Capítulo 1 Prólogo 1.0 Maya

Destino incerto

Quando você é criança, só quer saber de crescer, para fazer o que acha certo. (Doce ilusão) Na adolescência, se ilude fácil com a vida boa que temos.

O que é sair?

Aproveitar a noitada sem ter medo ou pressa de ter responsabilidade na vida. Mas nem sempre tem muito tempo para aproveitar as regalias da vida.

E quando se é adulto, temos que enfrentar cada obstáculo que vem na nossa vida, sem direito de reclamar ou fechar os olhos. Conseguir enxergar o quanto fazemos de errado no passado, prometendo para si que não deixaria que seus filhos cometessem os mesmos erros, mas sabemos que nem tudo está em nossas mãos!

Às vezes temos que contar com a sorte ou até mesmo o destino! Assim começam as cobranças por sermos adultos! Levantar-se cedo, ir para o trabalho, enfrentar a realidade da vida. É para poucos que conseguem manter o sorriso ou bom humor no final do dia, ao chegar em casa ou até mesmo deitar sua cabeça no travesseiro tranquilo.

Quando me apaixonei por Adriel, pensei que a minha vida iria mudar pela forma como ele me tratava. Cheguei a pensar que tirei a sorte grande por estar ao seu lado.

Mas como podia adivinhar que tudo não passava de uma doce ilusão?

No começo, são flores, sempre com sorriso no rosto, declarações, mas quando a rotina nos pega de jeito, mostra a verdadeira face de uma vida de casado, principalmente a versão de um homem! Sei que nem todo são iguais tem alguns perdidos por ai nesse mundo a fora!

(Reconquistar a pessoa amada é para poucos, muitos deixam de lado e vão em busca de novas prezas, o que deixa bastante desgastante a vida de um casal, com assim faz declarações e no primeiro obstáculo já deixa de lado ou abandona?)

O dia se torna exaustivo, as tarefas domésticas se tornam muito cansativas e acabamos nos deixando levar pela rotina que não muda nunca, nos transformando em um robô. Por isso, muitas mulheres não aguentam e começam as brigas sem fim, desaforos, traições e até mesmo os divórcios.

Até mesmo as brigas ficaram sem graça com Adriel, não sei se isso era só comigo que acontecia mais pelo andar das carruagens deve ter outras mulheres passando por isso.

Toda vez arrumava desculpas só para sair de casa e só voltava no meio da madrugada. E assim foi quase todo meu casamento, sempre focando em melhorar a minha vida, pois não se adianta lutar por um casamento sozinha.

Por que sabia que meu casamento não iria durar por muito tempo? (O porquê ainda estava vivenciando esse casamento fracassado?) Uma pergunta que não tinha resposta.

Quando descobri minha gravidez, foi como um sonho realizado, só não esperava que fossem duas de uma vez! Aí nasceu um pouco de esperança, pois teria o porquê de lutar e seguir adiante com o nosso casamento, mesmo beirando ao fracasso. Seria por elas, pelas minhas filhas e seria isso que me daria força para enfrentar um dia por vez.

Meu casamento foi ficando cada vez mais difícil de lidar. Foi aí que começaram as bebedeiras e as noites fora de casa. Tudo isso me doía bastante, por mais que não sentia mais nada por ele, mas tinha esperança de que ele iria mudar pela família. Pois é, me enganei.

(E acabei enfrentando a gravidez sozinha, com muita força e coração cheio de amor por elas, com esse pensamento mantinha meu coração aquecido e me dava força para seguir adiante.)

Quando ele vinha me tocar, eu me sentia suja, porque não sentia nem atração por ele. Tinha uma vontade de vomitar cada vez que ele se aproximava do meu corpo. Foi aí que vi que não iria me submeter a essa situação de me deitar sem amor, sem desejo, nem mesmo tesão não sentia por ele. Ao invés disso, fui criando nojo, ranço, raiva. Decidi pedir divórcio. Acreditava que seria o melhor a fazer naquele momento.

Mas tive que esperar as meninas nascerem para poder dar um rumo em minha vida. Como não trabalhava, teria que começar a pensar no que faria, pois a situação iria ficar bastante difícil para nós três.

Enquanto isso, decidimos dormir em quartos separados. E assim foram se passando dias, meses e até mesmo anos. Até que chegou o dia em que ele não vivia mais sob o mesmo teto que nós.

Quando as meninas completaram 5 anos, ele resolveu me dar o divórcio e me deixou morando na casa, pois não tinha para onde ir. Minha família morava em outro estado e já estávamos sem nos falar há muito tempo, devido à minha mãe, que sempre me acusava de coisas que eu não sabia. Mas decidi não criar rancor, eu sabia o que sentia por ela, por mais que essa raiva que tinha em seu coração. Por minha culpa, eu e meu irmão não nos comunicamos. Às vezes, eu ligava para saber como andava, mas nunca disse o que estava acontecendo aqui, pois sabia que eles iriam dizer que fiz a pior escolha ao me casar com Adriel, e como ele me deixou sozinha com minhas filhas. Meu pai faleceu há algum tempo antes de me casar com Adriel, eu sentia muita falta dele. Ele sempre tinha paciência comigo, conversava, me dava atenção. Sei que ele deve estar olhando por mim, e pela minha família, de onde ele está.

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