Capítulo 2

Ponto de vista de Damian

Eu sentia o leve tremor do corpo dela sob o meu toque.

Sabia muito bem que não estava se entregando a mim por afeto. Aquilo era vingança, uma forma de extravasar tudo o que sentia. Não me importava. Eu a desejava desde a primeira vez que a vi, durante uma reunião de família três anos antes, quando Ethan a exibia como um troféu.

Mesmo naquela época, quando ela mal tinha dito uma palavra, eu já começava a me apaixonar. Mas Victoria não olhou para mim. Por isso, nunca tentei nada. Apenas a observava de longe, em segredo.

Jamais imaginei que um dia ela viria até mim por vontade própria.

Assim que as portas do elevador se fecharam, ela colou o corpo no meu e me beijou com uma fome desesperada. O sabor doce do licor ainda permanecia na língua dela. Segurei-a pela cintura e a puxei para mais perto.

Interrompi o beijo.

— Você tem certeza?

Eu precisava ouvir a resposta.

Mas ela não disse nada. Apenas me calou com outro beijo. A inexperiência dela já estava me deixando louco.

O elevador emitiu um sinal antes de se abrir para a minha cobertura. Eu a ergui, e Victoria envolveu minha cintura com as pernas enquanto eu a carregava para dentro. Os lábios dela não se afastaram dos meus nem por um instante, famintos e exigentes.

Encostei-a contra a parede e pressionei minha ereção contra seu corpo, deixando claro o quanto a desejava.

— Quarto — sussurrou contra a minha boca, enquanto os dedos já abriam os botões da minha camisa.

Levei-a até lá e a deitei sobre os lençóis de seda preta. Então me afastei para tirar a camisa.

O olhar dela ficou mais intenso enquanto descia pelo meu peito, meu abdômen e a linha de pelos que desaparecia sob a calça.

— Você é perfeito — murmurou.

Victoria se sentou e tirou a blusa pela cabeça. O sutiã de renda mal continha os seios fartos, e minha boca se encheu d'água diante daquela visão.

Um rosnado escapou da minha garganta. Avancei sobre ela e tomei sua boca mais uma vez. Minhas mãos envolveram os seios dela, apertando-os e provocando os mamilos por cima do tecido delicado. Victoria arqueou o corpo contra o meu, gemendo.

Abri o sutiã e revelei os seios redondos, perfeitos, com mamilos rosados que imploravam pela minha atenção.

Abocanhei um deles e suguei com força, enquanto meus dedos abriam o botão da calça jeans. Ela arfou e se agarrou ao meu cabelo, mantendo minha boca contra seu peito.

— Por favor — implorou, ajudando-me a empurrar a calça e a calcinha para baixo. — Eu preciso sentir você.

Tirei depressa o resto das minhas roupas. Quando Victoria viu o quanto eu a desejava, arregalou os olhos.

— Caramba, você é grande — sussurrou, estendendo a mão.

Segurei os dedos dela e os levei aos lábios. Depois me acomodei entre suas pernas, distribuindo beijos pelo corpo até alcançar sua intimidade.

Ela já estava molhada para mim. Seu cheiro doce me enlouquecia.

Passei a língua por suas dobras até encontrar o clitóris e comecei a contorná-lo devagar.

— Oh, Deus... — gemeu, erguendo o quadril contra a minha boca.

Deslizei um dedo dentro dela. Depois outro.

Era muito apertada. Apertada demais.

Ergui os olhos e finalmente percebi.

— Victoria... — Minha voz saiu rouca. — Você é virgem?

Ela ficou surpresa, e um rubor tomou conta de suas bochechas.

— Isso importa?

Arthur uivou dentro de mim, tomado por uma satisfação primitiva. Meu irmão, aquele tolo, nunca a tinha reivindicado por completo.

Ela seria minha.

Só minha.

— Importa.

Subi pelo corpo dela e voltei a beijá-la, dessa vez com mais delicadeza.

— Prometo que vou fazer você sentir prazer.

Peguei o preservativo na mesa de cabeceira e o coloquei. Em seguida, me posicionei entre as coxas dela e pressionei a ponta do membro contra sua entrada.

Victoria assentiu e me puxou para mais perto.

— Por favor, Damian. Me dá!

Avancei devagar, sentindo o corpo dela se abrir ao meu redor. Victoria fez uma careta, cravando as unhas nas minhas costas.

Parei para que ela pudesse se acostumar comigo.

— Respira, linda — murmurei, beijando seu pescoço, seu maxilar e seus lábios. — Só respira.

Quando senti o corpo dela relaxar, empurrei mais fundo. Um único movimento suave rompeu sua barreira.

Victoria gritou.

Abafei o som com a boca e a beijei profundamente, permanecendo imóvel dentro dela.

— Incrível — grunhi, lutando contra cada instinto que me ordenava a me mover. — Tão apertada. Tão perfeita.

Depois de alguns instantes, ela começou a se mexer sob mim. O quadril se ergueu ao encontro do meu.

Entendi o que queria.

Comecei com movimentos lentos e superficiais. Aos poucos, fui mais fundo, à medida que o desconforto dela dava lugar ao prazer.

— Mais — pediu sem fôlego, envolvendo minha cintura com as pernas. — Mais forte.

Eu obedeci.

Penetrei-a com força crescente, observando o prazer transformar suas feições. A cabeça jogada para trás. Os lábios entreabertos. Os olhos semicerrados.

Ela era a coisa mais linda que eu já tinha visto.

— Isso mesmo — incentivei, enquanto Victoria começava a acompanhar meus movimentos.

— Ah! Me fode com mais força!

As palavras dela despertaram algo ainda mais selvagem em mim.

Mudei nossa posição e a puxei para cima sem sair de dentro dela. Victoria arfou com o novo ângulo. Apoiou as mãos no meu peito e começou a cavalgar.

— Ah, caralho... — gemeu.

Ela encontrou um ritmo que nos deixou sem fôlego.

— Damian, eu... eu estou quase lá.

Levei a mão até o espaço entre nossos corpos. Meu polegar encontrou o clitóris dela e começou a acariciá-lo em círculos enquanto ela continuava se movendo.

— Goza para mim, Victoria — ordenei, sentindo meu próprio prazer se acumular. — Deixa eu sentir você.

Seu corpo se contraiu ao redor do meu membro enquanto gritava meu nome. Vê-la perder o controle me levou além do limite. Impulsionei o quadril com força e rosnei ao me esvaziar no preservativo.

Victoria desabou sobre o meu peito.

Nós dois respirávamos com dificuldade.

Capítulo Anterior
Próximo Capítulo