Capítulo 1 1

Início,

—Com apenas 16 anos Milena perdeu a mãe para o mundo das drogas a mesma tinha ganhado bebê a 2 messes quando saiu a noite para um baile e foi encontrada no outro dia com overdose em um beco qualquer da comunidade, o pai de Milena se dispôs a ajudar mesmo a outra filha não sendo dele e foi assim até que Milena completasse seus tão sonhados 18 anos mas não teve nem tempo de desfrutar, seu pai sofreu um infarto após um acidente e veio a falecer e com isso ela virou mãe e pai da sua irmã, precisando largar os sonhos e assumir todas as responsabilidades, começou a trabalhar para sustentar a casa a irmã pagar o aluguel e tudo mais que a irmã precisasse, mas ela estava cansada muito cansada era toda uma responsabilidade que não era sua mas mesmo assim ela assumiu.

Quando se deu conta o Sub comandante do morro estava rondando, dizendo que ela seria dele e que ele gostava dela e a queria como a sua mulher, muito bem trajado cheio de cordão de ouro e moto do ano, sem muito a perder Milena bolou o plano perfeito se ele me quer ele me tera, mas sem ele saber ele vai mudar a minha vida e a da minha irmã, pois a mesma nasceu com problema respiratório devido à grande quantidade de drogas usadas na gestação, e com isso fazia usos de remédios específicos e caros, naquele momento ela não pensou nela mas sim em dar um conforto e manter os remédios da irmã em dia.

Mas não devemos enganar um rostinho bonito não será fácil de domar.

Mais uma obra chegando cheio de surtos porque eu sei que vocês amam.

Um beijo Nat.

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Personagens,

Milena,

JP,

JP Narrando,

—De longe eu a observava subindo o morro com a irmã nos braços em baixo de um sol quente a pequena tinha 2 anos era esperta, mas pelo que já observei ela não conseguia andar muito pois se cansava com grande facilidade e ficava usando uma bombinha na boca de 5 em 5 minutos, o cansaço no rosto da Milena era notório que a mesma estava exausta de toda essa situação, mas em nenhum momento ela se queixava com alguém apenas seguia fazendo a sua rota de todo dia.

Via os caras olhando-a e desejando sem nenhuma vergonha, mas era só olhar para mim que se calavam, eu já deixei claro que eu a quero no meu porte vou cuidar dessa mina vou dá um suporte a ela, novinha tranquila vai dominar a minha base.

—Eu entrei para essa vida quando a minha irmã teve câncer não tínhamos a mínima condição de pagar nem um ônibus para o hospital, e ver ela gemendo de dor todos os dias estavam me destruindo assim como os meus pais, então eu entrei no movimento meu pai me deu uma surra quando soube e minha mãe ficou brava também, mas quando eu disse o motivo, eles choraram minha irmã se tratou fez as cirurgias e todas os tratamentos até o diagnóstico sair e dizer que ela estava curada, mas eu não estava curado já era tarde eu já estava dominado por toda essa agitação e ostentação que essa vida lhe oferece.

Eu cumpro a minha meta, mas dessa vida eu não pretendo mais sair.

Milena Narrando,

Eu estava aqui a quase uma hora na fila do posto de saúde para pegar remédios para a minha irmã e ainda não tinha todos e isso me dava uma grande dor de cabeça, ela toma três medicamentos por dia for a a bombinha, e o valor dos remédios da todo o meu salário, eu não queria mas sinto tanta raiva da minha mãe por ter sido tão negligente durante a gravidez, a minha irmã não tem culpa de nada e paga pelos erro dela, a pequena não me chama de irmã e sim de mamãe todos aqui já até se acostumaram, sabem da história e por isso não recebo comentários maldosos, e também já não ligo mais eu ensinei que era pra me chama de irmã ou mana mas só sai mamãe então eu deixei pra lá.

Busquei ela na creche e fui para casa, eu precisava pagar o aluguel e compra comida, mas eu precisava compra os remédios dela que já estavam acabando, as vezes acho que não vou aguentar toda essa responsabilidade, mas eu vou fazer o possível para que não falte nada para ela pois ela não merece.

