Capítulo 1 1
Início,
Morar em uma comunidade aonde é dominado pelo tráfico não é uma missão fácil, a vontade de crescer e ser alguém melhor e longe dali é um desejo contante, mas nem tudo é como queremos já que o destino é traiçoeiro, em meio ao vai e vem da comunidade uma jovem se destaca, batalhadora desde nova luta pelo seu sem precisar se envolver ou fazer qualquer que seja de um serviço duvidoso, Isadora uma jovem de 21 anos que trabalha na pensão do local e é estudante de direto, o verdadeiro orgulho da família, bom nem toda,
Uma personalidade única, que não deixa ninguém se aproveitar ou pensar que ali é uma fonte de renda fácil, determinada e sabe bem o que quer, mas as vezes saber bem o que quer pode despertar algo em um certo alguém de poder no local, algo que não estava em seus planos e muito menos em seus desejos por mais obscuros que fossem.
Um destino traçado na marra, um desejo de anos e a vontade de ter aquilo na qual se alto determinou ser seu, dúvidas medos e inúmeras inseguranças, tudo isso e mais um turbilhão de sentimentos na qual ninguém quer sentir de bom grado.
Em outro patamar, está o comandante do local, frio e sem nenhuma educação ou piedade, faz o que quer apesar de cuidar bem da comunidade, mas nada passa batido diante dos seus olhos, nem mesmo uma linda jovem que anda dominando seus pensamentos de uma forma assustadora, o chefe não é acostumado a sentir o amor, pois o mesmo nunca recebeu ou deu a alguém amor, então todos os sentimentos confusos vão fazer com que ele meta os pés pelas mãos, fazendo uma burrada atrás da outra o levando a agir por impulso, mas sem medo ou vontade de parar no meio do caminho.
Uma atrapalhada atrás da outra misturada de uma louca obsessão seguida de inúmeras crises de ciúmes.
É possível sentir ciúmes de quem nem é seu?
~ ~ ~
Personagens Principais,
Isadora, estudante de direito (Filha de um Gringo que veio de férias e teve um caso de verão na comunidade e nunca mais voltou)
Foguinho, Comandante da comunidade.
Isadora Narrando,
Observava o relógio no pulso e parecia que o tempo havia parado, eu estava na faculdade estava cansada com sono e com fome, mas eu sei que tudo valeria a pena estou finalizando o sexto período de direito meu sonho é ser juíza dá uma vida melhor para a minha vó pois foi ela quem me criou, a minha mãe bom ela teve um caso com o meu pai quando ele veio de férias ao Brasil, não trocaram telefones nem redes sociais, ela acabou gravida e não teve como avisar ele, mas ela não me queria então a minha vó cuidou de mim, um tempo depois ela se envolveu com um cara aqui da comunidade foram morar juntos e ela teve outra filha, ela não me levou e nem nunca fez questão de me incluir em algum momento em família, a filha dela é uma peste vive arrumando confusão aqui na comunidade e sempre dando em cima dos caras entre ele o dono do morro na qual eu já ouvir falar que ela é louca nele mas ele nunca deu bola, ela acabou de fazer 18 anos e já rodou o morro inteiro, mas é o orgulho da mamãe, agora eu que estudei pra caramba e consegui uma bolsa e trabalho ainda não ganhei nem um parabéns, mas ainda eu tenho fé que vou me formar e dar uma vida melhor para a minha vó pois ela sim é a minha verdadeira mãe. Já havia saído da faculdade e estava chegando em casa quando o dono do morro passou do meu lado bem devagar me olhando intensamente e dando um sorrisinho de lado antes de acelerar a moto e subir o morro, cheguei em casa e minha vó lavava as louças.
Benção vó, deixa isso aí vai descansar.
Vó: Deus te abençoe, e eu não estou morta viu, como foi a aula?
Foi tudo bem, cansativa mais que o normal.
Vó: Eu tenho tanto orgulho de você minha menina, agora me fala uma coisa eu bem vi o dono do morro passando bem devagar do seu lado, ta ficando com ele.
Ai vó eu nunca nem conversei com ele.
Vó: Assim sabe que eu não sou de fazer intriga, mas eu ficava só pra esfregar na cara da aguada da sua irmã.
