
Além do meu Domínio
Déborah Natália · Concluído · 127.4k Palavras
Introdução
Vamos embarcar juntos em mais uma aventura.
Espero que gostem.
Um beijo Nat.
Capítulo 1
Início,
Há muito o que se aprender quando o amor nem sempre é a única opção, ganância desejo e poder, podem não encher os olhos de todos, há sempre alguém que prefere viver no pouco e com humildade, mesmo tendo alguém que deseja lhe proporcionar tudo de melhor. Ouvimos sempre falar da história da DAMA EO VAGABUNDO, mas aqui vamos inverter os papéis quem tem cara de anjo nem sempre é o mocinho da história, e a cara de mal passa longe de ser um vilão, mas porque o proibido é sempre o mais prazeroso, porque amar as vezes machuca dois e nós deixam completamente sem saber o que fazer? Nem sempre temos todas as respostas e muitas ds vezes buscar algumas delas podem ser um longo caminho tortuoso a se seguir. E quando o outro decide se libertar de um amor que talvez nunca seja correspondido e deseja seguir em frente o tal amor aparece desejando com todas as suas forças ser amado, será tarde para se entregar? Será tarde para um recomeço?
—›Uma comunidade um pouco afastada no Rio de Janeiro, tem um forte esquema de envolvidos o comando ali é regrado e com baixa estatística de confronto, o motivo é claro a comandante do local tem pulso firme porém a comunidade não é esquecida e nem passa por alguma necessidade. Milena mais conhecida como Divã vulgo esse herdado das gerações passadas da sua família esse que comando a Comunidade dos Ares a mais de 3 décadas, tem como finalidade neutralizar o comando e eliminar toda e qualquer confronto permanente dos alemão que tenta milíciar o comando. — Há inúmeras decorrências do local o embate direto que ocorre no local é mais entre os próprios moradores, entre eles Kátia uma prima distante da patroa que sempre apronta principalmente com os casados, mas a diversão diária dela é dar em cima do único rapaz honesto ali, Eduardo trabalhador e estudante paixão antiga da patroa essa que tem uma obsessão pelo mesmo e todos sabem, mas sua prima está sempre disposta a tirar a sua paz e garantir a surra da semana.
— Dona Verá, avó das meninas vive um verdadeiro dilema, morando junto com a sua neta Milena vive a vida para perturbar o juízo da mesma arrancando grandes gargalhadas, e causando sempre uma confusão com a sua outra neta essa que não vai com a cara, adora a página de fofoca do morro pois assim está sempre por dentro de todos os ocorrido, e como a mesma diz eu preciso estar por dentro dos babados. A página de fofoca está de volta e a todo vapor, todo dia é uma novidade diferente explanando geral do jeito que nós gostamos.
— Eduardo, um jovem de 25 anos estudante de Odontologia já teve um breve romance com Milena na juventude, ambos sem maturidade não levaram a relação para frente, porém Milena nunca esqueceu e sempre deixou claro que ele era seu.
Uma obsessão que já leva 7 anos, e ele sabe que enquanto morar na comunidade ele não poderá ter nenhum romance, e mesmo sabendo que ao lado da patroa terá tudo que deseja ele ainda sim persiste em trabalhar e lutar pelo seu, sem nenhuma mordomia.
— Mas a paciência da patroa tem um certo limite, principalmente por ser testado todos os dias pela prima talarica, enquanto sua vó se diverte com toda situação enquanto toma a sua cerveja gelada ela ajuda a perturbar o juízo da sua querida neta, mas também não perde a chance de queimar o juízo do Eduardo.
Há muito o que se aprender seja em qual for a situação, entre guerras e desejos, prazer e afinidade, é como se fosse um jogo de sorte e azar, aonde a fofoca é sempre a mais divertidas das emoções.
° Vamos ter muito da página mais amada de fofocas.
° Surtos e muito ciúmes
° Obsessão
° Bailes
° Vovó debochada do jeito que vocês gostam
° Prima talarica
° Explanação dos chifres alheios
° Narração hot
° Narração da autora querida 😍
° Talvez terá narração com gatilhos (Mas será avisado no início do capitulo)
° Narração de confronto
— Existem dois tipos de pessoa, aquela que deseja que as coisas derem certos, e a que faz dar certo.
