
Desejada pelo Rei da Máfia
Angel K. · Concluído · 241.9k Palavras
Introdução
A voz dele desce para um tom baixo, perigoso. “Você tem noção do que está fazendo?”
“Por favor...” Eu abro a camisa dele. “Eu preciso que você me coma...”
Meu nome é Cherry, e a minha vida mudou para sempre na noite em que me doparam e eu acabei na cama com um estranho misterioso.
Eu achei que nunca mais ia vê-lo, mas, quando me chamam para conhecer o noivo do meu casamento arranjado, de uma poderosa família do crime, eu descubro que meu salvador é Nicholas Salvatore — o implacável chefe da máfia e tio do homem com quem eu deveria me casar.
Agora, só nós dois, ele me prende contra a parede e me beija com urgência. “Você diz que eu sou um erro e depois aparece do nada pra conhecer outro homem? É assim que você quer jogar esse jogo, Cherry?”
Capítulo 1
POV da Cherry
Viro mais uma dose de tequila, fazendo careta quando o líquido queima a minha garganta. Esse bar caindo aos pedaços, escondido no centro de San Laurent, não era a minha primeira opção, mas é exatamente do que eu preciso hoje à noite — anonimato.
— Mais uma? — o barman ergue uma sobrancelha.
— Por favor. — Eu empurro o copo para a frente, observando enquanto ele completa.
Um homem se senta no banco ao meu lado. — O que uma coisa linda como você tá fazendo bebendo sozinha?
Eu não respondo, torcendo para que o meu silêncio o faça ir embora. Não faz.
— Tô falando com você, loirinha. — A mão dele pousa na minha coxa.
— Não tô interessada. — Eu afasto a mão dele, mas alguma coisa parece errada. A sala começa a girar de leve. Eu só tomei duas doses. Eu não deveria me sentir tão desligada assim.
O homem sorri, mostrando dentes amarelados. — Vai ficar logo, querida.
A ficha cai. A minha bebida. Ele deve ter colocado alguma coisa quando eu não estava olhando. Eu tento me levantar, mas minhas pernas parecem feitas de algodão.
Cambaleio pelo bar lotado, com ele vindo logo atrás. Meu coração martela no peito enquanto eu empurro a porta de saída e entro num beco escuro. O ar frio bate no meu rosto, clareando minha cabeça por um instante.
Passos ecoam atrás de mim. — Não faz assim, gata. Eu só quero me divertir um pouco.
Eu tento correr, mas meus pés não obedecem. As mãos dele me agarram, rasgando a manga do meu vestido. Eu grito, mas sai um gemido patético. Lutando contra o efeito da droga, eu arranho o rosto dele, sentindo minhas unhas encontrarem a pele.
Ele xinga, afrouxando o aperto por um momento. Eu aproveito a chance, empurro ele e tropeço em direção à rua. Meu vestido está rasgado, caindo de um ombro, mas fugir é a única coisa que importa.
Eu saio do beco direto na avenida, desorientada e apavorada. Faróis me cegam. Pneus cantam. Em seguida, sou arremessada ao chão. Fico ali, sem conseguir me mexer.
A porta de um carro se abre. Passos se aproximam.
— Merda — diz uma voz masculina.
O vidro traseiro do carro desce até a metade. — Leo, que diabos tá acontecendo? — Outra voz — mais grave, impaciente.
— Eu atropelei uma mulher, senhor. Ela acabou de sair correndo do beco. A roupa dela tá rasgada.
— Só coloca ela no carro. Me deixa primeiro no clube e depois leva ela pra um hospital.
— Sim, senhor.
Braços fortes me levantam do asfalto. Com os olhos semicerrados, eu vejo meu agressor do bar parado na entrada do beco. Ele me encara por um segundo e recua de volta para as sombras.
O interior do carro é espaçoso. Minha mente entorpecida registra um homem sentado no banco de trás, a camisa branca parcialmente aberta, revelando a pele bronzeada por baixo. Meu corpo parece em chamas, cada nervo gritando por alívio do calor que a droga acendeu dentro de mim.
Quando percebo, estou me aproximando dele, atraída como mariposa pela chama. A pele dele está quente contra a minha — ou talvez nós dois estejamos ardendo. No meu estado confuso, tudo o que eu sei é que o carro desse homem acabou de me salvar de um predador e está me levando ao hospital. Ele deve ser bom. Ele deve ser seguro.
Ele tenta me afastar, mas eu me agarro nele. — Por favor — eu arrasto as palavras. — Eu fui drogada. Me ajuda.
Ele congela, as mãos parando no meio do empurrão. — Você foi o quê?
Eu me derreto contra o peito dele, meus dedos atrapalhados nos botões restantes da camisa. — Alguém drogou a minha bebida. Por favor, me ajuda.
A voz dele desce para um tom baixo e perigoso. — Qual é o seu nome? Você entende o que tá fazendo?
— Eu sou a Cherry... — Eu abro a camisa dele. — Você parece uma pessoa boa. Por favor. Eu preciso que você me foda.
A droga assume o controle de vez quando eu pressiono meus lábios no peito dele, no pescoço, na mandíbula, sussurrando: — Só sexo, por favor, eu não aguento essa queimação. Para minha surpresa, ele não resiste mais. Em vez disso, as mãos dele começam a me ajudar a me livrar das roupas rasgadas.
