Capítulo 8 Beijo

Depois de ter chispado aquela oferecida de perto do meu Pitty, nós dois fomos para a pista e encontramos o dono da festa com a namorada. Ele era um cara bonito, alto, moreno e aparentava ter por volta de uns 35 anos, e a namorada era loirinha, magrinha, linda e devia ter, no máximo, para estourar, 20 anos. Eu achei muito legal.

Depois de dançar um pouco, descemos os quatro de novo para o bar. O Pitty pediu outra dose de whisky, mas dessa vez só com gelo, sem energético, e eu só tomei uma água.

O casal ficou conversando com algumas pessoas e nós fomos para outra pista. Começamos a dançar e eu vi a Sílvia.

— Pitty, me abraça porque a Sílvia está aqui, e assim, tão longe, ela não vai acreditar que somos namorados. Falei no ouvido dele.

Ele nem respondeu, segurou na minha cintura e juntou meu corpo com o dele.

— Assim? Perguntou me olhando nos olhos.

— Assim! Respondi, aproximando minha boca da dele... Era agora ou nunca, eu tinha que aproveitar o momento... Tasquei-lhe um beijo na boca.

Ele retribuiu. Nos beijamos intensamente, ele até desceu a mão das minhas costas para mais próximo da minha bunda.

Ficamos no embalo da música, sem deixar de beijar, até que ele se mancou e parou.

— Nossa, agora ela não vai ter dúvida alguma. Falou no meu ouvido, se referindo à Sílvia.

O resto da noite foi uma delícia. Dançamos abraçados e até rolou mais um beijo perto de uns amigos dele que estavam se jogando em cima de mim. Acho que ele ficou com ciúmes.

Nossa, eu estava realizando meu sonho. Se não acontecesse mais nada entre nós, pelo menos a vontade de beijá-lo eu tinha matado.

Que delícia, ele beija maravilhosamente bem, tem uma pegada tão boa, que eu não pude deixar de imaginá-lo em cima de mim, com todo aquele tamanho e força.

No carro de volta para casa, não tocamos no assunto do beijo, só falamos sobre a festa estar boa e sobre a amizade dele com o André e tal. Aí eu perguntei se ele já havia ficado com a Sílvia.

— Uma vez, e se arrependimento matasse, eu tava morto! Ela é ridícula, parece uma atriz pornô na cama. Acho que só saí com ela porque bebi demais naquele dia. Respondeu sem olhar pra mim.

— Como assim atriz pornô?

— Parece forçado, grita demais, quer ser muito boa de cama, mas não é, fica ridícula, tipo aqueles pornôs de quinta.

— Entendi... Você não gosta desse tipo de filme?

— Dos bem feitos eu gosto, e você?

— Também gosto, mas não daqueles muito superficiais, que já chegam chegando, sabe?

— Sei, eu também não gosto desse tipo, e essa mulher é bem assim, superficial e fútil.

— Credo! Ela não combina mesmo com você. Falei colocando a mão sobre a perna dele novamente e, para minha surpresa, ele colocou a mão dele sobre a minha.

Chegamos em casa e eu pensando no beijo delicioso que demos.

— Vou tomar um banho antes de dormir. Falei.

— Eu também vou. Boa noite meu anjo.

— Boa noite, Pitty.

Durante o banho eu só pensava nele, no beijo, nas mãos dele me apertando.

— Ahhh meu Deus, hoje é minha última noite aqui. Falei para mim mesma... Toma coragem Melissa, você tem que arrumar um jeito de falar sobre o que sente por ele.

Saí do banho depois de uma eternidade pensando numa desculpa para chamar ele.

Quer saber? Eu vou lá sem desculpa mesmo, vou falar a real, dizer que sou apaixonada por ele e que vim aqui porque quero uma chance.

Cheguei até a porta do quarto dele umas dez vezes e desistia.

Fiquei ensaiando como falar e, ao mesmo tempo, pensei em chegar e beijar ele de novo.

Vou bater na porta e, assim que abrir, eu beijo ele como fiz na boate.

Coloquei uma camisolinha preta transparente e fui até a porta. Quando cheguei perto, escutei a voz dele, mas não entendi o que estava dizendo. Tentei ouvir, mas estava baixo demais.

Desisti de bater, abri a porta bem devagar e vi a coisa mais gostosa de toda a minha vida... O Pitty só de cueca boxer branca, olhos fechados, com o pau para fora, se masturbando. Fui silenciosamente até a beirada da cama e ele estava... Falando meu nome!

Capítulo Anterior
Próximo Capítulo