Eduardo é aquele que deseja que as coisas deem certo, que sonha e planeja um futuro.
Milena é aquela que faz dar certo, sem pensar nas consequências, que está disposta a correr todos os riscos e a enfrentar quem quer que seja para que as coisas saem como planejado.
Vivem no mesmo ambiente, com realidade totalmente diferente, o famoso opostos que se atraem. Porém nem sempre o se atrair é sinônimo de se conectar.
Eduardo tem 25 anos, estuda Odontologia e sonha em ter seu consultório na pista, mas também deseja ajudar a comunidade, trabalha na mercearia na comunidade na qual é da sua família.
Milena 23 anos, conhecida como Divã, está a frente do comando a três anos desde a morte do seu pai, o comando vem passando de geração em geração sempre na mesma linhagem da família, ela sabe que é capaz e corre pelo certo mesmo não estando no caminho certo.
Dona Verá - Cachaceira - forrozeira e fofoqueira, tudo de bom em uma pessoa só.
(Sem fotos dela no momento, mas podem imaginar uma quase idosa sem nenhum medo do perigo)
Katia - A prima talarica
Personagens aleatórios - Podem imaginar eles como quiserem, usem a imaginação.
Por trás das paginas de fofocas ainda é um mistério a ser descoberto.
Bota Fora Comunidade já fica on.
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Curtem e comentem bastante, vamos rir e nós divertir.
Espero que gostem, um beijo Nat.
Bota Fora Comunidade,
Vocês não sabem o prazer que é estar de volta...
Sim, eu sei que fiz muita falta, e a fofoqueira que habita em vocês já estavam desesperadas querendo saber as fofocas das comunidades.
Sei também que morrem de curiosidade querendo saber quem sou eu, queridas esse mistério jamais será revelado viu, sigo plena e no sigilo.
Tem um ditado que diz Calada Vence, eu certamente não vence em nada, pois eu tenho a língua que não processa as devidas informações, soube da fofoca ela já solta, guarda fofoca pra que, se eu morrer vai junto comigo e não terei tido o prazer de ver o estrago que elas causam.
A sociedade precisa de umas fofocas para sobreviver, é como um oxigênio sem fofoca eu não vivo.
E outra que não vive sem uma fofoca é a vó da nossa patroa, sempre antenada na internet e comenta em todas as minhas publicações nem que seja para falar algumas palavras de baixo calão, a veia é porreta, ta sempre com a sua cerveja na mão perturbando o juízo da patroa e quase matando a sua outra neta de tanto aperreio.
Falando na outra neta, essa não cansa de passar vergonha, não faz nem dois messes que tomou uma surra e quase ficou careca por ficar com um vapor casado, a mona tomou alguns tapas na praça pelo mesmo motivo, ou seja é talarica e marmita de bofe safado, quer dizer casado.
Acho engraçado que as fiéis batem mas continua com o alecrim dourado, enfim a hipocrisia. Essa certamente antes do final do mês vai tomar mais alguma surra isso porque eu bem estou sabendo que ela ta ficando com um bofe casado, a mulher dele é louca porém muito apaixonada e cega completamente na relação isso todos sabemos, mas será que em nenhum momento ela vai abrir seus olhos para o fracasso que é sua relação? Vai saber, cada um com seus chifres.
Mas aqui também tem um bofe bem marrentinho, que as vezes tem a maior carinha de bebê, eu assim como a comunidade inteira queria sentar ali viu, as monas gastando horrores no mercadinho só para dar uma olhadinha de perto, porém ninguém ainda perdeu o juízo, a patroa já deixou claro que o bofe é dela, mesmo não estando juntos eu não sei qual é a posição dele sobre isso, se gosta ou apenas suporta por ela ser a patroa, mas de uma coisa eu tenho certeza a obsessão da patroa pode fazer estrago, principalmente quando o mesmo deseja viver algo totalmente for a da sua realidade e principalmente for a do morro, será que isso ainda vai render?
Com certeza e eu estarei aqui contando tudo a vocês.
