Capítulo 4 4

Chefe Narrando,

A estrada parecia ainda mais longa e todo o percurso que eu fazia em 20 minutos parecia mais de duas horas a ansiedade estava tomando conta de mim, minhas mãos estavam suando e eu não sabia o que fazer quando chegar lá. E eu cheguei o coração acelerado e as pernas tremulas, custei a consegui encaixar a chave na porta e quando abri era o mesmo cheiro de quando estávamos aqui, tudo arrumado e com flores as janelas bem abertas dando a vista perfeita do mar, no nosso quarto uma mala ao lado da cama e o barulho do chuveiro eu queria ir embora na mesma proporção que queria ficar, me sentei na cama no mesmo instante em que ele abriu a porta, há como ele está lindo com mais corpo a barriga definida e a bunda empinada como sempre, algumas gotas escorrendo pelo seu corpo estava muito convidativo.

Lucas: Você não imagina quantas vezes sonhei com esse momento Kai. - Eu fechei os olhos ao ouvir ele dizer meu nome, arrepios por todo o meu corpo era inevitável eu ainda o amava.

Lucas: Eu sei que deve ta muito bravo comigo, mas eu jamais faria mal algum a você ou a sua comunidade.

Mas agora você é muito mais poder que eu, pode fazer o que quiser.

Lucas: Eu só desejo fazer uma coisa. -Nesse momento ele ficou na minha frente e sentou no meu colo me beijando intensamente demonstrando todo amor que sentia por mim, e eu fiz o mesmo ele precisava saber que dentro de mim há muito amor.

— O beijo foi tomando uma proporção que eu não conseguiria explicar, era amor saudade medo raiva vários sentimentos reunidos junto e intensos de mais para se separar um do outro naquele momento e ter uma conversa sensata, que se dane as dúvidas os medos eu só queria o amar de novo.

Lucas: Faz amor comigo eu to enlouquecendo de saudades, me faz seu de novo.

Você sempre foi meu. - E com isso eu puxei a sua toalha e fui beijando cada parte doo seu corpo até chegar na sua parte íntima na qual já estava babada de tanto tesão, eu não quis pensar apenas lhe dei prazer, o fazendo arquear do colchão gemendo afoito o meu nome enquanto eu ia em uma velocidade genuína e intensa sentindo-o tremer até se desmanchar na minha boca chamando o meu nome.

Vira pra mim. - Assim ele fez e ainda empinou, olhei na mesinha e tinha um vidro de lubrificante, peguei um pouco e comecei a preparar ele desde ao beijo grego aos dedos em movimentação de tesoura o fazendo relaxar, e quando eu o sentir tranquilo eu fui entrando devagar, como senti falta e como desejei ter ele assim de novo tão entregue e tão meu.

Lucas: Eu te amo Kai, volta pra mim?

Chefe Narrando,

Ouvir ele dizer que ainda me ama me traz uma avalanche de emoções, tais como a dor da despedida também.

Lucas: Não quero que pensa na despedida e nem na dor que foi quando estávamos separados.

E como sabe que eu estou pensando nisso?

Lucas: Eu ainda me lembro de cada expressão sua.

Acha que podemos dar certo, depois desse tempo todo separados?

Lucas: Acho que merecemos uma nova chance um novo recomeço, eu sei de tudo que você passou e até a filha que teve que reconheceu a pouco tempo, nunca deixei de observar você.

Não se importa de eu ter uma filha?

Lucas: Ela é um pedacinho seu, e eu vou amar igual sempre quisemos adotar e ela é seu sangue.

Não ta mal por isso?

Lucas: amor, eu jamais te pediria pra escolher entre mim e ela eu estou ao seu lado para somar e não destruir, mesmo você não aceitando estar comigo de novo eu já avisei a todo comando que é meu protegido e inimigo nenhum vai toca.

Sabe que eu nunca almejei isso, sempre lutei pelo meu, sem precisar me beneficiar.

Lucas: Eu sei, mas eu quis fazer isso não só por você, mas pela pequena também.

Pensou nela?

Lucas: Tudo que envolve você eu penso com todo cuidado, eu amo tanto você.

Eu também nunca deixei de te amar.

Lucas: Então me responde, aceita voltar pra mim.

Eu sempre fui seu meu amor.

Lucas Namorado do Chefe Narrando,

A minha história com o Kai foi linda intensa e cheia de emoções positivas, éramos doces companheiros e sempre disposto a ouvir um ao outro nunca brigamos e acho isso lindo, era uma cumplicidade que eu vi em poucos relacionamentos, mas como nem tudo são flores meu pai fez de tudo para separarmos era engraçado eu e Kai dormindo juntinhos e meu pai me mandando fotos de pessoas parecidas com ele dizendo que o mesmo estava em festa me traindo, enquanto ele estava em meus braços, mas ai ele me mandou para outro país, foi sofrido mas o nosso amor permaneceu e agora sem ninguém mais para atrapalhar a nossa união eu vou lutar para que tudo corra bem e em segurança.

