A Escrava Virgem do Príncipe Vampiro

A Escrava Virgem do Príncipe Vampiro

Kika_Nava · Concluído · 220.3k Palavras

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Introdução

"Consigo sentir o seu tesão... a sua buceta é pequena e delicada como o botão de uma flor, rosada, inchada e depilada. Você gosta do meu toque, escrava?", pergunta o príncipe vampiro, abrindo minhas coxas enquanto eu estou sentada no colo dele, diante de todo mundo, quase nua.

"Molhadinha pra caralho", ele sussurra, juntando e separando minhas coxas, claramente se divertindo com o som da umidade entre as minhas pernas. "Sua mente pode não ser minha, sua vontade ainda não... mas o seu corpo? O seu corpo reage a mim. Eu sou o mestre de uma escravinha virgem, toda excitada", ele rosna, com paixão, no meu ouvido.

Calista nunca imaginou que o noivo a venderia como pagamento de uma dívida. Agora, ela faz parte de uma tradição vampírica antiga e cruel: a Caçada de Sangue. Nela, os condenados correm para salvar a própria vida, enquanto os vampiros se divertem caçando-os e tomando-os como escravos.

O captor dela é o Príncipe das Trevas, o mais temido de todos. Um predador mortal que não encontrava nada que o interessasse havia séculos... até agora.

Presa num mundo de sombras e desejo, Calista precisa encarar provações mortais, resistir à sedução do príncipe e descobrir a verdade sobre a própria existência. Quando dois inimigos destinados a destruir um ao outro não conseguem viver um sem o outro... a única escolha é abraçar a escuridão.

Capítulo 1

Calista

“Você não passa de lixo, uma putinha. Está na hora de pagar o favor”, disse Lorde Evans, meu futuro sogro, com uma voz fria e impiedosa. A família Evans era a mais rica da cidade. Eles sempre me olharam como se eu fosse inferior.

“O que isso quer dizer? Eu não fiz nada de errado!”, perguntei, assustada. Lorde Evans me deu um tapa tão forte que eu desabei no chão. Greyson, meu noivo, olhou para mim com preocupação, mas não se mexeu.

“Cale a boca! Saiba o seu lugar, sua vadiazinha arrogante! Temos um acordo com o povo da colina, e você vai como sacrifício.”

O povo da colina… aquilo só podia significar uma coisa.

“Vampiros?”, sussurrei, horrorizada. Levei a mão ao rosto ardendo, com o lábio já sangrando.

“Nós te mantivemos por baixo todos esses anos, mas pelo menos agora você pode servir pra alguma coisa.”

Eu nunca tinha entendido por que tinham arranjado esse casamento. Eu conhecia a família Evans desde criança. Eu sempre tive sentimentos pelo Greyson, e fiquei em choque quando meu irmão, Robert, me disse que tinha acertado um casamento com ele. Era a minha melhor chance de ter uma vida decente. E agora eles queriam me mandar embora… para os vampiros?

“Mas o casamento…”, eu disse, incrédula. Lorde Evans me agarrou pelo cabelo e me puxou para cima. Meu lenço da cabeça afrouxou um pouco — eu sempre mantive meu cabelo vermelho-escuro coberto porque o povo da cidade achava que ele era manchado.

“Finalmente ela vai servir pra alguma coisa! Levem-na daqui!”, ele ordenou, e os guardas me agarraram.

“Greyson! Greyson!”, eu gritei. Ele não ia deixar que me levassem para os vampiros, eu tinha certeza. Enquanto me arrastavam, ele deu um passo à frente.

“Meu pai enlouqueceu, mas eu vou trazer você de volta. Eu não vou deixar ninguém te machucar”, ele jurou. Eu estava desesperada. Os vampiros eram cruéis. Eu só queria ser esposa dele. Encarei seus lindos olhos castanhos — ele sempre foi tão gentil comigo, quase perfeito. Como eu não ia amá-lo? “Eu vou atrás de você, mas você precisa prometer que vai se comportar e não vai causar problemas. Eu vou te ver em breve, Calista, e nós vamos nos casar. Do jeito que você sempre sonhou.”

E eu acreditei nele.

“Eu vou esperar por você”, eu disse, baixinho. Mas os criados me olharam como se eu já estivesse morta.

“Coitadinha, não vai durar uma hora com os vampiros.”

“Você sabe o que eles fazem com mulheres humanas? Eles usam, drenam.” Os sussurros me cercavam enquanto eu tentava me manter firme. Eu preciso ser forte, ele vai vir me buscar. Mas no momento em que a carruagem atravessou as colinas, eu soube que estava em perigo terrível. O castelo dos vampiros se chamava Walter House, o clã mais poderoso da região. Era escuro e cheio de maldade.

