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"Ei, nerds," Mike apareceu atrás deles. Ele jogou os braços em volta de Joy e Brinley.
"Que nojo," Joy se afastou de Mike.
"Você sabe que me quer." Mike piscou para Joy.
"Claro, se eu quisesse um cadáver, iria ao cemitério." Joy retrucou.
"Tanto faz." Mike puxou Brinley para perto. "Como foi sua noite?"
"Saia de perto," Joy puxou Brinley do abraço de Mike.
"Qual é o seu problema?" Mike sorriu.
"Não há tempo suficiente na Terra para te contar qual é o meu problema."
"Vocês dois podem parar?" Brinley abriu a porta do Kimball Hall. Ela se sentou e começou a folhear suas anotações.
"Desculpa, Brinley. O Mike me irrita demais." Joy se acomodou ao lado de Brinley.
Brinley riu. "Eu sei."
Joy deu de ombros. "Devemos estudar depois da aula."
"Vocês vão me ignorar?" Mike se inclinou perto de Brinley.
"É o mínimo que posso fazer." Brinley lançou um olhar fulminante para Mike. Algo fez Mike se recostar lentamente na cadeira. Ele não falou pelo resto da aula.
"Não entendo por que você gosta dele," Joy sussurrou.
Brinley mastigava a ponta do lápis, observando o professor escrever no quadro. Perdida em seus pensamentos, Brinley não percebeu Mike se inclinar para cheirar seu cabelo. "Você cheira a rosas." Mike provocou.
Brinley se afastou dele. "Que porra é essa," Brinley se virou para encarar Mike.
"Michael, há algo mais importante do que o que estou ensinando?" O professor olhou para Mike.
"Ah, não," Mike pigarreou. "Desculpa," Mike se remexeu na cadeira.
"Eu prestaria atenção se fosse você. Você não está no topo da turma." Os alunos riram.
"Sim, senhor," Mike se remexeu na cadeira. "Se você ficou no carro, por que cheira a rosas frescas?"
"Me deixa em paz. Ainda estou puta com você." Brinley sussurrou.
Mike não falou novamente até o final da aula. "Vamos, querida, eu estava só brincando." Mike envolveu o braço em volta de Brinley enquanto ela saía do prédio.
"Eu não sou sua querida. Desculpa,"
Usando a palma da mão, ela bateu no peito de Mike com tanta força que ele cambaleou para trás. "Achei que podíamos relaxar, mas não preciso de você na minha vida. Faça metade do trabalho final. Estou cansada de você."
"Não é verdade, eu transei com você na outra noite," Mike apontou para Brinley.
Brinley deu um passo em direção a Mike, mas Joy a puxou. "Ele é um idiota, sabemos disso. Vamos, ele não vale sua sanidade. Você é um verdadeiro babaca."
Brinley lançou um olhar fulminante para Mike. Sua mão direita coçava.
"Bem, estou feliz que você não morreu de hipotermia. Estava frio ontem à noite. Eu estava indo te buscar. Não consegue levar uma piada?"
"Sim, você é tão engraçado," Joy acrescentou.
"Cuida da sua vida, Joy." Mike saiu pisando forte.
"Bastardo," Brinley olhou na direção em que Mike se afastava.
"Você está bem?" Joy tocou o ombro de Brinley.
"Sim, estou bem."
"Eu nunca te vi assim."
"Ele me tira do sério."
"Sim, dá pra ver. Você deu pra ele?"
Brinley desviou o olhar.
Joy riu.
"Joy,"
"Desculpa." Joy coçou o nariz. "Ele foi bom?"
"Eh," Brinley respondeu. "Acho que ele está um pouco irritado, né?"
"É melhor estar irritado do que ser mijado, né?" Joy abriu a porta e deixou Brinley entrar na sala de aula. "Eu te amo, Brinley." Joy entrelaçou o braço com o de Brinley. "E você sabe que o Mike é um completo idiota. Aposto que ele não tem coragem de ir lá sozinho. E se ele encontrasse a Maggie, ela o cuspiria."
Brinley caiu na risada. "Aposto que a Maggie o cuspiria." Brinley se sentou na cadeira.
Durante a maior parte da aula, Brinley mal prestou atenção. Ela não conseguia tirar William da cabeça. No fundo, Brinley lutava contra a vontade de voltar para a mansão.
"Terra chamando Brin... alô?" Joy estalou os dedos.
"Desculpa, o que você estava dizendo?"
"Onde você está?" Joy levantou uma das sobrancelhas loiras.
"Desculpa," Brinley balançou a cabeça.
"Você está pensando no que me contou esta manhã?"
Brinley mordeu o lábio. "Sim. Quero saber com o que estou lidando."
"Então vamos para a biblioteca. Temos algumas pesquisas para fazer." Joy se levantou.
"Você está mesmo interessada nisso, né?"
"Sim, não tanto quanto você, mas não quero que você volte lá sozinha."
Brinley sorriu. "Estou dentro." Ela pulou de pé.
As duas mulheres correram pelo campus até a biblioteca.
"Por onde começamos?" Brinley colocou seus livros na mesa.
"Bem, você já fez boa parte do trabalho preliminar. Sabemos que estamos lidando com um fantasma, certo? Precisamos saber exatamente o que um fantasma pode fazer."
Brinley se animou. "E a Maggie?"
"Eh," Joy deu de ombros. "Ela pode ser uma história diferente. Eu sei que fantasmas drenam a energia ao redor deles, sabemos que isso estava acontecendo com você."
"Já aconteceu antes."
"Sério? Isso é um bom ponto de partida."
Brinley olhou para sua amiga. "Você está empolgada com isso?"
"É meio divertido," Joy sorriu. "Me siga." Joy subiu esses degraus de ferro rangentes até a seção de ocultismo.
Brinley subiu a escada que parecia instável. "O que tem aqui em cima?"
"É uma biblioteca, Brin, você não pode ter medo de livros. A Sra. Tibbs me deixa vir aqui quando não consigo pensar. Você disse que William já fez isso antes?"
"Sim, ele alimenta as mulheres para a Maggie."
"O único ser que eu conheço que pode drenar um humano é chamado de súcubo," Joy disse, movendo-se pelo espaço estreito.
"O que é um súcubo?"
