A Segunda Esposa do CEO

A Segunda Esposa do CEO

jamilesalvatore · Concluído · 122.1k Palavras

637
Popular
1.7k
Visualizações
156
Adicionado
Adicionar à Estante
Começar a Ler
Compartilhar:facebooktwitterpinterestwhatsappreddit

Introdução

Nos últimos dias, a vida definitivamente não estava sendo gentil com Grace Jones. Em busca de um recomeço, ela deixa para trás tudo o que conhecia e se muda para uma nova cidade, determinada a reconstruir sua carreira e provar para si mesma que ainda era capaz de seguir em frente. O problema é que recomeços nunca são tão simples quanto parecem.

Na tentativa de aliviar a tensão da mudança e esquecer os problemas por algumas horas, Grace decide entrar em um bar. Sem expectativas e sem a intenção de criar qualquer vínculo, resolve fazer algo completamente fora de sua personalidade: flertar com o primeiro homem que desperta sua atenção.

Sebastian Reed é bonito, confiante e irresistivelmente charmoso. A atração entre os dois é imediata, transformando uma conversa despretensiosa em uma noite intensa e inesquecível. Convencida de que aquele encontro seria apenas uma lembrança passageira, Grace faz questão de encerrar qualquer possibilidade de reencontro. Na manhã seguinte, parte sem deixar espaço para explicações, acreditando que jamais voltaria a cruzar o caminho daquele homem.

Mas o destino parece se divertir com seus planos.

Ao chegar para seu primeiro dia de trabalho, pronta para causar uma boa impressão, Grace recebe a maior surpresa de sua vida. O homem que passou a noite tentando esquecer é justamente Sebastian Reed, o proprietário da empresa e seu novo chefe.

Enquanto Grace faz de tudo para fingir que nada aconteceu, Sebastian não demonstra o menor interesse em apagar a lembrança da única noite que compartilharam. Pelo contrário, ele parece disposto a provocar, desafiar e derrubar todas as barreiras que ela insiste em erguer.

Instagram da autora: J.C. Rodrigues Alves_escritora

Capítulo 1

Desembarcar em Juneau parecia menos uma mudança e mais um salto no escuro.

Grace Jones permaneceu parada no pequeno terminal por alguns segundos, observando a fumaça esbranquiçada escapar de seus lábios a cada respiração. O frio atravessava as camadas do casaco como se elas não existissem, mordendo suas bochechas e fazendo seus dedos latejarem dentro das luvas de lã.

À sua frente, montanhas cobertas por neve cercavam a cidade como gigantes silenciosos. O céu cinzento parecia tão baixo que ela tinha a impressão de poder tocá-lo. Tudo era branco, azul e prata.

Completamente diferente de qualquer lugar em que já vivera.

Ela apertou a alça da bolsa sobre o ombro.

Era exatamente isso que queria.

Um lugar onde ninguém soubesse seu nome.

Onde ninguém perguntasse sobre seu passado.

Onde nenhuma rua despertasse lembranças que ela passara meses tentando sufocar.

Pegou as duas malas na esteira, agradecendo mentalmente por não ter trazido mais do que o necessário. Quanto menos bagagem carregasse, mais fácil seria convencer a si mesma de que realmente estava começando uma vida nova.

Do lado de fora do aeroporto, uma fila de táxis aguardava passageiros.

— Senhorita? Precisa de corrida?

Grace assentiu.

O motorista, um homem de barba grisalha e gorro vermelho, colocou as malas no porta-malas enquanto ela entrava no carro aquecido.

O calor quase fez seu corpo inteiro relaxar.

— Primeira vez no Alasca? — perguntou ele, colocando o veículo em movimento.

— Está tão óbvio assim?

Ele riu.

— Quem nasce aqui não fica olhando pela janela desse jeito.

Grace sorriu de leve.

Durante o trajeto, manteve os olhos presos na paisagem.

As ruas eram limpas, tranquilas e iluminadas por postes que refletiam na neve recém-caída. Pequenas casas coloridas apareciam entre pinheiros enormes, enquanto o porto surgia ao longe, envolto por uma névoa fina.

Era bonito.

Estranhamente bonito.