Kai: O que tanto pensa?

Que eu nunca vi um casal se amar tanto assim, eu te amo e não quero nunca mais ficar longe.

Kai: E o que vai fazer para não ficar longe?

Vou me casar com você. - A cara de assustado e surpreso do Kai me fez gargalhar.

Kai: Eu achei que estava falando sério, e ta aí rindo da minha cara.

Eu rir pela cara que você fez, mas eu não pretendo te abandonar mais e vou me casar com você sim, quero nossa casa nossa cama, nosso chamego e se a pequena puder morar conosco será a nossa família.

Kai: Acho difícil a irmã dela abri mão fácil da pequena.

Soube que ela abriu mão da vida dela pra cuidar da pequena, achei linda a atitude muitas não fariam isso, a pequena ainda tem muitas crises?

Kai: Não, o tratamento ta fazendo efeito e ela já corre por toda a praça sem dar crise.

Isso é muito bom, que ela fique cada vez melhor.

Kai: E que nós fiquemos cada vez mais unidos.

JP Narrando,

O chefe sumiu por uns dois dias o que me deixou todo preocupado, depois apareceu sorrindo até pro vento me chamou para conversa e se abriu, confesso que fiquei muito surpreso já tinha ouvido rumores antes mas não levei a sério, confesso também que me deu um certo alivio né interessado na minha mulher ele não está, quando caiu a noite o namorado dele veio aqui o cara é pique magnata mafioso cheio de seguranças mas ao mesmo tempo ele é discreto, fomos apresentado e Milena adorou ele e a pequena se deu super bem também, mas a minha mulher já deixou claro que ainda não está preparada para morar longe da pequena.

Algumas pessoas na comunidade estavam estranhando ver o chefe bem próximo a outro homem, não estavam agarrados nem de mão dadas, mas as trocas de olhares eram sempre muito intensas e apaixonadas.

Milena: Eles formam um casal lindo né amor?

Não mais que a gente, minha princesa quer comer mais alguma coisa?

Milena: Não, eu estou um pouco cansada a cabeça ta doendo.

Amor, porque não disse tinha levado e comíamos em casa.

Milena: Eles queriam muito a nossa presença, mas agora eu quero descansar vamos. - Nos despedimos e fomos para casa, ela sempre muito forte ver assim me deixou muito preocupado.

JP Narrando,

O decorrer da semana foi tranquilo tirando o fato que estava achana minha mulher abatida de mais, cheguei a pensar que ela estaria gravida, porém, a mesma está naqueles dias, ela quase não come e quando come chora de dor no estômago, pensei que poderia ser uma gastrite então cortamos tudo que é ácido inclusive os refrigerantes, mas não adiantou e ver ela chorando de dor me levou ao um nível alto de preocupação, masquei uma medica especializada e fui buscar ela em casa cheguei vendo ela vomitar sangue e me olhar desesperada. Eu não sabia o que fazer dei a ela um balde e a coloquei no carro indo direto para a consulta, mediante a situação dela el ficou internada fazendo diversos exames.

O Lucas disse que ficaria com a pequena e eu agradeci por isso, o chefe não se importou com a minha ausência deixou claro que eu poderia ficar for a o tempo que precisasse, exame e muito mais exames foram feitos e quanto mais tempo passava mais sangue ela vomitava, eu pensei que poderia ser uma infecção forte de algum alimente mal lavado que ela possa ter comido e por isso a fez mal.

Mas quando o médico chegou com todos os exames e mais uma equipe de enfermeiro e uma maca informando que ela precisaria ser transferida para a UTI com urgência e iria fazer uma cirurgia eu me desesperei o que a minha pequena poderia ter de tão grave, e quando ele me chamou na sua sala e me deu o diagnóstico eu desejei morrer a ter que perder a minha menina.

CÂNCER DE ESTÔMAGO,

Quais são as formas de tratamento do câncer gástrico? Assim como outros tipos de neoplasia, o tumor gástrico pode ser tratado de forma cirúrgica, quimioterápica ou radioterápica, ou mesmo combinando todas essas práticas. A forma de tratamento mais eficiente vai depender do estágio da patologia.

O câncer de estômago é geralmente, dividido em quatro estágios:

– Estágio 0;

É a neoplasia em estado inicial. Nesse momento, o câncer atingiu apenas a camada de revestimento interno do estômago. O tratamento é apenas cirúrgico e pode-se optar por uma gastrectomia total ou parcial. O especialista pode optar por retirar também os linfonodos para evitar que as células cancerígenas se espalhem.