Ela também é sua neta viu.
Vó: Falsa daquele jeito, eu não faço nem questão, só você já me basta.
Se a querida mamãe te escuta falar assim da filha preferida dela.
Vó: Dou logo uns tapas nela é outra bicha falsa, nem parece minha filha ainda bem que mora la pela entrada do morro com aquele marido encostado dela nem pro movimento mais serve.
Ta afiada hoje né.
Vó: Hoje é sexta feira minha querida, dia de forró seu prato de comida ta no micro-ondas vai comer para não chegar atrasada no trabalho.
Pode deixar, obrigada vó.
Vó: Me agradeça irritando aquela aguada eu quero muito um barraco.
Querendo me ver lascada mesmo né.
Vó: Eu jamais, to colocando um pouco de adrenalina na sua vida, cola na vovó que é sucesso.
kkkkkk
Foguinho Narrando,
Eu passei pela morena o menina linda, sempre to de olho nela sei da sua caminhada e sei também que a mãe não vale muita coisa e a irmã muito menos, a mãe dela é casado com um cara que era do movimento da época do meu pai, mas em uma invasão ele sofreu uma acidente com a bomba que ele ia lança e pegou na perna, teve que amputar uma parte, eles moram bem perto da entrada aonde é plano até mesmo pra locomover melhor com a cadeira de rodas, lembro que meu pai deu uma grana pra ele ajudar no tratamento e dava até pra compra uma perna mecânica mas soube depois que a mulher a filha gastaram boa parte do dinheiro, enquanto a minha morena corre atrás elas querem uma vida fácil. Tava de bobeira e fui comer alguma coisa via a morena no trabalho e fui la me sentei como não queria nada e ela veio me entregar o cardápio aqueles olhos como pode ser tão intensos, fiz meu pedido e logo vi sua vó entrar no local sorrindo pra mim como ela sempre fazia, foi até a sua neta e escutei ela dizer que ia pro forro e só chegava amanha de tarde, um isso pode ser a minha deixa aparecer na casa dela mais tarde, eu quero conversa com ela e deixar algumas coisas claras também, ela me deixa louco e nem sabe.
A morena eu te quero pra mim...
Isadora Narrando,
Eu já estava em casa, havia tomado um banho lavado o cabelo e vestido apenas um blusão e uma calcinha, estava sentada revisando a matéria pois em breve teria prova, ouvi bater na porta e logo me assustei minha vó não estava, mas nem de longe pude imaginar que ele estaria aqui na minha porta.
Foguinho: Podemos conversar? - Ele disse sério e eu logo dei passagem para que ele entrasse, minha cabeça foi na minha vó será que tinha acontecido alguma coisa com ela.
Aconteceu alguma coisa com a minha vó?
Foguinho: Sua vó está bem eu acho, não sei aonde ela está eu vim falar com você sobre mim.
Você, o que seria? - Ele fechou a porta e me encostou nela colocou as mãos na minha cintura apertando devagar e encostou a testa no meu ombro.
Foguinho: Eu não consigo parar de pensar em você, eu só penso e desejo você e eu sei que você ta muito longe da minha realidade que é uma mina bacana e corre atrás disso, eu tenho maior orgulho, por muito tempo eu guardo, mas ta me sufocando estou ficando louco apenas por imaginar outro com você tendo tudo que eu desejo ter. - Eu não sabia o que responder e nem o que fazer, nunca imaginei que ele poderia sentir algo por mim, ta que minha vó sempre falava dele, mas imaginei que as olhadas dele fosse algum desejo apenas.
Foguinho: Não quero te assustar, mas eu não consigo mais me afastar, e por favor não me afaste eu não sei se vou me controlar.
O que quer dizer com tudo isso?
Foguinho: Eu quero ficar com você, quero que seja minha assim como eu já sou seu.
Isso vai dar muita confusão você sabe.
Foguinho: Você é a única que eu quero, já sei das artimanhas da sua irmã, mas é você que me deixa sem jeito com apenas um olhar, é você que eu quero. - Eu não tinha muita coisa a perder, sempre lutei pelo meu e nunca me permitir me entregar ou viver algo que não fosse a rotina do trabalho e da faculdade, acho que posso tentar mesmo que se não der certo sair vai ser uma opção difícil, então no impulso ou desejo eu levantei o rosto dele e o beijei, sentindo-o apertar mais a minha cintura e me abraçar em seguida com desejo e obsessão.
