Capítulo 3 O Encontro Que Deu Errado (Parte 3)

Ele se inclinou devagar, pressionando os lábios quentes contra o pescoço dela. A língua, mais longa, áspera e habilidosa que qualquer língua humana, lambeu a pele ainda úmida da chuva de São Paulo e do suor frio do pânico. Ruth soltou um gemido baixinho, odiando o som que escapou de sua garganta. Era rouco, carregado de algo que ia além do medo.

Enquanto a boca dele explorava a curva de seu pescoço, descendo devagar em direção à clavícula, memórias do date desastroso invadiram a mente dela como flashes dolorosos. Lucas rindo com superioridade ao dizer “Você é bonita demais pra se preocupar com processos chatos”. A mão dele subindo por baixo da mesa, apertando sua coxa sem permissão. O desprezo quando ela o rejeitou. A solidão que a acompanhava havia meses, noites estudando sozinha, sonhos de um escritório próprio, a pressão de ser uma mulher negra e recém-formada em um ambiente ainda machista. E agora isso. Este ser alienígena, este monstro dourado de outro mundo, olhava para ela como se ela fosse a coisa mais preciosa e desejável do universo.

A cauda vibrou mais forte. A ponta grossa pressionou suavemente contra os lábios externos de sua vagina, deslizando para cima e para baixo sem penetrar, apenas provocando, espalhando a umidade que ela não conseguia mais negar.

— Ahhhh... — Ruth arqueou as costas involuntariamente, os dedos cravando no lençol macio da cama. Seus seios balançaram com o movimento, atraindo o olhar faminto de Zayo.

— Isso... muito bom — murmurou ele contra a pele dela, a voz rouca de desejo. — Deixe vir, minha noiva. Sinta o que eu posso te dar.

O orgasmo a atingiu de surpresa, pequeno, mas intenso e vergonhoso. Suas coxas tremeram, os músculos internos pulsando em ondas quentes enquanto um gemido mais alto escapava de seus lábios. Lágrimas de raiva, humilhação e prazer misturado escorreram pelo canto de seus olhos.

Zayo afastou a cauda devagar, erguendo-a até seus lábios. Com um gemido profundo de satisfação, ele lambeu a umidade brilhante que havia coletado na ponta escamosa, saboreando-a como se fosse o néctar mais raro.

— Deliciosa — ronronou ele. — Doce. Fértil. Perfeita.

Ruth ofegava, o peito subindo e descendo rapidamente, o corpo ainda pulsando com os resquícios do clímax. Ela se sentia traída por si mesma. Como podia ter gozado com um toque tão simples? Com um monstro que a havia roubado da vida dela?

— Seu... seu desgraçado — sussurrou ela, a voz trêmula mas ainda carregada de desafio. — Eu vou lutar contra você. Todos os dias. Vou encontrar uma forma de voltar pra casa. Eu sou advogada, eu sei negociar, eu sei...

Zayo sorriu, revelando presas afiadas que brilhavam sob a luz dourada. Ele segurou o queixo dela com firmeza, forçando-a a olhar diretamente em seus olhos intensos.

— Espero que lute, pequena advogada. A caçada será deliciosa. Quanto mais você resistir, mais doce será quando finalmente se render. E você vai se render, Ruth. Seu corpo já começou.

Ele se inclinou e capturou seus lábios em um beijo possessivo, a língua invadindo sua boca com uma fome que a deixou tonta. O gosto dele era quente, picante, viciante. Quando ele se afastou, Ruth estava sem fôlego.

— Quando chegarmos a Xyphos — continuou ele, traçando um dedo escamoso pelo vale entre seus seios —, vou te reivindicar completamente. Vou te encher com meu nó. Vou te marcar por dentro e por fora. Você vai carregar meus filhotes mestiços e vai aprender a amar cada segundo.

Ruth sentiu um novo arrepio, parte terror, parte uma excitação proibida que ela se recusava a nomear.

A nave acelerou através do vazio do espaço, as estrelas borrando do lado de fora dos painéis holográficos.

Zayo afastou-se ligeiramente, os olhos dourados brilhando com uma fome ainda mais intensa. A cauda dele soltou sua perna devagar, deixando um rastro quente e formigante na pele interna da coxa. Ruth ainda ofegava, o corpo tremendo com os resquícios do orgasmo anterior, a mente girando em negação.

— Isso foi só um aperitivo, minha pequena advogada — murmurou ele, a voz rouca e grave. — Agora precisamos testar a compatibilidade real. Seu corpo humano é promissor, mas eu preciso ter certeza de que pode me tomar. Que pode carregar meus filhotes.

Ruth arregalou os olhos, o pânico voltando com força total.

— Compatibilidade? Não! Você não vai... — Ela tentou se arrastar para trás na cama, mas Zayo foi mais rápido. Com um movimento fluido, ele a prendeu contra o colchão, um joelho poderoso entre suas coxas, abrindo-as. Suas mãos grandes seguraram seus pulsos acima da cabeça com facilidade sobre-humana.

— Shhh... — ele sussurrou contra seu ouvido, a respiração quente enviando arrepios por todo o corpo dela. — Isso é necessário. Para o seu bem. Para o nosso. Relaxe e sinta.

Com a mão livre, Zayo desfez o fecho das calças pretas. O tecido deslizou para baixo, revelando sua ereção impressionante. O pau dele era verdadeiramente equino em estrutura, absurdamente longo e grosso, da cor dourada metálica da pele, com veias pulsantes e uma glande larga e achatada que se alargava ainda mais na ponta. Mesmo semi-ereto, era maior que qualquer coisa que Ruth já tivesse imaginado. A medial ring, o anel inchado característico, já começava a se formar na base, mas ele controlava o tamanho por enquanto.

Ruth sentiu o ar fugir dos pulmões.

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