Capítulo 5 A Marca do Mestre

A nave atravessou a atmosfera de Xyphos com um tremor suave, como se o próprio planeta recebesse seu capitão com reverência. Ruth estava sentada na beira da cama de contenção, enrolada em um manto fino e dourado que Zayo havia jogado sobre seus ombros nuas. Seus olhos castanhos, ainda vermelhos de lágrimas e raiva, fixavam-se na enorme janela holográfica que mostrava o mundo abaixo.

Xyphos era de tirar o fôlego — e aterrorizante.

Um planeta dourado. Literalmente. Continentes inteiros brilhavam com cidades construídas de cristais iridescentes que refletiam a luz de dois sóis, um maior e dourado intenso, o outro menor e avermelhado. Torres altas e espiraladas subiam como joias, conectadas por pontes transparentes. Florestas de árvores com folhas metálicas tremulavam ao vento, e rios de líquido brilhante cortavam a paisagem. Era belo. Alienígena. Primitivo e avançado ao mesmo tempo.

— Bem-vinda ao seu novo lar — disse Zayo, parado atrás dela. Suas mãos grandes repousavam possessivamente em seus ombros, as escamas quentes roçando sua pele. — Xyphos. O berço do meu povo.

— Não é o meu lar — retrucou Ruth, a voz rouca. — Meu lar é São Paulo. A Terra. Me leve de volta.

Zayo soltou um ronronar baixo, quase divertido. Ele a virou para si, erguendo seu queixo com um dedo.

— Logo você entenderá que a Terra é uma memória distante. Aqui, você será adorada. Protegida. Preenchida.

A nave pousou em uma plataforma elevada no que parecia ser a capital — uma metrópole chamada Zaryon. Soldados com armaduras douradas saudaram Zayo ao descerem. Ruth foi carregada nos braços dele, o manto mal cobrindo suas curvas, o corpo ainda sensível das “testes de compatibilidade” que ele havia feito durante a viagem. Cada passo dele fazia a cauda roçar levemente contra sua coxa, um lembrete constante.

Eles entraram em um veículo flutuante que cortou o ar em direção a uma residência imponente no alto de uma torre cristalina. A casa de Zayo era um palácio particular: paredes de cristal dourado translúcido que permitiam ver as estrelas e as luzes da cidade, pisos aquecidos que pulsavam suavemente, móveis esculpidos em pedras preciosas. O quarto principal era vasto, dominado por uma cama circular enorme coberta de peles macias e sedas alienígenas. Correntes douradas finas pendiam do teto e das colunas, não como prisão bruta, mas como decoração sensual — luxo e controle entrelaçados.

Zayo a colocou no centro da cama com reverência, como se depositasse um tesouro.

— Tire o manto, Ruth — ordenou ele suavemente, mas com tom inegociável.

Ela hesitou, os braços cruzados sobre o peito.

— Não.

Ele sorriu, presas brilhando. Com um gesto fluido, a cauda dele envolveu sua cintura e puxou o manto para longe, deixando-a nua novamente. O ar morno do quarto acariciou sua pele morena clara, fazendo seus mamilos endurecerem instantaneamente.

— Assim é melhor. — Zayo tirou sua própria armadura, ficando apenas com as calças pretas baixas. O torso escamoso reluzia sob a luz dourada que entrava pelas paredes cristalinas. — Hoje começa o ritual de marcação, minha noiva. Quando terminarmos, você carregará meu cheiro permanentemente. Nenhum outro macho ousará se aproximar.

Ruth recuou até encostar na cabeceira acolchoada.

— Marcação? Eu não sou gado, Zayo!

Ele subiu na cama devagar, o colchão afundando sob seu peso imenso. A cauda longa serpenteava atrás dele como uma criatura viva.

— Não. Você é muito mais. É a esperança do meu povo. — Ele se aproximou, ajoelhando-se entre suas pernas abertas. Suas mãos grandes deslizaram pelas coxas dela, separando-as mais. — Nossas fêmeas estão quase extintas. A compatibilidade com humanas é rara e preciosa. Você será a primeira de muitas... mas a minha.

As escamas do peito e dos braços dele começaram a se erguer levemente, vibrando. Um pó fino, dourado e iridescente, desprendeu-se delas — feromônios concentrados. Quando roçaram a pele de Ruth, foi como fogo líquido.

— Ah! — ela arquejou. O contato queimou de forma deliciosa, infiltrando-se em seus poros. Calor explodiu em sua barriga, descendo direto para seu centro. Seus seios incharam, mamilos latejando. Um fluxo quente de excitação escorreu entre suas coxas. O cio artificial começou rápido e brutal.

— O que... o que você fez comigo? — gemeu ela, o corpo arqueando involuntariamente.

— Marquei você — respondeu Zayo, a voz rouca de desejo. Ele abaixou o rosto entre suas pernas, inalando profundamente seu cheiro agora alterado. — Esses feromônios ativam seu corpo para reprodução. Você vai sentir calor, necessidade, desejo insaciável. E eu vou saciar cada gota.

Sem aviso, ele mergulhou. Sua língua longa, áspera e habilidosa lambeu toda a extensão de sua vagina encharcada em uma passada lenta e possessiva. Ruth gritou, as mãos voando para os chifres curtos na cabeça dele — não para afastá-lo, mas para se agarrar.

— Não... ah, Deus... Zayo!

Ele não parou. A língua explorou cada dobra, circulando o clitóris inchado com precisão cruel antes de mergulhar fundo dentro dela. Ao mesmo tempo, a ponta grossa da cauda pressionou contra sua entrada, vibrando intensamente. Com um empurrão lento e deliberado, a cauda penetrou, esticando-a enquanto vibrava contra suas paredes internas.

Ruth jogou a cabeça para trás, os cachos escuros espalhados no travesseiro. O prazer era avassalador. A língua dele fodendo sua boceta por fora, a cauda grossa e vibrante por dentro — trabalhando em conjunto como se tivessem mente própria.

— Você nunca mais voltará à Terra — murmurou Zayo contra sua carne molhada, a voz vibrando diretamente em seu clitóris. Ele lambeu com mais força, sugando o pequeno broto sensível para dentro da boca enquanto a cauda entrava e saía em estocadas rítmicas. — Esta é sua vida agora. Esta cama. Meu pau. Meu sêmen enchendo seu útero todas as noites.

— Eu... eu vou voltar... — Ruth tentou protestar, mas o orgasmo a cortou. Seus quadris se ergueram, montando o rosto dele e a cauda ao mesmo tempo. O prazer explodiu em ondas quentes, seus músculos internos apertando a cauda com força, esguichando umidade que ele lambeu avidamente.

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