Capítulo 3 3
Isadora Narrando,
Eu estava exausta, estava chegando em casa depois da faculdade e ainda tivemos que ir a uma audiência, estamos aprendendo como tudo funciona e eu estou amando esse novo mundo, o cheiro do bolo da vó estava cheirando do portão, entrei e ela estava na cozinha Bernado o irmão do Foguinho estava na sala sentado com alguns brinquedos, eu sem dizer nada me sentei ao seu lado e comecei a brincar com ele fazendo como deveria ser feito, via ele me olhando de rabo de olho, mas começou a me imitar, e do mesmo jeito que eu fazia ele ia repetindo do jeitinho dele, depois que montei tudo eu deitei no tapete e peguei um livro de historinha e comecei a contar fazendo várias vozes engraçadas, ele deu algumas risadinhas e ficou escutando enquanto brincava bem entretido no mundinho dele, quando acabei a história e fui olhar para ele o mesmo dormia sobre as almofadas e eu sorrir, isso era um pontinho pra mim.
Vó: Ele gostou de você, e se permaneceu ao seu lado é porque tem alguma confiança.
Eu vou cuidar dele vó, ele vai ser muito amado aqui.
Vó: Nós vamos cuidar dele, eu anotei aqui a secretária do consultório ligou as consultas dele foram marcadas.
Que bom, vai da tudo certo, vou ajeitar ele e ir tomar um banho e comer eu estou exausta.
Vó: Fiz seu bolo de cenoura favorito.
Ai vó, eu vou comer e muito, eu te amo muito obrigada.
Vó: Eu te amo muito mais, minha menina.
Foguinho Narrando,
Essa semana foi de grande correria, minha mulher tem me dado muita moral eu não sei o que faria sem ela, o que ela está fazendo pelo meu irmão eu nunca vou esquecer, mesmo com toda a correria dela com a faculdade ela levou ele durante toda a semana em vários médicos diferentes, e fizeram vários exames, agora ele começou um tratamento específico e tudo vai de acordo com o tempo dele, ele tera toda assistência, e eu sei que a maior parte para isso estar acontecendo é porque a minha mulher ta fazendo, e o cuidado e carinho que ela demonstra é tão genuíno que eu fico ainda mais apaixonado.
Isadora: Oi amor, posso entrar?
Você sempre pode, aconteceu alguma coisa que você não é de vim aqui na boca?
Isadora: Não aconteceu nada, fui encomendar uns docinhos ali da doceria da Jú, e vim te ver ta com muito trabalho?
O de sempre, mas pra você eu não tenho trabalho nenhum.
Isadora: Vai dormi comigo hoje?
Claro que sim, quer ir lanchar mais tarde ou comer alguma coisa na pracinha.
Isadora: Pode ser, aquela lanchonete que estava em reforma vai reabrir hoje, eu gosto do lanche de lá.
Eu também gosto, então que horas você quer ir, já são quase oito quer ir agora?
Isadora: Quero, to com fome. - Eu rir e beijei ela que retribuiu na mesma intensidade, saímos juntos e fomos andando mesmo chegamos na lanchonete e sentamos e não demorou muito para sermos atendidos, e também não demorou muito para a mãe e a irmã dela aparecer, sentaram na entrada estavam de peruca, mas mesmo depois de tudo não tiravam os olhos da minha mulher, e isso me deixava muito irritado.
Isadora Narrando,
Eu cresci criando em mim a minha própria auto defesa, via sempre as coleguinhas da escola com suas mães e todo aquele amor fraternal, lembro de uma amiga que eu tinha que sempre dizia minha mãe por muitas vezes dormiu com fome para me dar o que comer, mas ela sempre diz que não importa qual seja a dificuldade ela sempre vai estar ao meu lado, e por muito tempo eu queria que a minha mãe fosse assim, ai minha irmã nasceu e ela nem deixou eu ver ela então comecei a imaginar o problema deve ser comigo, minha mãe não gosta de mim eu não deveria ter nascido, foram muitos anos assim. Mas eu sempre tive o amor da vó que foi mãe e pai e além de ser a vovó mais babona, meus pensamentos mudaram e eu entendi que a culpa não era minha e que eu poderia sim ser muito melhor que isso, e por isso eu me esforço tanto na faculdade e em tudo que eu faço, me identifico com o Bernardo nos dois vivemos o mesmo processo a rejeição da mãe, e eu vou ser o que ele quiser que eu seja na vida dele e sei que o Foguinho vai estar ao meu lado em tudo. Vendo como minha mãe e minha irmã me olha com essa peruca mal colocada, eu tenho absoluta certeza que em mim nenhuma delas vão tocar ou fazer mal, hoje eu sou uma mulher forte que cresceu com a dor da rejeição e que me fortaleceu, então se elas querem guerra eu quero em dobro, jamais irei abaixar a cabeça em mim ou na minha família nenhuma delas ou muito menos o mal que a cercam ira se aproximar, ou eu não me chamo Isabela Santorini.
