Capítulo 5 Capítulo 2.1 Maya

— Meu Deus! Que bom que você conseguiu, mas não pode mesmo reagir a um assalto, nunca sabemos do que eles são capazes de fazer com as vítimas!

— Muito obrigado por me ajudar, meu nome é Emma! Qual é o seu nome? Será que você poderia me emprestar o seu celular para ligar para o meu irmão vir me ajudar?

— Emma, nome diferente! O meu é Maya! Claro, tenho sim..._ Quando pego meu celular, ele está descarregado. Fico irritada como não lembrei que a bateria estava pouca. — O meu celular está descarregado, mas minha casa fica na próxima quadra. Se você conseguir andar, podemos ir até lá, faço um curativo em você até seu irmão vir te buscar.

— Se não for te incomodar, eu aceito, é melhor do que ficar aqui esperando um táxi passar.

Ela se apoiou novamente em meu ombro e vamos caminhado devagar até chegar a minha casa, como já é tarde as meninas devem estar dormindo, está tudo escuro, abro o portão e em seguida abro a porta, a minha vizinha Maria estar cochilando no meu sofá, coitada, ajudo Emma entrar ela acorda, e vem me ajudar a pôr Emma sentada no sofá. — Obrigado, me desculpa te deixar aqui até tarde, Maria, como elas estão? — Pergunto, pois estava muito preocupada com Aysha e Ayla.

— Não se preocupe, Maya, elas continuam caladas, mas tudo vai ficar bem, agora tenho que ir, qualquer coisa, é só ligar. — Ela diz já se despedindo e saindo da minha casa.

— Mais uma vez obrigada, Maria.

Deixo Emma no sofá e vou até o armário pegar a caixa de primeiro socorro. Volto à sala, ela está olhando uma foto nova que as meninas me deram com as fotos delas no Dia das Mães.

— Olha, irei fazer a limpeza do seu rosto, mas acho melhor ligar logo para o seu irmão, é o tempo que ele levará para chegar até aqui. — Dou o telefone fixo a ela, enquanto isso faço um chá rápido para ela ficar mais calma, assim dou privacidade para ela falar com irmão. Em que mundo estamos, chegar invadir um carro em pleno sinal de trânsito, não podemos descuidar nenhum segundo de nossa segurança. Quando volto para a sala, ela está com os olhos fechados, no mínimo ela está com muita dor, mas está se fazendo de durona.

— Emma, fiz um chá de camomila para você, mas se não gostar, é só falar que faço um suco, assim você fica mais calma.

— Você é um anjo, Maya, eu gosto sim! Muito obrigada, você foi um presente de Deus no meu caminho, sua família é linda! — Ela diz com a voz embargada de choro. Acredito que a ficha esteja caindo agora da adrenalina que ela acabou de passar.

— Obrigada, eu só fiz o que qualquer pessoa faria nessa situação. — Ela toma o chá, resmungando. Quando vi seu braço estar muito ralado, vou limpando lentamente, porque sei que isso dói muito, mas é preciso, para não infeccionar. Quando chegar na parte de limpar seu rosto, minha companhia toca, me levanto e ela informa que deve ser seu irmão.

Assim que abro a porta, fico paralisada com a tamanha beleza desse homem, que está parado na minha porta. Por algum segundo, fico sem reação, vai ser bonito lá longe!

— Boa noite, você deve ser a Maya? Sou Enrico, irmão da Emma! — Ele diz com a voz preocupada, enquanto eu não consigo nem piscar os olhos.

— S..sim, sou eu mesma, pode entrar! — Só eu mesma para pagar um mico desses, gaguejando na frente do homem. Me repreendo mentalmente.

— Obrigado por ajudar minha irmã. — Só aceno, sou incapaz de falar agora, tento não demonstrar quando estou babando por ele.

— Emma, isso está feio, temos que ir para o hospital agora mesmo! — Ele diz com a voz preocupada pelo estado de sua irmã.

— Calma, Enrico, eu estou bem, só um pouco dolorida, você conseguiu achar o assaltante?

— Não se preocupe, já estou resolvendo, vamos?

— Sim, mas você terá que me carregar! — Ele faz uma careta, sei que é drama dela, mas fico quietinha, eu que não me envolvo nisso.

— Sério? Como você veio parar aqui então? Não me diga que você fez a moça te carregar até aqui? — Ele a pergunta ainda sem acreditar nessa possibilidade.

— Claro que não! Mas ela me ajudou bastante, queria ver se você me ama mesmo, ao ponto de me levar no colo! Sou sua irmã preferida. Enrico, você tem que cuidar de mim! — Sabia que ela estava fazendo drama!

— Chegar de chantagem emocional, estar igualzinho à mamãe! Maya, você pode me ajudar abrindo a porta do meu carro?

— Sim, claro!

— Maya, muito obrigado mesmo, serei eternamente grata a você por cuidar de mim, você foi um anjo que Deus colocou em meu caminho! — Sinto que ela está sendo sincera comigo e isso é raro hoje em dia.

— Não precisa me agradecer, fique boa logo, que ficarei grata. — E eles se vão, fico passada com tudo que aconteceu no dia de hoje!

O quanto Enrico é bonito, faz tempo que não vejo um homem desse porte, meu deusooooo!

Arrumo minha sala, deixo minha cozinha limpa, depois de um banho bem tomado, vou até o quarto das meninas, fico zelando pelo sono delas por alguns minutos, e sigo para meu quarto e me deixo levar pelo cansaço.

Chega de emoções por hoje.

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