Caso esse tratamento seja realizado. Deve-se observar a qualidade de vida do paciente, já que o tratamento cirúrgico impactará na forma de alimentação dessa pessoa.

– Estágio I;

Nesse estágio, o tumor já atingiu a camada interna quase inteiramente. Nesse caso, a melhor opção de tratamento é uma gastrectomia total.

– Estágio II;

Nesse caso, o tumor atingiu a camada de revestimento, linfonodos e omento, parte do peritônio ligada ao estômago. Muitos médicos optam por aplicar o tratamento quimioterápico e radioterápico para diminuir o tumor, e em seguida tratamento cirúrgico aliado a um novo ciclo de quimio e radioterapia.

A partir dos estágios III e IV, as opções de tratamento já são limitadas ao alívio dos sintomas bem como a estabilização da qualidade de vida do paciente. Cabe ao médico e ao paciente e familiares decidirem juntos o melhor tratamento para a patologia.

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Milena foi diagnosticada com o grau 4 do estágio cancerígeno, as dores ficarão mais fortes e nem todo tratamento é aconselhável, a única solução a fé, mas será que ela será suficiente?

Milena Narrando,

— Eu imaginei de diversas formas de terminar a minha vida, uma delas era me matando de trabalhar para dá um futuro melhor e uma saúde mais estável para a minha irmã, mas agora eu estou aqui em cima de uma maca depois de fazer muitos exames e ser direcionada para o centro cirúrgico com uma certa urgência.

—Talvez eu não veja a minha irmã crescer, se formar ou até mesmo chorar pelo primeiro namorado, talvez eu não consiga ser mãe ou até mesmo não saia viva daqui eu tenho tantas perguntas e tantos porquês presos na minha garganta, as respostas que eu quero talvez eu nunca consiga saber. Será que é assim a vida quando tudo vai bem desmorona, eu não vivi muito, mas foi o suficiente para entender que ser feliz não precisa de muito apenas ter saúde e quem se ama do lado para que assim ter forças para correr atrás de tudo que se precisa.

— Eu não queria ver o JP ou a minha irmã chorar e muito menos deixar eles preocupados, eu os amo tanto e não sei como eles vão ficar sem me ter por perto, mas eu sei que eu não saberia viver sem eles, seria de mais pra mim.

— Eu só espero poder acordar depois dessa cirurgia q poder dizer a ele novamente o quanto eu os amo, e o quanto sou grata por ter eles na minha vida, seja em qual vida for eu sempre serei deles.

— Em meio a tantas turbulências e divergências da vida estavam ali na sala de espera JP e o dono do morro, Lucas ficou em casa com a pequena pois a mesma ainda não entendia a gravidade da situação, já havia se passados mais de 6 horas de cirurgia e nenhuma notícia houve corre corre de médico e enfermeiros, mas nenhum capaz de parar e dar uma notícia concreta de como Milena estava.

Medo rondava e era nítido o desespero no olhar do JP, aquele que esperou cultivou e plantou o amor da maneira mais doce que poderia, ele não mediria esforços até ver a sua mulher bem e saudável, não me assustaria se ele tirasse uma parte dele para dar a ela sem ao menos contestar se iria sobreviver bem depois, apenas a saúde dela importava, ele tentou não pensar no pior e desejava com todas as suas forças que aquela porta se abrisse e o médico iria dizer que a cirurgia foi um sucesso.

Mas mais horas iam se passando e mais correrias iam acontecendo no bloco cirúrgico, ele sabia sentia que ao abrir a porta tudo iria desmoronar, mas ele já sentia o chão se abrir sentia o gosto amargo de sangue na boca e o desespero se apossar do seu peito.

Ele sabia, sabia que sua vida nunca mais seria a mesma e que talvez ele nunca mais voltaria ser quem um dia foi.

Ele não teria o mesmo sorriso e nem o brilho nos olhos, o frio na barriga e nem mais aquele abraço, ele não queria mais que a porta se abrisse ele não queria mais incertezas ele não queria aquela notícia.

Mas qual notícia viria, qual vida se desmoronaria primeiro, qual lado da porta iria desabar antes de abrir, qual dor ele iria enfrentar ele não queria, mas ele já sabia que nem tudo é como queremos que seja.

Ele sabia, que a dor viria forte e sem avisos.

Apenas iria sentir e se sufocar com tamanha amargura que iria enfrentar assim que aquela porta se abrisse, e ela a abriu tirando sonhos e a vontade de viver.

Ela abriu engolindo tudo aquilo que ele um dia desejou ter.

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