~ Gravem bem esse sobrenome.
Foguinho Narrando,
Após fazer o lanche pedimos para vó e para meu irmão e fomos para casa, minha princesa já chegou lavando as mãos e partindo o lanche e pedaços pequenos e colocando no prato de plástico junto com as batatinhas e o suco para meu irmão, ela apenas se sentou ao lado dele e colocou o prato bem pertinho, ele olhava desconfiado ela pegou uma batatinha e comeu ele observou e foi fazendo o mesmo até não ter mais nada, ela pegou ele no colo e foi escovar seus dentes e por seu pijama não demorou muito ele já estava dormindo na sua cama.
Vó: Ela tem maior jeito né, ele ta confiando nela é a única que ele fica tranquilo, não vai demorar muito ele ver nela uma figura materna.
Acha que a Isa vai se importar se ele tratar ela assim?
Vó: Ela já ta toda derretida por ele, e tenho certeza que não vai se importar, é capaz dela mesmo tocar sua mãe daqui caso ela resolva aparecer querendo ele de volta.
Aqui ela não pisa mais, e muito menos leva ele. - Eu conversei mais um pouco com a vó subi e fui tomar banho, minha princesa estava sentada na cama de banho tomado passando crème no corpo o cheirinho de baunilha que eu tanto gosto.
Tão cheirosa, tão minha. - Ela riu e sentou no meu colo, me pegando de surpresa em um beijo quente, e cheia de segundas intenções.
Isadora: Faz amor comigo, eu estou com tantas saudades.
Não precisa pedir meu amor, eu sou totalmente seu. - A mesma já estava na maldade abriu sua camisola se mostrando completamente nua por baixo, me deixando ainda mais excitado do que eu já estava, ela rebolava manhosa enquanto me beijava e puxava meu cabelo totalmente no controle, e eu totalmente submisso a ela, a mesma se levantou e abaixou tirando o short que eu vertia me olhando sapeca, pegando na base do meu membro dando beijos instigantes antes de sugar a minha cabeça e descer com a língua até as minhas bolas, e ainda sem tirar os olhos de mim, a cada vez que fazemos amor ela se solta cada vez mais e eu amo toda essa ousadia que ela tem na cama, ela sugava e massageava as minhas bolas me levando ao delírio eu já estava no meu limite e ela sabia disso, mas não me deixou gozar, me olhou covarde e rindo encaixando meu membro na sua entrada e sentando devagar me deixando ainda mais alucinado, as reboladas foram aumentando junto com as quicadas e os beijos pareciam desesperados de mais, ele anunciou que iria gozar e ei já não aguentei segurar ao ouvir ela gemer e chamar pelo meu nome, eu me sentia como se estivéssemos em uma ligação de alma, eu e ela até em outras vidas.
Isadora: Eu amo você.
Acredite, eu te amo muito mais meu amor.
Bota Fora Comunidade,
Eu soube por fontes seguras que estavam com saudades, haha não fiquem eu sempre volto.
Mas agora vamos ao que interessa já que vocês, são umas eternas fofoqueiras né, e eu a rainha delas.
Nosso casal love estar muito bem graças a Deus, as cobras mãe e filha até o momento não fizeram nada contra eles, não para eles.
Mas hoje a irmã da patroa tomou a maior surra na pracinha, que até a peruca dela voou, ela estava sentando pra um vapor casado na qual a mulher ta bem buchuda, mas mesmo com aquele barrigão ela não ficou quieta, a mãe da cobrinha veio livrar a filha de mais uma surra e apanhou junto, não cansam de passar vergonha.
Eu estava do ladinho rindo horrores, pois não poderia deixar passar nada né, eu sou dessas.
Hoje no parquinho a patroa estava com o irmão do chefe, e eu fiquei observando como ela é cuidadosa, já imagino quando for o dela, mas eu não vou fazer campanha pois eu sei que ela deve querer se forma primeiro e só depois procriar mais a terra.
Chefe estava de longe olhando os dois todos apaixonados, o pau comendo de um lado e ele apaixonado do outro que acontecem aqui.
Mas eu soube também de fontes seguras que ta pra ter uma inspeção no morro, só não sabemos de qual lado é, e nem quem vem se é os canas ou pessoal do comando, muita coisa pode acontecer.
~Tudo pode mudar...
Foguinho Narrando,
Eu estava uma pilha, a noticia da inspeção já se espalhou e algumas pessoas foram para casa de parentes pois não sabemos a proporção que isso vai tomar, e muito menos quem vai subir o morro, tudo estava indo tão bem e agora parece tão incerto.