Milena, nossa patroa, é aquela menina mulher que sabe bem o que quer, não da ponto sem nó e sem medo algum ela enfrenta tudo que aparecer sem ao menos abaixar a guarda, Eduardo é aquele que domina todos seus pensamentos e que com toda certeza domina seu corpo inteiro, só falta ele se toca disso, eu sou suspeita mas já shippo eles pois dariam um casalzão da poh-.
Bom como aqui a fofoca rola solta e todos os dias é um babado diferente isso bem do jeitinho que vocês gostam, nossa amada patroa estava distribuído os novos uniformes da ONG esse que Eduardo tem um projeto bem fofo com as crianças, então a patroa patrocina pesado ali, ele estava ajudando na maior paz, um vez ou outra olhava desconfiado para a patroa o que arrancava gargalhadas dos vapores poia a tropa ali é toda da zoação e não deixa passar nada. Ele seguiu com as entregas e a patroa tinha um sorrisinho zombeteiro nos lábios e isso deixou todos em alerta pois ela não dá linha na pipa sem que consiga puxar, entrega vai entrega vem ela sumiu das vistas sem que ninguém percebesse, acabou as entregas e ela sempre falava algo mas surpreendeu a todos por não estar mais no local, até Eduardo estranhou esse sumiço, mas seguiu fingindo que não se importava, mas sempre estava olhando para os lados e eu sei bem o que ele estava procurando, eu acho que no fundo ele até pode sentir algo pela patroa mas eu entendo seu lado, ele faz sua faculdade e tem sonhos for a do morro, ele não é do movimento e a incerteza de quem vive uma vida assim também deixa quem está ao lado inseguro. Então eu acho que o medo fala mais alto que o desejo e qualquer outro tipo de sentimento.
Aqui já é quase meia noite e nada da patroa aparecer, vi uma movimentação dos vapores acho que estavam a procura da patroa mas essa informação é apenas um achismo. Porém eu estou ficando preocupada será que algo aconteceu ou foi somente ela que quis da um tempo.
Será que a patroa cansou de esperar pelo bofe?
Alo Eduardo, vai perder esse partidão é? Cara as vezes eu tenho vontade de te bater só pela sua lerdeza, mas vou relevar porque você é gato e eu sentava sem pudor nenhum. Dava altos tapas naquela bundinha Ui deu um calor menina que isso.
Tá parei.
Estou aqui olhando pela minha janelinha, e a prima piranha da patroa ta bem atrás da praça batendo um BO pro vapor casado.
Alô casadas, abrem teus olhos, e cuidado ao sair de casa a cabeça pode tombar.
li uma frase hoje que me definia muito.
Estou cansada de ficar cansada.
Preciso de uma emoção, e ela chegou antes mesmo de finalizar a fofoca.
A prima da patroa me mandou um direct bem audacioso, com uma leve ameaça.
Querida você não me põe medo, e eu sei de todos os seus segredos, então acho bom não me contrariar viu fofa.
Ve se pode uma coisa dessas, a bicha tem nem tamanho e quer me afrontar logo eu meu amor.
Eu preciso explanar mais fofocas para fazer uns estragos assim essas zinhas ficam no seu devido lugar.
Alô Martinha do beco 5, a piranha da Katia estava mamando seu marido, corta na doze que você pega eles no ato.
Bom, agora eu vou ficar aqui bem quietinha observando o fogo se alastrar pois o incêndio foi grande e o furacão ta chegando na praça.
Beijos queridas eu volta já com mais fofocas, agora eu vou assistir luta livre de camarote.