Foguinho: Eu imaginei diversas formas te beijar, mas em nenhuma delas foi tão bom assim.
Ta me deixando sem graça.
Foguinho: Eu não quero atrapalhar seu estudo, mas também não quero ir embora.
Você pode ficar- Ele sorriu me beijando de novo, eu sentei e ele fez ao mesmo ao meu lado puxando a minha perna e massageando os meus pés, eu poderia ta errada ou me iludindo mas ele é tão lindo que não tem como negar, e o que eu poderia perder acho que nada não por enquanto, eu terminei de ler toda a matéria e ele me olhou sorrindo me puxou pro seu colo colando bem os nossos corpos me beijando com vontade enquanto subia e descia a mão nas minhas costas e parava na minha bunda apertando com vontade, me deixando sem jeito e com desejo de experimentar tudo que ele estiver disposto a me oferecer.
~ Não muito longe dali sua irmã ficava sabendo que em frente à casa da sua vó a moto do dono do morro estava estacionada, e pensamentos nada agradáveis passavam pela cabecinha de vento da Rebeca, irmã da Isadora.
Foguinho Narrando,
Nós passamos a noite juntos, mas não fizemos nada apenas dormimos abraçados trocando beijos e carícias, eu iria esperar até o momento em que ela queira se entregar, acordar do lado dela com a mão na sua cintura foi muito além do que eu desejava.
Isadora: Bom dia.
Bom dia princesa, dormiu bem?
Isadora: Muito, vamos descer que pelo cheiro minha vó já chegou. - Fomos ao banheiro e descemos a vó dela me olhou sorrindo.
Dona Dulce: Bom dia, agora entendi porque a minha outra neta que nem olha na minha cara veio me abraçando dizendo que vinha me visitar mais tarde.
Vou deixar um menor aí na porta, eu já sei das graças dela.
Dona Dulce: Assim só pra saber, vai fazer hora com a minha neta não né, porque assim se fosse a outra lá eu nem ligava, mas quando é a Isa eu logo quero saber as intenções.
São as melhores, eu ainda vou casar com ela.
Dona Dulce: Isso é ótimo e de quebra eu vou irritar aquela azeda interesseira, deus me livre é minha neta, mas é ruim igual a mãe.
Sua neta ta em boas mãos.
Isadora: Da pra pararem de falar como se eu não tivesse aqui.
Dona Dulce: Eu só fiz um pequeno comentário
Eu também.
Isadora: Vai dando corda pra ela vai. - Nós continuamos conversando e eu me senti tão bem que iria sim proteger ela, tomamos café e quando eu estava saindo vi a irmã dela subindo o morro toda apressada, escalei um menor pra ficar la na porta a qualquer voz alterada é pra me avisar, ela é tudo que eu mais preciso.
Isadora Narrando,
Não podia negar que estava feliz, e minha vó não parava de me olhar sorrindo apesar de ela gostar de irritar a minha irmã ela se preocupa muito comigo e quer sim o meu bem.
Vó: Eu estou feliz, eu o conheço desde bebê sei que é um menino bom.
Eu não nego que to gostando disso, nos dormimos juntos, mas nenhum momento ele teve segundas intenções.
Vó: Isso prova que ele te respeita, agora pela batida do portão é a sua irmã, fica ai que vou lá abri. - Eu ri e fui lavar as louças do café, ela entrou observando tudo sem nem disfarça.
Vó: Veio fazer o que aqui, para de olhar minha casa desse jeito tem nada aqui pra você.
Rebeca: Soube que o Foguinho estava aqui, o que ele queria.
Porque esse interesse todo em?
Rebeca: Porque eu vou ser a futura fiel daqui e tenho que saber o que ele faz.
E ele por um acaso ta sabendo disso.
Vó: Pelo que eu estou sabendo, ele já tem alguém, e já até falou de casamento e sabe bem das suas graças isso ele deixou claro.
Rebeca: Você ta mentindo, ele não tem ninguém não tem.