Isadora: Amor, vê se come alguma coisa, você precisa se alimentar e se manter forte para enfrentar tudo que estar por vir.
Eu sei princesa, mas não sinto fome isso tudo está me deixando uma pilha.
Isadora: Eu fiz com muito carinho, senta aqui e come pelo menos um pouco, e me conta teve mais alguma notícia relacionada a toda essa confusão?
Tudo muito vago, recebi uma carta que parece mais uma intimação e não é gente do comando e nem os canas, parece ser de for a como se fosse gente do FBI essas coisas eu não entendi direito, mas pela assinatura parece ser gente importante.
Isadora: e qual era a assinatura?
SANTORINI
Isadora: Meu sobrenome?
Como assim?
Isadora: Esse é meu sobrenome, será que é alguém da família do meu pai?
Calma que eu fiquei confuso, o seu pai não te registrou?
Isadora: Quem me registrou foi a minha vó, mas ela me disse que esse era o sobrenome do meu pai, que achava forte e por isso colocou na minha certidão.
Será que ele soube de você, ou ele vem atrás da sua mãe?
Isadora: Eu não sei, eu a vó e o Bernardo vamos para pista essa noite, vou deixar minhas coisas lá, e vou voltar não vou te deixar sozinho e se for meu pai ou alguém da família dele vamos descobrir juntos.
Acho isso muito perigoso, você pode se machucar.
Isadora: Eu posso, mas sei que não vai deixar isso acontecer, isso é importante pra mim, eu preciso saber esse outro lado da minha história.
Eu vou estar ao seu lado, vamos descobrir juntos.
Santorini Narrando,
Serei breve em designar minhas funções, sou o capo da família, mas meus filhos trabalham no FBI, áreas restritas e totalmente sigilosas, há anos atrás meu filho foi ao Brasil no auge de sua rebeldia e quando voltou contou inúmeras histórias entre elas o caso quente em que o mesmo teve em uma comunidade do local, até aí tudo bem se ele não tivesse deixado escapar duas coisas.
Não se preveniu.
E falou nosso sobrenome.
Fatores importantes, tanto para evitar doenças, quanto para evitar golpes.
Por longos dos anos recebemos algumas informações que ele teve uma filha no local, mas era informações vagas, ele até voltou ao local um tempo depois, viu a mulher que se relacionou com um rapaz, e não tinha filha com ela naquela altura já teria nascido, observou por alguns dias e nada mudou, então ele voltou, mas ele ainda tocava nesse assunto não por ter se apaixonado pela garota, mas pela esperança de ter um filho(a).
Mais alguns anos se passaram e novas informações chegaram e até mesmo uma foto de uma moça e uma senhora na qual ele reconheceu ser a mãe da mulher que ele ficou, e a moça não tinha como negar é a nossa cara.
Um espião está no morro nos passando todas as informações, a mãe uma decadente junto com a sua filha mais nova, já a minha neta um verdadeiro orgulho ta no sangue.
Soube do seu relacionamento, não é algo que me agrade, mas não posso interferir é a vida dela, e pelo que soube ele o trata muito bem, e isso já conta muito.
Agoras estamos aqui a caminho da comunidade aonde foi anunciada uma inspeção, não faremos confronto apenas se for necessário quero um acordo e um convívio pacífico com a minha neta.
Assim eu poderei morrer em paz.
~Com um avo desses eu nem sei....
Isadora Narrando,
O morro estava um completo deserto, nenhum morador estava na rua muitos saíram para casa de parentes, e os que ficaram estava com as casas todas fechadas, já teve algo assim antes e a comunidade ficou um verdadeiro desastre, como não sabemos a proporção é melhor sair, eu estou aqui não posso negar que estou com medo e também um misto de ansiedade, quero muito saber quem tem o mesmo sobrenome que o meu, será meu pai eu mal dormi à noite.
Já estava escuro quando carros pretos subiram o morro, Foguinho estava em frente ao QG com um colete e um moletom por cima, ele estava na linda de frente e eu só podia pedir que ele não se machucasse.
Eu fui para a varanda no exato momento em que um senhor desceu do carro, exalando poder e comando, nossos olhos se encontraram e ele me encarou firmemente sorrindo no final vindo na minha direção, era tudo tão confuso que de imediato Foguinho veio na minha direção.
Não tenho como negar é uma SANTORINI.
Quem é você?
Seu avô, você é a cara da sua vó eu a vi em você, não tem como negar eu nem vou precisar de um DNA.
Eu tenho muitas perguntas.
Foguinho: Você que iria invadir a comunidade?
Não, um morro inimig já deve estar chegando, meus homens já estão a postos eles não vão estragar o lugar aonde uma Santorini mora.
O que quer dizer com isso?
Que você, é uma protegida, e em uma protegida ninguém toca.
