DROGA! CEO É UM BABACA EM BUSCA DO PRAZER

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Sandra Lima · Concluído · 125.0k Palavras

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Introdução

Analu, aos 19 anos, é uma jovem que, apesar de ter enfrentado as adversidades da vida, mantém a esperança e a alegria no coração. Abandonada pelos pais biológicos, encontrou na avó seu único porto seguro e a razão para seguir em frente. Sonhadora e determinada, vê em um anúncio de emprego como doméstica a chance de realizar seu maior desejo: cursar psicologia e garantir um futuro melhor para sua avó, a única pessoa que sempre a amou incondicionalmente.
No entanto, ela jamais imaginaria que o chefe desse novo trabalho seria ninguém menos que Santiago Fizterra, um CEO arrogante e amargurado, que, após a perda brutal de sua noiva, se fechou para o amor. Determinado a transformar a vida de Analu em um verdadeiro campo de batalha, ele será um obstáculo quase imbatível em seu caminho.
O que começa como uma disputa feroz entre uma jovem de língua afiada e um homem implacável se tornará o cenário de uma paixão arrebatadora e imprevisível. Quem sairá vitorioso dessa luta de egos? E, no calor das trocas de farpas, surgirá o amor?

Capítulo 1

"Nem sempre as coisas correm do jeito pretendido. Por vezes, não existe justiça, igualdade. Na verdade, a vida é um momento, uma etapa onde todos procuram realização, felicidade, harmonia!

Acontece que tudo deve ser conquistado com empenho, com força e com irreverência. É por isso que só os audazes, os corajosos, atingem seus objetivos. Não há tempo para ter medo da mudança; é ela que determina o sucesso. Sem medo, arrisque e mude tudo que está errado em você, em seu mundo!"

♡*

Analu

Sabe quando você tem sonhos, mas não tem grana para realizar?

É meu caso, meu sonho é cursar psicologia, mas para isso preciso de dinheiro.

Eu fui atrás dos meus sonhos, e foi assim que tudo começou.

[...]

Estava olhando o classificado do jornal até vê um anúncio que se encaixava nos meus horários.

Procuro auxiliar de limpeza.

Horário Segunda a Sexta

De 07H às 18 horas

Sábado o dia inteiro

Domingo Folga

Eu sou uma menina de dezenove anos, começando a vida, o emprego me privaria de viver muitas coisas, mas preciso me formar e sei que vai valer a pena o esforço.

Pulo do sofá, tomo um banho, visto uma calça jeans, uma blusa de manga comprida e tênis, anoto o endereço e vou até o local, que fica um pouco longe de onde moro.

Salto do ônibus e caminho um pouco até lá, paro em frente a uma enorme mansão e não acredito que seja ali. Verifico mais uma vez o papel e sim, é aqui.

Toco a campanhia e em alguns minutos, um senhor uniformizado me atende.

— Bom dia moça...

— Bom dia Senhor, me chamo Ana Lúcia, e vim para a entrevista...

— De auxiliar? Tem certeza? —Ele me olha encabulado

— Ora, certeza absoluta! — respondo erguendo a sobrancelha esquerda

— Tudo bem. Entre!

Entro reparando tudo, a casa é enorme e toda luxuosa com uma decoração antiga. Mas existe um silêncio mortal nesse lugar, algo que me incomoda, e eu adoro música e muito barulho, não sei como vivem nesse silêncio medonho.

— A Senhora Morgana irá recebê-la.

— Obrigada!

"Essa deve ser a dona da casa." — penso comigo

Fico numa imensa sala à observar tudo. Observo atentamente os quadros que devem pagar minha faculdade de tão caros e também vejo uma rack cheia de fotos. Me aproximo para ver, mas sou interrompida por uma voz firme.

— Bom dia! — uma mulher fala

— Bom dia! — me viro sorrindo enquanto a mulher me encara com cara de desdenho

— Sou Morgana, a governanta da casa.

— Prazer! Sou Ana Lúcia, mas pode me chamar de Analu se preferir. — falo sorrindo, mas ela se mantém séria

"Ai Senhor! Pelo visto estou de frente com uma bruxa."

— Você sabe que isso é uma entrevista para auxiliar de limpeza? Está no lugar certo? — ela me repara dos pés a cabeça

— Claro que sei! Não sou tão inocente quanto pareço. Eu preciso fazer faculdade e necessito de um emprego para pagar à mesma, esse foi o motivo pelo qual estou aqui. — falo a encarando

Moro com minha avó, meus pais nunca se importaram comigo, não sei nem quem são, sempre batalhei pelos meus sonhos, e nunca abaixei a cabeça para ninguém. E não seria agora que faria algo assim.