Vó: Primeiro você abaixa o tom, ta na minha casa nunca vem aqui e quando vem é pra dar sow por causa de macho que nem é seu.
Rebeca: Mas ele vai ser meu. - Ela gritou alto e um segurança dele entrou em casa com uma arma na mão.
Xx: Ta tudo bem aqui Isadora, chefe mandou ficar de olho nessa doida aqui.
Rebeca: Porque o chefe te mandou ficar aqui?
Xx: To de olho na patroa, pra nenhuma parasita chegar perto.
Vó: Menino eu gostei de você, quer um bolinho.
Acho que já ta na sua hora, se vier para ser amiga ou cuidar da vó é bem vinda for a isso dispensamos a sua visita.
Rebeca: Isso não vai ficar assim, eu vou acabar com você
Xx: Ta na escuta chefe, a mina ta ameaçando a patroa.
Foguinho: Passa a zero nela.
Luiza Narrando,
Eu estava tranquila em casa vendo tv, quando a vizinha vem bater no meu portão, toda afobada fui logo saber de qual era da fofoca.
O que foi mulher, que desespero é esse?
Vizinha: O cumadi, sua filha a Rebeca arrumou confusão com chefe, mandou passar a zero nela já começou a cortar os cabelos dela la na praça.
O QUE, ELA FOI NA CASA DA MINHA MÃE.
Vizinha: Foi mesmo, mas não sei o que ela fez lá. - Eu nem a deixei terminar de falar, subi às pressas para praça, minha filha tem um cabelo lindo todo enrolado bate la no meio das costas ela tem maior ciúmes desse cabelo, minha mãe estava sentada olhando sem fazer nada e do seu lado a minha outra filha a Isadora, nem parece ser minha essa garota totalmente o oposto de mim.
O QUE TA ACONTECENDO AQUI, TIRA A MÃO DA MINHA FILHA.
Vapor: Ordem do chefe, sua filha ameaçou a patroa.
PATROA DESDE QUANDO ESSE MORRO TEM PATROA, QUEM É A PRA MANDAR RASPA OS CABELOS DA MINHA FILHA. - Na mesma hora senti meu rosto arder ele bateu na minha cara, e apontou a arma pra mim.
Vapor: Aqui você não dá ordens, não grita e não xinga a patroa, o que o chefe falou é lei sabe muito bem disso.
Ele não pode fazer isso, Rebeca não deve ter falado nada por maldade, vem filha levanta. - Seus cabelos estavam todos picotados e já batia no ombro, ela chorara e olhava para a Isadora com ódio.
O que você fez.
Rebeca: Eu não fiz nada mãe, foi a Isadora que fez a culpa é dela. - Eu nem precisei ouvir mais nada fui em direção a Isadora que me olhava impassiva.
Mãe: Se eu fosse você não fazia isso, a não ser que queira ganhar um corte de cabelo novo.
O que ta dizendo, viu o que ela fez com a minha filha.
Mãe: Isadora também é sua filha, mas é muito mais mulher e humana que você, já Rebeca é igual a você baixa e desumana sem caráter algum eu sou a sua mãe e sei bem de todas as cachorradas que você já aprontou, só me deu desgosto, então abaixa essa sua mão.
Eu deixei passar de mais, você sempre ficou do lado dela mimou ela a preferiu do que eu que sou sua filha.
Mãe: E preferiria mil vezes, ela é mais que minha neta é minha filha, minha amiga coisa que você nunca foi.
Ta na hora deu uma lição nessa garota.
Foguinho: Na minha mulher você não encosta, sei que é a mãe dela mas nunca fez o seu papel conheço a história de vocês desde quando meu pai ainda era o comandante daqui, então eu vou deixar uma coisa bem clara, na minha mulher e na vó vocês duas vão manter distância, se eu sonhar que chegou perto da minha mulher a história vai ser outra e sem volta, e isso é pra todos, mas para vocês duas o assunto vai ser mais sério. - Eu não estava acreditando no que estava ouvindo eu olhava para aquela garota com ódio até o dono do morro ela tinha, ele era pra ser da Rebeca.
Rebeca: Vamos embora mãe. - Sai dali, mas tenho certeza que essa história ainda não acabou, não mesmo.
