Capítulo 5 Capítulo 5

Damian decidiu buscar a garota antes que os pais dela a levassem para algum lugar. Não saberia dizer ao certo o motivo, mas a queria. Ela acabou chegando enquanto ele ainda falava com o pai, e pessoalmente era ainda mais linda.

Viu a reação dela ao saber que agora lhe pertencia, e já sabia que não seria das melhores. Perdeu a paciência que já não tinha muita e a levou para casa, onde as coisas começaram a ficar interessantes, já que ela não tinha medo dele.

Levou-a até o quarto que mandara preparar e a colocou no chão, já que ela se recusara a sair do carro e lutara bastante com ele.

— Agora você dorme aqui, por enquanto. Depois do casamento, vai dormir no meu quarto.

— Você realmente acha que eu vou dormir no seu quarto? Ou que vou dizer "sim" para você no altar? — perguntou Isabella.

— Você prefere passar o resto da vida trabalhando naquele café, três turnos por dia, sem descanso, já que na sua folga trabalha para uma senhora idosa limpando o jardim e a casa dela, tudo para pagar as dívidas de um casal que te vendeu na primeira oportunidade que teve?

— Você ameaçou quebrar as pernas deles! Eles são velhos, não se recuperam com facilidade! O que você queria?

— Nem um animal ferido se entrega na hora de proteger seu filhote. Ele luta até o último suspiro para proteger a cria. Mas não estou reclamando, você não tem muita alternativa, já que está aqui agora. Mas, se você se recusar a dizer "sim" no altar, seus pais estarão lá, e talvez percam os movimentos das pernas para sempre.

— Eu nunca vou deitar na sua cama! Você pode me obrigar a casar com você, mas na sua cama eu não deito.

— Veremos, garotinha. Veremos.

Damian saiu do quarto e trancou a porta. Ainda não havia passado aos seguranças a ordem de mantê-la ali dentro, nem conversara com Bianca. Quando ia a caminho do escritório, viu a irmã entrar carregada de sacolas e a chamou.

— Fala, maninho, vai querer algo especial para o Natal? — perguntou Bianca.

— Tenho alguém no quarto ao lado do meu. Mas quero deixar bem claro que ela foi o pagamento de uma dívida e agora me pertence.

— Você sabe o que eu penso sobre isso. Mas prometi não me meter nos negócios da família. Posso fazer amizade com ela, para que não fique sozinha aqui?

— Não só pode como deve. Ela vai se casar comigo depois do Natal. Claro que vai ser daqueles casamentos que as mulheres gostam, mas para mim não vai fazer muita diferença. Se você quiser cuidar disso para mim…

— Você vai se casar??? Você vai casar!!! Você!!! Vai!!! Casar!!! Mas é claro que eu vou cuidar disso! Faremos um casamento duplo! Estou tão feliz por você!

— Não esqueça que ela está sendo obrigada a isso, não vai sentir a mesma emoção. Mas quem sabe, com essa sua animação, você não anima ela também.

— Posso falar com ela agora?

— Melhor não. Ela está agitada. Talvez queira te machucar, e eu não vou gostar se ela o fizer.

— Tá bom. Amanhã, quando ela estiver mais calma, eu converso com ela.

— Diga ao chefe da segurança para vir até aqui.

Bianca saiu, e Victorino entrou.

— Senhor De Santis… algo em que eu possa ajudar? — perguntou ele.

— Você viu que entrei com uma jovem mulher. Ela será em breve a senhora De Santis. Mas ela não tem permissão para sair desta casa. Espero que você passe isso para todos os seguranças. Vou repetir: ela não pode sair desta casa.

— Certo, senhor De Santis. Ela não sairá desta mansão sem a sua companhia.

— Perfeito. Pode ir.

Victorino saiu, e Damian terminou de assinar alguns documentos antes de ir para o próprio quarto. Ao passar pelo quarto dela, ouviu-a batendo na porta e pedindo para que a soltassem. Ficou parado ali por um instante e seguiu para o quarto, tomou um banho, vestiu apenas uma calça de moletom preta e saiu, caminhando calmamente em direção ao quarto dela.

Destrancou a porta, e ela se afastou andando de costas até bater na cama, quando percebeu que era ele. Viu o olhar dela percorrer seu corpo — da última vez ele estava de terno, e ela não pudera ver as tatuagens. Olhou para ela, viu-a engolir em seco, e perguntou:

— Gosta do que está vendo?

Isabella tentou se recompor. A visão do corpo dele daquele jeito a deixara excitada, e ela não conseguia acreditar. Havia guardado a virgindade para o homem que amasse, e agora estava ali, presa por um estranho que podia tirá-la a qualquer momento. Estava arrependida de não ter aceitado ir para a cama com o último namorado.

— Acho que ficou sem voz — disse Damian. — Tome um banho, troque de roupa. Você vai descer para comer alguma coisa e conhecer sua cunhada e o seu novo lar.

— Não quero nada disso. Então pode sair e voltar a fazer o que estava fazendo antes.

Ele sorriu e se aproximou devagar, sem tirar os olhos dos dela.

— Quer saber o que eu estava fazendo antes? Estava no banho, me tocando e pensando em você deitada na minha cama, gemendo meu nome e me pedindo para ir mais fundo, mais fundo… Você não tem noção do que te espera.

Ela caiu sentada na cama, ainda o encarando.

— Se você tocar em mim, eu grito! Grito com todas as minhas forças!

— Grita, garotinha. Só vai me deixar mais excitado.

Ela se levantou da cama, correu para o banheiro e se trancou lá. Damian deitou na cama dela e esperou, achando divertido irritá-la daquele jeito. Quando ela saiu, enrolada na toalha, aquilo o acendeu de novo.

— Você pode, por favor, sair daqui? Eu pensei que já tinha ido embora.

— Você conseguiu mesmo esconder tudo isso debaixo daquelas roupas? Acho que vou mandar um bônus a mais para seus pais. Eles capricharam em você.

Ele se levantou e foi até ela, que não se moveu.

— O que você… sai de perto de mim!

Ele segurou a ponta da toalha e puxou, deixando-a nua. Ela apertou as mãos, e as unhas machucaram as próprias palmas.

— Linda… você é simplesmente linda.

Ela abaixou a cabeça, e mesmo com a pele morena, corou. Ele ergueu o queixo dela, e quando os lábios dos dois estavam prestes a se encontrar, alguém bateu na porta e o chamou.

— Merda.

Ele a soltou e saiu, e Isabella se enrolou na toalha novamente, voltando para o banheiro.

Capítulo Anterior
Próximo Capítulo