Capítulo 2 Capítulo Um

Não me arrependo de ter me mudado para o Rio de Janeiro, meus pais me apoiaram em minha decisão e fazem cinco anos que estou aqui.

Meus pais sempre me visitam, mas eu não piso em Bom Jesus de Anápolis a muito tempo, desde o ocorrido com Juliano e Fabíola, os dois se casaram mais parece que ela sofre um verdadeiro inferno na mão dele, eu avisei a ela que o começa errado sempre termina de maneira pior, sei que devem pensar que roguei praga, mas longe de mim fazer uma coisa dessas. Olho para o cara que passou a noite em minha casa e tento lembrar o seu nome, como ele se chama mesmo Max, Pedro, Fabricio, sei lá. Vou para o banheiro e me apronto para o trabalho quando retorno o cara ainda está na mesma posição.

— Hei! Vamos acordar, pois aqui não é hotel. – Ele acorda coçando os olhos.

— Oi, gata, bom dia. – Jogo as suas roupas em sua cara e ele me olha sem entender.

— Vamos logo, meu filho se vista e vaza. – Ele rapidamente se veste, assim que ele se vestiu o levei até a porta.

— Será que podemos nos ver novamente gata? – Ele pergunta dando um sorrisinho de lado se ele soube que esse tipo de charme não cola comigo.

— Já ouviu o ditado: ‘Figurinha repetida não completa álbum' – Ele assente. — Então meu querido esse ditado se aplica a mim. – Bati a porta em sua cara e a campainha tocou, ele tentou entrar para pegar seu tênis e eu não permiti fui até o canto onde estava o seu calçado e joguei porta a fora e bati a porta novamente.

Podem me chamar de vadia insensível, não me importo, prefiro muito mais usar os homens e descartar do que deixar que eles me usem igual aconteceu no passado, naquela época eu era ingênua, mas agora eu sou Mellory Bragança, sexy e fatal.

Peguei minha bolsa e as chaves do carro, antes de sair me olhei mais uma vez no espelho e quando vi que estava a perfeição em pessoa sai de casa, fui esperar o elevador e Márcio meu vizinho veio todo sorridente para mim, olhei para ele e dei meu melhor sorriso de bom dia não enche o meu saco, mas parece que o cara não percebeu.

— Oi, Mel. Bom dia. – Ele diz assim que o elevador chega.

— Marcio, já te disse que me chamo Mellory. – Entro no elevador e ele me segue.

— Acho tão fofo te chamar de Mel.

— Guarde certo tipos de comentários para você, eu já te disse que essas cantadas baratas não funcionam comigo.

— Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. – Ele sorri de lado para mim, não entendo por que os homens acham que esses sorrisos de lado vão encantar uma mulher.

— Se você quer pensar assim, particular é seu, só que eu sei defesa pessoal e se um dia você cogitar se exceder eu quebro seu braço na melhor das hipótese, na pior será o pescoço.

— Eu adoro as malucas. – Reviro os olhos e a porta do elevador se abre e agradeço aos céus, ele me chamou umas duas vezes e eu fingi que não ouvi.

Cumprimentei senhor Bernardo o porteiro que é um senhor muito simpático e fui para o estacionamento buscar meu carro.

Dirigi para a empresa onde trabalho e antes de chegar passei em uma cafeteria e comprei um pouco de café para mim, como estava cedo me sentei para apreciar minha bebida, me sinto observada e olho para o lado e vi Maicon me olhando, o idiota se levantou de onde estava e veio se sentar ao meu lado.

— Não lembro de tê-lo convidado para a minha mesa. – Digo a ele que sorri.

— Melzinha, eu gostei tanto daquela noite, por que não quer repetir comigo? – Ele perguntou e olhei para ele e percebi o seu olhar desejoso.

— Não saio com o mesmo cara mais de uma vez, por mais gato que seja.

— Você é muito cruel Mel, bom nos vemos em alguma festa e quem sabe lá você não queira provar mais uma vez o pai aqui.

