Capítulo 11 Capítulo 5.1 Maya
Elise pega na minha mão e sai me puxando. Comecei a rir, com sua ansiedade de conhecer novas brincadeiras é muito grande.
— Qual você quer primeiro? — A Pergunto e ela coloca a mãozinha no queixo, como se estivesse pensando em qual ela quer brincar primeiro.
— Pula a corda. — Ela diz animada.
— Margarida tem alguma corda, pode ser fina para ela aprender.
— Tem, sim, esperem que vou conseguir para vocês. — Margarida sai e me deixa com Elise.
— Podemos brincar de outra, até Margarida vim. — Ela diz, quanta energia.
— Podemos brincar de pega-pega, eu vou ser o pega e você tem que correr para não te alcançar certo, então vou contar até 10, é o tempo que você corre, está bem? — A pergunto.
Nem chego a terminar de falar para contar e ela já começa a correr. Comecei a contar devagar para dar tempo para ela correr quando acabo, eu falo. Já vou eu!
Começo a correr atrás da pequena travessa, ela é bem esperta tenho quase certeza de que ela já brincou, pois, ela se esquiva de um jeito que me deixa cansada, mas não paro ouço as gargalhadas que me contagia, ela se esquivando quando consigo pegar a gargalhada é ainda mais alta caímos nós duas na grama começo fazer cócegas nela para deixar ela fraquinha, porque se eu correr mais um pouco meu coração sai pela boca, estou ficando velhinha.
— Você é rápida, Maya! Cansei, posso descansar um pouquinho aqui no seu colo? — Seu pedido me deixa sem graça, mas acabo pegando em meu colo, começo a fazer carinho em seus cabelos dourados. — Você vai ser minha nova babá? — Ela me pergunta e sinto seu olhar um pouco triste.
— Se tudo der certo, sim, mas preciso que Margarida finalize as entrevistas.
— Você parece legal, eu ia ficar feliz, se você fosse minha babá, eu ia brincar muito com você!
— Oh, meu amor, eu também, sabe quando minhas filhas tinham sua idade? Elas me deixavam louquinha pelas brincadeiras, mas não tenho tanto pique, estou ficando velhinha.
Ela acaba gargalhando com minha confissão, ela é esperta, tenho certeza de que ela já aprontou muito e nem parece ter 5 anos.
— Suas filhas são grandes? — Ela pergunta curiosa.
— Sim, elas são gêmeas, elas fizeram 15 anos, umas mocinhas.
— Será que elas vão gostar de brincar comigo algum dia? — Ela me pergunta com curiosidade, acredito que ela não tenha muito contato com crianças.
— Quem sabe um dia, eu marco, para brincarmos nos quatro!
— Estou vendo que se deram muito bem, já cansou Elise? — Margarida fala animada pela minha conquista.
— Sim, corri muito, agora estou ganhando um carinho da Maya. — Ela fala de um jeito como se ela não ganhasse um carinho assim, e isso parte meu coração.
— Ainda vão querer a corda?
— Sim, vou mostrar a ela como pula-corda tem duas maneiras, uma sozinha e a outra com mais duas pessoas. Faço sozinha, depois mostro com duas pessoas.
Começo a mostrar como é pular sozinha, ela fica rindo, ajusto a corda para ficar do seu tamanho e começo a ensinar para fazer o mesmo que eu. Até ela conseguir duas voltas completas, comemoramos juntas mais uma conquista da brincadeira.
Como ela conseguiu amarrar a corda numa árvore que tem aqui no jardim, estou segurando a outra ponta e ensinando ela pular. Ela não é de desistir fácil, só sossega quando consegue. Ele tenta uma, duas, três vezes. Na quarta, ela consegue duas voltas. Como prêmio, Margarida vai à cozinha lanchar e a deixa na cozinha. Na hora em que estamos indo para a sala para finalizar a entrevista, Elise sugere que eu lanche com ela, já que foi por mim que ela conseguiu. Fico sem graça, apesar de que eu tenha almoçado cedo, e o cheiro do bolo está maravilhoso.
Acabamos por lanchar até que Margarida nos faz companhia. Fico rindo com a forma de mocinha com que ela se porta na mesa, não precisa da ajuda de ninguém, come sozinha, acho muito linda. Elise é muito abençoada.
— Maya, estou vendo que ela gostou muito de você, mas tenho que falar com meu chefe, mas por mim e pela Elise a vaga é sua. Após a confirmação dele, fará um contrato para você assinar e os dias que você terá folga, assim fazendo um cronograma para ficar tudo certinho.
— Obrigada Margarida, eu gostei muito da Elise.
Agradeci a cozinheira que tem o momento de gargalhada com Elise brincando, ela ficou triste, pois teria que ir embora, mas até posso dizer que fiquei também, já que ela iluminou o meu dia com seu sorriso e até suas gargalhadas, eu estava precisando disso, mas teria que esperar o pai dela para poder confirmar ou não com a vaga de babá eu estava muito confiante.
