A Segunda Esposa do CEO

A Segunda Esposa do CEO

jamilesalvatore · Atualizando · 120.8k Palavras

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Introdução

Nos últimos dias, a vida definitivamente não estava sendo gentil com Grace Jones. Em busca de um recomeço, ela deixa para trás tudo o que conhecia e se muda para uma nova cidade, determinada a reconstruir sua carreira e provar para si mesma que ainda era capaz de seguir em frente. O problema é que recomeços nunca são tão simples quanto parecem.

Na tentativa de aliviar a tensão da mudança e esquecer os problemas por algumas horas, Grace decide entrar em um bar. Sem expectativas e sem a intenção de criar qualquer vínculo, resolve fazer algo completamente fora de sua personalidade: flertar com o primeiro homem que desperta sua atenção.

Sebastian Reed é bonito, confiante e irresistivelmente charmoso. A atração entre os dois é imediata, transformando uma conversa despretensiosa em uma noite intensa e inesquecível. Convencida de que aquele encontro seria apenas uma lembrança passageira, Grace faz questão de encerrar qualquer possibilidade de reencontro. Na manhã seguinte, parte sem deixar espaço para explicações, acreditando que jamais voltaria a cruzar o caminho daquele homem.

Mas o destino parece se divertir com seus planos.

Ao chegar para seu primeiro dia de trabalho, pronta para causar uma boa impressão, Grace recebe a maior surpresa de sua vida. O homem que passou a noite tentando esquecer é justamente Sebastian Reed, o proprietário da empresa e seu novo chefe.

Enquanto Grace faz de tudo para fingir que nada aconteceu, Sebastian não demonstra o menor interesse em apagar a lembrança da única noite que compartilharam. Pelo contrário, ele parece disposto a provocar, desafiar e derrubar todas as barreiras que ela insiste em erguer.

Instagram da autora: J.C. Rodrigues Alves_escritora

Capítulo 1

Desembarcar em Juneau parecia menos uma mudança e mais um salto no escuro.

Grace Jones permaneceu parada no pequeno terminal por alguns segundos, observando a fumaça esbranquiçada escapar de seus lábios a cada respiração. O frio atravessava as camadas do casaco como se elas não existissem, mordendo suas bochechas e fazendo seus dedos latejarem dentro das luvas de lã.

À sua frente, montanhas cobertas por neve cercavam a cidade como gigantes silenciosos. O céu cinzento parecia tão baixo que ela tinha a impressão de poder tocá-lo. Tudo era branco, azul e prata.

Completamente diferente de qualquer lugar em que já vivera.

Ela apertou a alça da bolsa sobre o ombro.

Era exatamente isso que queria.

Um lugar onde ninguém soubesse seu nome.

Onde ninguém perguntasse sobre seu passado.

Onde nenhuma rua despertasse lembranças que ela passara meses tentando sufocar.

Pegou as duas malas na esteira, agradecendo mentalmente por não ter trazido mais do que o necessário. Quanto menos bagagem carregasse, mais fácil seria convencer a si mesma de que realmente estava começando uma vida nova.

Do lado de fora do aeroporto, uma fila de táxis aguardava passageiros.

— Senhorita? Precisa de corrida?

Grace assentiu.

O motorista, um homem de barba grisalha e gorro vermelho, colocou as malas no porta-malas enquanto ela entrava no carro aquecido.

O calor quase fez seu corpo inteiro relaxar.

— Primeira vez no Alasca? — perguntou ele, colocando o veículo em movimento.

— Está tão óbvio assim?

Ele riu.

— Quem nasce aqui não fica olhando pela janela desse jeito.

Grace sorriu de leve.

Durante o trajeto, manteve os olhos presos na paisagem.

As ruas eram limpas, tranquilas e iluminadas por postes que refletiam na neve recém-caída. Pequenas casas coloridas apareciam entre pinheiros enormes, enquanto o porto surgia ao longe, envolto por uma névoa fina.

Era bonito.

Estranhamente bonito.

Tinha uma calma que ela não experimentava havia muito tempo.

— Trabalho? — perguntou o motorista.

— Começo amanhã.

— Então chegou na época certa. Antes das festas a cidade fica movimentada.

Ela apenas concordou.

Não tinha vontade de explicar que não escolhera Juneau pelas festas.

Escolhera porque era longe.

Muito longe.

Quanto maior a distância, menores seriam as chances de alguém procurá-la.