Tinha uma calma que ela não experimentava havia muito tempo.

— Trabalho? — perguntou o motorista.

— Começo amanhã.

— Então chegou na época certa. Antes das festas a cidade fica movimentada.

Ela apenas concordou.

Não tinha vontade de explicar que não escolhera Juneau pelas festas.

Escolhera porque era longe.

Muito longe.

Quanto maior a distância, menores seriam as chances de alguém procurá-la.

Seu celular vibrou.

Na tela apareceu apenas uma mensagem automática da operadora dando boas-vindas ao estado.

Nenhuma ligação.

Nenhuma mensagem.

Nenhuma despedida.

Ela desligou a tela.

Talvez fosse melhor assim.

Depois de quase vinte minutos, o carro entrou numa rua residencial.

As casas tinham telhados cobertos por neve e pequenas luzes coloridas penduradas nas janelas. Algumas famílias montavam árvores de Natal próximas às vitrines, enquanto crianças brincavam fazendo bonecos de neve.

Grace observou tudo em silêncio.

Havia algo reconfortante naquela rotina simples.

O táxi parou diante de uma casa antiga de madeira azul-escura, com uma varanda iluminada por uma única luminária amarela.

O letreiro discreto dizia:

Pensão Aurora.

— Chegamos.

Ela pagou a corrida.

— Boa sorte no novo começo.

Grace hesitou antes de responder.

— Obrigada.

Precisaria de sorte.

Muita.

Arrastou as malas pela pequena trilha limpa na neve até alcançar a varanda.

Respirou fundo.

O frio queimou seus pulmões.

Bateu à porta.

Poucos segundos depois, ouviu passos.

A porta foi aberta por uma senhora de cabelos completamente brancos presos em uma trança grossa.

Ela vestia um enorme cardigã vinho e segurava uma caneca fumegante.

— Grace Jones?

— Sim.

— Entre depressa antes que congele aí fora.

A voz firme escondia um sorriso acolhedor.

Assim que entrou, o contraste de temperatura fez suas bochechas formigarem.

O interior da casa era aconchegante.

Havia uma lareira acesa na sala, estantes repletas de livros antigos, mantas dobradas sobre os sofás e o cheiro agradável de canela misturado ao de café fresco.

Tudo transmitia uma sensação inesperada de lar.

— Sou Eleanor Bailey.

Grace apertou sua mão.

— Obrigada por aceitar me hospedar.

— Faz anos que recebo gente de fora. Médicos, professores, pesquisadores... Todo mundo chega assustado com o frio.

— Imagino.

— Depois de um inverno, você acostuma.

Grace olhou discretamente pela janela.

Não tinha tanta certeza.

Enquanto subiam a escada, ouviu gargalhadas vindas do andar superior.

— As outras hóspedes? — perguntou.

— Três enfermeiras. Trabalham no hospital regional. Fazem bastante barulho quando estão juntas, mas têm bom coração.

Grace sorriu.

Era melhor ouvir risadas do que silêncio.

A senhora abriu uma porta no fim do corredor.

— Este é o seu quarto.

O ambiente era simples, porém muito bem cuidado.

Uma cama de casal.

Uma escrivaninha sob a janela.

Uma poltrona perto de um aquecedor elétrico.

As cortinas bege contrastavam com a madeira escura do piso.

Sobre a cama havia uma manta grossa de tricô dobrada com cuidado.

— O banheiro fica ao lado. O café da manhã começa às seis e meia. Se precisar de qualquer coisa, meu quarto é no térreo.

— Muito obrigada.

— Descanse. Amanhã será um dia importante.

Assim que a porta se fechou, Grace permaneceu imóvel.

O silêncio finalmente caiu sobre ela.

Era oficial.

Não havia mais volta.

Ajoelhou-se ao lado das malas e começou a desfazê-las lentamente.

Cada peça de roupa parecia carregar um pedaço da vida que deixara para trás.

No fundo de uma das malas encontrou uma pequena caixa de papel.

Ficou alguns segundos encarando-a.

Poderia simplesmente jogá-la fora.

Seria o mais sensato.

Mesmo assim, abriu a tampa.