O carro para de repente.
— Senhor, chegamos.
— Sai. — A ordem é dura.
— Senhor? Tem certeza que quer... com ela?
— Eu disse pra sair. Agora.
O motorista desce, nos deixando a sós.
As mãos ásperas dele sobem pelas minhas coxas, empurrando para o lado os restos do meu vestido rasgado. Meu corpo se arqueia na direção dele quando sinto a dureza pressionando contra mim por cima da calça. Eu me atrapalho com o cinto dele, soltando, e meus dedos se fecham ao redor do pau grosso e quente. Os dedos dele encontram meu centro encharcado, escorregando para dentro.
Não há delicadeza, só necessidade — as investidas dele quando ele me penetra são profundas, urgentes, e minhas paredes se contraem ao redor dele. Cada movimento manda ondas de alívio pelo meu membro ardendo. Quando tudo acaba, eu desabo contra o banco de couro, tremendo, e o efeito da droga finalmente começa a afrouxar.
E então, a realidade despenca sobre mim com uma clareza devastadora. O que foi que eu acabei de fazer? Minha mãe me deu o nome de Cherry esperando que eu entendesse a importância da minha virtude. Agora eu a perdi para um desconhecido.
Olho em volta, percebendo o luxo do veículo. O homem ao meu lado está deitado, com os olhos fechados, o perfil marcado e bonito na luz fraca. Pelo menos eu não acabei com aquele nojento do bar.
Olho pela janela, mortificada com a ideia de alguém ter visto a gente, mas o vidro parece escuro.
— É vidro espelhado por fora — ele diz, como se estivesse lendo meus pensamentos.
Eu me assusto com a voz dele. — Me desculpa — solto, sem pensar. — Eu fui dopada. Obrigada por me salvar.
Os lábios dele se curvam em algo entre um sorriso e um meio sorriso debochado enquanto ele pega a carteira. — Não precisa agradecer. Eu já vi mulheres como você. Vou te dar algum dinheiro. Você vai embora e não conta pra ninguém o que aconteceu.
Minha gratidão evapora na hora. O que ele acha que eu sou? — Obrigada pela sua generosidade — respondo, com a voz pingando sarcasmo. — Aqui vai minha contraproposta: eu te dou o dobro disso se você me deixar em paz e nunca mencionar isso pra ninguém.
Ele chega a rir. — Você tem coragem. Que tal nenhum de nós pagar nada pro outro? Onde você mora? Eu mando o Leo te levar pra casa, ou pra um hospital, se você precisar fazer exames.
— Não, obrigada. Eu dou conta. — Estico a mão para a maçaneta. Já estou atrasada pra voltar pra casa.
Ele segura meu pulso, firme, mas sem machucar. Então abre um compartimento e puxa um conjunto de roupas femininas. — Seu vestido está perdido.
Vendo a lógica na sugestão, eu aceito as roupas. Ele sai do carro para me dar privacidade, ficando do lado de fora enquanto eu me troco.
Quando eu volto a aparecer, agradeço de novo, ansiosa para deixar esta noite para trás.
Ele pega minha mão antes que eu possa ir, pressionando um cartão na minha palma. — Fica com isso. Se você se sentir mal ou tiver qualquer problema, liga pra esse número.
O cartão tem apenas um número de telefone. — Como eu devo te chamar?
— Pode me chamar de Nick.
— Tá bom, Nick. Até nunca.
Ele franze a testa, aparentemente surpreso com a minha pressa de ir embora. Mas não me impede quando eu me afasto.
Só quando já estou a alguns metros do carro eu percebo onde estamos — o infame Purgatory Club, o lugar exclusivo para membros, pertencente à família criminosa Salvatore, frequentado por uma mistura de magnatas e figurões da política. Só de pensar nessa família, eu sou puxada de volta para a dura realidade da minha própria situação: os Salvatores são justamente a família com a qual eu devo me casar.
E aquele homem, o Nick, deve ser membro desse clube. Não é à toa que ele tinha roupas de mulher escondidas no carro — provavelmente sempre preparado para situações assim. E a pressa dele em jogar dinheiro em cima de mim, em me tirar da vida dele, agora faz sentido. Ele deve estar morrendo de medo de manchar a reputação e os negócios.
Eu apresso o passo, com medo de ser vista. A última coisa de que eu preciso é que o meu futuro marido me encontre descabelada do lado de fora do clube dele depois de dormir com um desconhecido.
Quando finalmente chego em casa, meu pai está me esperando na porta, o rosto carregado como uma tempestade. — Cherry Miller! Você tem ideia de que horas são? — ele exige. — Você está prestes a se casar e fica por aí, passeando a noite toda. Cadê suas roupas de antes?
Eu aceito a bronca em silêncio. Mamãe e eu somos hóspedes nesta casa; enfrentá-lo só traria punição para nós duas.
— Os Salvatores mandaram representantes pra cidade — ele continua. — O próprio Nicholas, o chefe atual. É assim que eles estão levando esse casamento a sério. Amanhã nós vamos nos encontrar com ele pra discutir o seu noivado.
Últimos Capítulos
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Última Atualização: 5/19/2026
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Ouviu.
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