Capítulo 7 Capítulo Seis

Raylon Peres

Porra! Tudo que eu queria era ter uma noite divertida pegar mulher e esquecer as minhas frustrações, mas assim que cheguei na festa fui para a pista de dança e encontrei Mellory dançando, então me aproximei dela e conversamos por um breve instante,mas logo que ela se retirou meu amigo se aproximou de aproximou.

— Aquela gostosa era a sua chefe? – Joca se aproximou olhando para a bunda de Mellory com a cara de safado.

— Ela não é minha chefe, somos colegas de trabalho e outra coisa ela é muita areia para o seu caminhãozinho. – Meu amigo sorriu.

— Não custa tentar. – Virei as costas e fui para o outro lado do bar e comecei a beber.

Dancei com algumas gatas e continuei a beber, quando dei por mim já estava completamente bêbado, fui a procura do meu amigo e não o encontro, ligo para ele que me avisou que estava saindo com uma garota.

— Porra, mano! Foi mal, mas conheci uma gata aqui e estou saindo com ela. – Nem me dei ao trabalho de responder e logo desliguei o telefone.

Minha cabeça começou a rodar, não beberei assim por um bom tempo, depois disso não lembro de mais nada.

No dia seguinte acordei em uma cama que não era minha e me perguntei onde estava, fiquei um bom tempo deitado na cama até que um barulho ensurdecedor tomou conta dos meus ouvidos, segui o local do barulho e descobri que estava na casa de Mel, ela ficou debochando de mim e me fez algumas perguntas sobre o motivo de eu não andar de táxi, mas eu estava envergonhado demais para contar sobre isso.

Mel me deixou em casa e foi para empresa, assim que cheguei encontrei minha mãe de pijama sentada no sofá o que era uma coisa muito difícil de se ver, pois em uma hora dessa ela estava tomando café para poder sair.

— Filho, você dormiu fora? – Minha mãe perguntou o que era uma coisa óbvia.

—  Sim mãe.

— Ray, eu fiquei sabendo que você está importunando a Mellory por favor meu filho, você precisa amadurecer, pois não me terá para sempre.

— Cruzes parece que vai morrer a qualquer momento. – Digo a ela que me encara com olhar cansado.

— Filho, por favor. — Minha mãe implora e eu soltei uma lufada de ar.

— Tá tudo bem. Você só liga para a Mel mesmo, mas fique tranquila que eu vou tentar ser um cara bacana.

— Ray, meu filho eu sempre vou estar ao seu lado, só que eu pedi ajuda a Mel para te ajudar,entende? – Assenti.

— Tudo bem dona Meridiana, você venceu.  – Dou um beijo nela e subo para me arrumar, assim que termino vou  tomar café, pergunto a minha mãe se ela não vai trabalhar e ela me avisa que está só com um pouco de dor de cabeça.  — Você precisa ver essa dor de cabeça.

— Vá trabalhar meu filho e você já sabe nada de importunar a Mel,

— Já sei mãe – reviro os olhos e recebo um olhar fulminante dela.

Fui para a empresa e chegando lá comecei a trabalhar, Mellory entrava e saía da sala resolvendo problemas por ela e pela a minha mãe e eu apenas lendo contratos e marcando data e valores, realmente preciso parar de ser um idiota.

Antes da hora do almoço, Joca meu amigo traíra me ligou.

— Oi mano, como você está? – Ele perguntou e ouço o seu sorriso.

— Estou indo seu babaca, por que me deixou sozinho? Você sabe que eu não entro em táxi. – Joca apenas respirou.

— Você precisa perder esse medo idiota.

— Como se fosse fácil. – Digo a ele.

— Mas como você voltou para casa? – Ele perguntou

— A Mellory me levou para a sua casa. Você tem noção da vergonha que eu passei?

— Que vergonha, mano! A mulher é muito gostosa, pena que você estava bêbado demais para se aproveitar.

— Se aproveitar de quem?  Se eu tentar alguma coisa sem que ela queira com certeza ela vai chutar as minhas bolas até 2050. — Ouço a sua gargalhada.

— Isso tudo é medo da megera?

— Hei! Só quem pode chamar ela assim sou eu. – Ele gargalhou mais uma vez. — Vai trabalhar seu filho da puta.

Antes que ele respondesse desligo e volto ao trabalho, Mel entrou e olho para o relógio e vejo que está na hora do almoço.

— Mel. – A chamo e ela olhou para mim.

— Aconteceu alguma coisa, o dia de hoje está uma loucura sem a sua mãe. – Percebo o seu olhar cansado.

— Que tal eu te levar para almoçar hoje? – Ela me encarou por alguns instantes e depois sorriu.

— Estou tão cansada e faminta que aceito o convite. –  Mel pegou suas coisas e eu peguei as minhas e saímos, sua secretária nos olhou com um sorrisinho e eu não entendi.

Entramos no carro e fomos para o restaurante, Mel estava falando ao celular resolvendo alguma questão de trabalho essa mulher é uma verdadeira workaholic.

— O que houve? – Ela pergunta assim que desliga o celular.

— Você é muito workaholic. – Digo a ela que sorri.

— Não sou não, mas é como dizia Thomas Edison: “Tudo alcança aquele que trabalha duro.”

— Mas você já conquistou um nível alto, você é vice-presidente. Desbancou pessoas muito mais velhas do que você – Ela sorriu.

— Eu sou, vice-presidente, assim como você e mesmo eu já tendo alcançado um excelente cargo nunca devo parar de trabalhar. – Mellory me olhou e depois virou para frente.

— Nossa! Eu vendo você trabalhar desse jeito me faz me sentir tão inútil.  – Digo sincero.

— Você está indo bem Ray. – Ela tocou meu ombro e senti um formigamento estranho.

Estacionei o carro e fomos para o restaurante, após o almoço voltamos para a empresa e trabalhamos eu sinceramente preciso parar de bancar o idiota e seguir o exemplo da Mel, afinal a empresa um dia será minha e eu preciso me inteirar de tudo para poder ajudar a minha mãe.

— Mel –  chamei quando a vi sair e ela voltou.

— Precisa de alguma coisa? – Ela perguntou erguendo a sobrancelha.

— Será que você pode me dar alguma coisa melhor para fazer? – Mel olhou para mim e sorriu.

— Quem bom que está deixando de ser um babaca Raylon Peres.

Após o trabalho resolvi ir direto para casa e chegando lá descobri que minha mãe ainda não havia melhorado perguntei a Dadá o que havia acontecido e ela apenas disse que minha mãe estava com enxaqueca. Fui até seu quarto, mas ela já estava dormindo, meu telefone tocou e era Carla me chamando para um rolê, eu até considerei ficar em casa, mas apesar do cansaço eu resolvi sair com ela.

Chegando no tal rolê eu tentava me divertir, mas duas horas depois de estar lá as coisas estavam muito chatas, Carlinha perguntou se eu queria sair dali para ir a algum lugar reservado, mas eu neguei dizendo que estava com dor de cabeça. Como não consumi bebida alcoólica, entrei no carro e estava a caminho de casa quando resolvi mudar a rota e um tempo depois toquei a campainha.

Assim que atendeu a campainha Mellory me olhou assustada.

— Eu não sabia que você usava óculos. – Disse a ela que o retirou rapidamente.

— O que está fazendo aqui Raylon? – Mellory me encarava enquanto esperava a resposta.

Capítulo Anterior
Próximo Capítulo