Dentro havia um chaveiro metálico em forma de urso, uma fotografia já um pouco desbotada e um cachecol verde cuidadosamente dobrado.

Grace fechou os olhos.

As lembranças vieram como uma onda.

Uma risada.

Uma promessa.

Um abraço.

Depois, o vazio.

Inspirou profundamente.

Não.

Não tinha atravessado milhares de quilômetros para continuar vivendo dentro daquelas memórias.

Guardou tudo novamente, fechando a caixa com cuidado.

Ela permaneceria ali.

Nem esquecida.

Nem exposta.

Apenas distante.

Depois de organizar as roupas no pequeno armário, aproximou-se da janela.

A neve começava a cair outra vez.

Flocos lentos, silenciosos, cobrindo os telhados e apagando as marcas deixadas pelos carros na rua.

Grace apoiou a testa no vidro gelado.

Pela primeira vez em muitos meses, não ouviu buzinas, discussões ou o peso das expectativas de outras pessoas.

Havia apenas o vento.

E o silêncio.

Talvez recomeçar fosse exatamente isso.

Não apagar o passado.

Mas encontrar um lugar onde ele finalmente deixasse de controlar o presente.

Ela soltou um longo suspiro, afastou-se da janela e olhou para o quarto.

Ainda era um espaço estranho.

Ainda não parecia seu.

Mas, pela primeira vez em muito tempo, existia uma pequena possibilidade de que, um dia, pudesse chamar aquele lugar de casa.

A neve caía devagar quando Grace deixou a pensão com as mãos afundadas nos bolsos do casaco. A senhora Bailey havia lhe indicado algumas ruas do centro, dizendo que, naquela época do ano, as vitrines iluminadas faziam qualquer pessoa esquecer o frio por alguns minutos.

Grace duvidava.

Ainda assim, precisava caminhar. O silêncio do quarto começava a parecer alto demais.

As ruas de Juneau estavam movimentadas. Casais atravessavam as calçadas carregando sacolas, crianças disputavam quem fazia a maior bola de neve e um violinista tocava músicas natalinas na entrada de uma cafeteria.

Ela parou diante de uma livraria.

Os livros expostos na vitrine chamaram sua atenção, principalmente um romance de capa azul-marinho. Entrou quase sem pensar.

Um sino anunciou sua chegada.

O ambiente era pequeno e aconchegante. Estantes de madeira ocupavam quase todo o espaço, enquanto o cheiro de café recém-passado misturava-se ao perfume inconfundível de livros novos.

— Boa noite — cumprimentou a atendente.

Grace respondeu com um sorriso discreto antes de começar a caminhar entre as prateleiras.

Gostava daquele tipo de lugar.

Era fácil desaparecer dentro de uma livraria.

Passou os dedos pelas lombadas dos livros até encontrar a seção de romances.

No instante em que puxou um exemplar, outra mão segurou o mesmo livro.

Ela ergueu os olhos.

O homem à sua frente era alto, usava um casaco preto coberto por pequenos flocos de neve e um cachecol cinza. Os cabelos castanhos estavam levemente úmidos, e seus olhos claros carregavam um brilho divertido.

Ele soltou o livro imediatamente.

— Acho que você viu primeiro.

Grace sorriu.

— Tecnicamente, nós vimos ao mesmo tempo.

— Então a decisão deveria ser democrática.

Ela arqueou uma sobrancelha.

— E como funcionaria essa democracia?

— Cara ou coroa.

Ela riu pela primeira vez desde que chegara ao Alasca.

— Você sempre resolve conflitos assim?

— Só os importantes.

Ela olhou para a capa.

— Um romance?

— Não julgue.

— Eu não disse nada.

— Mas pensou.

Grace cruzou os braços.

— Talvez.

— Minha irmã adora esse tipo de livro. Estou tentando descobrir por que ela insiste que eu leia pelo menos um antes de criticá-los.

— E está funcionando?

— Ainda não sei. Preciso primeiro conseguir o livro.

Ela observou novamente o exemplar.

— Pode ficar com ele.

— Tem certeza?

— Sim.

— Então fico lhe devendo um café.

Ela piscou algumas vezes.