— Por curiosidade, quantos anos você tem menina? — ela fala com o dedo apontado para mim

— Tenho dezenove anos senhora, nunca tive mordomia, muito menos moleza, se é isso que está pensando. — respondo logo em seguida

— Olha, como eu havia dito eu sou a governanta da casa. Nosso patrão está viajando à negócios, eu gostei da sua... digamos que ousadia e atitude. Mas o serviço braçal será pesado e acredito que não seja para você. E cozinhar você sabe? — ela pergunta

— Oxe! Claro que sei! Sei inúmeras receitas gostosas e bolos maravilhosos.

— Ótimo! Te deixarei na cozinha ajudando à Vera, se você conseguir se sair bem, ficará lá com ela, caso contrário... R.U.A. — ela fala firme a última palavra — Lembrando que o Senhor Fizterra é bem exigente. A sua data prevista de retorno é daqui a vinte e um dias, você terá quinze dias de experiência, eu irei avaliar, se for bem sucedida ótimo, se não, irei dispensá-la antes que ele retorne. Entendeu?

— Sim senhora Morgana! Eu juro que você não irá se arrepender. — falo empolgada

— Assim espero pequena menina. Amanhã às sete horas em ponto te aguardo aqui.

Vou para casa toda empolgada para dar a notícia à minha vó sobre eu conseguir o emprego. De começo ela não acha muito adequado já que passarei muito tempo lá, mas me apoia pela força de vontade de ir atrás dos meus sonhos.

Durmo feito uma pilha de nervos e ansiedade, eu preciso que tudo dê certo no primeiro dia.

Às cinco da manhã já estou de pé. Tomo um banho, visto uma calça legging, uma bata comprida, uma sapatilha e faço um rabo de cavalo. Às seis horas saio de casa me dando quinze minutos de adiantamento no serviço.

— Bom dia menina! Você voltou! — fala o rapaz uniformizado que eu suponho ser o mordomo

— E porque não voltaria? Oxe, estou disposta a trabalhar! — falo firme e vejo ele dando um sorriso

— Entre! Já estão à sua espera.

Entro na casa e mais uma vez continuo a observar tudo, parece um castelo de tão grande

— Bom dia Analu, confesso que achei que iria desistir. — Morgana me chamou pelo meu apelido, isso deve ser um bom sinal

— Bom dia Senhora Morgana! Eu sou osso ruim de roer, não desisto fácil das coisas. — falo com entusiasmo

— Ótimo! Venha até meu escritório que vou te mostrar quanto será o seu salário se você ficar, e lhe dar um uniforme provisório.

Pego o contrato e leio atentamente. O salário é absurdamente grande para mim, vai dar para pagar a faculdade e ajudar minha vó em casa. Então preciso fazer valer a pena.

— De acordo? — ela pergunta depois de um tempo

— Claro que sim, nunca vi tanto dinheiro na vida. — Digo empolgada e ela sorri com sarcasmo

— Vá se trocar que Vera à espera na cozinha.

Vou a um banheiro que é do tamanho do meu quarto, tinha um espelho enorme e a banheira cabe no mínimo duas de mim. Aqui é tudo tão ostensivo, que dá até medo de tocar.

Coloco uma calça e uma blusa branca que fica igual um vestido. O uniforme é claramente bem maior do que eu, que tenho apenas um metro e sessenta e cinco centímetros de altura, mas tá bom já que será provisório.

Já na cozinha sou apresentada a Vera, uma senhora um pouco mais nova que minha vó, e logo de cara já peguei um carinho por ela.

— Tão menina, você deveria está buscando sonhos e não presa nessa cozinha. — ela diz assim que a senhora Morgana se vai

— E eu estou buscando meus sonhos, por isso estou aqui, preciso do dinheiro para minha faculdade e também para ajudar minha avó.

Ela sorri e as rugas de expressão aparecem no canto dos seus olhos.

— Então vamos lá. O almoço de hoje será pato ao molho de laranja. Vou te ensinar como se faz, é um dos pratos preferidos do Senhor Fizterra. E ele é bem exigente na alimentação.

— Com laranja? Minha vó faz um com macarrão que é de cair o queixo de tão gostoso.