Milena Narrando,
Louca estressada, perturbada e com uma pitada de loucura misturada com obsessão, muitos me julgam antes de me conhecer ou apenas tem medo de se aproximar e eu não reclamo, na vida que eu levo quanto menos gente você se apegar melhor, eu sempre fui muito intensa e corajosa, mas aqui dentro ainda tem aquela menina sonhadora que ninguém foi capaz de conhecer, minha vó é a minha única família, apesar de ter uma tia e uma prima distante, é assim que eu desejo que elas fiquem distante e quanto mais melhor, não nos damos bem e estão sempre dispostas a me tirar do sério, eu ainda relevo pela minha vó que apesar de afrontar elas diariamente também é a família dela, então eu ainda uso o resto do meu alto controle. Porém a minha prima está sempre disposta a testar novas formas como se deve morrer, o motivo se chama Eduardo, é claro que se ele se apaixonar por outra pessoa mesmo eu querendo sumir com ela eu terei que respeitar, mas eu gosto dele e gosto muito, e minha prima sabe todos no morro sabem sobre o penhasco que eu tenho por ele, e ele bom não da a mínima pra isso, alguns rapazes daqui já deixaram claro que querem estar no lugar dele, mas meu coração ainda é teimoso o bastante e insisti em gostar apenas dele sem dar brecha para que outro se aproxime, eu tendo ser passiva e não mostrar autoridade sobre ele, mesmo que a minha obsessão me deixa a ponto de cometer uma loucura, ele faz a faculdade dele e tem os amigos dele, é como se tivesse uma outra vida for a do morro e ele parece gostar bastante dessa sensação, desse conforto e alívio que é viver for a da realidade do morro, seus pais tem um mercadinho aqui e ele ajuda quando chega da faculdade, é raro quando vou lá e quando vou ele quase não me olha nós olhos, e isso me incomoda, tivemos um momento juntos no passado quando meu pai ainda era vivo, foi a semana mais incrível e intensa que eu já tive. Ai tudo desandou, ouve um confronto meu pai foi ferido e não resistiu, eu precisei assumir o comando e ele bom, deixou claro que essa não era a vida que ele queria seguir, pois não saberia lidar com todas as situações de confronto, eu entendo claro, mas ainda sim meu coração insiste em ser teimoso, insisti em continuar sentindo vontade de voltar no tempo naquela semana e vivenciar tudo de novo, mas sei também que são apenas momentos que estão gravados em mim e que talvez ele nem se quer se lembre.
Estava tendo a liberação dos novos matérias da ONG, ele ajudava a entregar já que o mesmo tem um projeto lá, eu fazia a liberação e observava ele, a conversa sempre formal de mais sem contato visual, e isso me deixava tão angustiada, quando estava quase acabando observei como ele era gentil com todos e conversava amigavelmente com as outras meninas sem se importar com nada, e entendi que era somente comigo que ele queria manter uma certa distância, minha obsessão queria ver sangue, mas eu ainda tinha um lado racional e foi ele que me fez sair sem ser notada, apenas andei até aonde deixei minha moto e desci o morro passando pelo beco direto, assim quem estava na principal não iria me ver. Andei sem rumo por um longo tempo, até parar em uma praia, o sol já estava se pondo e apenas me sentei na areia, meu coração batia acelerado e a vontade de sequestrar ele gritava em mim, meu telefone tocava e as mensagens não paravam de chegar, a página de fofoca bombando e eu li bem atenta, mas ainda sim não voltei pro morro, talvez era eu quem estivesse precisando de um tempo.
O vento frio começou a me incomodar e quando percebi já era quase três da madrugada, eu segui até a minha moto e voltei pro morro agora mais devagar, não tinha pressa, de longe eu via a minha comunidade e sentia orgulho por conseguir manter a minha promessa ao meu pai de cuidar e proteger das pessoas ali. Mesmo que isso custe a minha felicidade pois essa é a minha realidade, contra isso não a nada a ser feito.
Ao subir o morro eu vi que a luz do quarto do Eduardo estava acessa, e pelo barulho da minha moto eu vi ele aparecer na janela, eu ainda vou confronta-lo, pois pode até ser coisa da minha cabeça mas eu não costumo me enganar. Entrei em casa e senti algo duro bater nas minhas costas, e já fui pegar a minha arma.
— Ta pensando que aqui é a casa da mãe joana, que sai sem avisar e volta quando quer.
Misericórdia vó, eu quase te acerto um tiro, o que foi isso que jogou em mim?
— Minha chinela, ela voa e acerta o alvo direitinho, aonde você se enfiou que sumiu sem avisar, eu já estou de idade.
Verdade ta velha mesmo.
— Velha é a sua vó.
E você é o que?
— Calada que você foi adotada.
kkkkkk
Mas é sem juízo mesmo né, se meu pai escutasse isso ele te expulsava daqui.