Depois de dar banho e janta a ela, eu me sentei no portão, precisava tomar um ar e pôr os pensamentos no lugar as meninas aqui estavam indo ao baile eu nunca fui a um e nem aos pagodes aqui, não tenho amigas e as vezes guarda tudo pra mim me sufoca, sinto como se as vezes eu fosse explodir.

Vi o tal do sub dono do morro passar de moto me encarando, eu só respirei fundo já ouvi as pessoas falarem que ele é obcecado por mim e que me queria como sua mulher, minha prioridade é a minha irmã, mal tenho tempo de respirar quem dirá namorar, levantei e já ia fechar o portão quando ele parou com a moto olhando bem nos meus olhos, foi entrando na minha casa sem ao menos me dizer uma boa noite.

JP: Conseguiu pegar os remédios da sua irmã.

Não, ei como sabe disso? - Ele riu e abriu a carteira e tirou um bolo de notas de cem.

JP: Vai na pista e compra os remédios dela, paga o aluguel que já ta atrasado e faz o mercado.

Não tem que me dar seu dinheiro.

JP: Não teria mesmo, mas eu quero cuidar de você, e não vou ver você passando sufoco sem fazer nada, aproveita e compra uns brinquedos para ela também, paga o aluguel só desse mês eu to reformando uma casa maior e vocês vão morar lá.

Porque ta fazendo isso? - Ele veio chegando perto e dava dois de mim, e obrigando a olhar pra cima, ele alisou o meu cabelo e colocou atrás da orelha e passou o polegar na minha bochecha.

JP: Porque eu te quero bem, e não vou medir esforços pra isso acontecer. - Disse beijando a minha testa e saindo, e eu fiquei piscando ainda meio tonta olhando aquele bolo de dinheiro acima da minha mesa, mas olhando assim me veio algo na mente.

O plano perfeito.

Milena Narrando,

Eu vi o dia amanhecer não consegui dormi, a minha irmã teve uma crise durante a noite eu precisei levar ela as presas no posto, estava tão cansada eu nem fui trabalhar e minha chefe já me ligou aos berros, não era a primeira vez que eu faltava ou atrasava por conta da minha irmã ela não aceitou apenas disse que era pra passar lá depois e pegar meu acerto como se não bastasse o Sub do morro ta aqui na minha frente de braços cruzados me olhando como se estivesse bravo eu em.

Vai ficar me olhando assim até que horas?

Sub: Porque não mandou me avisar, tinha decido com ela pra pista.

Não precisa se preocupar.

Sub: Coloca na sua cabeça eu vou me preocupar sim, ela vai consultar com um médico da pista no particular, já conversei com o médico daqui ele vai passar o médico certo e já vou marcar, ele já vai da alta pra ela vou comprar alguma coisa pra vocês comerem. - Ele saiu sem nem me dá chance de responder, não demorou muito o médico entrou com a alta dela e o nome de um especialista que tratava o que ela tinha, sai dali subindo aquela ladeira com ela no colo pois a mesma estava sonolenta pelos remédios quando o outro parou do meu lado.

Reserva: Me dá ela sobe aí. - Eu estava cansada nem reclamei chegamos em casa e coloquei ela na cama que só virou pro lado e foi dormi.

Sub: Senta aqui e toma café, me dá a receita dos remédios vou mandar o menor ir na farmácia da pista. - Eu dei pois não tinha como eu descer pra pista agora, ele pegou e passou um rádio que em menos de 5 minutos tinha um rapaz na minha porta, então era isso ele iria me ajudar a curar a minha irmã

JP Narrando,

Ela comeu e eu percebia o quanto estava cansada, mas não falei nada fiquei olhando ela que fazia as coisas devagar, eu fui até ela a abraçando por trás a mesma não me afastou apenas apoiou a cabeça em mim, acho que pelo cansaço ela não disse nada.

