Capítulo 2 Giulia enfrenta o don e chama a atenção dele.
Giulia ofegou, o peito subindo e descendo com violência ao sentir a massa muscular e o calor avassalador do corpo dele colado ao seu. A fúria que a dominava começou a se dissolver diante da imposição física do homem. Ele a mantinha firme contra a estrutura áspera da parede, transformando-se em uma barreira inabalável. O aroma marcante de amadeirado e couro que emanava de Leoni substituiu instantaneamente qualquer vestígio do odor repugnante do beco. A respiração dele era quente e cadenciada, roçando a pele sensível de Giulia enquanto seus olhos azuis e frios varriam o rosto dela com deboche e desejo faminto.
— Você fala demais, garota — murmurou ele, a voz rascante e aveludada roçando a concha do ouvido dela, fazendo uma descarga elétrica percorrer a espinha de Giulia e arrepia-lhe até a raiz dos cabelos. — Acha mesmo que pode andar no meu território, provocar a escória da rua e depois bancar a mimada insolente para cima de mim?
— Me solta... — ela tentou protestar, forçando uma firmeza que não possuía, mas a voz saiu falhada, traída pelo tremor do próprio corpo diante daquela presença física esmagadora.
— Não vou soltar — Leoni rosnou devagar, prendendo os dois pulsos dela acima da cabeça com apenas uma de suas mãos enormes. A outra mão desceu com lentidão pela cintura fina de Giulia, cravando os dedos com uma possessividade que fez o ventre da jovem se contrair em um arrepio ardente. O toque quente atravessava o tecido fino, despertando sensações avassaladoras. — Você está morrendo de medo, mas essa sua boca abusada continua querendo me desafiar... Sabe o que eu faço com garotas desobedientes que entram no meu caminho, Giulia?
Ela engoliu em seco, encarando aqueles olhos azuis e profundos que pareciam devorá-la por inteiro, desarmando cada uma de suas defesas. O pulso acelerado denunciava o impacto dele sobre seus sentidos.
— Você não sabe com quem está lidando... — ela murmurou, embora o coração estivesse disparado contra o peito rígido dele.
Leoni soltou uma risada baixa, perigosa e puramente sensual. Ele inclinou o quadril com uma firmeza deliberada, prensando a rigidez evidente de seu membro ereto contra a virilha dela, mesmo por cima dos tecidos pesados de suas roupas. Giulia soltou um gemido abafado, os olhos arregalando-se diante do contato explícito e do desejo cru que ele exalava sem qualquer modéstia.
— Eu sei exatamente quem você é. A filhinha intocada do capo Rossi... — ele rosnou contra a pele macia do pescoço dela, cravando os lábios no local exato onde a pele havia sido maculada pelo agressor. Leoni roçou a língua quente pela marca antes de marcá-la com uma sucção quente e profunda que fez o corpo dela estremecer. — Tão gostosa, tão cheia de marra... Pensou que ia perder a virgindade com aquele pedaço de lixo? Que desperdício seria. Se alguém vai te rasgar no meio e te ensinar como uma mulher de verdade deve ser fodida, esse alguém sou eu.
Giulia entreabriu a boca, a mente entrando em curto-circuito. O contraste entre o perigo mortal que ele representava e a luxúria avassaladora que ele exalava a dominou por completo.
— Você é um canalha... — ela sussurrou, a respiração entrecortada enquanto sentia a mão livre dele deslizar para dentro do rasgo de sua blusa. A palma quente de Leoni alcançou a pele nua do seu seio, cobrindo a carne macia e roçando o polegar com força sobre o mamilo enrijecido, enviando um choque elétrico até o fundo de sua barriga.
— Sou o seu pior pesadelo, boneca... e a sua melhor fantasia — ele respondeu, a voz impregnada de devassidão enquanto mordiscava o lóbulo da orelha dela. — Escuta bem: na próxima vez que você olhar para mim com esse tom de deboche, eu te coloco de joelhos bem aqui, puxo a sua calcinha para o lado e te provo até você esquecer o próprio nome. Entendeu?
Giulia tremeu dos pés à cabeça, a indignação misturada a um calor vulcânico que escorria entre suas pernas. Ela quis combatê-lo, mas a aura dominante de Leoni Messina a paralisava de um modo avassalador.
Ele apertou a carne macia do seio dela com mais força, arrancando um gemido manhoso de sua garganta, antes de se afastar apenas o suficiente para encará-la nos olhos, com o olhar queimando em pura intenção.
— Agora vai para casa... antes que eu decida cobrar o pagamento pelo seu resgate bem contra este muro.