— Isso foi uma cantada?

— Não.

Ele fez uma pausa proposital.

— Foi um agradecimento... com segundas intenções.

Grace balançou a cabeça, divertida.

— Você é sempre tão direto?

— Economiza tempo.

Ela percebeu que continuava sorrindo.

Aquilo era estranho.

Passara semanas evitando qualquer conversa que fosse além do necessário.

Agora estava ali, conversando com um desconhecido como se o conhecesse havia anos.

— Sou Sebastian.

Ela hesitou por um instante.

— Grace.

— Prazer em conhecê-la, Grace.

Os dois apertaram as mãos.

O toque foi breve.

Mesmo assim, havia algo inesperadamente confortável nele.

— Você não parece ser daqui — comentou Sebastian.

— É tão evidente assim?

— Um pouco.

— Cheguei hoje.

— Corajosa.

— Por quê?

— Quase todo mundo escolhe conhecer o Alasca no verão.

— Eu nunca fui muito boa em escolher o caminho mais fácil.

Ele sorriu.

— Eu percebi.

Por alguns segundos, permaneceram em silêncio.

Não um silêncio constrangedor.

Apenas tranquilo.

Sebastian apontou para a janela.

— Está nevando mais forte.

Grace acompanhou seu olhar.

Os flocos agora caíam em quantidade suficiente para cobrir novamente as calçadas.

— Acho que vou precisar aprender a conviver com isso.

— Vai.

— Demora?

— Uns meses.

Ela fez uma careta.

— Isso não foi muito animador.

— Prefiro não mentir logo no primeiro encontro.

A palavra "encontro" escapou naturalmente.

Os dois perceberam ao mesmo tempo.

— Conversa — corrigiu Sebastian com um sorriso discreto.

— Foi isso que pensei.

A atendente aproximou-se segurando uma bandeja.

— Café? É por conta da casa. Estamos fechando.

Sebastian pegou um copo.

Grace fez o mesmo.

Os dois agradeceram.

Encostaram perto da vitrine enquanto bebiam.

Do lado de fora, a cidade parecia envolta em um silêncio quase mágico.

— Então... o que trouxe você para Juneau? — perguntou ele.

Grace desviou os olhos para a rua.

Havia perguntas que ainda não estava pronta para responder.

— Um recomeço.

Sebastian não insistiu.

Apenas assentiu.

— Espero que encontre o que está procurando.

Ela voltou a encará-lo.

Havia sinceridade naquela frase.

Nenhuma curiosidade invasiva.

Nenhuma pena.

Somente um desejo genuíno.

— Obrigada.

Quando terminaram o café, a atendente apagou parte das luzes.

Era realmente hora de ir.

Já na calçada, o vento gelado os recebeu outra vez.

— Foi bom conhecer você, Grace.

— Também achei.

Sebastian colocou as mãos nos bolsos do casaco.

— Talvez a gente se esbarre por aí.

Ela olhou para a rua coberta de neve.

Juneau não parecia uma cidade grande.

As chances de isso acontecer talvez nem fossem tão pequenas.

— Talvez.

Ela seguiu em direção à pensão sem olhar para trás.

Sebastian permaneceu parado por alguns instantes, observando a jovem desaparecer entre os flocos de neve.

Nenhum dos dois poderia imaginar que aquele encontro despretensioso seria apenas o primeiro de muitos.

Na manhã seguinte, o destino trataria de colocá-los frente a frente novamente — não como dois estranhos dividindo um café em uma livraria, mas como duas pessoas cujas vidas estavam prestes a se cruzar de maneira definitiva.

Grace demorou alguns minutos para alcançar a pensão.

A caminhada fora curta, mas o vento frio parecia multiplicar a distância entre uma esquina e outra. Quando fechou a porta atrás de si, o silêncio acolhedor da casa foi interrompido apenas pelo estalo da lenha queimando na lareira.

A senhora Bailey surgiu da cozinha com uma caneca entre as mãos.

— Sobreviveu ao primeiro passeio?

Grace retirou o gorro, sacudindo alguns flocos de neve presos aos cabelos.

— Por pouco.

A mulher riu.