Seu celular vibrou.

Na tela apareceu apenas uma mensagem automática da operadora dando boas-vindas ao estado.

Nenhuma ligação.

Nenhuma mensagem.

Nenhuma despedida.

Ela desligou a tela.

Talvez fosse melhor assim.

Depois de quase vinte minutos, o carro entrou numa rua residencial.

As casas tinham telhados cobertos por neve e pequenas luzes coloridas penduradas nas janelas. Algumas famílias montavam árvores de Natal próximas às vitrines, enquanto crianças brincavam fazendo bonecos de neve.

Grace observou tudo em silêncio.

Havia algo reconfortante naquela rotina simples.

O táxi parou diante de uma casa antiga de madeira azul-escura, com uma varanda iluminada por uma única luminária amarela.

O letreiro discreto dizia:

Pensão Aurora.

— Chegamos.

Ela pagou a corrida.

— Boa sorte no novo começo.

Grace hesitou antes de responder.

— Obrigada.

Precisaria de sorte.

Muita.

Arrastou as malas pela pequena trilha limpa na neve até alcançar a varanda.

Respirou fundo.

O frio queimou seus pulmões.

Bateu à porta.

Poucos segundos depois, ouviu passos.

A porta foi aberta por uma senhora de cabelos completamente brancos presos em uma trança grossa.

Ela vestia um enorme cardigã vinho e segurava uma caneca fumegante.

— Grace Jones?

— Sim.

— Entre depressa antes que congele aí fora.

A voz firme escondia um sorriso acolhedor.

Assim que entrou, o contraste de temperatura fez suas bochechas formigarem.

O interior da casa era aconchegante.

Havia uma lareira acesa na sala, estantes repletas de livros antigos, mantas dobradas sobre os sofás e o cheiro agradável de canela misturado ao de café fresco.

Tudo transmitia uma sensação inesperada de lar.

— Sou Eleanor Bailey.

Grace apertou sua mão.

— Obrigada por aceitar me hospedar.

— Faz anos que recebo gente de fora. Médicos, professores, pesquisadores... Todo mundo chega assustado com o frio.

— Imagino.

— Depois de um inverno, você acostuma.

Grace olhou discretamente pela janela.

Não tinha tanta certeza.

Enquanto subiam a escada, ouviu gargalhadas vindas do andar superior.

— As outras hóspedes? — perguntou.

— Três enfermeiras. Trabalham no hospital regional. Fazem bastante barulho quando estão juntas, mas têm bom coração.

Grace sorriu.

Era melhor ouvir risadas do que silêncio.

A senhora abriu uma porta no fim do corredor.

— Este é o seu quarto.

O ambiente era simples, porém muito bem cuidado.

Uma cama de casal.

Uma escrivaninha sob a janela.

Uma poltrona perto de um aquecedor elétrico.

As cortinas bege contrastavam com a madeira escura do piso.

Sobre a cama havia uma manta grossa de tricô dobrada com cuidado.

— O banheiro fica ao lado. O café da manhã começa às seis e meia. Se precisar de qualquer coisa, meu quarto é no térreo.

— Muito obrigada.

— Descanse. Amanhã será um dia importante.

Assim que a porta se fechou, Grace permaneceu imóvel.

O silêncio finalmente caiu sobre ela.

Era oficial.

Não havia mais volta.

Ajoelhou-se ao lado das malas e começou a desfazê-las lentamente.

Cada peça de roupa parecia carregar um pedaço da vida que deixara para trás.

No fundo de uma das malas encontrou uma pequena caixa de papel.

Ficou alguns segundos encarando-a.

Poderia simplesmente jogá-la fora.

Seria o mais sensato.

Mesmo assim, abriu a tampa.

Dentro havia um chaveiro metálico em forma de urso, uma fotografia já um pouco desbotada e um cachecol verde cuidadosamente dobrado.

Grace fechou os olhos.

As lembranças vieram como uma onda.

Uma risada.

Uma promessa.

Um abraço.

Depois, o vazio.

Inspirou profundamente.

Não.

Não tinha atravessado milhares de quilômetros para continuar vivendo dentro daquelas memórias.

Guardou tudo novamente, fechando a caixa com cuidado.

Ela permaneceria ali.

Nem esquecida.

Nem exposta.

Apenas distante.

Depois de organizar as roupas no pequeno armário, aproximou-se da janela.

A neve começava a cair outra vez.

