Capítulo 2 2

Ellen

Entretanto, os seus olhos cativaram os meus em uma cobrança palpável e me obriguei a relaxar, fechando os meus olhos em seguida. Contudo, engoli em seco quando ele me penetrou firme e forte.

— Oh! — Não segurei um gemido dolorido que o fez parar imediatamente.

— Ruby?

— Eu… estou bem! — repeti com certa firmeza, tentando esconder a dor da ardência que esse gesto provocou no meio das minhas pernas.

— É normal que sinta esse incômodo na primeira vez. — diz atencioso. Apenas faço um sim com a cabeça para ele. — Mas prometo que você vai gostar do resto — sibila, inclinando-se sobre mim e logo as carícias da sua boca ardente me faz esquecer qualquer incomodo, e Collin chega mais fundo dentro de mim se mexendo logo em seguida.

Oh céus, são movimentos lentos, cálidos e gostosos. Penso enquanto volto a delirar com a exploração que a sua boca provoca em minha pele, até ele voltar a me beijar ardentemente, sempre exigindo e me levando ao meu limite. Os nossos sons preenchem todo o cômodo, se espalham e se encontram. As suas mãos cativam as minhas, mantendo-as na altura da minha cabeça, enquanto o seu olhar penetra firme no meu, porém, sem parar de mexer. Então o seu ritmo ganha força e velocidade, levando ao cume do seu prazer, aumentando o fogo dentro de mim e sem esperar, sou jogada das alturas direto no abismo escuro, e sou violentamente puxada para baixo, paras as águas revoltosas que querem me afogar. Os meus sons se tornam gritos de puro prazer, quando ele me faz explodir em mais um orgasmo. Sem forças, sinto os mus olhos ficarem extremante pesados. Contudo, Collin segura no seu membro ainda rígido e o manuseia por alguns segundos, explodindo logo em seguida.

Não!

Não!

Não!

Lamento dolorosamente por ter falhado na minha maldita missão.


No dia seguinte...

— Oh! — Acordo em um sobressalto e percebo que estou no meu quarto. Frustrada, volto a me deitar e fecho os meus olhos pensando na noite passada.

Eu seduzi o meu cunhado, que espécie de pessoa eu sou? Resmungo mentalmente, decepcionada comigo mesma.

O som dos pássaros cantando perto da janela me faz abrir os olhos e encarar uma manhã ensolarada através da larga janela de vidros transparentes. Calem-se, eu não estou com ânimo para suportar tamanha alegria dos céus! Retruco mal-humorada e me viro para encarar o teto.  Respiro fundo quando as lembranças da noite passada voltam a preencher a minha mente, e incomodada com os meus pensamentos solto um grunhido frustrado.

Sair da mansão Hill de Luxemburgo na calada da noite até que foi bem fácil. Eu só precisei ter um pouco de paciência para esperá-lo dormir e enfim, trocar de lugar com a minha irmã. Assim que me abri a porta do quarto cuidadosamente encontrei o sorriso satisfeito de Ruby. Contudo, eu não estava nada satisfeita com toda essa história e apenas fechei o meu casaco para sair do cômodo lhe dando passagem. No entanto, antes de realmente fechar a porta a observei se deitar cuidadosamente ao lado do seu marido e se aconchegar debaixo dos lençóis. Só então saí dali o quanto antes dali. Já em casa, durante um banho demorado foi impossível não me lembrar de como me meti em toda essa confusão.

Há dois dias os meus pais resolveram dar uma festa para a alta sociedade em nossa casa. Lembro-me que estava entediada observando os convidados espalhados pela imensa sala e em algum momento vi a minha chance de escapar daquele maldito compromisso. Pensei em fugir para o jardim e quem sabe poder mergulhar no meu mundo imaginário, e assim acrescentar mais uma página para o meu livro de romance. Contudo, fui interceptada bem na saída da mansão.

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