Capítulo 2 2
"Senhora, venha por favor. Não vá dormir sem jantar, você precisa ter forças" disse Sara.
Anastasia não aguentou e começou a chorar.
"Por favor, senhora, não chore. Olha, venha, vamos comer o que você cozinhou. Tenho certeza de que ficou delicioso."
As duas se sentaram para jantar.
"Mmm, sim, a senhora cozinha muito bem."
"Me chame de Anastasia, por favor."
"Que tristeza que você tenha caído nesta família."
"Por que você diz isso?"
"Ah, eu só trabalho aqui porque realmente preciso do dinheiro para ajudar minha mãe. Mas trabalhar e morar aqui é um inferno. A senhora Margaret se acha da realeza."
"Deus..."
"Tranquila, talvez você, por ser a esposa do senhor, consiga mudar as coisas."
Anastasia ajudou Sara a lavar os pratos e organizar a cozinha. Depois saiu da cozinha e já não havia mais ninguém.
Subiu as escadas e foi para o seu quarto.
Ela entrou e lá estava Rafael esperando por ela.
"Por que você demorou tanto?"
"Eu só estava limpando."
"Há um tempo você já deveria ter vindo atender seu marido."
"Rafael, por que você me trata assim? Por quê?"
"Você é uma ingrata, Anastasia. Tem um teto, comida e ainda um marido. O que mais você quer? Não faça escândalo e agora se dispa."
"Não, por favor, Rafael. Não é um bom momento."
"Eu sou quem decide quando é o momento e quando não é. Agora faça o que eu mandei e não me faça repreender você por não obedecer."
Ela se despiu com muito nervosismo. Era a primeira vez que se despia diante de um homem.
"Ajoelhe-se."
Ela obedeceu com muita tristeza.
Ele baixou as calças e depois se aproximou dela.
"Abra a boca."
"Não, por favor, Rafael."
Ele a segurou fortemente pelo rosto.
"Faça o que eu mando, maldita seja!"
Ela fechou os olhos e abriu a boca. Ele aproveitou e se introduziu na boca dela, começando a se mover como um selvagem.
Ela estava se engasgando, pois não tinha experiência nenhuma naquilo.
Ele finalmente saiu dela.
Anastasia começou a tossir. Sua garganta doía.
"O que você está fazendo aí? Levante rápido."
"Não" — disse ela com dificuldade.
"Você não tem direito de dizer nada. Você é minha mulher e faço com você o que eu quiser."
Ele a agarrou pelo cabelo.
"Não, Rafael, você está me machucando."
Ele a jogou na cama e, sem mais, a penetrou com uma única estocada.
Ela gritou de dor insuportável entre as pernas e chorou, agarrando-se aos lençóis.
Ele se movia sem piedade, enquanto ela chorava e chorava. Ele terminou e foi para o banheiro.
Anastasia sentia que não conseguia se mover. Doía demais. Quando ele saiu do banheiro, aproximou-se da mesinha de cabeceira, se ajoelhou e inalou cocaína.
Ela estava assustada. A única coisa que conseguiu fazer foi pedir a Deus por piedade e misericórdia em sua vida.
"Venha aqui."
"Rafael, por que você me faz mal? Por quê? O que eu te fiz? Meu único delito foi te amar. Por favor, meu corpo dói, eu te suplico que me deixe dormir."
Ele fez um gesto que deu arrepios em Anastasia.
"Eu te disse para vir aqui."
Ela, com dificuldade, se arrastou na cama e chegou onde ele estava sentado.
Rafael a virou, deixando-a de bruços, abriu suas pernas e se introduziu nela.
"Não mais, não mais, por favor… Dói, me dói…"
Ele não escutava, só seguia no seu mundo.
Anastasia não sabe quantas vezes ele consumou o casamento, pois seu corpo estava fraco, sem forças e dolorido.
Ela abriu os olhos por causa dos gritos constantes de Rafael.
"Acorde logo, inútil. Se eu soubesse que você era preguiçosa, não teria me casado com você."
Ela, como pôde, se levantou, mas suas pernas fraquejaram e ela caiu de joelhos no chão, sentindo novamente a dor em todo o corpo.
Rafael saiu do quarto.
Ela se arrastou até o banheiro e, quando finalmente chegou, trancou a porta. Abriu o chuveiro como pôde… A água percorria seu corpo. Tinha hematomas que doíam, mas o que mais doía era entre suas pernas. Jamais imaginou que sua primeira vez seria uma porcaria.
Ela pegou o sabonete e passou várias vezes pelo corpo. Sentiu ódio de Rafael.
Depois de alguns minutos, saiu do banheiro e caminhou lentamente até o closet. Só havia trapos velhos e grandes para ela.
Pegou o melhor que havia e o vestiu. Depois saiu do quarto e descer as escadas foi uma tortura.
"Olha só, que bela hora de acordar. Aqui você deve estar acordada às 5 da manhã para fazer suas obrigações. Meu filho tem que trabalhar cedo e você não serve para nada."
"Vá para a cozinha e faça o café da manhã, inútil."
Ao entrar, Sara já estava cozinhando.
"Senhora, bom dia."
"Olá" — disse Anastasia olhando para o chão.
"A senhora está bem?"
Quando Anastasia levantou o olhar, Sara viu os chupões no pescoço e a forma como ela caminhava. Não era por nada bom.
"Já adiantei o café da manhã. Você pode, por favor, fazer os ovos mexidos? Não demoro."
Ela assentiu.
E depois de poucos minutos Sara chegou:
"Senhora, tome."
"O que é isso?"
"É um creme para mulheres. Sei que passou uma noite ruim. Isso vai aliviar sua dor."
Anastasia a abraçou e não conseguiu evitar derramar lágrimas.
"Vá rápido, eu cubro você. Não demore para que não te critiquem."
"Obrigada, de verdade."
Anastasia saiu da cozinha, foi até o banheiro ao lado, trancou-se e aplicou o creme. Finalmente sentiu alívio no ardor e na dor.
Saiu e voltou para a cozinha.
"Obrigada, Sara. Estou me sentindo melhor."
"De nada, senhora. Vamos levar o café da manhã. O senhor já está quase saindo para trabalhar e a senhora Margaret hoje vai aos tratamentos faciais."
"Sim, você sabe bastante."
"Claro, já trabalho aqui há 8 anos."
"Não tem sido fácil para você, não é?"
"Não, e por isso me dói como te tratam e o que te fazem. Você é uma menina tão inocente, não merece este inferno."
"O que estão fazendo aí paradas?" — gritou Margaret.
"Sim, senhora. Só estava explicando a ela como deve colocar os pratos."
"Bom, rápido. Meu filho tem que trabalhar."
Anastasia caminhou junto com Sara para levar o café da manhã até a grande mesa.