Vai deitar, daqui a pouco sua irmã acorda e você não descansou nada. - Ela só concordou e se deitou no mesmo instante dormiu, eu ainda fiquei ali esperei o menor chegar e quando estava saindo a pequena acordou, eu voltei e peguei ela não ia acordar a Milena ela precisava descansar, sai com a pequena pra rua atraindo olhares curiosos, fomos no mercadinho e comprei biscoito e yogurt que ela disse que queria, no caminho ela já veio comendo, levei ela na pracinha mas não antes de me certificar que a bombinha dela estava no meu bolso, ela brincou bastante mas não deixou de me dá um susto ao perder a respiração e eu tive que me virar para aprender a usar a bombinha em 5 segundos, meu coração parecia que ia parar a qualquer momento que susto eu levei, quando voltamos pra casa já era quase 3 da tarde e Milena ainda dormia, eu não consigo imaginar quando foi que ela conseguiu ter um bom sono assim, a pequena estava suada mas eu não sabia dar banho então peguei uma fralda molhei e fui passando no rosto pernas e braços dela pra tirar o suor, vi que tinha mamadeira pronta então só esquentei e dei ela que logo dormiu e eu só coloquei ela na cama ao lado da Milena, eu rir com a cena e por algum motivo eu imaginei viver isso todos os dias.

Com certeza eu seria muito mais feliz.

Milena Narrando,

Eu acordei era 6 da tarde, não sei quando fui à última vez que dormi mais de 4 horas seguidas estava completamente descansada, minha irmã ainda dormia e eu já fiquei preocupada cheguei a respiração e a temperatura, mas estava normal, imaginei que deve ser os remédios que a deixaram com sono, vi ao lado da cama os remédios dela e um bilhete.

—Ela acordou, levei na pracinha e comeu biscoito e iogurte, passei a fralda húmida pra tirar o suor e dei mamadeira ela dormiu, descansa.

JP

Eu não podia deixar de sorrir, eu queria que o meu plano desse certo e só isso, mas eu nunca tive esse cuidado essa proteção, minha mãe cada dia estava com um homem diferente e meu pai morava for a e não víamos sempre e quando ele veio morar aqui para me ajudar com a minha irmã logo depois ele morreu, eu não sei o que eu to sentindo se é so carência ou se realmente estou gostando dele, espantei esses pensamentos e fui tomar um banho preparei a janta da pequena pois quando acorda vai querer comer, separei uma roupa fresca para dar banho nela, lavei as coisas que sujei e me sentei e não deu 5 minutos para ele entrar todo cheiroso cabelo cortado e coca cola e pizza nas mãos, eu não sei quando foi à última vez que comi uma pizza. Ele colocou na mesa e se sentou ao meu lado beijando a minha testa.

Obrigada.

JP: Pelo que?

Por cuidar da minha irmã, por tudo que ta fazendo.

JP: Não precisa agradecer, eu faço de coração, por mais que eu te deseje eu ajudo sem nenhuma segunda intenção.

Obrigada por isso também.

JP: Não pensa muito, deixa as coisas acontecerem, conseguiu descansar?

Como a muito tempo eu não conseguia.

JP: Que bom, vamos comer deve ta com fome. - Assim fizemos comemos e ele ia fazendo algumas perguntas e eu respondia numa boa.

JP: A casa já ta quase pronta, assim que acabar o acabamento você desce na pista pra comprar os móveis.

Não precisa se preocupar com isso.

JP: Quero que tenha tudo que um dia sonhou em ter...

JP Narrando,

Eu estava fascinado com a maneira simples e doce dela, conversamos bastante e assim que acabamos de comer eu ajudei ela com a louça e parecia estás mais tranquila com a minha presença, e eu me sentia mais aliviado por isso e eu queria dar um novo passo talvez estivesse me arriscando mas eu queria tentar, virei ela pra mim que no mesmo instante me olhou curiosa, e eu dei um beijo na sua testa na ponta do nariz e em seguida um selinho, como ela não me empurrou eu dei outro mais longo e em seguida pedi passagem com a língua e ela cedeu abrindo a boca um pouco desajeitada o que me fez questionar mentalmente se ela já havia beijado antes.

Apertei ela mais em meu corpo e senti ela pôr a mãos na minha cintura, enquanto eu segurava seu rosto ela sorriu entre o beijo, me dando certeza que ela estava gostando xinguei mentalmente quando o ar me faltou e vi ele me olhar tímida e com o rosto bem vermelho.

Não precisa ficar com vergonha.

Milena: Foi o meu primeiro beijo de verdade.

Você gostou?

Milena: Sim, apesar de não saber direto o que fazer.

Com o tempo você pega o jeito, nos beijamos novamente, mas dessa vez paramos, pois, a pequena acordou, ela foi dar banho nela e em seguida deu janta, e eu não queria sair daqui nunca mais.

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