— Eu só cometi o desatino de repetir uma noite com um cara e até hoje me pergunto por que.

— Esse é um cara de sorte.

— Não, querido, eu que fui azarada. – Peço licença e me levanto para ir embora.

Volto para meu carro e dirijo pelas ruas do Rio de Janeiro ao som de Lady Gaga, assim que chego estaciono cumprimento as pessoas ao longo do caminho, vejo Valentina sentada sorrindo para o celular e sei que está falando com seu namorado, ela me viu e ficou sem graça por ser pega em flagrante, mas disse a ela que estava tudo bem, fui para a minha sala e comecei a trabalhar, essa semana fui promovida a vice - presidente interina, uma honraria e que mostra que estou no caminho certo, para que se prender ao amor se posso ter o sucesso em minhas mãos.

O telefone de minha sala tocou e rapidamente atendo, era Valentina me avisando que Meridiana queria falar comigo.

Me levanto e vou atendê-la sem nenhuma vontade, pois sei que toda a vez que ela me chama é para resolver algo que envolva seu filho Raylon, um marmanjo mais velho que eu, mas um bad boy que só pensa em esbanjar o dinheiro da família, só espero que não tenha que ir a delegacia novamente para resgatá-lo.

— Bom dia Meridiana, com licença quer me ver? – Pergunto me sentando.

— Mel, você sabe que é o meu braço direito e o esquerdo não sabe? – Ela mostra a fileira de dentes brancos e eu ergo a sobrancelha, aí tem pode ter certeza.

— O que você deseja de mim? – Pergunto de uma vez.

— Como sempre impaciente. – Ela solta uma lufada de ar, tenho uma missão e só você pode me ajudar. – Me pergunto que tipo de missão seria essa. — Fique tranquila que não vai envolver a polícia. – Fico bem mais aliviada, porque da última vez eu bati boca na delegacia e o delegado quase me prendeu por desacato. — Preciso de ajuda com meu filho Raylon.

— Onde eu preciso ir dessa vez? – Buscá-lo em algum hospital ou reconhecê-lo no necrotério? – Ela me olhou como se eu fosse louca e eu nem me importei.

— Credo, menina! Não é nada disso, mas eu não sei mais o que fazer com ele e sei que se eu não tomar alguma providência é exatamente isso que vai acontecer, ele vai acabar indo parar em um necrotério. – Me vem um estalo na mente.

— Não me diga que você quer que eu banque a babá dele? Não tenho sanidade para ser babá do seu filho cuzão. – Ela me encarou e rapidamente me arrependi do que disse.

— Preciso preparar ele, você sabe que se alguma coisa acontecer comigo eu não terei ninguém para assumir o meu lugar. É por isso que a partir de hoje você não é mais uma vice-presidente interina, você será a co-vice presidente juntamente com meu filho, por favor, Mellory ajude meu filho e o ensine.

— Meridiana tem algo que você queira me contar? – Ela negou — Você não está doente nem nada não é?

— Não Mel, mas eu preciso pensar nas possibilidades, por favor, eu sei que será um sacrifício para você, só que Raylon é meu filho e tem tanto potencial que é uma pena vê-lo jogar tudo fora.

Meridiana, me ensinou tudo o que sei e me ajudou nos momentos mais difíceis da minha vida, não tenho como negar um pedido a ela.

— Dois meses, se ele não deixar de ser um cretino em dois meses eu desisto. – Ela me olha com olhos do gato do Shrek.

— Três meses. Por favor. – Novamente aquele olhar pidão.

— Tá ok! mas depois disso eu desisto e nem adianta vir com esse olhar pra cima de mim.

— Fechado! – Ela sorri amplamente e estende a mão como se tivéssemos fazendo algum negócio.

Olho para ela e me pergunto por que justo eu, mas como eu sempre digo: Tarefa dada é tarefa cumprida. Ou pelo menos vou tent

ar e que os céus me ajude para que eu não gaste meu réu primário com Raylon Peres.

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