“O que temos aqui?”, divagou um vampiro quando me arrancaram de dentro da carruagem. Eles eram os pesadelos contados às crianças para fazê-las obedecer. Aquele era grotesco, com olhos vermelhos penetrantes.

“Apenas uma humana frágil”, murmurou outro, me olhando com pena enquanto me deixavam ali, sem meus pertences, sozinha.

“Ela é tão pequena e fraca”, zombou um vampiro, beliscando minha bochecha.

“Não importa. Ela não vai sobreviver mesmo. Ponham ela com as outras”, alguém rosnou. Eu tremi quando me arrastaram para uma masmorra imunda e me jogaram numa cela com outros humanos.

— O que você está fazendo aqui, garota? Que crime você cometeu? — perguntou um homem corpulento.

— Eu... eu não fiz nada. Minha família me mandou para representá-los.

— Em outras palavras, eles te trocaram.

— O quê?

— Todo mundo aqui é tributo. Criminosos... ou pagamento de dívida. Os únicos inocentes são os tolos que foram vendidos. Agora você pertence aos vampiros. Sinto muito, você é a única mulher humana aqui... não vai sobreviver ao que eles vão fazer com você.

Entrei em pânico.

— Não... não pode ser. Meu noivo vai vir me buscar — sussurrei. Mas ali, na escuridão da cela, eu temia a verdade. Os dias passaram, e eu nunca vi o sol. Ele não podia ter me vendido. Talvez eu só precisasse esperar um tempo nessa prisão e depois eles me soltariam.

Até que, um dia, eu vi alguém se aproximando da minha cela. Meu coração saltou de esperança — eu pensei que ele vinha me resgatar, e corri até as grades.

— Greyson?

— Não, querida, receio que não — sibilou um vampiro. Ele agarrou meu pescoço por entre as grades, e eu congelei. — Uma humana... mas você tem um cheiro diferente — ponderou. Ele tinha cabelo castanho comprido e os mesmos olhos vermelhos. Puxou o meu lenço da cabeça e me encarou, fascinado. — Que surpresa a gente tem aqui... acho que vou provar — sussurrou, mostrando as presas. A mão dele deslizou pelo decote até envolver um dos meus seios. O toque era gelado como gelo, e eu tentei me afastar, mas ele apertou com brutalidade enquanto eu gritava.

— Me deixa em paz!

— Aposto que você é virgem... quentinha e doce. Talvez eu deva conferir agora mesmo. Não se preocupa, eu só vou usar um dedo. Não vai doer — a menos que você seja apertadinha demais... — murmurou, com a mão escorregando por baixo da minha saia, e eu entrei em desespero. Então outra voz interrompeu.

— Hans, não brinque com os tributos. Se o futuro mestre dela descobrir que você tocou nela, você vai pagar caro — advertiu outro vampiro. Hans rosnou.

— Então eu vou ter que te reivindicar pra mim — ele zombou. — Você vai deitar na minha cama dia e noite, com as pernas abertas. Eu vou me alimentar de você, vou te foder até você não ser nada além de uma boneca quebrada. E quando eu terminar, eu vou te esvaziar.

Eu gritei de terror, e os vampiros riram. Ouvi mais risadas e rosnados à distância.

Depois disso, eu me encolhi num canto, com medo demais para me mexer. Hans voltou várias vezes, tentando me tocar, exigindo ver meu cabelo ruivo, mas eu me recusei a sair do meu canto. Até que, um dia, quando eu já tinha perdido quase toda a esperança, eles me levaram para os alojamentos dos serviçais. Lá eu vi mais humanos.

— Preparem todos. Nossos convidados chegaram, e a caçada começa em duas luas — ordenou um vampiro. Uma garota jovem se aproximou de mim, me ofereceu comida e me levou até um banho.

— Meu nome é Cora. E você... você não parece uma criminosa — comentou ela, e eu contei a minha história.

— Algumas famílias oferecem as filhas ou os filhos mais frágeis como tributo para a caçada, para quitar dívidas — explicou ela. Meu coração disparou. Eu era inocente. Eu tinha confiado no Greyson e na família dele.

— Tributo pra quê? Que caçada é essa? — perguntei.

— A Caçada de Sangue. Uma cerimônia em homenagem à lua, em que vampiros de várias regiões vêm caçar vítimas indefesas... e reivindicá-las como escravas, para fazer o que quiserem por várias semanas.

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