— Daqui a um mês vai achar dez graus negativos uma temperatura agradável.

— Espero que esteja brincando.

— Não estou.

As duas trocaram um sorriso.

— Tem chá de hortelã. Ajuda a espantar o frio.

— Aceito.

Enquanto a água fumegava na caneca, Grace lançou um olhar para o relógio antigo da sala.

Ainda não eram nove horas.

A cidade parecia dormir cedo.

— Encontrou alguma coisa interessante?

Ela pensou na livraria.

No café.

No homem de olhos claros que havia transformado um encontro casual em uma conversa leve, algo que ela não experimentava havia muito tempo.

— Encontrei uma livraria.

— Ah... então já conheceu um dos melhores lugares da cidade.

Grace apenas concordou.

Não comentou sobre Sebastian.

Nem saberia explicar por quê.

Depois de desejar boa noite à senhora Bailey, subiu para o quarto.

Fechou a porta e apoiou as costas nela por alguns segundos.

O ambiente já parecia menos estranho.

Acendeu o abajur sobre a escrivaninha e retirou o notebook da mochila.

Havia alguns documentos para revisar antes do primeiro dia de trabalho.

Abriu o e-mail da empresa.

Lá estavam as instruções para a integração, o endereço do prédio administrativo e o horário em que deveria se apresentar.

Às oito em ponto.

Pontualidade sempre fora uma de suas maiores qualidades.

Mesmo assim, seu olhar não conseguia permanecer preso às palavras.

A conversa na livraria voltava à sua mente.

O sorriso fácil.

O jeito tranquilo de conversar.

A naturalidade com que ele respeitara seu silêncio quando percebeu que ela não queria falar sobre o passado.

Era raro encontrar pessoas assim.

Fechou o notebook antes que começasse a imaginar coisas sem sentido.

Era apenas um desconhecido.

Provavelmente nunca mais o veria.

Juneau podia parecer pequena, mas ainda era uma cidade.

As pessoas seguiam caminhos diferentes.

Vestiu o pijama, escovou os dentes e apagou a luz.

A neve continuava caindo do lado de fora.

Pela primeira vez em meses, adormeceu sem reviver as mesmas lembranças dolorosas.

Na manhã seguinte, o despertador tocou às seis.

Grace levantou imediatamente.

Tomou um banho quente, escolheu um conjunto social azul-marinho, uma blusa de gola alta creme e um sobretudo bege.

Prendeu os cabelos em um coque baixo.

Queria transmitir profissionalismo.

Precisava daquele emprego.

No andar de baixo, o aroma de pão recém-assado invadia a cozinha.

As outras hóspedes conversavam animadamente enquanto tomavam café.

— Você deve ser a Grace. — Uma delas sorriu. — Sou Megan.

— Emily.

— E eu, Nora.

As apresentações foram rápidas, mas suficientes para quebrar o gelo.

A senhora Bailey colocou uma xícara diante dela.

— Café forte. Primeiro dia costuma ser puxado.

Grace agradeceu.

Pouco depois, saiu em direção ao prédio onde começaria a trabalhar.

A neve havia diminuído.

O céu permanecia cinzento, mas alguns raios tímidos de luz atravessavam as nuvens.

Ao chegar ao edifício moderno de fachada envidraçada, respirou fundo.

Era maior do que imaginava.

Funcionários entravam e saíam apressados, carregando pastas e copos de café.

Ela ajeitou a bolsa no ombro.

— Você consegue.

A frase saiu em um sussurro.

Entrou na recepção.

— Bom dia. Sou Grace Jones. Hoje é meu primeiro dia.

A recepcionista sorriu.

— Estávamos esperando você. Seja bem-vinda.

Grace recebeu um crachá provisório e seguiu a funcionária até o elevador.

As portas se fecharam lentamente.

Ela não fazia ideia de que, alguns andares acima, o destino preparava uma surpresa.

O homem com quem dividira um café e uma conversa despretensiosa na noite anterior acabava de chegar para mais um dia de trabalho, completamente alheio ao fato de que a nova contratada e a mulher da livraria eram a mesma pessoa.

Em poucos minutos, seus caminhos voltariam a se cruzar.

