Capítulo 1 MORTE A VISTA
O cheiro da gasolina no ambiente faz com que eu desperte, coloco a mão na minha cabeça, ela dói demais meus dedos ficam molhado de um líquido viscoso, sei que é sangue lentamente por causa da dor movo a cabeça em direção ao motorista ele está desmaiado um filete de sangue corre da sua tempora.
E um corte no seu maxilar. Temos que sair daqui, pelo cheiro há um vazamento de combustível, e com isso o risco de explosão.
Solto no cinto de segurança e tento acordá-lo:
– Acorde, precisamos sair do carro,acorde!
Não consigo resposta.
Tento abrir a minha porta, ela está travada tenho que sair pelo vidro, acho um tipo de ferramenta deveria estar debaixo do banco e correu para os meus pés com o impacto seguro firme e bato contra a janela para quebrar o vidro.
Após duas tentativas o vidro se quebra, repito o movimento em volta de todo o espaço e todos os cacos caem, pego minha bolsa e a jogo para o lado de fora.
E saio com sacrifício de dentro do carro, meu corpo está todo dolorido dou a volta no carro, por sorte a porta do motorista não está travada como estava do carona puxo consigo abri-la.
–Acorda! acorda!
Grito tentando despertá-lo.
Como vou conseguir tira-lo do carro? Penso
Tento movimentar suas pernas, graças a Deus estão livres!
Puxo o seu corpo colocando as mãos entre os seus braços e encostando as suas costas no meu peito e o arrasto para fora do carro com muito sacrifício, minha cabeça parece que vai explodir continuo arrastando seu corpo numa distância de segurança não poderia deixá-lo lá correndo risco de explosão do carro.
Sei do risco que corri o movendo mas era necessário.
Pego a minha bolsa buscando pelo meu celular e ligo para emergência.
– Boa noite é da emergência? Acabei de sofrer um acidente na BR passo a minha localização e a SAMU é acionada para nos socorrer.
Tudo aconteceu de uma forma muito rápida, nem eu acredito em tudo o que aconteceu nesses últimos minutos.
Tínhamos acabado de sair da empresa e estávamos nos dirigindo ao aeroporto pois tínhamos uma viagem marcada para a Itália ao encontro de um importante cliente.
Ó Deus não permita que nada de mal aconteça a ele por favor! O que será da minha vida se algo acontecer a ele e lágrimas descem pela minha face onde está essa ambulância que não chega!
Estou desesperada ansiosa pois ele está desacordado e não se move e eu estou com meu coração apertado em vê-lo nessa situação.
Tá certo que ele não é lá um príncipe de candura Mas isso não é motivo de eu querer vê-lo nessa situação.
Ouço a aproximação da ambulância pelo som do giroflex, em minutos a ambulancia para ao nosso lado os paramédicos descem e começam a administra os primeiros socorros.
Imobilizam o corpo dele e o colocam em uma maca após me prestam os primeiros socorros e entramos na ambulância que saí em alta velocidade a caminho do hospital mais próximo.
Ao chegar ao hospital adentramos com os paramédicos entregam a maca para a equipe de plantão da emergência que sai em velocidade levando-o para atendimento.
Uma enfermeira e uma médica em direção para prestar os primeiros atendimento.
–Como a senhora está se sentindo?
Pergunta a médica ao mesmo tempo que a enfermeira começa os procedimentos nos vários arranhões e cortes que estão pelo meu corpo.
Relato a minha dor de cabeça, ela começa a limpar os meus ferimentos fazendo toda assepsia e após ela faz aplicação de um analgésico intramuscular.
Olha em direção a médica e pergunto se a alguma notícia sobre o homem que chegou comigo.
–O que você é dele?
Paro e penso, eu sei que como regra, informações só à familiares. Tenho que pensar rápido!
Eu sou noiva dele, digo
Não posso deixá-lo sozinho nesse momento, a própria sorte sei que é uma mentira mas é por uma boa causa.
Ele está fazendo exames nesse momento estão realizando uma ressonância magnética, enquanto ele não voltar a si terei que viver esse papel de noiva de Daniel Benites.
A você como noiva dele poderia preencher as fichas sua e dele?
– Claro farei isso com o maior prazer
A doutora entra em contato com a recepção e a recepcionista trás os papéis para serem preenchidos.
Já que nós dois estamos sendo atendidos pelos médicos preencho as fichas médicas já que eu sei todas as informações.
A dois anos trabalho como assistente pessoal de Daniel o que me faz ter todas as informações sobre ele.
Estou com sede
falo para enfermeira que muito solicita me traz um copo com água.
–Obrigada, estou com muita sede.
É muito demorado esses exames que o Daniel está fazendo?
–Posso te chamar de Jéssica?
–Claro!
–Olha, Jéssica depende do estado do paciente e da quantidade de exames.
–Eu não estou aguentando a falta de notícias.
– Eu vou ligar e ver como está o andamento do check up dele.
-Ela vai até o telefone e faz uma ligação, alguns minutos depois ela se aproxima de mim e fala:
–Os exames já terminaram o médico só está avaliando e já irá descer para te dar notícias sobre o quadro de saúde dele.
Que bom falo. Muito obrigada pela sua disponibilidade.
–De nada Jéssica!
Enquanto aguardo a presença do médico faço uma oração em agradecimento por estarmos vivos do jeito que Daniel estava irritado dirigindo em alta velocidade, estamos vivos por milagre.
Tenho muito que agradecer a Deus pela nossa vida.
Nesse o médico se aproxima buscando pelos familiares do Senhor Daniel Benites
–Sim doutor, sou noiva dele.
Pois não, vou te passar o quadro médico do Daniel. Ele se encontra acordado colocamos no quarto particular fizemos todos os exames não é nenhuma fratura e nenhuma hemorragia.
–Mas ele não se lembra de nada, ele acordou e desenvolveu uma amnésia ele não lembrança de nada, sua mente está em branco, ele me orienta a ter muita paciência e deixar que as lembranças voltem normalmente, sem forças recomendo que ele descanse um mês e tome os medicamento prescrito receituário.
–Mas ele não será liberado agora, ele ficará até amanhã em observação.
–Tudo bem doutor! Muito obrigada, ficaremos no hospital até amanhã.
–Estou à disposição, se tiver qualquer alteração do quadro do paciente, eu comunico a você.
–Sim doutor, obrigada estarei no quarto com ele.
Sim, pode me passar o quarto que ele se encontra?
–Sim, ele está no quarto 25.
–Obrigada doutor, vou para lá agora.
