Capítulo 6 Capítulo Cinco
— Nossa! Mais que mundo realmente pequeno quem diria que nos encontrariamos aqui. – Ele diz sorrindo.
— Pois é. Vou me encontrar com minhas amigas. – Viro as costas para sair de perto dele, mas o mesmo pega a minha mão.
— Você estava dançando tão gata, por favor não vá.
— Está me pedindo para ficar aqui dançando com você? – Ele confirma e me pergunto o que ele está tramando agora.
Dou um sorriso para ele e volto para as minhas amigas, assim que me aproximo as duas estavam rindo e eu dou de ombros, peço uma garrafa de água com gás.
— Por que estão me olhando assim? – Pergunto a elas que continuavam rindo.
— Nós vimos a interação de vocês. – Celina diz.
— E?
— Só de olhar dá pra perceber que estamos certas, vocês tem tesão reprimido. – Maryanne estava rindo.
— Vocês não tem nada melhor para fazer? Vão procurar uns boys para dar uns pegas e me deixem em paz.
As duas saem e eu fico sozinha no bar bebendo minha água e observando as pessoas ao redor, isso era uma coisa que eu fazia muito na fazenda, observava os compradores de queijo, as pessoas que apareciam para provar o leite dos meus pais, sinto uma tremenda saudade de tudo isso.
— O que está pensando? – Willian perguntou sentando ao meu lado.
— Ah! Não tinha te visto aí. – Digo a ele que sorri.
— Estou aqui a um bom tempo te admirando, mas você parecia estar com o pensamento tão longe. Em que estava pensando?
— Estava pensando na minha casa, sinto muita saudade dos meus pais.
— Você já pensou em retornar? – Ele me pergunta e eu nego.
— Ali não é lugar para mim. Pelo menos não mais. – O passado me invade e eu desejaria não ser a pessoa que tomaria conta das outras para poder beber e esquecer.
— E por que diz isso? – Ele perguntou curioso.
— Uma longa história. – Digo a ele.
— Eu adoraria ouvir.
— Aqui não é o local para essa história. Vá se divertir e não dê ouvidos para alguém lamuriosa como eu.
Willian insistiu em ficar ao meu lado, mas disse a ele que gostaria de ficar sozinha e mesmo contra gosto ele se foi.
Fico ali um bom tempo sentada e quando não vejo mais sinal de Raylon na pista de dança eu volto para lá, um homem se aproxima de mim e ficamos dançando até que me cansei e fui me sentar novamente. Acho que estou ficando velha, rio de mim mesma e dessa vez peço um refrigerante ao barman,o cara era legal e ficamos batendo papo por um longo tempo, ele me contava histórias engraçadas e eu ria delas.
Estava cansada e fui a procura das meninas para podermos irmos para casa, descobri que Celina havia saído com alguém, chamei Mary, mas ela estava com o namorado e disse que iria embora com ele, bom já que iria sozinha estava me preparando para sair da festa antes que Will me encontrasse. Já estava saindo quando Raylon aparece completamente embriagado.
— A… Aonde va…vai? – Ele pergunta cambaleando e me pergunto o quanto ele bebeu.
— O que você acha? Estou indo para casa. – Digo a ele que soluça.
— Me…me le…leva pra ca…casa. – Ele pede e eu digo que não. — Po…Por fa…favor.
— Vou chamar um táxi para você. – Pego o telefone e ele me implora que não.
— E… Eu na…não vo…vou de táxi. – Ele me diz.
Insisti algumas vezes para que ele fosse de táxi, mas o homem parecia uma criança birrenta e se recusou.
Por fim, aqui estou dando uma de babá, pensei em levá-lo para sua casa, mas pensei melhor e resolvi levá-lo para minha casa, pois como explicaria para sua mãe o estado em que ele se encontra. Ah! Céus porque eu tinha que me meter em toda essa merda? Raylon chorava feito um bebê e aquilo me divertia, encostei o carro e comecei a gravá-lo, pois seria uma prova e tanto quando ele me irritasse.
Foi difícil, mas consegui chegar em casa, precisei dar banho nele e depois o levei para o quarto de hóspedes, aff! Porque essas coisas só acontecem comigo? Pergunto a mim mesma. tomei banho rapidamente e me deitei para descansar.
No dia seguinte, percebi que a bela adormecida não acordava, então liguei o liquidificador e rapidamente ele apareceu.
— Que porra de barulho é esse? – Ele perguntou pondo a mão na cabeça.
— Aqui está, suco de laranja e um remédio para dor de cabeça. – Entrego para ele que fica me encarando por alguns minutos. — Bebe isso logo, pois jaja temos que sair.
— Como eu vim parar aqui? – Ele pergunta confuso e eu reprimi a vontade de gargalhar.
— Uma longa história que não irei te contar agora, mas eu tenho uma pergunta, por que você não entra em um táxi?
Fico esperando a sua resposta, mas ele não me diz e fica apenas me encarando.
— Não tenho nada a dizer. – Raylon toma suco de laranja e ingere o comprimido.
— Você fez um show na porta da festa. – Comecei a rir e ele ficou sem graça.
— Obrigado. – Ele diz somente, sério? Pensei que ele fosse surtar.
— De nada. Se veste logo, pois eu tenho que te deixar em casa para trocar de roupa a menos que queira ir de táxi. – Ele estava se preparando para sair quando o chamei mais uma vez. — Se você tem medo de táxi, como chegou na festa?
— Na verdade, eu estava com um amigo que foi correr atrás de um rabo de saia e me deixou sozinho. Aquele traíra.
Depois que estávamos prontos, eu o levei para sua casa e depois fui para empresa, chegando lá pedi a minha secretária que me trouxesse um pouco de café e assim ela o fez, estava terminando uma teleconferência quando Raylon chegou de óculos escuros, desliguei o telefone e olhei para ele.
— Por que dos óculos? – Perguntei a ele que sorri.
— Estilo.
— Ressaca. – Ele revira os olhos.
— O que eu tenho que fazer? – Ele me pergunta e lhe dou a tarefa.
— A sua mãe veio hoje? – Raylon negou fazendo uma careta nada boa.
— Ela não está bem esses dias, o que é estranho.
— Verdade. Estou realmente me preocupando. – Digo e Raylon concorda.
— Isso também me preocupa, mas ela me disse que está tudo bem.
Na hora do almoço Raylon me convidou para comer com ele e me perguntei o motivo disso, mas como estava com fome acabei aceitando.