E, dessa vez, nenhum dos dois teria como simplesmente desejar boa noite e seguir em direções opostas.

Últimos Capítulos

Você Pode Gostar 😍

O CEO QUE ME SALVOU QUER MEU AMOR

O CEO QUE ME SALVOU QUER MEU AMOR

3k Visualizações · Atualizando · Juan Acosta
Anastasia suporta cruelmente a violência que sofre por culpa do homem a quem se entregou enganada por amor.
Ela se sente como a Cinderela presa em um castelo escuro sem saída, até que o CEO mais poderoso e arrogante se fixa nela e, sem pensar duas vezes, se torna sua salvação.

No entanto, o que ela não sabia é que o CEO quer seu amor, seu corpo e sua alma.
As marcas do passado não a deixarão em paz. Seu ex quer tê-la de volta, mas ela se tornou forte o suficiente para enfrentar seu passado — e não está mais sozinha.

O CEO que salvou sua vida está disposto a dar tudo por ela… e a incendiar o mundo inteiro por ela.
Um Gangster em minha Vida

Um Gangster em minha Vida

1.4k Visualizações · Atualizando · Déborah Natália
O amor de infância, não imagina a força que tem.
A distância não foi suficiente para que ambos se esquecessem, o reencontro se tornou o amor ainda mais forte.
Um juramento e uma promessa, será que com o passar dos anos, ambos ainda se lembrariam de tudo que se foi prometido?

Vamos embarcar em mais uma aventura, espero que se divirtam.

Um beijo Nat.
A Noite Antes de Eu Conhecê-lo

A Noite Antes de Eu Conhecê-lo

1.2m Visualizações · Atualizando · bjin09036
deixar um estranho me destruir em um quarto de hotel.

Dois dias depois, entrei no meu estágio e o encontrei sentado atrás da mesa do CEO.

Agora eu busco café para o homem que me fez gemer, e ele age como se eu fosse a pessoa que ultrapassou os limites.


Tudo começou com um desafio. Terminou com o único homem que ela nunca deveria desejar.

June Alexander não planejava dormir com um estranho. Mas na noite em que comemora conseguir o estágio dos seus sonhos, um desafio ousado a leva para os braços de um homem misterioso. Ele é intenso, quieto e inesquecível.

Ela achou que nunca mais o veria.
Até que entra no seu primeiro dia de trabalho—
E descobre que ele é seu novo chefe.
O CEO.

Agora June tem que trabalhar sob o comando do homem com quem compartilhou uma noite imprudente. Hermes Grande é poderoso, frio e completamente proibido. Mas a tensão entre eles não desaparece.

Quanto mais próximos ficam, mais difícil se torna manter seu coração e seus segredos a salvo.
A Última Cláusula do Bilionário

A Última Cláusula do Bilionário

720.5k Visualizações · Concluído · Benedicta Nkemjika
—Assina —ele disse.

Três anos de casamento terminaram com uma linha e uma caneta tremendo na mão dela. Não eram os papéis que doíam — era o jeito como ele nem sequer pestanejou quando ela tremeu.

Amelia Hart saiu do cobertura dele naquela noite com nada além de uma mala e o coração em frangalhos. Ela tinha dado tudo a Daniel Sterling — o amor, a própria identidade, a devoção silenciosa — só para ser descartada no instante em que virou um incômodo.

Mas, quando o império que ele construiu começa a ruir, quando o CEO frio que nunca olhou para trás de repente precisa da mulher que jogou fora, ele volta com as mesmas mãos que um dia a deixaram ir, agora estendidas para recuperar o que ele destruiu.

Só que, desta vez, existe uma cláusula que ele não leu…
Vendida Ao Rei da Máfia

Vendida Ao Rei da Máfia

45.6k Visualizações · Concluído · hazelhwinchester
Damian De Santis nunca precisou de amor. Herdou o império do pai aos vinte e cinco anos, junto com o sangue nas mãos e um trono que ninguém ousa disputar. Chamam-no de Rei da Máfia, e ele usou o título como uma sentença, isolando o coração atrás de contratos, dívidas e ameaças. Até a noite em que uma dívida qualquer lhe entregou, sem querer, a única coisa que o dinheiro nunca havia comprado: um motivo para sentir alguma coisa.

