Capítulo 5 3
Isabella Constantine
Hoje o dia está quente, é raro na época em que estamos fazer calor aqui, mas estranhamente o dia amanheceu quente. Minha noite foi conturbada, tive vários pesadelos com ele, me perseguindo, me matando e comendo meu coração. Não sei o que me espera nesse casamento, mas com certeza que não é coisa boa. Estou me preparando para o tal encontro com o senhor Petrov, meu futuro marido, o diabo. As pessoas na Itália e em toda a Europa, o chamam de diabo porque, para além de sobreviver a emboscada feita pela minha família, as pessoas que são torturadas por ele, preferem a morte do que, serem capturadas por ela.
— Está se preparando para se encontrar com o diabo? Cuidado voltar arregaçada desse encontro — Minha irmã Fiorella destila seu veneno entrando em meu quarto. Ela veste uma saia minúscula, cor de rosa e um cropped branco, ela exibe suas curvas lindas, ela parece uma verdadeira Barbie.
— Por quê você é assim eeeeh! É você quem devia estar aqui, ele está apaixonado por você! — retruco irritada, já estou cansada das provocações dela. Desde pequenas, minha irmã tem a necessidade de me irritar, incomodar, ficar me enchendo.
— Porque você merece, você é a causa do fim do relacionamento dos nossos pais — berra vindo até mim, ela tenta me acertar, mas não consegue, porque imobilizo ela na hora.
— Me deixe em paz, qual é o seu problema? — Indago irritada apertando suas mãos.
Ela faz cara de choro, porque o aperto está forte.
— O que está acontecendo aqui? Isabella, solta sua irmã — minha mãe surge do nada no meu quarto, ela separa nós duas e fica do lado da minha irmã — Sua ingrata — minha mãe berra irritada e me dá um tapa no rosto, Fiorella ri do lado dela, como se tivesse gostado de me ver apanhar, como sempre.
— Eu sinto muito mãe, não quis fazer isso — me desculpo sem muita vontade.
Desde que me entendo por gente, minha mãe sempre fica do lado da Fiorella, independentemente da situaçã, ela sempre fica do lado dela e eu sempre apanho, sempre saio como a errada da história. Nunca entendi o porquê da minha mãe me odiar tanto, mas ela sempre jogou na minha cara que, devia agradecer por ela ter cuidado de mim. Que tipo de mãe faz isso?
— Sai já daqui! E vê se faz o russo esquecer de sua irmã — sou expulsa do meu próprio quarto, por minha mãe e irmã.
Meu rosto dói, onde minha mãe deu o tapa, sempre que tem oportunidade, Fiorella arranjar uma forma de me colocar em confusão para que eu leve tapas da minha mãe, o passatempo favorito dela é esse, me ver sofrer. Talvez me casar com o russo não seja tão horrível assim, pelo menos ficarei livre da minha mãe e da desgraçada da minha irmã. Do lado de fora de casa, tem um carro preto me esperando, os seguranças russos estão do lado de fora me esperando, assim que me vêem, um deles abre a porta do passageiro para mim. Entro no carro pensando em como será esse casamento.
Como posso me casar com alguém que claramente não me ama? Ele assim como vários homens, é louco por Fiorella, todas as vezes que ele fôr se deitar será pensando nela, comigo do lado dele. Não vejo formas de esse casamento ser feliz, não tem como ser é simplesmente um absurdo isso.
— Senhora, chegamos a mansão Petrov — o motorista informa assim que chegamos a mansão do meu futuro marido.
A casa é Simplesmente estonteante, é de tirar o fôlego de tão linda que é, diferente das muitas casas de mafiosos, a casa dos Petrov é de uma arquitetura moderna, cheia de vidros por toda parte, em nenhuma parte da casa eu vi falta de espelhos, parece que para além de ser um rato, o meu futuro marido é um rato vaidoso.
— Seja bem vinda a mansão Petrov minha querida — Minha sogra me recebe com um abraço e sorrisos calorosos.
— Muito obrigada Ivana — retribuo ao abraço dela com prazer.
É engraçado pensar que, em vinte e quatro anos de vida, eu nunca recebi um abraço assim da minha mãe. A senhora Ivana, me abraça como uma verdadeira mãe, minha própria mãe nunca me deu um abraço assim, nunca, ela só me abraça na frente do meu pai em datas comemorativas, como se eu fosse um dos convidados dela do baile anual da família Constantine.
— Venha, Aleksander está no escritório já já ele desce — Ivana informa assim que percebe que estou aflita procurando por ele.
O interior da casa é totalmente aconchegante, a casa tem cheiro de vinho envelhecido e uma mistura de charuto cubano. Talvez seja o cheiro do meu noivo. Os móveis da casa, são totalmente brancos, feitos com madeira finas e moderna, o chão é feito de mármore negro, provavelmente seja rocha vulcânica.
— Então, está animada com o casamento? — minha sogra puxa assunto nos guiando para um sofá no centro da sala.
Ela com certeza só quer puxar assunto, que mulher estaria animada em organizar um casamento com um homem apaixonado por sua irmã, como se não bastasse, sua irmã super bela, o diamante da temporada.
— Uhm! Sim, é um óptimo exercício para distrair a mente — retruco sem graça, o que posso dizer? Não tenho como mentir para ela ou inventar qualquer coisa, ela sabe da verdade.
— Fico feliz, os dias já se foram e precisamos correr contra o tempo — minha sogra informa com um sorriso lindo.