Novamente ela sorri...

— Vamos começar com o tempero.

Vera vai me mostrando tudo. E assim foi nosso primeiro dia, almoço pronto sem nenhum elogio, mas também sem nada contra. No segundo dia fiz uma broa com queijo para tomar café, e a senhora Morgana provou, porém mais uma vez não disse nada. Mas sei que gostou, pois comeu dois pedaços e o senhor Otávio o mordomo também gostou. Ele ao menos me parabenizou e disse que agora sim iria engordar um pouco, já que terá comida com "sustança", como ele mesmo diz.

— A última vez que comi uma broa gostosa assim, foi na minha época de menino, feito pela minha avó. — seu Otávio fala enquanto tomava um gole de café

— Sim ela tem gostinho de avó, a receita é da minha vozinha. — falo toda contente

A cozinha é um dos meus lugares preferidos, sempre gostei de cozinhar, miha vó trabalhou durante muito tempo e eu tinha que me virar para comer, e foi então que começei a aprender a cozinhar e ter gosto por isso. Sei muitas receitas, não tão sofisiticadas, mas muito boas, creio que me darei bem aqui.

[...]

Com uma semana de experiência fiz uma rabada para eles, no começo dona Vera disse que eu era doida de arriscar, a senhora Morgana me julgou, mas quando provou ficou até com a boca suja de gordura de tanto que comeu. E no final do expediente me chamou para que eu assinasse o contrato que consiste em três meses de experiência, caso dê tudo certo, renovaram o mesmo.

Estou radiante e pela primeira vez tudo está dando certo na minha vida. E como estamos no mês de outubro eu só entrarei na faculdade ano que vem, tempo suficiente para juntar mais um dinheirinho e dar de entrada no curso. Graças à Deus tudo está se caminhando bem e estou cada vez mais perto de conquistar um dos meus sonhos. Só espero que a chegada desse senhor Fizterra não mude nada do lugar e que eu continue em paz trabalhando aqui nessa casa por um longo tempo.

Eu me chamo Ana Lúcia, mas me chamam de Analu, tenho dezenove anos, um metro e sessenta e cinco centímetros de altura, branca, cabelos ruivos, tenho um corpo normal, nem magra e nem gorda. Mas nada disso é mais importante do que realizar os meus sonhos e cada dia que passa percebo que estou no caminho certo, e logo poderei oferecer uma vida melhor à minha avó. Afinal esse sempre foi o meu maior objetivo: Que àquela que me ofereceu tudo e me deu tanto amor, tenha uma vida sossegada.

E assim será!

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“Ela vai querer”, eu digo, baixando um pouco a voz. “Porque ela precisa de um homem que seja capaz de dar o mundo a ela.”

“E se o mundo pegar fogo?”

Minha mão se fecha de leve na cintura de Violet.

“Então eu construo um novo pra ela”, eu respondo. “Mesmo que eu tenha que queimar o velho com as minhas próprias mãos.”

Eu não trabalho para Rowan Ashcroft.
Eu trabalho abaixo dele.

Da minha mesa, eu decido quem consegue acesso ao CEO mais implacável da cidade e quem nunca passa da recepção. Eu administro o tempo dele, o silêncio dele, os inimigos dele. Eu mantenho o mundo dele funcionando enquanto o meu desaba em silêncio sob contas atrasadas, uma mãe internada numa clínica de reabilitação e um irmão que sumiu sem nem se despedir.

Rowan Ashcroft é poder embrulhado num terno sob medida.
Frio. Intocável. Impiedoso.
Ele não flerta. Não sorri. Não enxerga pessoas, só utilidade.

E por muito tempo, eu fui apenas útil.

Até que ele começou a me observar.

No começo, a mudança na atenção dele é sutil. Uma pausa longa demais. Um olhar que se demora. Ordens que me puxam para mais perto em vez de me manterem à distância. O homem que fica de pé acima da minha mesa começa a controlar mais do que a minha agenda, e eu percebo tarde demais que ser notada por Rowan Ashcroft é muito mais perigoso do que ser ignorada.

Porque homens como ele não desejam afeto.
Desejam posse.

Era pra ser só um emprego.
Não um teste dos meus limites.
Não uma descida lenta e calculada para dentro da autoridade dele.

Mas se Rowan Ashcroft decidir que eu pertenço debaixo da mesa dele, que seja.
Sobreviver tem um preço, e as contas não querem saber como eu pago.