Flocos lentos, silenciosos, cobrindo os telhados e apagando as marcas deixadas pelos carros na rua.

Grace apoiou a testa no vidro gelado.

Pela primeira vez em muitos meses, não ouviu buzinas, discussões ou o peso das expectativas de outras pessoas.

Havia apenas o vento.

E o silêncio.

Talvez recomeçar fosse exatamente isso.

Não apagar o passado.

Mas encontrar um lugar onde ele finalmente deixasse de controlar o presente.

Ela soltou um longo suspiro, afastou-se da janela e olhou para o quarto.

Ainda era um espaço estranho.

Ainda não parecia seu.

Mas, pela primeira vez em muito tempo, existia uma pequena possibilidade de que, um dia, pudesse chamar aquele lugar de casa.

A neve caía devagar quando Grace deixou a pensão com as mãos afundadas nos bolsos do casaco. A senhora Bailey havia lhe indicado algumas ruas do centro, dizendo que, naquela época do ano, as vitrines iluminadas faziam qualquer pessoa esquecer o frio por alguns minutos.

Grace duvidava.

Ainda assim, precisava caminhar. O silêncio do quarto começava a parecer alto demais.

As ruas de Juneau estavam movimentadas. Casais atravessavam as calçadas carregando sacolas, crianças disputavam quem fazia a maior bola de neve e um violinista tocava músicas natalinas na entrada de uma cafeteria.

Ela parou diante de uma livraria.

Os livros expostos na vitrine chamaram sua atenção, principalmente um romance de capa azul-marinho. Entrou quase sem pensar.

Um sino anunciou sua chegada.

O ambiente era pequeno e aconchegante. Estantes de madeira ocupavam quase todo o espaço, enquanto o cheiro de café recém-passado misturava-se ao perfume inconfundível de livros novos.

— Boa noite — cumprimentou a atendente.

Grace respondeu com um sorriso discreto antes de começar a caminhar entre as prateleiras.

Gostava daquele tipo de lugar.

Era fácil desaparecer dentro de uma livraria.

Passou os dedos pelas lombadas dos livros até encontrar a seção de romances.

No instante em que puxou um exemplar, outra mão segurou o mesmo livro.

Ela ergueu os olhos.

O homem à sua frente era alto, usava um casaco preto coberto por pequenos flocos de neve e um cachecol cinza. Os cabelos castanhos estavam levemente úmidos, e seus olhos claros carregavam um brilho divertido.

Ele soltou o livro imediatamente.

— Acho que você viu primeiro.

Grace sorriu.

— Tecnicamente, nós vimos ao mesmo tempo.

— Então a decisão deveria ser democrática.

Ela arqueou uma sobrancelha.

— E como funcionaria essa democracia?

— Cara ou coroa.

Ela riu pela primeira vez desde que chegara ao Alasca.

— Você sempre resolve conflitos assim?

— Só os importantes.

Ela olhou para a capa.

— Um romance?

— Não julgue.

— Eu não disse nada.

— Mas pensou.

Grace cruzou os braços.

— Talvez.

— Minha irmã adora esse tipo de livro. Estou tentando descobrir por que ela insiste que eu leia pelo menos um antes de criticá-los.

— E está funcionando?

— Ainda não sei. Preciso primeiro conseguir o livro.

Ela observou novamente o exemplar.

— Pode ficar com ele.

— Tem certeza?

— Sim.

— Então fico lhe devendo um café.

Ela piscou algumas vezes.

— Isso foi uma cantada?

— Não.

Ele fez uma pausa proposital.

— Foi um agradecimento... com segundas intenções.

Grace balançou a cabeça, divertida.

— Você é sempre tão direto?

— Economiza tempo.

Ela percebeu que continuava sorrindo.

Aquilo era estranho.

Passara semanas evitando qualquer conversa que fosse além do necessário.

Agora estava ali, conversando com um desconhecido como se o conhecesse havia anos.

— Sou Sebastian.

Ela hesitou por um instante.

— Grace.

— Prazer em conhecê-la, Grace.

Os dois apertaram as mãos.

O toque foi breve.

Mesmo assim, havia algo inesperadamente confortável nele.

— Você não parece ser daqui — comentou Sebastian.

— É tão evidente assim?

— Um pouco.

— Cheguei hoje.

— Corajosa.

— Por quê?

— Quase todo mundo escolhe conhecer o Alasca no verão.

