, com uma cama imensa, era como um quarto de hotel de luxo desses que mostram na televisão... Tudo muito luxuoso e requintado. Não era cafona como esses pulgueiros chamados de motel que existem por aí.
De repente a porta se abriu e entrou alguém, nem tive coragem de olhar pra trás. Meu medo misturado com assombro não permitiam que eu tivesse nenhuma reação. Passando a minha frente eu vi que era o tal chefe que eu tinha certeza que já conhecia de algum lugar e ao ouvir o nome Vincenzo tive a completa certeza de quem se tratava. Ele era o homem por quem eu estava fascinada desde que vi pela primeira vez naquela revista de famosos. Meu sonho de consumo, o homem que eu me entregaria sem exitar... mas, agora que sei quem existe por trás de Vincenzo Torricelli percebo o quanto fui tola e mais uma fã deslumbrada que imaginou que existia um príncipe encantado por trás desse ser perverso, mas que mesmo assim me excitava somente com seu olhar.
Ele caminhou até uma poltrona de couro preto, pegou um charuto dentro de uma caixa que havia na mesa ao lado, retirou um isqueiro dourado do bolso acendeu e se sentou. Olhou pra mim e disse:
— Sai come servire un uomo come me piccola?
— Como? Não entendo. — Falo mais nervosa do que nunca e ele se levanta vindo em minha direção sussurrando no meu ouvido me deixando completamente excitada.
— Sabe como servir um homem como eu, bebê?
Engulo em seco tremendo por çompleto ao ouvir sua voz rouca, gostosa e sensual tão próxima ao meu ouvido. Ele percebe minha situação morde o nódulo da minha orelha arrancando um gemido de me no mesmo momento... — Ahhhhhhhhh...
E me vira de uma só vez ficando diante dele a poucos milímetros dos seus lábios. O olho como se estivesse hipnotizada e ele somente diz:
— Me serve uma bebida bebê! Por enquanto é só isso que desejo de você criança!
Engulo em seco, sinto seu pau duro encostando no meu corpo. Ele aperta minha bunda e segura minha mão dizendo: — Toque! Sinta! Gosta do que sente?
Eu só salivava com àquela sensação única, minha boceta estava implorando por seu toque. Ele acaricia minha bunda e de repente sua mão rápida já estava na minha boceta, me fazendo estremecer completamente. Abro um pouco mais as pernas sentindo seu toque e gemendo baixinho:
— Ahhhhhh... delícia...
Eu nunca havia sentido aquilo ou nada parecido. Afinal, eu ainda era virgem. Nem mesmo me tocar eu nunca havia conseguido fazer. Porque? Primeiro por vergonha e segundo por não saber nem por onde começar.
Quando penso em apoiar minha mão no meu ombro ele para de imediato dizendo:
— Nada de toques! Capicce? — outra vez ele fala algo que não entendo, mas em seguida continua falando — Agora sirva a minha bebida!
Assinto ainda ofegante e me afasto servindo a bebida que ele pediu. Ele senta novamente na poltrona com seu olhar dominador e lhe entrego o copo me sentando na outra poltrona imediatamente.
Ele bebe rapidamente sua vodca e me olha chamando com as pontas dos dedos. Me levanto e me aproximo dele que fala fazendo eu arrepiar todo o corpo mesmo sem entender do que se tratava. Mas, no fundo eu sabia que estava perdida e completamente fodida nas mãos desse homem. Ele me olha com um sorrisinho e somente diz:
— Preparati piccola, perché il divertimento è appena iniziato.
(Se prepare bebê, porque a brincadeira está só começando.)