— Aquele corno, nem parecia meu filho, mas ainda não me respondeu.
Eu só fui dar uma volta, precisava por a cabeça no lugar, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.
— Não me venha sofrer por macho não em, mas aquele Eduardo é um bunda mole mesmo em, aonde já se viu deixar um mulherão desse solta por ai.
Você é exagerada em, mas me fala ta acordada até agora porque?
— Sua ingrata eu estava preocupada.
Tava nada, você estava era bebendo e jogando cartas com as fofoqueiras da rua que eu sei.
— Me caluniando uma hora dessa, eu vou dormi porque não tenho nem mais idade pra isso.
kkkkkk
Se doeu né.
— Milena eu te acerto em, vai dormi abusada.
Benção vó
— Deus te abençoe, vai descansar e para de pensar no Eduardo, amanha eu vou lá infernizar ele naquele mercadinho espera só. - Eu rir pois sabia que ele iria mesmo e o pobre coitado iria rezar muito para que alguém tire ela de lá, bom eu que não vou lá ou talvez eu vá e o trate diferente de todas as vezes quem sabe assim ele não se situa.
Amanhã será um bom dia.
Milena Narrando,
O dia mal amanheceu e o morro já teve briga, troca de tiro entre os vapores por causa de mulher, corno descobrindo os chifres, ou seja dedo no c* e gritaria, e se eu pensei que não poderia piorar, minha digníssima prima já aprontou no morro, e já saiu falando que passou a noite com o Eduardo, ela sempre faz isso o problema é que ele nunca desmente e nunca da pauta para essas fofocas, e com isso faz ela se sentir no direito de criar milhares de fanfics.
Vapor: O patroa, sua vó ta lá no mercadinho testando a paciência do Eduardo, já até deu uns tapas na sua prima no meio da rua.
Já falaram para ela ir para casa?
Vapor: Já e ela mandou gerar se lascar.
Meus Deus não são nem meio dia ainda. - Eu levantei e fui descendo o morro até o mercadinho, dois vapores veio na segurança, e antes de chegar lá eu já vi a minha vó com a maior cara lavada, olhando toda sínica pro Eduardo, se eu não conhecesse a peça.
Vamos para casa vó.
— Eu estava apenas dando uns conselhos para o menino.
Garanto que ele não precisa, sabe bem o que fazer da sua vida. - Ele de imediato levantou a cabeça mas eu não olhava para ele, minha vó logo percebeu o que eu estava fazendo e sorriu vindo ao meu encontro, eu apenas virei as costas e fui saindo subindo o morro indo de volta para p QG.
— Eu fiquei orgulhosa, talvez assim aquele bunda mole para com esse medo e se entrega de vez.
Gosta de uma conversa fiada né.
— Eu jamais, mas cá pra nós você bem que podia dar um baile né e chamar aquele pessoal da zona leste que arrasta a maio0r asa por você, assim vai que ele pense que a fila andou.
Você e suas ideias né.
— Minha querida eu sou vivida, homem só reagi quando se sente ameaçado, ele vai perceber que não está mais sendo prioridade na sua vida, e talvez o medo de ter perder para outro seja maior que o medo de te perder para o tráfico, sabemos que o que ele tem é medo, viu p pai morrer nessa vida então ele não deve querer passar por isso de novo.
Eu sei e entendo, mas essa é a minha vida, eu herdei e prometi cuidar da comunidade é a minha realidade, e se ele não quer fazer parte dela eu não posso interferir, mas isso também não quer dizer que eu não vá facilitar as coisas.
— Mania de perseguição, seu pai era igualzinho tinha uma obsessão pela sua mãe que não sossegou até ter ela, isso porque ela namorava na época, ele esperou mas marcava em cima.
Então sofrer por amor que não é seu é de família.
— Talvez, depois de longos dois anos sua mãe terminou com o namorado, seu pai marcou em cima até consegui um encontro e dai em diante não se largaram mais. É tudo questão de tempo.
Eu não sei se tenho essa mesma determinação, as vezes da vontade de prender ele no porão.
— Cárcere privado é crime, mas como você já vive for a da lei mesmo não faz muita diferença.
kkkkkk
Ta engraçadinha hoje né.