— Eu nunca fui muito boa em escolher o caminho mais fácil.

Ele sorriu.

— Eu percebi.

Por alguns segundos, permaneceram em silêncio.

Não um silêncio constrangedor.

Apenas tranquilo.

Sebastian apontou para a janela.

— Está nevando mais forte.

Grace acompanhou seu olhar.

Os flocos agora caíam em quantidade suficiente para cobrir novamente as calçadas.

— Acho que vou precisar aprender a conviver com isso.

— Vai.

— Demora?

— Uns meses.

Ela fez uma careta.

— Isso não foi muito animador.

— Prefiro não mentir logo no primeiro encontro.

A palavra "encontro" escapou naturalmente.

Os dois perceberam ao mesmo tempo.

— Conversa — corrigiu Sebastian com um sorriso discreto.

— Foi isso que pensei.

A atendente aproximou-se segurando uma bandeja.

— Café? É por conta da casa. Estamos fechando.

Sebastian pegou um copo.

Grace fez o mesmo.

Os dois agradeceram.

Encostaram perto da vitrine enquanto bebiam.

Do lado de fora, a cidade parecia envolta em um silêncio quase mágico.

— Então... o que trouxe você para Juneau? — perguntou ele.

Grace desviou os olhos para a rua.

Havia perguntas que ainda não estava pronta para responder.

— Um recomeço.

Sebastian não insistiu.

Apenas assentiu.

— Espero que encontre o que está procurando.

Ela voltou a encará-lo.

Havia sinceridade naquela frase.

Nenhuma curiosidade invasiva.

Nenhuma pena.

Somente um desejo genuíno.

— Obrigada.

Quando terminaram o café, a atendente apagou parte das luzes.

Era realmente hora de ir.

Já na calçada, o vento gelado os recebeu outra vez.

— Foi bom conhecer você, Grace.

— Também achei.

Sebastian colocou as mãos nos bolsos do casaco.

— Talvez a gente se esbarre por aí.

Ela olhou para a rua coberta de neve.

Juneau não parecia uma cidade grande.

As chances de isso acontecer talvez nem fossem tão pequenas.

— Talvez.

Ela seguiu em direção à pensão sem olhar para trás.

Sebastian permaneceu parado por alguns instantes, observando a jovem desaparecer entre os flocos de neve.

Nenhum dos dois poderia imaginar que aquele encontro despretensioso seria apenas o primeiro de muitos.

Na manhã seguinte, o destino trataria de colocá-los frente a frente novamente — não como dois estranhos dividindo um café em uma livraria, mas como duas pessoas cujas vidas estavam prestes a se cruzar de maneira definitiva.

Grace demorou alguns minutos para alcançar a pensão.

A caminhada fora curta, mas o vento frio parecia multiplicar a distância entre uma esquina e outra. Quando fechou a porta atrás de si, o silêncio acolhedor da casa foi interrompido apenas pelo estalo da lenha queimando na lareira.

A senhora Bailey surgiu da cozinha com uma caneca entre as mãos.

— Sobreviveu ao primeiro passeio?

Grace retirou o gorro, sacudindo alguns flocos de neve presos aos cabelos.

— Por pouco.

A mulher riu.

— Daqui a um mês vai achar dez graus negativos uma temperatura agradável.

— Espero que esteja brincando.

— Não estou.

As duas trocaram um sorriso.

— Tem chá de hortelã. Ajuda a espantar o frio.

— Aceito.

Enquanto a água fumegava na caneca, Grace lançou um olhar para o relógio antigo da sala.

Ainda não eram nove horas.

A cidade parecia dormir cedo.

— Encontrou alguma coisa interessante?

Ela pensou na livraria.

No café.

No homem de olhos claros que havia transformado um encontro casual em uma conversa leve, algo que ela não experimentava havia muito tempo.

— Encontrei uma livraria.

— Ah... então já conheceu um dos melhores lugares da cidade.

Grace apenas concordou.

Não comentou sobre Sebastian.

Nem saberia explicar por quê.

Depois de desejar boa noite à senhora Bailey, subiu para o quarto.

Fechou a porta e apoiou as costas nela por alguns segundos.

O ambiente já parecia menos estranho.

Acendeu o abajur sobre a escrivaninha e retirou o notebook da mochila.

Havia alguns documentos para revisar antes do primeiro dia de trabalho.

Abriu o e-mail da empresa.

