Capítulo 2 Capítulo 2
De volta à mansão de Gael, ele recebe a visita de seu pai, Cayden.
— Eu estava dormindo, pai! Sabe que tive um fim de semana difícil de trabalho!
— Chama de trabalhar passar o dia no hotel se divertindo com mulheres da vida? Recebi um e-mail do hotel se queixando que você deixou as roupas de cama sujas de... você sabe bem o quê, e outros fluidos. Por que fez isso?
— Foi ela quem te mandou aqui? Pai, não perca seu tempo! Eu não vou me casar com uma desconhecida!
— Sinto muito... mas você está me obrigando a algo que eu não quero, Gael!
— Não estou te obrigando a nada! Está fazendo porque quer! Onde já se viu, no ano em que estamos, os pais virem com esse papo idiota de casamento por contrato ou arranjado?
— Vocês só precisam ficar juntos o tempo suficiente para gerar um herdeiro! Os negócios da família Miller estão se expandindo, você terá um negócio ainda maior nas mãos, não seja idiota! Talvez você até se apaixone pela menina!
— O único sentimento que tenho por ela é ódio e desprezo! Se ela tiver o desprazer de se casar comigo, será infeliz!
— Você quer assim? Então vai ser assim! Se você não se casar com a Heloá, a noiva que sua mãe escolheu para você, vou te deserdar! Vou te deixar sem nada! Até essa mansão em que você mora é da nossa imobiliária! Vou te deixar na rua!
— Por que estão fazendo isso comigo? É humilhante, eu sou o homem mais comentado da nossa cidade!
— Nós te demos amor em excesso, te mimamos em excesso! E hoje você age com arrogância e desrespeito por nós! Te demos o mundo, e você está usando ele ao seu bel-prazer! Criamos um homem, mas você está agindo como um moleque mimado, com um reino aos seus pés!
— Fiquem com tudo! Eu não quero nada! Eu escolho minha liberdade!
Cayden olha para Gael e, antes de sair, diz:
— Você tem até a noite para mudar de ideia! Do contrário... saia dessa mansão ao amanhecer!
Cayden sai, e Gael liga para Sabine, que demora para atender. Ele liga mais duas vezes, e ela finalmente responde:
— Por que não me atendeu antes?
— Deixei meu celular carregando e estava tomando um banho de banheira, pensando em você, amor!
— Vem até aqui... estou precisando de você!
Sabine desliga, e trinta minutos depois chega à mansão de Gael. Ela se joga em seu colo e começa a beijá-lo, mas ele prefere ser sincero com ela primeiro:
— Amor, eu te quero muito, só que preciso te contar algo antes!
— Pode falar, amor!
Sabine se senta no colo de Gael e faz aquela cara que ele acha irritante de tão doce e inocente.
— Tenho que sair dessa mansão até o amanhecer! Meu pai disse que, se eu me recusasse a casar com a desconhecida, ele iria me deserdar! E eu disse que escolho minha liberdade! Posso morar no seu apartamento até conseguir me reerguer?
Sabine fica nervosa ao ouvir isso. Seu plano está escapando de suas mãos e caindo na escuridão — ela não pode deixar que isso aconteça, e não vai permitir.
— Você não pode desistir do que é seu por direito por causa de uma mulherzinha qualquer! Amor, podemos dar um jeito!
— Que jeito? Vou ter que me casar com ela, e eles querem um herdeiro de nós dois! Por causa da linha de resorts multimilionária que a família dela tem, será um vínculo financeiro para o resto da vida!
— Você casa com ela, e eu não vou te deixar, eu prometo! Depois de três meses de casados, podemos enlouquecê-la, e assim ela vai parar num sanatório. Você continua casado, e quando ela sair de lá, você deixa que ela mesma peça o divórcio! É só você ser frio, distante e indiferente!
— Mas e a questão do herdeiro? Eles querem um herdeiro dos dois lados!
— Trata ela bem na frente deles, e por trás não. Em algum momento ela vai fazer um escândalo, e eles vão ver que não será bom ter um herdeiro que venha de uma louca! É muito importante você se fazer de vítima na frente deles!
— Não posso ser totalmente bonzinho! No dia do casamento, principalmente! Eles vão estranhar!
— Por isso os três meses! Você vai fingir começar a gostar dela! Amor, você vai mesmo perder tudo o que batalhou para conquistar por uma mulherzinha sem importância?
— Você está certa, Sabine! Eu lutei por essa empresa nos últimos cinco anos! Vou seguir seu plano, espero que dê certo, e que eu não precise ficar com essa estranha por muito tempo!
— Prontinho, amor. Agora deixa que a sua gostosa aqui sabe como te deixar feliz!
Sabine sabe o que deixa Gael feliz. Ele já está pronto — sempre diz que ele parece um adolescente com tesão, nunca demorando a chegar ao prazer. Algo que ela considera ridículo.
Assim que Sabine o satisfaz, Gael fala:
— Tenho que tomar um banho e me arrumar... ele me deu só essa noite para dar uma resposta!
Ela se levanta e se deita sobre a mesa enquanto diz:
— Não pode me deixar na vontade, amor. Só saio daqui se você fizer um amor bem gostoso comigo.
— Não tem como dizer não para esse vulcão que é você, amor.
Quando Gael termina, ela se levanta satisfeita e sai, já que ele precisa dirigir até a casa dos pais.
— Olha quem está aqui, amor... nosso irresponsável filho, Gael!
— Querida... não fale assim! Se ele está aqui, é porque decidiu pelo certo, não é, meu filho?
— Se o certo, para vocês, é decidir quem eu devo amar e casar... ainda não acredito que vocês estão me levando a isso com uma chantagem tão suja e tão baixa!
— Às vezes não enxergamos o que é para o nosso bem, meu filho... e o arrependimento pode nos levar para o fundo do poço!
— Eu sairia do fundo do poço com as minhas próprias mãos se soubesse o que me aguarda do lado de fora, pai!
— Acho que ele só veio até aqui para nos afrontar mais... perdemos nosso tempo, amor — Francine fala para Cayden, impaciente.
— Eu vou me casar com a desconhecida, mas não me exijam amor por ela! Porque não vou amar alguém que me foi forçado goela abaixo!
Ao dizer isso, Gael sai da casa dos pais e volta para a sua. A sensação de derrota o soca e dói incontro
lavelmente! Gael sente que o empurraram do precipício, e ele está caindo sem encontrar o fim!