— Eu sou um amorzinho, agora vamos direto para casa que a Dulce ia fazer lasanha e sua coca cola já está geladinha.
Me mimando cedo o que você quer em?
— Neta ingrata, eu só queria te agradar.
Se eu não te conhecesse né, fala logo o que você quer.
— Assim, eu conheci um coroa no forró, ele me abordou insistiu para dançar comigo e como sou macaca velha eu quero que pesquise para saber de onde ele é, ele veio direto em mim e isso me deixou em alerta.
Coroa né sei, anota tudo que sabe, se tiver pego o numero dele melhor ainda.
— Sabia que iria descobri.
E vê se aquieta, nunca vi veia mais fogosa.
— Eu ainda dou um caldo. - Eu não me aguentei e rir alto, fomos para casa e almoçamos juntas rindo e falando mal dos outros pois esse era o nosso passatempo favorito. Na parte da tarde era dia de entrega de gás, e isso sempre acontecia em frente ao mercadinho do Eduardo, eu estava lá fingindo que nem o conhecia novamente, sem da pauta ou qualquer tipo de mole como sempre fazia, mas eu percebia seus olhares, deve ta se perguntando o que aconteceu, e como se tudo estivesse ao meu favor, o dono do morro da zona leste que minha vó falou mais cedo apareceu aqui dizendo que estava com saudades e me abraçando apertado, quando acabou a distribuição fomos juntos pro QG, eu ouvi alguns comentários e como Eduardo não desmentia nada eu também não iria desmentir, pense o que quiser e estava tudo certo.
— Eu vim em paz, e não queria te atrapalhar, porém eu preciso da sua ajuda.
Algum problema na zona leste?
— Alguns, mas o que mais tem me tirado o sono são as ameaças de invasão vindo do oeste.
Ué, DJ não havia fechado acordo, porque ta com isso agora?
— Não sei o que está acontecendo lá, mas nesse meio a unica pessoa que ele escuta é você, tem alguma coisa acontecendo lá, mas eu não posso ir lá sem que ele me mate antes de subir.
Alguma coisa aconteceu e não é nada boa, tem algum infiltrado lá?
— Tinha, mas ele precisou ir para outro estado, e o outro que mandei não me da mais notícias, ou ele mudou de lado ou foi morto.
As coisas não estão se encaixando, Dj mesmo em guerra ele deixa tudo as claras, ele fez acordo perante o comando não tem como ele ta agindo assim sem um motivo plausível.
— Há coisas que eu não sei te explicar porque eu não sei o que esta acontecendo.
Eu vou lá, vou descobrir o que está acontecendo, estou precisando falar com ele mesmo sobre uma carga, vou usar isso para ir até lá e aproveito para sondar sobre esse assunto, pois eu fiquei bastante curiosa.
— Obrigado, você é a unica que tem essa liberdade entre os comandos, e antes de levar pro chefe da facção eu preferi vim aqui pedi a sua ajuda para entender o que aconteceu antes de enfrentar essa guerra, eu to no escuro não sei com o que estou lidando ao certo.
Essa semana ainda vou lá, te mantenho informado. - Conversamos mais um pouco e fui levar ele até a barreira, os olhares curiosos chegava a ser engraçado e já imaginava que a página de fofoca fosse dar bastante detalhes sobre isso.
— Se cuida e aparece para curti um baile, e quem sabe me dar uma chance.
Vou pensar no seu caso.
— Para qual das alternativas?
Para ida ao baile.
— Ainda vou ser seu morena. - Eu rir e me despedi, voltei a subir o morro e já estava me sentindo sedentária, Eduardo vinha descendo com a sua mochila iria para a faculdade mas eu apenas segui o meu caminho o que fez ele parar no lugar e me olhar, eu sei o que ele está pensando mas não seria eu a desmenti nada dessa vez, quem sabe as ideias mirabolantes da minha vó dê certo.
Não custa nada tentar, e se não der certo a ideia do porão ainda é válida.
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Mais uma obra feita com muito carinho, espero que gostem.
Um beijo.
Nat.
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Mais uma obra feita por mim, espero que gostem.
Um beijo Nat.












