Capítulo 1 Sócio do meu pai

🤍 Ravi,

Sou Ravi Lautner, um homem de 30 anos, nascido e criado nos círculos sombrios da máfia, na cidade de Paris. Minha vida foi moldada por um ambiente de segredos, lealdade e violência.

Desde criança, fui introduzido no mundo do crime, aprendendo as nuances e os códigos de conduta da máfia com meu pai, um respeitado membro da organização. No entanto, minha juventude foi marcada por tragédias quando o meu pai foi brutalmente assassinado em uma disputa de território entre gangues rivais. Cresci aprendendo os segredos, as regras e os perigos desse mundo cruel. Meu pai era um homem respeitado na organização, e quando partiu eu fiquei em seu lugar como herdeiro por ser filho único.

A bala que deveria nos matar eventualmente tirou a vida do meu pai. Ele se colocou entre mim e minha mãe, sacrificando-se por nós dois. Naquele momento, escapamos graças à chegada oportuna do fiel amigo de meu pai, Marcos, que nos salvou.

Desde então, Marcos Scotty, o melhor amigo e sócio de meu pai, entrou em nossas vidas, um homem poderoso na hierarquia da máfia e, eventualmente, agora é marido da minha mãe e meu padrasto.

Sob sua tutela, fui acolhido e protegido. Recebi educação, treinamento e um propósito. Marcos me ensinou tudo o que sei sobre o mundo do crime, e eu o segui fielmente, tornando-me um membro valioso da família.

Mas por trás da fachada de um mafioso impiedoso, carrego o peso de meu passado. A perda que sofri deixou cicatrizes profundas em minha alma. No entanto, minha lealdade para com Marcos e os outros membros da família permanece inabalável. Prometi a ele que farei o que ele pedir e protegerei aqueles que pertencem à sua família, como agradecimento por tudo que fez por mim e por minha mãe Laura.

Navego pelas intrincadas teias da máfia com astúcia e determinação, sempre protegendo aqueles que amo. Mesmo que minha vida esteja repleta de perigos e escuridão, continuo avançando, lutando para manter minha família segura e garantir nossa sobrevivência neste mundo implacável.

Estou no meu escritório da casa noturna resolvendo algumas questões importantes da organização, ouço batidas na porta.

— Entre. — digo sem olhar para ver quem é.

— Eu quero falar com você, meu filho. — diz Marcos, sentando-se à minha frente.

Esses últimos dias minha mãe e Marcos têm falado sobre casamento. Talvez seja isso que ele queira falar.

Minha mãe conhece bem as regras da máfia, assim como todos nós sabemos que é minha responsabilidade encontrar uma mulher para casar e garantir a continuidade da família. Nos últimos dois dias, uma festa foi organizada para que esse evento ocorra. Comunicados foram espalhados por todas as máfias, solicitando a presença de todas as filhas mais novas dos Dons, com idades entre 18 e 25 anos, para que pudessem ser apresentadas como possíveis noivas para mim, Don Ravi Lautner.

Deixei de lado o que estava fazendo e dei toda minha atenção a ele.

— É sobre o casamento, eu entendo, Marcos. Eu estou ciente das expectativas e responsabilidades que isso traz para a família e para mim. Estou pronto para cumprir com o que é esperado de mim como Don. — Respondi, mantendo a compostura esperada de um líder da máfia.

Marcos assentiu, parecendo satisfeito com minha resposta. Ele sabia que eu era leal e comprometido com os interesses da família, assim como meu pai antes de mim.

— Ótimo, Ravi. Confio em sua sabedoria e discernimento para fazer a escolha certa. A festa está próxima, então é melhor começar a considerar suas opções. — Ele me olhou com orgulho. — Seu pai estaria orgulhoso de você filho, é um homem de verdade. — disse ele, me fazendo concordar com a cabeça. — Mas não estou aqui para falar sobre seu casamento. Eu quero que faça algo muito importante para mim. Você sabe que eu tenho uma filha, e que ela não quer saber de mim nem pintado de ouro, não tiro sua razão. — disse ele. — Quero que no dia da escolha de noivas, você escolha a sua e o casamento poderemos adiar para depois. Mas preciso que fique de olho em minha princesa por um mês, eu soube que aconteceu algumas coisas e ela está correndo perigo.

Eu sabia que Marcos tinha uma filha, minha mãe também sabe disso. No entanto, a garota não quis saber de nós. Até me chamou de bastardo, eu juro que nesse dia deu vontade de pegá-la e colocar no colo para dar alguns tapas em sua bunda até ficar vermelha, assim ela aprenderia a respeitar. Eu não queria cuidar dela, é uma fedelha chata pra caramba, mas fiz uma promessa e vou cumprir, vou cuidar dela e domá-la como se faz com um cavalo. Vamos ver até onde vai dar isso.

— Ela estuda? — indaguei.

— Sim, estuda em uma escola do centro. — disse Marcos preocupado.

— Entendo, Marcos. Não se preocupe, cuidarei dela como se fosse minha própria família. Farei o possível para mantê-la segura e fora de perigo. — Respondi, assumindo o compromisso de proteger a filha de Marcos, mesmo que isso significasse lidar com uma situação delicada e desafiadora com aquela garota insolente.

Marcos parecia aliviado ao ouvir minhas palavras, confiando em minha habilidade e determinação para cumprir a tarefa atribuída.

— Agradeço sua disposição, Ravi. Sei que não é uma tarefa fácil, mas confio em você para lidar com isso da melhor maneira possível. — Ele falou, expressando sua gratidão e confiança em mim como membro da família e líder em ascensão na máfia.

Assenti, reconhecendo a responsabilidade que me foi confiada e determinado a cumprir com excelência.

— Farei o que for necessário para garantir a segurança de sua filha, Marcos. Pode contar comigo. — Afirmei, reafirmando meu compromisso que me fora passado.

Com isso, Marcos partiu, deixando-me com a tarefa de proteger e vigiar sua filha nos próximos dias. Era uma responsabilidade que eu aceitava com seriedade e determinação, consciente dos desafios que enfrentaria no processo de cuidar de alguém que se mostrara tão resistente à presença da família e à proteção oferecida pela máfia.

Decidi que abordaria essa situação com paciência, astúcia e determinação, usando todas as minhas habilidades e recursos para garantir o bem-estar e a segurança da filha de Marcos, mesmo que isso significasse enfrentar adversidades e desafios inesperados ao longo do caminho.

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