Capítulo 5 Escolha
AMANDA
Imaginei que o Caio me apoiaria incondicionalmente, mas ele não recebeu bem a minha decisão. Eu entendia que ele precisava de um tempo para assimilar tudo e estava disposta a respeitar isso.
Precisava ser forte e manter a esperança de que tudo daria certo — que, em alguns meses, meu irmão estaria bem e segurando o filho ou a filha nos braços.
Algumas horas se passaram até que decidi procurar o Caio. A porta do quarto dele estava apenas encostada. Ele estava sentado na cama, mexendo no celular.
Bati levemente na porta, e ele levantou o rosto ao ouvir o som. Nossos olhares se encontraram por um instante antes de eu tomar coragem e entrar no quarto.
— Podemos conversar? — perguntei, mas ele continuou em silêncio. — Caio, eu nunca quis te magoar. Não imaginei que isso fosse te deixar tão chateado.
— Amanda, já te imaginei grávida dezenas de vezes, mas de um filho nosso. Pode parecer egoísmo da minha parte, mas tudo isso é demais para mim. Eu simplesmente não estou preparado.
— Eu te entendo, Caio. Mas ele é meu único irmão. Esse é o maior sonho da vida dele, e eu sinto que preciso fazer isso.
— Achei que as decisões mais importantes das nossas vidas fossem ser tomadas juntos. Eu recebi uma proposta de trabalho no Canadá e estava só esperando o momento certo para conversar com você.
Aquilo me pegou de surpresa, porque eu realmente não sabia que ele havia recebido uma proposta de trabalho em outro país.
— Acreditei que deveríamos decidir juntos. Mas, de repente, você simplesmente decide engravidar — explicou ele.
— Eu vou entender se você decidir ir, Caio. Juro que não vou ficar chateada. Mas não posso voltar atrás na minha decisão.
Nesse momento, aproximei nossos rostos e o beijei com delicadeza. Imaginei que ele não corresponderia, mas Caio segurou minha nuca e retribuiu o beijo.
Eu não tinha dúvidas de que ele gostava de mim, e eu entendia o que ele estava tentando dizer. Eu tinha consciência dos comentários preconceituosos que ele teria que enfrentar.
Ele me puxou para mais perto, e eu me acomodei sobre ele. Nosso beijo ficou mais urgente.
Pude sentir o quanto Caio ficou excitado com minha proximidade. Ele sempre me respeitou e, nesses cinco anos, nós nunca avançamos para algo além.
Mas naquele instante, decidi que não havia mais motivo para esperar.
Eu não sabia como minha história com Caio acabaria, e ainda assim, estava decidida a deixar que ele fosse o primeiro homem com quem eu me entregaria.
Puxei a blusa dele para cima, deixando claro que queria ir além — e ele permitiu. Em seguida, também tirei a minha, e Caio olhou nos meus olhos para ter a certeza de que eu estava pronta para aquilo.
Ele deslizou o olhar pelo meu corpo seminu. Nossos lábios se encontraram novamente, agora com muito mais fome. Suas mãos subiram até meus seios, massageando-os e arrancando alguns gemidos meus.
Precisei buscar ar, e Caio levou a boca ao meu pescoço, chupando e passando a língua, enquanto suas mãos continuavam seus toques deliciosos pelo meu corpo.
Rocei minha intimidade contra seu membro, ainda por cima das roupas, e ele aproximou a boca do meu ouvido.
— Acho melhor você parar com essa tortura, Amanda. Não sei por quanto tempo vou conseguir me controlar.
— Então não se controle, Caio… — disse, continuando a roçar meu quadril no dele.
Em seguida, ele abocanhou e chupou meu outro seio, fazendo-me delirar. Aquele toque foi tão delicioso que me vi arqueando ainda mais o corpo em direção a ele.
Quando os beijos e carícias já não eram mais suficientes para nós dois, Caio me fez deitar na cama e se levantou.
Por um instante, imaginei que ele fosse inventar alguma desculpa e sair do quarto, mas, em vez disso, caminhou até a porta, trancou-a e voltou a olhar para mim.
— Tem certeza disso, Amanda? Podemos parar por aqui, se você quiser — disse ele, dando-me a opção.
— Quero continuar, Caio — disse, decidida.
Ele se deitou ao meu lado e voltamos a nos beijar. A boca de Caio explorava cada pedaço de pele exposta naquele momento.
Ele se deliciou com meus seios enquanto sua mão deslizava para dentro do meu short, ultrapassando a barreira da calcinha. Seus dedos encontraram aquele ponto que clamava por sua atenção.
— Porra, Amanda, você está completamente molhada. Preciso sentir você na minha boca — disse ele, puxando a própria mão e tirando meu short e minha calcinha de uma só vez.
Quando eu estava completamente nua diante dele, Caio me admirou.
Passou a mão delicadamente pelo meu abdômen, deslizando-a lentamente até entre minhas pernas, fazendo-me afastá-las ainda mais para ele.
Senti minha pele queimar enquanto me agarrava ao lençol abaixo de mim.
Primeiro, ele passou a língua de leve. Eu não era inexperiente; já havia me dado prazer antes, mas nada se comparava à língua dele ali.
Aquilo era divino.
Seus lábios despertaram cada terminação nervosa do meu corpo, fazendo-me experimentar uma doce agonia.
Quando sua boca segurou aquele ponto extremamente sensível e chupou forte, eu me desmanchei por completo. Meu corpo estremeceu em espasmos.
Ele só retirou a boca da minha intimidade quando as sensações começaram a diminuir.
Quando ele voltou a me beijar, senti meu gosto nos seus lábios, e aquilo só aumentou minha excitação.
Caio roçou seu quadril contra o meu, e seu membro estava completamente duro. Então, ele interrompeu nosso beijo.
— Amanda, desista dessa ideia de gerar um filho para seu irmão. Podemos ter o nosso, em vez disso.
— Eu não posso, Caio. Já prometi ao meu irmão. Não posso tirar as esperanças dele agora.
— Preciso ser sincero com você... não sei se poderemos continuar juntos depois de sua decisão. Se você espera que, depois do que acontecer entre nós, eu permaneça ao seu lado, acredito que seja melhor pararmos agora.