Lá estavam as instruções para a integração, o endereço do prédio administrativo e o horário em que deveria se apresentar.

Às oito em ponto.

Pontualidade sempre fora uma de suas maiores qualidades.

Mesmo assim, seu olhar não conseguia permanecer preso às palavras.

A conversa na livraria voltava à sua mente.

O sorriso fácil.

O jeito tranquilo de conversar.

A naturalidade com que ele respeitara seu silêncio quando percebeu que ela não queria falar sobre o passado.

Era raro encontrar pessoas assim.

Fechou o notebook antes que começasse a imaginar coisas sem sentido.

Era apenas um desconhecido.

Provavelmente nunca mais o veria.

Juneau podia parecer pequena, mas ainda era uma cidade.

As pessoas seguiam caminhos diferentes.

Vestiu o pijama, escovou os dentes e apagou a luz.

A neve continuava caindo do lado de fora.

Pela primeira vez em meses, adormeceu sem reviver as mesmas lembranças dolorosas.

Na manhã seguinte, o despertador tocou às seis.

Grace levantou imediatamente.

Tomou um banho quente, escolheu um conjunto social azul-marinho, uma blusa de gola alta creme e um sobretudo bege.

Prendeu os cabelos em um coque baixo.

Queria transmitir profissionalismo.

Precisava daquele emprego.

No andar de baixo, o aroma de pão recém-assado invadia a cozinha.

As outras hóspedes conversavam animadamente enquanto tomavam café.

— Você deve ser a Grace. — Uma delas sorriu. — Sou Megan.

— Emily.

— E eu, Nora.

As apresentações foram rápidas, mas suficientes para quebrar o gelo.

A senhora Bailey colocou uma xícara diante dela.

— Café forte. Primeiro dia costuma ser puxado.

Grace agradeceu.

Pouco depois, saiu em direção ao prédio onde começaria a trabalhar.

A neve havia diminuído.

O céu permanecia cinzento, mas alguns raios tímidos de luz atravessavam as nuvens.

Ao chegar ao edifício moderno de fachada envidraçada, respirou fundo.

Era maior do que imaginava.

Funcionários entravam e saíam apressados, carregando pastas e copos de café.

Ela ajeitou a bolsa no ombro.

— Você consegue.

A frase saiu em um sussurro.

Entrou na recepção.

— Bom dia. Sou Grace Jones. Hoje é meu primeiro dia.

A recepcionista sorriu.

— Estávamos esperando você. Seja bem-vinda.

Grace recebeu um crachá provisório e seguiu a funcionária até o elevador.

As portas se fecharam lentamente.

Ela não fazia ideia de que, alguns andares acima, o destino preparava uma surpresa.

O homem com quem dividira um café e uma conversa despretensiosa na noite anterior acabava de chegar para mais um dia de trabalho, completamente alheio ao fato de que a nova contratada e a mulher da livraria eram a mesma pessoa.

Em poucos minutos, seus caminhos voltariam a se cruzar.

E, dessa vez, nenhum dos dois teria como simplesmente desejar boa noite e seguir em direções opostas.

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......................................................................................................

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Here’s a polished version you could use as a back-cover blurb or description:


When I was twelve, I lost my parents and was taken in by the Brooks—bound to them by an old marriage pact. For ten years, everyone assumed I’d marry their golden boy, Conner. I’d made my peace with it. It was duty. Stability. The life I owed them.

Then Conner’s scandal splashed across the tabloids—and shattered everything.

Our families’ reputations crumbled. The businesses we’d built together were suddenly on the brink. And in the middle of the chaos, the last person I ever expected stepped forward:

Dylan Brooks. Conner’s uncle. The quiet one. The man who’d barely met my eyes in a decade.

“Marry me instead,” he said.
It was outrageous. It was desperate.
It was the only way to save us all.

So I said yes.

I thought I was marrying a stranger for the sake of survival. I didn’t expect the dangerous edge under Dylan’s calm, the reckless, sinful side no one else ever sees. I didn’t expect the chemistry that hit like a storm—fast, hot, and impossible to ignore—until I was falling for a man I was never meant to love.

And my best friend? She’s about to tumble into a twisty, chaotic romance of her own, proving that life’s best surprises are the ones you never see coming…
Even when they start with a marriage of convenience.


If you tell me your target trope focus (e.g., “age gap,” “forbidden uncle,” “found family,” “forced proximity”), I can tweak this to lean harder into those hooks.