Isabella Bellatorre não pediu para ser moeda de troca. Filha de pais desesperados, ela se vê arrastada para dentro do mundo do homem mais temido da cidade, presa por um contrato que ele mesmo redigiu, um contrato que não lhe dá o direito de dizer não. Mas Isabella não é o tipo de mulher que se curva. Cada ordem dele encontra um desafio na resposta dela, cada tentativa de controlá-la esbarra em um orgulho que ele jamais viu em ninguém.

Ele quis comprá-la. Acabou sendo conquistado.

Entre ameaças sussurradas como juras e desejo disfarçado de posse, Damian vai descobrir que existe algo mais perigoso do que uma guerra entre famílias: uma mulher que se recusa a ter medo dele. E Isabella vai aprender que, às vezes, a jaula mais bonita ainda é uma jaula, e o carcereiro pode ser o único capaz de arrancá-la de dentro dela mesma.

Um contrato os uniu. O desejo vai decidir se algum dos dois sai vivo do próprio coração.
Entre o Passado eo Presente

Entre o Passado eo Presente

2.1k Visualizações · Atualizando · Déborah Natália
Uma vida que era feliz, porém precisava também de um respiro, após 5 anos longe depois de uma mudança drástica, sentida e com medo pois não havia coragem para se declarar a opção de ir embora após ver quem voce amava nos braços de outra pessoa veio com mais certeza, mas agora 5 anos depois voltar se tornou a opção mais certa e corajosa, como vai ser reviver o amor do passado será que ele ainda está vivo no seu coração ou se apagou com o tempo.
O Preço do Teu Toque

O Preço do Teu Toque

8.2k Visualizações · Atualizando · gerlane Pereira
Algumas alianças são assinadas com tinta.
Outras... com sangue.
Quando o império Moretti começa a ruir após um escândalo financeiro que ameaça destruir décadas de poder, Alessandro Moretti recebe uma única saída deixada por seu avô em testamento: casar-se com uma mulher escolhida anos atrás por um acordo entre duas famílias.
O problema?
Ele nunca ouviu falar dela.
Aurora Vasconcelos cresceu acreditando que seu pai morreu devendo favores aos Moretti. Nunca imaginou que sua própria vida fazia parte daquela dívida.
Ela não precisa de marido.
Ele não acredita no amor.
Mas ambos precisam um do outro.
Enquanto aprendem a dividir a mesma cobertura, os mesmos jantares de negócios e o mesmo sobrenome, descobrem que alguém dentro da empresa está manipulando contratos milionários.
E quanto mais perto chegam da verdade...
Mais caro se torna cada toque.
Porque há pessoas dispostas a matar para impedir que esse casamento dê certo.
Bastardo Perfeito

Bastardo Perfeito

4.9m Visualizações · Atualizando · Mary D. Sant
Ele levantou meus braços, prendendo minhas mãos acima da cabeça. "Diga que você não transou com ele, droga," ele exigiu entre dentes cerrados.

"Vai se foder, seu filho da puta!" retruquei, tentando me soltar.

"Diga!" ele rosnou, usando uma mão para segurar meu queixo.

"Você acha que eu sou uma vadia?"

"Então isso é um não?"

"Vá para o inferno!"

"Bom. Era só isso que eu precisava ouvir," ele disse, levantando minha blusa preta com uma mão, expondo meus seios e enviando uma onda de adrenalina pelo meu corpo.

"O que diabos você está fazendo?" ofeguei enquanto ele olhava para meus seios com um sorriso satisfeito.

Ele passou um dedo sobre uma das marcas que ele havia deixado logo abaixo de um dos meus mamilos.

O desgraçado estava admirando as marcas que ele deixou em mim?

"Envolva suas pernas em mim," ele ordenou.

Ele se inclinou o suficiente para pegar meu seio na boca, sugando forte um mamilo. Mordi meu lábio inferior para abafar um gemido enquanto ele mordia, fazendo-me arquear o peito em direção a ele.

"Vou soltar suas mãos; não ouse tentar me parar."



Desgraçado, arrogante e completamente irresistível, o tipo exato de homem com quem Ellie jurou nunca mais se envolver. Mas quando o irmão de sua amiga retorna à cidade, ela se vê perigosamente perto de sucumbir aos seus desejos mais selvagens.

Ela é irritante, inteligente, gostosa, completamente louca, e está deixando Ethan Morgan louco também.

O que começou como um simples jogo agora o atormenta. Ele não consegue tirá-la da cabeça, mas nunca permitirá que alguém entre em seu coração novamente.

Mesmo enquanto ambos lutam com todas as forças contra essa atração ardente, serão capazes de resistir?
Contrato de Amor e Fraldas

Contrato de Amor e Fraldas

13.3k Visualizações · Atualizando · Sara Gomez
Chloe Parker, é uma advogada perfeccionista, e Ryan Mitchell, o galã do futebol americano.
Chloe representa o atleta como sua advogada por dois anos e mesmo que Ryan a cante em toda oportunidade que tem, a mulher tem uma regra de não misturar prazer com trabalho então está sempre o dispensando, mas em uma festa em que os dois passam na bebida, eles acabam se envolvendo em uma noite de diversão sem compromisso.
E quando a noite dar a Chloe mais do que um dor de cabeça e ela descobre que está grávida, a vida deles vira um caos hilário e inesperado.
Para manter suas reputações intactas, Ryan propõe um contrato de fachada: eles devem agir como um casal até o bebê nascer.
Entre situações embaraçosas, encontros forçados e uma série de mal-entendidos engraçados, Chloe e Ryan lutam para manter as aparências, mas acabam se descobrindo de maneiras que nunca imaginaram.
No final, será que o contrato de amor e fraldas pode transformar uma relação de fachada em um verdadeiro conto de fadas?
A Noiva do Alfa Mafioso

A Noiva do Alfa Mafioso

8.8k Visualizações · Atualizando · Flavia Roberta
A noiva do. Alfa Mafioso, trás uma história envolvente, Clara e Miguel nunca se viram, mas eles mal sabem que o destino deles já estavam escritos, mesmo quando o perigo está por perto eles não param de buscar a verdade. Terão que superar muitas fases para chegar num final feliz. Mas será que eles querem final feliz?
A Bailarina no Morro

A Bailarina no Morro

834 Visualizações · Concluído · Déborah Natália
Em uma comunidade marcada por desafios, uma simples ação solidária desperta esperança onde muitos já haviam desistido de sonhar. O que parecia ser apenas um gesto de bondade acaba cruzando os caminhos de pessoas completamente diferentes, unindo destinos que jamais imaginariam se encontrar.
Enquanto aprendem a enfrentar as dores do passado, descobrir o valor da confiança e superar preconceitos, eles percebem que o amor verdadeiro nasce dos atos mais sinceros. Entre escolhas difíceis, recomeços e emoções intensas, cada passo revela que até os corações mais feridos podem encontrar um novo motivo para acreditar.
Porque, às vezes, basta um único gesto de amor para transformar vidas e mudar uma história para sempre.
De Melhor Amigo a Noivo

De Melhor Amigo a Noivo

2.5m Visualizações · Concluído · Page Hunter
A irmã dela vai se casar com seu ex. Então, ela leva seu melhor amigo como noivo de mentira. O que poderia dar errado?

Savannah Hart achava que tinha superado Dean Archer—até sua irmã, Chloe, anunciar que vai se casar com ele. O mesmo homem que Savannah nunca deixou de amar. O homem que a deixou de coração partido… e agora pertence à sua irmã.

Uma semana de casamento em New Hope. Uma mansão cheia de convidados. E uma madrinha de casamento muito amarga.

Para sobreviver a isso, Savannah leva um acompanhante—seu encantador e bem-apessoado melhor amigo, Roman Blackwood. O único homem que sempre esteve ao seu lado. Ele deve um favor a ela, e fingir ser seu noivo? Fácil.

Até que os beijos de mentira começam a parecer reais.

Agora Savannah está dividida entre manter a farsa… ou arriscar tudo pelo único homem por quem ela nunca deveria ter se apaixonado.